A difícil Arte de Amar
40 Capitulo 40
Notas iniciais
Se despediu da irmã, iam até a mansão Lestrange, a qual o lorde das trevas tinha deixado protegida de intrusos, e limpa por dentro desde que Rabicho o ajudou a retornar ao seu estado ‘’normal’’.
— Tem um jeito de você me escutar e não ir?
Gritou Narcisa correndo até eles que estavam perto do portão da propriedade.
— Não, mana. Não se preocupe, não vamos ficar lá, gostamos daqui! Não...
— Não é isso! – Narcisa os cortou, tinha uma expressão preocupada no rosto. – Tive um pressentimento ruim, quando a isso!
Bellatrix que já tinha a barriga formada foi até a irmã e a abraçou.
— Vou ficar bem, até!
A mais velha beijou a testa da mais nova e foi até o marido que já estava abrindo o portão da propriedade, e saíram juntos, aparatando diretamente na frente dos portões da mansão da família já morta de seu marido.
O portão era enorme. Ela lembrava de como era morar ali e ele a segurou, colando seus corpos e sorrindo malicioso.
— Que tal transarmos na cozinha? Não chegamos a transar naquele cômodo!
Ela riu com o que ele disse, iria responder, se não tivesse ouvido passadas... Se afastou e encarou Greyback, na forma de homem ali, porém como sempre, tinha muitos pelos no rosto.
— O que faz aqui, Greyback?
Perguntou a mulher confusa, e percebeu o corpo dele pronto para atacar. Tirou a varinha do bolso do casaco que usava e o lobisomem sorriu.
— Apenas não se meta, Bellatrix! – Ele falou e atacou, ela abraçou a barriga em forma de proteção a sua criança que estava dentro de seu ventre, mas gritou ao ver e ouvir o grito de dor do marido.
— Estupefaça! – Reagiu rapido, errando o feitiço e viu o lobo arrastar rapidamente, o homem para dentro da floresta.
Ela foi atrás.
Correu atrás de Greyback que em uma velocidade rápida arrastava seu marido pela floresta a dentro. Já sentia as lagrimas querendo cair... Se enraiveceu ainda mais quando ouviu um osso sendo quebrado e seu marido rugindo de dor.
— Avada Kedavra! — Proferiu a maldição da morte com perfeição. O lobo uivou de dor, largando Rodolphus e tentou andar para longe ainda em quatro patas, mas seu corpo caiu no chão, morto, em forma de lobisomem.
— Rodolphus!
Se apressou até o marido, ele estava de olhos fechados, gemendo de dor fazendo o coração da mulher pesar de pena e desespero. O ombro e o braço dele sangravam. O sangue escorria para o chão, em direção a terra.
Ela espalmou a mão na mordida se sentindo apavorada e com medo. Medo pela vida do homem que aprendeu a amar. Tirou o casaco que usava e pressionou-o nas duas mordidas que eram perto uma da outra, tentando estancar o sangue. Grunhiu sentindo o coração dele bater fracamente e acariciou o cabelo dele, tentando entrar em contato por Legilimancia com Snape, Narcisa ou até Lucio.
— Amor... reage! Por favor!
Implorou dando um selinho no homem que não gemia, mas tremia e ofegava. Ela sabia o que estava acontecendo. E temia aquilo.
Greyback não o tinha matado, tinha o mordido. Sinal de que o veneno da licantropia corria por todo o sangue dele. Se ele não tivesse força o suficiente, poderia morrer com a transformação.
— Me... mate!
Sussurrou abrindo os olhos e a olhando. Ela balançou a cabeça negando. Não faria aquilo...
— Não! Eu... eu amo você! — Se declarou pela primeira vez e viu um sorriso se formar no rosto suado dele apenas por causa do veneno se espalhando pelo corpo dele e manchado de sangue das mãos de Bellatrix que acariciava o local.
— Sei que Hermione não é minha filha. — Ele falou mantendo a voz firme. Bellatrix não ficou surpresa, Rodolphus era muito inteligente. — Se esse bebê for meu...
— Ele é seu! Eu sei!
Cortou com convicção e ele tocou o ventre elevado dela enquanto ela soltava altos soluços.
