A difícil Arte de Amar
36 Capitulo 36
Notas iniciais
1 mês depois
Hermione terminou o dever, e logo olhou para Draco, o loiro estava quase dormindo. Pansy tinha a cabeça no ombro do loiro, os dois estavam de mãos dadas, e a garota dormia, suavemente ali, com a boca levemente aberta.
– Pansy está mais calma do que antes, e quieta.
Hermione sussurrou olhando fixamente para a loira, que não se mexeu, e tinha a respiração lenta.
– Pois é. Acho que está concentrada em Bianca, para ver como ela reage a tudo. Pansy tem certeza que foi Bianca.
– Eu também tenho!
Falou Hermione e ela guardou os materiais, enquanto Draco se levantava com um pouco de dificuldade, por ficar muito tempo sentado do mesmo jeito, e logo depois pegara a garota loira no colo. Ela soltou um resmungo enquanto soltava um forte suspiro entre o sono e mexia as pernas, quase acertando um chute no abajur que tinha na mesa de centro.
Hermione seguiu os dois, querendo conhecer o quarto de Pansy, algo que a loira já tinha a convidado milhares de vezes, oque havia gerado brincadeirinhas da parte de Nott e de Blásio de que, Pansy, não satisfeita em pegar quase todos os garotos de Hogwarts, queria pegar também, Hermione.
O quarto da loira tinha poucas diferenças do de Draco.
A primeira diferença, era a bagunça. O quarto da garota era 10 vezes mais bagunçado que o do garoto, e em uma das paredes, tinha alguns posters de bandas bruxas, que se mexiam, e de alguns jogadores de quadribol. Vitor Krum tinha um espaço na parede também. Ele piscava, e sorria, para logo depois aquilo se repetir muitas e muitas vezes.
Dois porta-retratos faziam parte do criado-mudo de Pansy. Uma onde estava somente ela e seu pai, ele sério, e ela dava um sorrisinho e ficava séria, enquanto colocava uma mecha do cabelo para trás, parecia ter uns 12 anos ali.
E no outro porta-retrato, que era maior, uma junção de 3 fotos, uma de três crianças. Pansy e uma garota de cabelo castanho, pareciam brigar por uma boneca, e Draco correndo para lá e para cá no quarto. Os cabelos loiros e a roupa masculina-infantil provavam que era ele, Hermione sorriu ao perceber quem era a criança naquela foto brigando com Pansy pela boneca. Era ela mesma. No mesmo porta-retrato, em outra foto, tinha somente a garota loira e Draco, os cabelos incrivelmente loiros, em frente a uma mansão, que Hermione achou parecida com a mansão Malfoy, porém com mais vida. E os dois pareciam estar com 14 anos.
E outra foto de uma mulher, tinha os cabelos em um tom castanho, quase loiro, era uns 15% mais claro que o de Hermione, os olhos eram em um tom verde, bonito, a pele não era muito clara, a mulher parecia estar sentada na foto, usava um vestido azul que a deixava bonita, o cabelo era cacheado, porém nem tanto, menos que o de Hermione, e parecia muito bem cuidado, a mulher usava uma corrente no pescoço, onde o pingente pequeno, tinha a forma de uma menininha, e Hermione então, percebeu que a mulher da foto estava grávida, e olhou para as sobrancelhas da mulher e para o nariz, tirando a conclusão que aquela deveria ser a mãe de Pansy.
Sabia desde o segundo ano que Parkinson era órfã de mãe, e nunca lhe passou pela cabeça como a mãe da garota era e agora, se surpreendeu com a beleza da mulher.
Tirou o olhar de foto, e olhou para Draco, este que tirava as sapatilhas de Pansy, para logo depois o blusão da mesma que só resmungava ainda dormindo.
Quando ela estava somente com a saia do unfirome, e a camiseta também do uniforme, meias e as roupas intimas, ele parou, e olhou para Hermione que o olhava e sorriu, se aproximando dela, que deu um passo a frente.
– Vem, vamos.
