A difícil Arte de Amar
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Tomou o banho com um pouco de pressa por acordar atrasada, e colocou a saia do uniforme de Hogwarts, porém a puxou mais para cima, deixando o inicio das coxas expostas, nada que a mudasse muito, terminou de se arrumar, e na hora de pentear os cabelos, os atou em uma trança, e no rosto, um batom claro, pensou em passar lápis de olho, mas percebeu que não conseguiria a se lembrar do que tinha acontecido nas suas férias do quarto ano, qual tentava se maquiar e machucou o olho com o lápis de olho...
Saiu do banheiro, vendo que Draco não se encontrava mais ali e quase bufou de raiva. Pegou sua mochila onde estavam seus matérias e suspirou. Naquela noite teria ronda para fazer junto a Draco. Saiu de seu quarto e foi até a porta de Rony, onde bateu e em segundos ele abriu. Estava sem camisa, e aquilo fez Hermione corar e desviar o olhar.
– Entra.
Ele falou calmo, e ela rapidamente entrou, e fechou a porta, não querendo que ninguém a visse no quarto de Rony, principalmente com ele sem camisa, tinha medo que pensassem coisas erradas.
– Não deveria ficar na minha frente sem camisa, eu poderia atacar você!
Brincou a garota, o físico de Rony tinha evoluído bastante, mas era só lembrar-se de Draco que ideias perversas de invadir o quarto dele e o agarrar, já penetravam sua mente.
– Não tem coragem, é a santinha-Granger.
Ele brincou rindo e ela riu, se aproximando dele que estava de costas, quando ele se virou, ela estava perto o suficiente para o empurrar e o fazer sentar na cama. Ele sentou, a encarando com a mente confusa.
– Eu não sou santa, Rony!
Se fez de autoritária e ele revirou os olhos. Ela riu e se virou, percebendo a bagunça que estava no quarto dele e arregalou os olhos ao perceber um sutiã preto ali.
– Pansy esteve aqui?
Perguntou horrorizada se virando para Rony e apontando para o sutiã que estava na alça da cama dele, que deu uma risada de ‘’estou envergonhado’’.
– Oh Meu Merlin! – Riu consigo mesma enquanto Rony colocava a gravata. – Transou com ela!
Acusou começando a rir, porém logo Rony a interrompeu.
– Não foi Pansy que esteve aqui!
Falou baixo e a garota o olhou.
– Não?
Perguntou confusa, nunca tentara trazer ninguém no salão comunal dos Monitores, que não seja monitor...
– Não!
Respondeu terminando de dar o nó na gravata.
– Então quem foi?
Perguntou pela primeira vez, ele somente riu.
– Segredo.
Respondeu indo em direção a porta, a abrindo enquanto colocava a capa...
***
– Como assim? Explica direito Theo!
Pansy falou por Draco não entendo direito oque o amigo dizia aos sussurros para ela, Draco e Blásio.
– Gabrielle, é uma veela, e a parte mais veela dela, tem um companheiro! E eu sou o companheiro...
– Isso significa que não poderá a abandonar, não poderia dizer que a odeia, ou quer que ela morra, ou que não a quer! Isso a fará morrer! – Cortou Pansy com um pouco de medo.
Tinha gostado da loira, mesmo se conhecendo a pouco tempo, ela parecia ser alguém legal, e ter um companheiro como Nott.... complicava tudo.
– E é por isso que estou contando para vocês! Eu andarei muito com ela a partir de agora, quando tivermos tempo livres. Combinamos de nos conhecermos melhor, para depois fazermos as próximas duas etapas da união veela.
– Que é o a marcação e o ato do sexo.
Blásio sussurrou para o amigo que concordou, logo balançou a cabeça.
– O ato do sexo vem antes, depois a marcação, mas parece que os veelas muitas vezes, marcam os companheiros na hora do primeiro ato sexual.
Falou e logo ele viu Gabrielle entrando no salão principal acompanhada de Rony e Hermione.
– O que Snape falou?
Draco perguntou olhando na mesma direção de Theo, porém seu olhar se prendeu em Hermione que parecia exigir algo de Rony, que somente sorria e negava com a cabeça.
– Ele disse que ela irá ficar no meu quarto, será mais seguro e fará melhor a ela.
Disse percebendo Gabrielle ir até eles.
– Ela mau chegou e já fez oque eu quero fazer a mais de um ano!
Pansy falou e soltou um riso, gostaria de bater em Suzana, ao mesmo tempo que não fazia por causa de seus pais que não gostariam nem um pouco daquilo. E logo seus pensamentos foram em direção a Fred e Jorge. Eles a deserdariam por namorar um Weasley. Por ter um ‘’relacionamento a três’’ mais ainda...