Os olhos dele se fecharam e ele gritou de dor enquanto ela segurava sua mão com força e a respiração dele acalmava. O grito sessou e ele abriu os olhos novamente e a olhou.
— Blay... Blaylock.
Sussurrou acariciando o ventre dela e fechou os olhos.
Ela sabia o que aquilo significava. Era o nome que ele queria que o filho tivesse se fosse um garoto.
— Sim! Okay... mas e se for uma garota?
Perguntou vendo ele chutar o chão e gritar...
— Greyback não o matou como eu mandei.
A voz que muitas vezes a fez ficar arrepiada de desejo falou atrás de si. Agora era diferente, ela sentia nojo daquela voz. Só queria matar o homem.
— Você mandou Greyback nos atacar!
Berrou, levantando, acusando o mestre, não medindo suas palavras.
— Mandei atacar Rodolphus. Não você. E por... respeito a essa criança no seu ventre, não irei matar você por se direcionar a mim de forma desrespeitosa, Bellatrix.
— Não iria me matar. Nunca! Sou sua melhor comensal.
— Consigo melhores. Nossa filha, por exemplo.
Bellatrix paralisou, seu cérebro parou de funcionar e a raiva por ter transado mais de uma vez com ele, assim como ter o desejado a dominou e logo depois seus olhos se fecharam. Respirou fundo antes de os abrir novamente para encarar os olhos horríveis do mestiço.
A face que muitas vezes ela admirava com devoção e amor, agora lhe dava náuseas.
— Você só a colocou dentro de mim. Eu dei amor a ela pelo tempo que pude, Rodolphus deu, ele a ama como pai! Ele é o pai dela, assim como os Grangers! Os Grangers a fizeram a menina maravilhosa que é hoje! Ela nunca se juntaria aos comensais. Sempre foi seguidora de Dumbledore e melhor amiga do Potter. Nunca encostará um dedo nela!
— Continua me ofendendo, Bella.
Respondeu tranquilo. Aquilo a irritou mais ainda.
— Quero que você morra, Tom.
Ele riu, ela com a visão periférica viu a varinha dele se mexer. E ela mostrou a sua...
— Cruc..
— Protego! – Ela cortou ele rapidamente, agora realmente temendo por sua vida. Tinha uma vida dentro de si, iria a proteger com todas as forças;
O escudo foi tão forte que derrubou Voldemort. Agora ele tinha um olhar mais feroz no rosto.
— Avada Kedavra! — O homem lançou. Bellatrix berrou, desviando do jato de luz verde que se findou em uma arvore. Ela correu até Rodolphus...
Voldemort com um feitiço não verbal a derrubou. Ela abraçou a barriga com força antes de cair, e já no chão e virou a cabeça para o encarar. Ele já de pé se aproximava até ela com uma feição assassina.
Ela se arrastou até Rodolphus. Estava perto... tocou no pulso dele e o agarrou. Teve a lembrança da primeira vez que ela e Rodolphus se beijaram... perto do lago negro, durante o inverno e com aquilo em mente, aparatou ouvindo o grito de Voldemort... sua mente viajou até Hogwarts, ela sentiu uma dor aguda na barriga, e logo suas costas foram jogadas contra algo duro, e a dor tinha cessado. Ela puxou o ar com força, acariciando o ventre e abriu os olhos, soltou um soluço e se sentou, sem sentir dor, e avistou o castelo ao longe. Não era noite, mas era quase, e se pôs a chorar olhando para o marido que tremia ao seu lado.
Se aproximou dele, e entrou na mente dele, vendo tudo o que ele via...
— Ela nunca vai dar bola para você!
Rodolphus aos seus 15 anos olhou zombeteiro para Rabastan, que era dois anos mais velho e riu.
— Não se iluda. Narcisa pode ser totalmente louca por Lucio, mas não resistirá a mim!
Lucio que se encontrava no canto do salão comunal riu. Os cabelos curtos não pareciam em nada com os de Draco, a não ser a cor.
— Toda sua.
Lucio que naquela época apenas achava a Black mais nova bonitinha disse calma, e logo Bellatrix viu a si mesma nas lembranças de Rodolphus. Ela usava apenas uma cortina envolta do corpo e se aproximava dele com pressa. Ele riu.