Falou a garota, o puxando para fora do quarto de Pansy e fechando o quarto quando passaram e ela se assustou quando viu Rony saindo do quarto ao lado, semi-nu, somente de cueca.
– Ronald! – Berrou tapando a boca, não se deixando apreciar o corpo dele e o garoto corou, para logo começar a gaguejar enquanto Malfoy ria.
– Eu...eu... – Ele parou, colocando as mãos de frente o corpo, tentando o tapar, e logo Hermione estava rindo junto com Draco. – Já é quase 1 da madrugada! Vão dormir!
Mandou Rony, nervoso, entrando no quarto novamente, e fechando a porta com força, enquanto Draco e Hermione ainda não paravam de rir do ruivo.
– Acho que ele é sonambulo!
Comentou Hermione rindo e sentiu sua risada ir parando de leve ao ver o olhar que Draco lhe dava. Os olhos dele estavam molhados de quase chorar rindo, e a expressão do mesmo, era fascinante daquele jeito. Ela aproximou seus corpos, o beijando e ele correspondeu o beijo de modo afoito, mas ela logo o parou.
– Vem. Precisamos tomar banho!
Chamou o garoto, o levando para seu quarto, porém Draco a parou, dizendo que tinha que passar em seu quarto, para pegar uma calça e uma cueca...
– Não precisa!
A garota falou calma, o puxando com força para o próprio quarto, que tinha as cores da Grifinória, e ele foi, sem relutar mais.
17 Anos atrás.
Hogsmead
Narcisa olhou em volta, bufando no Três vassouras, enquanto esperava Rebeca Prescott Parkinson, a mulher tinha a chamado para se encontrarem, pois queria conversar com Narcisa.
Viu a mulher entrar sozinha e deu um pequeno sorriso maldoso em direção a Narcisa, que muitas vezes, na adolescência, vira Rebeca dando em cima de Lucio, que parecia nunca perceber.
– Boa tarde Narcisa!
Disse a mulher, se sentando e Narcisa deu um pequeno sorriso, não verdadeiro, para logo responder.
– Boa tarde, Rebeca. Então, sobre o que quer conversar?
– Direta. – Rebeca falou, abrindo a bolsa que carregava e começando a procurar algo, e tirou um papel dobrado de lá. Narcisa por nenhum instante deixou de encarar a mulher. – Gosto quando as coisas são diretas. Serei direta também, Narcisa. Estou gravida.
Narcisa franziu o cenho, não entendo porque a garota que nem era sua amiga em Hogwarts, chamou ela para contar, e não Bellatrix – que era mais próxima de Rebeca pelas mesmas serem da mesma idade – ou alguma amiga mais próxima.
– Parabéns Rebeca! Sabe de quantos meses?
– Ah sei. Quer olhar com seus próprios olhos, querida? Aqui está!
O tom falso que ela usou foi percebido por Narcisa que percebeu algo de estranho, mas pegou os papeis, os abriu e viu que o bebê era de exatos dois meses, e deu uma olhada em como estava a saúde do bebê, assim como o sangue.
Sentiu seu sangue gelar ao ver os tipos de sangue e seus olhos lacrimejaram quando ao lado do tipo sanguíneo, dizia o sobrenome de quem era o sangue que estava no embrião (bebê, feto, neném).
Malfoy.
Sentiu uma lagrima cair, para depois outra.
O único Malfoy vivo, homem, era Lucio, e aqueles exames que eram muito melhores e tinham mais informações que os dos trouxas, eram impossíveis de errar. O St.Mungus não era o único hospital bruxo, mas era o melhor e mais antigo.
– Achei que precisaria saber, Narcisa...
Falou Rebeca, suspirando e com um sorriso de serpente no rosto. Narcisa levantou o olhar e passou os dedos rapidamente no rosto, limpando as lagrimas e largou o papel em cima da mesa.
– Quantas vezes ele fodeu você?
Sua voz soou baixa e agressiva, e a mulher de olhos verdes riu pela pergunta de Narcisa, ser tão... agressiva.
