A filha de Camus!
22 Casamento!!!
Notas iniciais

Abri meus olhos sentindo uma trilha de beijos do meu pescoço até minha bochecha, e antes que minha mente pudesse formular um pensamento coerente eu estava sorrindo, no meio da inconsciência e realidade, de não só que dia era hoje, mais de quem estava ao meu lado nesse momento e o porquê, imagens da noite maravilhosa começaram a passar em minha mente como um filme, até que senti uma leve mordida na orelha, e graças a isso um calafrio começou a se alastrar por todo o meu corpo, e num impulso repentino acabei abrindo os olhos.
–Bom dia pequena! -sussurrou Hyoga em meu ouvido, e se era possível, eu alarguei ainda mais meu sorriso, fazendo com isso com que uma leve risada nasal fosse ouvida por nós dois.
–Bom dia Hyoga. -eu disse me virando para ele e tocando seu rosto, e quando nossos olhos se encontraram eu tive a certeza que ambos estávamos mais que felizes.
–Eu trouxe o seu café da manhã, é melhor comer e se arrumar rápido antes que venham a sua procura, acho que sua mãe vai surtar. -disse ele tentando não rir. — Eu terei que ir embora, sua mãe não queria me deixar vir vê-la, mais eu não podia te deixar acordar e não me ter ao seu lado, não hoje, e também... Eu te amo... -ele me beijou profundamente, me deixando zonza, e após isso se levantou da cama e se dirigiu a porta. -A bandeja com seu café da manhã está na cômoda pequena, nós vemos a noite “amor”.
E dizendo isso ele sai sem me deixar abrir a boca para responder, eu ainda estava tentando assimilar tudo que ele me disse quando resolvi pular da cama para correr atrás dele. Abri a porta com tudo e o vi no meio do corredor.
–Eu também te amo Hyoga... -eu corri e o abracei, ou tentei já que meus braços não conseguiram se fechar direito ao redor dele, ele virou e me beijou e depois começou a rir.
–Eu sei disso pequena, mais é melhor você colocar uma roupa antes de sair correndo pela casa não acha? -eu o olhei e depois abaixei a cabeça para olhar meu corpo nú...
–KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.... -gritei voltando correndo para o quarto batendo a porta com tudo. -Ainda dava para ouvir ele gargalhando.
–Obrigado pela maravilhosa visão pequena!
–Você me enganou... -choraminguei encostada na porta.
–E vou te enganar outra vez, e mais outra, e outra, pelo resto de nossas vidas. -ele disse do outo lado da porta. -Porque você é minha mulher agora.
–Estarei esperando ansiosamente pelos dias que virão. -sorri ao vislumbrar o futuro a frente. -Até a noite Hyoga.
–Até a noite Alana.
Fui ao banheiro e tomei um banho rápido, colocando uma roupa leve, não passei maquiagem, apenas escovei os dentes e fiz um rabo de cavalo nos cabelos. Sai do banheiro e dei de cara com minha melhor amiga e minha mãe sentadas em minha cama.
Enquanto eu tomava meu café com Katya (resolveu comer comigo) conversávamos confortavelmente, e quando já estávamos acabando June chegou.
Minha mãe tinha nos reservado o spar, para o famoso dia da noiva, banho de lua, depilação, massagem relaxante e peeling de cristal, enfim o dia foi perfeito. Todas curtimos muito, sem falar nos conselhos de June de como era a vida de casada. Depois fomos enfim arrumar o cabelo e fazer a maquiagem, eu não quis nada exagerado, preferi deixar apenas um coque e minha mãe trouxe a tiara e as joias que Saori tinha me dado.
–Alexei pediu para te entregar filha, parece que foi o Seiya que lembrou e o Mu teve de ir buscar na Sibéria nas pressas para você. –ela me disse sapeca como sempre.
–Obrigada mamãe. –eu sorri –Eu realmente havia me esquecido disso.
–Espero que não tenha se esquecido de fazer as suas juras. –ela ria maliciosamente. –Se bem que depois da noite que você teve eu me surpreendo que ainda lembre de algo.
–MÃE! –todas riram.
“Ai Jezus será que todos sabem?”
–Mãe... é... eu... –ela ria do meu aparente nervosismo.
–Deixe de coisa filha, o que importa é ser feliz.
–Eu me esqueci completamente disso, vou ter de improvisar. -tentei mudar de assunto.
–Boa sorte filha..
–Obrigada... por tudo.... –ela me abraçou carinhosamente.