Bellatrix – atual – riu de a expressão de sua própria Bellatrix do passado. Ela chegou até eles desferindo um belo tapa no rosto do homem.
— Como ousou roubar minhas roupas, seu imundo?
Os cabelos volumosos estavam em pé, talvez por ela ter saído do treino de quadribol e ter ido para o vestiário e procurar suas roupas por todo o lugar lá.
— Eu não peguei nada, sua maluca!
Mentiu o homem olhando para baixo e acariciando a bochecha que ardia pelo tapa forte que estava doendo.
— Lestrange, seu maldito, mentiroso, pinto pequeno... Onde estão minhas malditas roupas, seu corno indecente, traidor, vagabundo... – E ela continuou falando. Bellatrix naquela época já estava cada vez mais louca. Seu pai sempre a maltratava com o uso da maldição Cruciatus, o que dificultava muito suas brigas e no seu aprendizado em transfiguração e História da magia.
— Cale a boca, Black!
Ele mandou levando e não esperava o soco de mão fechada ela lhe deu, ele cambaleou e viu o rosto dela perto do seu. Percebeu que ela o segurava pelo colarinho, suas mãos foram imediatamente para a cintura dela que estava totalmente tapada pela cortina que ela deveria ter enrolado no corpo mais vezes...
— Eu não estou de brincadeira... Onde estão minhas roupas?
E o desejo o possuiu, ele colou seus lábios, Bellatrix não correspondeu, deu um soco forte na barriga do mesmo e saiu correndo escadas a cima na direção do dormitório masculino de Rabastan que era muito seu amigo, procurar suas roupas que provavelmente Rodolphus deveria ter colocado ali...
***
— Sabe o por que de Rabastan não responder minhas cartas?
Bellatrix perguntou sentando ao lado de Rodolphus. Não brigavam mais, e agora Rabastan já tinha saído da escola. Ela o olhava de modo doce, sua mente estava melhorando a cada dia, estava mais sã. Sorriu para ele que estava de boca cheia, e mastigou tudo antes de falar.
— Acho que está ocupado no curso de Medi-bruxo. – Mentiu Rodolphus, ela assentiu e ia levantar mas ouviu a voz dele o que a fez parar para escutar. – Toma café aí!
E ela se arrumou na mesa sorrindo e começando a tomar seu café, vendo ao longe Narcisa, sua irmã dois anos mais nova tomando suco de abobora e comendo torradas enquanto olhava para Lucio.
Bellatrix começou a comer, enquanto sentia seu estomago dar voltas por ter Rodolphus tão próximo.
***
Sentiu as mãos dele rodearem sua cintura enquanto se aproximavam e ele a ergueu, ela ficou sentada em cima de uma das mesas de estudo da biblioteca e se beijaram, pela primeira vez... Ela apertou o corpo dele para perto do seu enquanto levava sua mão até o pênis dele e virava o rosto rindo e sussurrava.
— Ele está animadinho...
Ele riu pelo o que ela disse e ficando no meio das pernas dela, procurou a intimidade dela já que ela estava de saia, ficava muito mais fácil, com seus dedos rapidamente achou a fenda dela já molhada e aos poucos seus dedos foram entrando ali.
Ela gemeu de prazer rebolando contra seus dedos, e a lembrança mudou...
***
Tudo preto... depois ela enxergou uma escada. Bellatrix reconheceu ser as da mansão da irmã, porém estava mais sombria... e algo que ela não esperava aconteceu.
Das escadas, algo vermelho como sangue começou a escorrer, a deixando pregada no lugar, a deixando assustada. E logo, um lobo apareceu, descendo as escadas lentamente, o sangue alcançou seus pés, e parou de escorrer. O lobisomen tinha a pelugem em um tom castanho, e era grande. Foi se aproximando aos poucos dela, e se transformou em Rodolphus.
Os olhos de Bellatrix ficaram embaçados e ele passou por dentro do corpo dela, como se ela fosse uma projeção, e ali, ela era.
Ela se virou para o olhar e viu ele indo até uma criança, um bebê que não deveria passar de um ano de idade. A criança era parecida com ele, e Bellatrix viu Hermione entrando no local correndo, a garota usava calças de couro e uma bota sem salto preta, uma blusa que não chamava atenção por baixo da capa preta que lhe cobria os pés, o capuz estava abaixado. Ela correu até o bebê.