– A recatada Narcisa Black se exaltando e falando palavrão...
Ela continuaria falando, se Narcisa não segurasse um dos pulsos da mulher e cravasse as unhas ali, com força, sem medo de que aquilo cortasse a pele de Rebeca que ficou tensa e séria.
– Eu sou Malfoy. Uma coisa, que você nunca será, então se você se contenta com migalhas minha, parabéns a você. – Soltou o pulso de Rebeca que olhou para os punhos, onde nas marcas da unha de Narcisa, as duas marcas, estavam cortadas, e começavam a sangrar, apenas uma linha de sangue, na marca onde as unhas da mulher gravida de quase oito meses cravará.
–Pelo menos eu não sou uma corna que acha que é amada!
Disse Rebeca sorrindo, ninguém olhou para aquela mesa, apenas Rosmerta que estava longe e não podia ouvir nada.
– Pelo menos eu tenho o cara que você deseja, totalmente para mim, sem ter que me esconder de ninguém, e não preciso o trair para me sentir melhor. Diferente de você, que é traída, e quase toda a comunidade bruxa sabe. E se você abrir a boca, assim que o meu filho nascer, eu vou atrás de você, e você irá se arrepender de ter encostado um dedo, no meu marido!
Rebeca iria responder mais, porém Narcisa, mesmo com o peso da barriga e cheia de raiva, querendo descontar tudo na cara, no corpo e no pênis de Lucio, saiu rapidamente do bar, e aparatou, direto na sala de sua casa. Onde rapidamente, subiu até o quarto dela e de Lucio.
Entrou rapidamente no quarto que dividia com o marido, sem ligar para as dores que dominavam seus pés. O Homem loiro de cabelos um pouco compridos, mas de modo mal cortado, e não tão liso, estava na cama, deitado e concentrado em um livro com o titulo ‘’O que bebês recém-nascidos gostam’’, levantou o rosto do livro e olhou para ela.
Ela assim que chegou na frente dele, lhe deu um tapa forte no rosto.
Narcisa usava um vestido preto, elegante, um salto de menos de 10 centímetros nos pés, e a barriga de quase oito meses estava ali. Ela tinha os cabelos presos em uma trança elegante, e um olhar assassino no rosto.
– Au!
Lucio reclamou acariciando o rosto e olhou nos olhos de Narcisa, vendo o quanto de raiva e... dor, tristeza tinha ali.
E de alguma forma, sabia que ela tinha descoberto sobre a traição.
– Eu realmente esperei isso de você nos dois primeiros meses de casamento Lucio... mas você dizia me amar... Muito obrigado por me trair e embuchar outra, seu grande covarde!
Ela rapidamente se afastou, indo até a porta do quarto, ao sair, parou no lado de fora, encostando as costas na parede e se deixando chorar. Tirou os sapatos de salto e os deixou no chão, sabendo que seria difícil se curvar para os pegar e foi na direção de um dos quartos de hóspedes da enorme mansão.
– Narcisa!
Lucio a chamou e ela não se virou, continuou a caminhar, o ignorando completamente porém sentiu os braços do marido. Ele não a puxou pelo braço, ele somente delicadamente, a abraçou, colando seus corpos – o próprio corpo a barriga dela.
Narcisa o olhou com raiva e quis cuspir no marido, assim que prepara saliva para aquilo, ele colou seus lábios, a fazendo gemer com o contato. Estava mais sensível nos últimos meses de gravidez do que no inicio, como pensara que seria.
Ficaram um bom tempo no corredor se beijando, selinhos, beijos intensos, violentos sem nenhum ato de violência, a não ser suas bocas, beijos carinhosos para ela. Até que ele começou a abrir o zíper do vestido dela, que era na lateral e ela o empurrou com força, ele só saiu de perto por estar surpreso, e ela lhe deu um tapa no rosto, oque fez o rosto dele virar e a marca dos cinco dedos dela ficarem na face do marido.
