A difícil Arte de Amar
33 Capitulo 33
Notas iniciais
Saiu correndo atrás da prima, sem pensar em nada a não ser alcançar a menina e passar seus braços ao redor dela. A confortando, sem nem mesmo saber oque houve para ela gritar e sair correndo, deixando a mãe para trás.
Por ter pernas mais longas que a dela, e ser mais rápido, a alcançou em pouco tempo, a trazendo para si.
– Me larga!
Mandou chorando e se debatendo contra o garoto que tentava a segurar de modo firme, mas não bruto.
– Para Hermione!
Mandou quando ela começou a bater-lhe, ela não o obedeceu, e em um ato rápido e preciso, Draco a colocou em suas costas como se ela fosse um saco de batatas.
A garota começou a gritar com raiva e bater-lhe nas costas, o chutando no peito, porém ao sentir o tapa forte que ele desferiu em sua bunda, gemeu de dor, parando de o chutar e o socar.
– Eu odeio você!
Falou com raiva, sentindo as lágrimas caindo, se perguntando o quanto Draco sabia do envolvimento do nojento do Lorde das trevas com Bellatrix.
– Eu entendo que vocês mulheres são estressadas, mas cala a boca, Hermione!
Mandou se estressando, ficando de frente para o salão comunal dos monitores de Grifinória e Sonserina.
– Estressada são as putas que você come, Malfoy!
Falou estressada, sem o bater e tentou sair daquela posição para ver a direção de qual dos quartos ele seguia, mas não conseguiu, e bufou fechando os olhos e quando ouviu o barulho de uma porta sendo fechada, abriu os olhos novamente, olhando em volta, percebendo que estava no quarto de Malfoy somente pelas cores da parede.
E logo se sentiu ser sentada na cama dele e limpou as lagrimas, querendo se fazer de forte.
– Me conte oque aconteceu!
O garoto exigiu. E ela suspirou.
– O que sabe sobre minha mãe e Voldemort?
Foi direta, se ele soubesse que quem era seu pai era Voldemort e não Rodolphus, ela o mataria.
– Sei que sua mãe é meio lelé por ele e que ele a considera a melhor comensal de seu ciclo, a considera mais importante que todos os outros...
– Porque ele transou com ela! – Falou na lata, vendo o garoto loiro arregalar os olhos e fazer cara de nojo. – Eu sou filha dele, Draco. Eu tenho o sangue Riddle correndo nas veias, eu sou filha daquele nojento. Eu sou a pior coisa que já fizeram no mundo!
Iria continuar falando, se ele não tivesse a abraçado, forte, como ela precisava e ansiava.
Suspirou nos braços dele. Já se sentia menos mal. Adorava o sentir daquela forma consigo, protetor, adorável, carinhoso. Ele era a única pessoa que tinha o dom de a acalmar e a entender em momentos como aquele, e ela entendia o risco disso. O risco que seu coração corria, mas sua mente não entendia...
– Eu te amo!
Ela sussurrou nos braços dele, enquanto ele deitava na cama, a colocando do seu lado, com a cabeça no seu peito e tinha os seus dois braços ao redor da garota.
– Eu sei. Também amo você!
Ele falou de modo tranquilo, bem menos que ela.
– Ainda bem que sabe.
Ela sussurrou e o beijou na bochecha.
Não.
Ele não sabia.
Ele não fazia ideia.
E isso a machucava.
Ela deveria sentir amor de primo por ele, e não aquele amor tão repulsivo para os trouxas. Levantou o olhar, encarando Draco que a olhava, seus olhos se encontraram, e mais uma vez durante aqueles meses, eles se beijaram, do mesmo modo de sempre.
Com amor, misturado a outros sentimentos.
Horas depois. Hora do jantar.
– Gosto de sentar aqui. Me sinto mais em casa.
Falou Hermione, estranhando, enquanto estava no meio de Draco e Gabrielle, a loira e ela conversavam sobre as casas de Hogwarts, enquanto Draco, Theo e Blásio conversavam sobre a próxima partida de quadribol que iria ter em Hogwarts.
– Talvez seja seu sangue, você é filha de dois Sonserinos, e a família Lestrange, nenhum membro foi para outra casa, somente Sonserina.
– Ela foi para a Grifinória.