— Você não vai encostar nela!
Hermione gritou raivosamente olhando com nojo para o pai que lhe sorriu, mostrando os dentes, alguns eram mais afiados agora que era um lobisomen.
— Se afasta! – Ela gritou ajeitando melhor a criança no colo, o bebê enfiou a cabeça no peito da morena que tinha os olhos transbordando em lágrimas. – Você matou a todos... Narcisa, Rabastan, Lucio, Minha mãe... Draco! Como teve coragem de matar todas essas pessoas?
— Isso é o que eu sou. Se renda Hermione. Vai ser menos doloroso!
— Nunca! – Ela disse e correu.
Durante aquele tempo, Bellatrix tentava sair da mente do marido a todo custo, ou se mexer, mas estava grudada, ali!
Rodolphus correu até a garota, a puxou pelos cabelos a jogando no chão, a criança chorou, ainda agarrada a Hermione, Hermione rastejou pelo chão, se levantando e olhando suplicante para qualquer direção.
Rodolphus se transformou, e a primeira parte de Hermione que sua boca enorme pegou, foi a perna, a qual ele arrancou, ouvindo o grito agonizante que ela soltava, misturado com o choro alto demais da nenê.
Bellatrix já berrava assustada junto com Hermione e com a criança que tinha certeza ser sua... e a consciência a levou.
Berrou, se sentando no lugar, e o choro estava presente em seu rosto, as lágrimas caiam sem parar. Gritou se afastando o mais rápido que pode e encarou tremendo de medo, Minerva...
E ela foi consolada pela diretora da casa de Grifinória. Bellatrix falava coisas sem nexo enquanto se agarrava aos braços de Minerva. A mais velha lhe abraçou e ela se deixou chorar, desesperadamente, como um bebê chorão.
Algumas horas depois.
Hermione comia tranquilamente na mesa da Sonserina. Estava sentindo calor e estava nervosa. Seu peito doía e o calor cada vez aumentava, viu Draco entrar pela porta do salão principal junto com Theo e deu graças a Deus.
Era bem vinda na mesa da Sonserina agora por ser uma Black-Lestrange, mas estar ali sem nenhum amigo a deixava super-nervosa.
— Onde você estava?
Perguntou quase desesperada, seu olhar mudou assim que ele lhe beijou na testa e respirou fundo.
— O que aconteceu?
— Nada!
Ele respondeu começando a comer, ele olhava para o prato dela para ver o quanto ela já tinha comido para dizer o que tinha que dizer.
— Nada?
Ela perguntou e viu Blásio entrar pelo salão principal, mas ele não foi para a mesa da Sonserina, e sim até a da Grifinória.
— É, coma!
Ele sorriu sem demonstrar felicidade e começou a comer. Hermione iria insistir mas viu que ele estava com fome então respeitou isso e olhou para Blásio que saia acompanhado de Harry, Rony e Gina. Ela rapidamente sentiu a respiração acelar.
Havia acontecido algo.
E deveria se conformar que não confiavam nela para a chamar... Mas o que Blasio fazia junto com eles?
Isso a fez voltar a comer e parar assim que viu o olhar que Theo lançava a Draco e suspirou, perguntando em seguida.
— Onde está a Gabrielle?
Perguntou de forma bruta.
— Cansada. Treinamos quadribol hoje.
— Mentira! – Falou com raiva e levantou. – Sei que não tiveram cacete de treino nenhum e sei que estão me escondendo algo! Morram!
Disse estressada se levantando e saiu correndo do salão principal, até sentir seu braço ser puxado. Era Draco.
— Eu amo você, se me mandar morrer mais alguma vez eu vou meter meu pau em você até deixar você arrombada ou gravida! Está me ouvindo?
Perguntou o garoto com um olhar feroz no rosto. Parecia muito irritado e com ideias psicopatas em mente. Ela puxou o ar com mais força para dentro do pulmões enquanto sentia a mão quente dele tocar-lhe o rosto de forma delicada e ele beijar sua bochecha para logo encostar seus lábios de forma doce, a surpreendendo.
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