– Seu nojento! Depois de a beijar, de chupar aquela boceta nojenta, daquela vadia você...
– Eu não a chupei...
Ele a cortou tentando a tocar mas ela se afastou, voltando a caminhar.
– Eu estava sobre o efeito do álcool, Narcisa. Eu não lembro nem tudo que aconteceu exatamente.
– Ah não lembra, tadinho! – Riu irônica a mulher ficando cansada por estar caminhando muito rápido e entrou no quarto de hóspedes, pronta para fechar a porta. Porém Lucio entrou no quarto enquanto ela fechava a porta, e a mulher soltou um grito irritada e andou com mais pressa até a cama, se deitando nela e enfiando o rosto em um dos travesseiros sem cheiro de Lucio. E foi ali que se deixou chorar desesperada, enquanto Lucio a olhava sem saber oque fazer e como se explicar.
Ele realmente não quis trair a mulher que amava, não estava em si na noite que dormiu com Rebeca.
Ele tirou a camiseta branca que usava, para logo depois tirar a calça de abrigo que usava, continuando com a cueca box preta e se colocou em cima de Narcisa, que abraçava com força o travesseiro de encontro ao rosto, e estava deitada de lado.
Ele abriu todo o zíper, sem ouvir nenhum resmungo por aquilo de Narcisa, somente o choro abafado dela. Puxou a alça do vestido da mulher porém a mão dela o segurou.
– Você não entende Lucio? – Ele olhou para o rosto totalmente vermelho de Narcisa. Nunca a viu chorar daquele jeito. – Eu amava você! Amo você desde o meu quarto ano. Você tinha um jeito de mal que me encantava, você falava pouco comigo, e cada palavra que você falava para mim, mais eu me encantava por você, porque eu achava você perfeito, mas eu sabia que você não era. Ninguém é perfeito, e quando nos casamos, eu sabia que poderia ser traída, mas depois... tudo mudou. E agora mudou de novo. Antes você dizia que...
– Eu dizia que amava você.
Ele a cortou e segurou o rosto de Narcisa em mãos e a beijou, oque ela deixou, e soluçou, as lagrimas, um pouco secas em seu rosto, foram ganhando lugar pelas novas que desciam enquanto se beijavam. Ele parou e tentou tirar o vestido da mesma novamente, que cruzou os braços e abaixou a cabeça, oque o fez desistir de tirar o vestido do corpo dela – por enquanto.
– Sim.
Sussurrou ainda chorosa e de cabeça baixa. Ele segurou o rosto dela, e ela o olhou nos olhos. Os olhos dele eram quase cinza... talvez um pouco mais claro.
Se seu filho tivesse a íris desta cor, com certeza seria mais lindo ainda.
– E eu ainda amo Narcisa. Não sei dizer bem quando comecei a amar você, mas sei que a amo, e tenho certeza, que vou amar você para sempre. Oque eu fiz com Rebeca, não foi bom, não foi certo, não foi nada... nada correto, e eu não quis. Eu estava bêbado... Me de outra chance.
Pediu acariciando a barriga da mulher e com a outra mão o rosto de Narcisa que sorriu de leve e secou as lágrimas.
– Rebeca está gravida de você... — Falou suspirando, porém ele a cortou.
– Não me importa. Eu amo você, e... vai saber se é realmente meu? — Narcisa iria abrir a boca para falar novamente, porém Lucio foi mais rápido — Falaremos dessa criança depois. Não importa...
– Importa sim! Ela pode ter seu sangue...
– Alexander nunca deixaria isso vir a publico, ele tem honra, por enquanto, não importa. Ela não é a mulher que amo... Você é. E sabe disso!
Narcisa pensou, ficando em silêncio e lembrando de tudo que Lucio já fez por ela. Até antes de se casarem, e tomou sua decisão.
– Eu lhe darei outra chance Lucio! – Ele sorriu e a beijou, apenas um selinho e logo abraçou a mulher de modo desajeitado, enquanto ela falava em alto e bom som durante o abraço. – Mas isso não significa que eu confie em você!
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