Comecei a me arrumar assim que a maquiagem terminou, e depois vinheram me perfumar e dar os últimos retoques.
–Alana você vai no carro sozinha tudo bem? –mamãe me explicava como seria tudo. –Mu vai te esperar lá, e você só deve sair do carro quando ele abrir a porta, até lá espere lá dentro, o carro tem ar condicionado então você não vai sentir tanto calor.
–Aproveita para pensar nos seus votos amiga. –Katya dizia feliz. –Você não quer passar vergonha né?! –maldita.
Elas logo foram embora, e Carlos me ajudou a entrar dentro do carro. No caminho para Cabo Branco (onde se encontrava o bosque ao qual seria realizado meu casamento), eu realmente parei para pensar em tudo. Olhei pela janela do carro e ainda nos encontrávamos na “Epitácio Pessoa”, principal avenida de acesso à praia, e naquele momento o transito era ameno, já que o horário de pico seria as 6h, mas o sol ainda estava alto e isso ofuscava um pouco minha visão. Acabei suspirando ao notar que ainda eram 16:40, tínhamos cerca de vinte minutos para chegar na hora marcada para a cerimônia.
Me peguei avaliando o momento, avaliando o quão diferente eu estava naquele dia, pois eu sempre havia me imaginado ansiosa, talvez até um pouco temerosa quando esse dia chegasse, o dia em que eu me casaria com o dito amor da minha vida, e com essa pessoa viveria o resto de meus dias. Quão distinto não era aquela situação, não só pela pessoa com quem eu iria me casar (sempre sonhei que seria Ramon), como também pelas circunstancias em que me casava agora (pois minha ideia era ser algo extremamente planejado, e só depois que eu terminasse alguma faculdade). Mas agora, eu me via completamente tranquila, posso dizer que estou até animada com tudo, não me sinto de forma alguma pressionada, e por mais que todos digam que o dia de hoje passou rápido, eu diria que ele até demorou demais a passar, pois tudo que eu queria agora era vê-lo, e ouvi-lo, visto que minha vida já a bastante tempo se resumia a ele, e eu não precisava de um anel no dedo, ou de uma assinatura num papel para saber disso.
Em meio aos meus devaneios não percebi quando o carro estacionou na entrada do bosque. Fiquei imóvel dentro deste, tentando duramente tirar o sorriso idiota de meus lábios e jurando para mim mesma que não pularia quando a porta se abrisse.
–Senhorita, o buque! –Carlos entregou o buque de rosas para mim. –Devo dizer-lhe que está linda Alana, e eu desejo-lhe toda a felicidade do mundo.
–Muito obrigada Carlos. –demos um abraço desajeitado, já que ele estava no banco da frente e eu no de trás, e depois disso ele saiu do carro.
Alguns minutos se passaram e eu podia ouvir o amontoado de cochichos do lado de fora, eu sabia que os seguranças estavam trabalhando dobrado para manter os repórteres e fotógrafos longe do carro, minha mãe era muito cuidadosa com minha imagem.
Meu coração começou a dar sinais de vida quando vi Mu se aproximando com um meio sorriso no rosto, este abriu a porta e me estendeu a mão.
–Pronta?
–Sim! –disse num fio de voz, saindo do carro.
–Você está realmente divina, quem diria que a criança que eu peguei no colo se transformaria nessa linda moça. –ele sorria caloroso.
–Obrigada Mu, não só por isso, mais por tudo, você sabe, por me manter sempre segura e...
–Eu faria tudo de novo Aqua, há... –ele colocou a mão no bolso do palito e de lá retirou uma pulseira de ouro branco com apenas uma pedra jade ao centro. –Presente do seu pai, ele me pediu para te dar no dia do seu casamento. O verde para dar sorte.
–Obriga...do... –era difícil não chorar enquanto ele colocava o presente no meu pulso.
–Ei não chore, ou Hyoga vai ter uma sincope, vamos logo sim! –ele me estendeu o braço e eu o segurei.
Seguimos em frente e ao atravessar o portão uma chuva de fleches me cegou por um momento, e eu tenha certeza que se não fosse Mu me apoiando eu não saberia em que direção seguir. Várias pessoas se amontoavam para nós ver entrar, e eu pude reconhecer alguns rostos, como os pais de Katya, Sandra e Ramon, sem falar nos meus avós e tios, mais nada me preparou para ele.