Bianca Zabini se meteu, sentando-se de frente para elas. A aparição da garota não chamou atenção de mais ninguém, somente de Gabrielle e de Hermione.
– O Chapéu seletor me colocou na Grifinória por causa do meu nome trouxa e por eu ter mais coragem que os Sonserinos normalmente tem.
Os olhos de Bianca brilharam, de modo que assustou Hermione, um brilho assassino, cruel, e ela puxou o ar com força pelo nariz.
Tinha horas que queria ser igual sua mãe, incapaz de ser rebaixada. Ou não... já que era rebaixada perante todos os comensais pelo Lorde das trevas.
– Você se acha pelo chapéu seletor a colocar na Grifinória, junto com aqueles seus amigos ruivos ridículos e o órfão do Potter...
– Não fale dos Weasleys e do Harry!
Defendeu, sua mão se fechou na jarra de suco e em um segundo, ela já tinha jogado o conteúdo no rosto de Bianca, que lembrava um pouco o de Blásio.
O barulho do liquido caindo na mesa e no chão, foi oque mais chamou atenção.
Draco olhou de Hermione, que agora estava de pé, a jarra ainda em mãos para Bianca. O suco de abóbora, laranja, estava em todo o rosto da garota, e nos cabelos lisos, pretos e soltos, e na parte da frente do uniforme. Ela levantou, não se deixando abalar, enquanto olhava friamente para a Black-Lestrange e logo para Blásio, seu irmão mais novo.
– É com esse tipo de gente que você se junta, Blásio? Traindo sua família, virando um... traidor de sangue? — Draco iria defender o amigo, mas viu Blásio se levantar, e logo depois Nott que parecia achar que o amigo pularia sobre a mesa e pegaria a irmã pelo pescoço. — Sei com que tipo de gente está se envolvendo, Blásio.
Sussurrou, fazendo o garoto não ouvir, mas Hermione e Gabrielle ouviram.
– Talvez ele esteja com pessoas que valham a pena. – Hermione não querendo se meter, seu meteu e viu a zabini mais velha pegar alguns guardanapos de papeis da mesa e começar a limpar o rosto.
Depois de mais de um minuto nisto, com agora, Gabrielle de pé, com sua Veela incomodando que estava desnutrida e precisava comer ou da proximidade de Nott, e Bianca já com o rosto quase limpo, largou todos os panos em cima da mesa e olhou para Hermione.
– Cuidado Lestrange. Você pode ser a próxima.
Se virou, e saiu, em paços rápidos e largos.
– Eu já volto.
Blásio falou, começando a ir até a saída, que era mais longe, pelo lado que estava, e Draco o seguiu, seguido de Nott.
– Theo!
Gabrielle já mais intima com o mesmo, o chamou, ele se virou para a olhar, e sua veela, afundou mais ainda na tristeza, assim como ela, que sentia totalmente, a sua veela dentro de si.
O olhar do garoto demonstrava tristeza pelo amigo.
– Vem.
Hermione disse, pegando Gabrielle pelo pulso, que se deixou ser levada, mas logo Nott pegou Gabrielle pela cintura e a conduziu mais rapidamente para a saída do salão, onde Draco já estava.
Hermione apressou o passo, se lembrando do que soube hoje mais cedo e se sentiu pior ainda. Porém ao chegar no lado de fora do salão principal, viu Draco dobrando um dos corredores e Nott e Gabrielle para o outro.
– Onde vão?
Perguntou para casal, alarmada.
– Temos que resolver uma coisa, Hermione. Vá com Draco.
Não foi preciso dizer outra coisa, na castanha correu para o lado do corredor que o primo foi, e o viu ao longe, seguindo Blásio por uma distancia de quase 2 metros.
Chegou ao lado de Draco um pouco ofegante, se sentindo presente, mais uma vez, e importante naquilo, mesmo com os sentimentos destruídos.
– Eu me esqueci de dizer. Mas... Você terá um irmão, ou irmã.
O garoto falou e ela olhou na direção dele, não entendendo, mas deixaria isso para depois, agora, o foco deles, estava na conversa que Blásio teria com a irmã, que pelo jeito do garoto agir, com os amigos o seguindo, ele não esconderia dos amigos a conversa.
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