– Bom dia!
Disse Gabrielle chegando perto deles, Nott foi para o lado contrário, se afastando de Pansy, Suzana, ele não se importava muito, a mesma ainda ficaria uma semana ou um pouco menos na enfermaria por causa dos dentes das veelas terem veneno, mas Pansy, se Gabrielle mordesse Pansy, ele não se controlaria, ela era a irmã que nunca teve...
Gosto da loira, ela não parece ter pensamentos maliciosos sobre nosso Theo.
A parte veela de Gabrielle comunicou e a garota sentando-se ao lado de Theo respondeu para sua parte veela...
– Anda lendo mentes?
Theo a encarava, era linda, porém oque mais lhe incomodava, era o olhar que muitos garotos lançavam a ela, se ela já tinha dono...
Veelas tem mais contato com oque as pessoas tem por dentro, humana.
Gabrielle não respondeu pois sentiu uma mão grande pegar a sua, se arrepiou totalmente e olhou para Nott, que a olhava, a mão dele, segurando a dela.
– Bom dia, Gabrielle.
Ele saudou, e a beijou nos lábios, fazendo os garotos que a olhavam, lentamente irem voltando ao normal, e Hermione que estava de frente para a mesa da Sonserina, junto a Harry e Pansy ficarem totalmente surpresos...
***
– Então, ele é companheiro dela?
Perguntou para Draco levantando a sobrancelha, ele assentiu e ela mordeu os lábios, estavam no intervalo, viam Gabrielle ao longe conversando com Pansy, as duas parecia se dar bem...
– Ele é o companheiro dela, então, ele terá que escolher, entre a deixar morrer ou abrir mão da própria felicidade.
Draco falou sentado ao lado de Hermione que inspirou fortemente.
– Mas ele pode se apaixonar por ela!
O lembrou e Draco a olhou.
– Talvez...
Respondeu calmo e ela o olhou, porém percebeu que ele olhava fixamente para trás dela.
– Não olha, Hermione! – Mandou a olhando nos olhos assim que ela franziu a testa e pensou em se virar para olhar oque ele tanto olhava.
– Oque foi?
Perguntou tocando no pulso dele não por querer, mas sim por algo sem querer.
– Benjamin, o irmão de Blásio está nos espionando desde hoje de manhã, sentou-se atrás de nós na aula de Transfiguração, e usou um feitiço para escutar tudo que falávamos, percebi pois consigo descobrir esse tipo de feitio, lancei Abaffiato, e ele tem nos mandado olhares, tentando não ser pego por mim, e agora desviou o olhar quando o encarei, ele me olhou e desviou, Hermione! Voldemort mandou ele nos espionar, ou ele e a irmã estão nos espionando para alguma coisa.
Aquilo que ele falou a fez sentir-se um pouco fraca, um pouco de enjoou e dor de cabeça, simplesmente sentiu o estomago afundar, e cair em uma escuridão...
–-
O sorriso perverso dele a fez rir, ele tinha um jeito engraçado, um rosto engraçado, nos pensamentos da menina de cabelinhos castanhos quase inexistentes.
– Será uma comensal como sua mãe, não será, Hermione? – A voz do lorde das trevas entrou na audição da garota que soltou um gritinho de felicidade e balançou as pernas. O lorde a olhou como se fosse um inseto, mas logo o olhar passou para curiosidade e pegou a garota no colo. – Tem meus olhos, meu cabelo e o formato de minha boca, criança!
Falou o lorde a avaliando, agora que se encontrava no colo dele, mesmo ele a mantendo afastada do corpo, se encontrava quietinha, como se entendesse tudo que ele falava.
Ela espirrou com seu jeito de bebê e ele franziu o cenho...
– Lorde...
Bellatrix na porta do quarto, parou e se assustou ao ver o mestre com sua bebê no colo, mas rapidamente se ajoelhou.
– Olá Bellatrix. – Ele saudou a mulher, largando Hermione no bercinho, que se virou, encarando a mãe que a olhava com preocupação visível no olhar. – Levante-se.
Ele mandou e ela assim o fez.
– Lúcio pediu que eu lhe chamasse, mestre. Ele precisava conversar com o senhor.
A comensal falou calma e o homem se aproximou. Tocou-lhe o rosto e a mulher deixou de encarar a criança, para encarar o homem que lhe tocava tão suavemente.
– Ela não parece com você, e nem com Rodolphus.
Ele falou, e a segurou pela nuca com as duas mãos, de forma possessiva, e ele colocou seus corpos, a beijando, lentamente, como se ela fosse dele, e como se aquela fosse a última vez que se veriam, mas não seria.
E Hermione bebê, fitava aquilo, sem saber que era errado, e sem entender nada...
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