Hyoga estava divino, em um smoking branco, com o cabelo penteado/arrepiado dando-lhe um ar másculo e “principesco”, ele me olhava sério, talvez um pouco aliviado, e por mais que eu tentasse, eu não conseguia tirar mais aquele sorriso bobo. Não tirávamos os olhos um do outro, nem mesmo quando Mu me entregou a este, ele me sorriu e viramos para o cerimonialista, só ai me dei ao luxo de parar de olha-ló para observar ao meu redor. Julian estava ao meu lado direito (não tinha nem mesmo um arranhão, estava lindo de smoking preto), com Katya a tira colo que sorria boba, mais seu olhar se direcionava para a primeira fila onde se encontrava Ikki. Ao lado esquerdo de Hyoga se encontrava Shun e June, e ao lado destes estava minha mãe e Mu.
Se eu disser que dei ouvidos a uma palavra se quer do que o pobre cerimonialista disse eu estaria mentindo descaradamente, só percebi que algo estava acontecendo quando ouvi Hyoga falar.
–Sim...
–Alana Lyana Lopes, você aceita Alexei Hyoga Yukida como seu esposo, para amá-lo e respeita-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe.
–Sim. –olhei-o e este me sorria.
–Agora façam seus votos.
Hyoga pegou a aliança de cima de uma almofada branca que uma criança trazia, e segurando minha mão direita ele começou a falar.
–Alana... –ele respirou fundo e levantou a cabeça me olhando, todos naquele lugar pareceram parar até de respirar e nem se ouvia mais os pássaros, todos queriam ouvir o que ele tinha a dizer. –Eu à vi crescer, à vi deixar de ser a menina que tinha medo, se tornar na mulher que transformou seus medos em riqueza, que trilhou seu próprio caminho. A vi cair e levantar várias vezes, e se me perguntarem eu não saberia dizer em qual desse meio tempo eu me apaixonei por você.
–Sempre quis te proteger de tudo e de todos, mais você sempre fugiu e caminhou sozinha por caminhos que eu nem sempre pude te achar antes de você se machucar, mais tenho ciência que muitos desses machucados te fizeram crescer e se tornar essa maravilhosa mulher. Você sempre me agradeceu por tudo o que fiz por você, mais nunca me deixou dizer que eu que sou grato por você existir. Você que me tirou da escuridão e que com apenas um sorriso infantil me deu a razão pela qual viver e lutar para te dar um futuro melhor. Não posso prometer que a vida ao meu lado será fácil, bela ou mesmo maravilhosa, mais posso prometer meu amor eterno a você, amor esse que me fará dar meu sangue se necessário para que você seja no mínimo feliz comigo. Por que dizer “eu te amo”, parece algo simples e fútil se comparado aos meus reais sentimentos por você! –ele enfim parou para respirar e todos fizeram o mesmo. –Por isso Alana, a partir de hoje eu estarei sempre ao seu lado, pois não a bem mais precioso que você em minha vida pequena. –e com um sorriso torto ele colocou a aliança em meu dedo. –Agora você é oficialmente minha mulher, e eu cuidarei sempre de você minha pestinha.
Uma chuva de aplausos pode ser ouvida, me dando tempo de limpar as lágrimas intrometidas que haviam caído, depois respirei fundo e peguei a aliança da almofada, me dirigi a ele e peguei sua mão direita me posicionado o anel em seu dedo.
–Uou, se isso fosse uma competição eu provavelmente perderia. –ouvi várias risadas acompanhando a minha, ele mesmo riu um pouco. – Alexei, nós conhecemos de uma forma tão inusitada, que mesmo agora é difícil de acreditar. Você apareceu em minha vida quando eu já tinha desistido de acreditar no amor. Chegou de mansinho e foi aos poucos conquistando cada pedaço do meu coração, e quando dei por mim você já o tinha levando, junto com minha pouca sanidade. –todos riram. –Hoje, aqui ao seu lado, posso confessar que nem em meus melhores sonhos eu imaginei que sentiria tamanha felicidade, e sinceramente eu ainda não consigo acreditar que fui agraciada com tanta sorte, não só por te conhecer, mais por te ter ao meu lado, como homem, como amigo e agora para ser meu companheiro pela eternidade. Espero te trazer tanta felicidade como as que você sempre me trouxe, e te digo, que não há maior felicidade do que viver ao seu lado. –coloquei a aliança em seu dedo. –Eu não preciso de mais nada para ser feliz, eu já tenho você. –e com isso o puxei para o beijo, em meio a uma chuva de aplauso e o pôr do sol.
–Pelos poderes a mim investido eu os declaro marido e mulher!
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