A difícil Arte de Amar
27 Capitulo 27
Notas iniciais
– Senti Hermione tendo uma nova lembrança.
Narcisa disse entrando rapidamente no quarto da irmã, onde a viu somente de sutiã e calcinha. Mesmo com quase 40 anos a mesma tinha um corpo lindo e de dar inveja em muitas mulheres, os seios principalmente, sem sutiã eram cheios e desejosos como qualquer homem adoraria ter entre seus dedos e lábios.
Talvez seja por isso que Rodolphus a ame tanto.
Pensou Narcisa fechando a porta e sentindo o olhar de Bellatrix em suas costas.
– Sabe qual foi?
Perguntou Bellatrix, já indo em direção a cama, onde tinha uma saia longa, preta e um cinto preto também.
– Não. Sabe que não tenho como saber, mas sei que tem lembranças suas com o Lorde nas memórias dela!
Bellatrix que segurava a saia começando a colocar olhou para Narcisa e se sentou na cama de olhos arregalados.
– Como sabe?
Perguntou quase gaguejando e assustada.
– Bellatrix, sempre soubemos que Hermione não é filha de Rodolphus! Olhe para aquela menina e veja um retrato do Lorde das Trevas para ver... Mesma cor de cabelos! Mesmo tom de pele, mesmo olhos... olhe o formato da boca dela!
Narcisa bufou segurando a irmã que parecia em choque.
– Como soube que ela é filha do Lorde?
Perguntou olhando para a irmã de modo suplicante.
– Não seja tonta, Bella! A garota lembra o Lorde desde o dia que nasceu!
Falou Narcisa com raiva e logo Rodolphus entrou no quarto com uma pequeno sorriso no rosto.
– Ah... estou atrapalhando? – Ele perguntou parando e logo Narcisa negou.
– Já estava saindo...
Falou a loira indo em direção a Rodolphus que tinha seus olhos em Bellatrix, Narcisa corou por presenciar aquilo e passou por Rodolphus, sem perceber que ele estava com uma ereção bem visível na calça.
Narcisa fechou a porta ao sair. Rodolphus sorriu para Bellatrix, enquanto caminhava até a mesma...
– Não me acordou!
Reclamou, os cabelos caiam na marca roxa que tinha no ombro e no pescoço, que tinha ganhado com chupões do mesmo na noite passada.
– É claro que não, deveria estar cansada de ontem.
Ele falou sorrindo malicioso, ainda com a calça apertando seu pênis que estava duro, aquilo não passou despercebido pela mesma, que sorriu depois do que ele lhe disse.
– É... eu estava mesmo. – Respondeu se levantando tirando a saia longa e Rodolphus passou os braços por sua cintura, de modo que seus corpos ficassem colados, mesmo que ela fosse bem mais baixa. – Agora não estou mais...
Falou antes de colocar sua mão dentro do pênis do mesmo e olhar nos olhos dele que transmitiam prazer e ouvir um pequeno gemido saindo dos lábios dele...
***
– Estou com vontade de ir lá e perguntar oque ele quer!
Hermione comentou calmamente com Draco, a mesma o ajudava com um dever de Poções, Draco sabia do que ela estava falando... era de Benjamin, os perseguindo.
Depois dela desmaiar, ele a fez acordar com um pano molhado no rosto e a maioria dos amigos dela em volta. Ela iria falar com Bellatrix, teria que ir, mas não tinha tanta pressa...
– Vem, vamos ir almoçar!
Hermione falou pegando o primo pelo pulso enquanto pegava sua mochila e guardava o tinteiro e os rolos de pergaminhos dentro.
Saíram da biblioteca calmamente, ela parou pouco depois que dobrou o segundo corredor, pois sentiu alguém a seguindo. Mesmo Draco que estava com a mão entrelaçada na sua, ela percebia que ele estava tenso.
Draco ao perceber oque a prima iria fazer rapidamente tentou apurar seus ouvidos, a tempo de ver Benjamin dobrar o corredor, e se jogar contra o garoto, o jogando na parede, o prendendo.
Hermione pegou rapidamente sua varinha, enquanto via o garoto tentando se livrar do aperto de Draco. O loiro o estava segurando pelo pescoço e pelo braço, Benjamin pegou a varinha do bolso da calça, e rapidamente Hermione agiu.
– Expelliarmus!
Proferiu e a varinha do garoto saiu voando pelos ares, Draco o socou, e logo Hermione não querendo que seu loiro apelasse para a violência rapidamente conjurou ‘’Petrificus Totalus!’’.
O garoto que era um pouco parecido com Blásio Zabini, porém tinha olhos castanhos, era um pouco mais magro, alto e o nariz mais pontudo parou totalmente petrificado no lugar, e caiu no chão, Draco que olhava para Hermione confuso, a viu se aproximar.
– Precisamos leva-lo para uma sala de aula fechada!
Falou e Draco logo começou a carrega-lo, o garoto pesava, porém não contavam com alguns alunos da Corvinal, Terry Bott estava entre eles e Hermione corou enquanto olhava rapidamente para Draco que carregava o garoto meio arrastando ele sem cuidado nenhum.
– Aconteceu alguma coisa?
Terry perguntou parando, e olhando para Hermione, a medindo de cima a baixo, com os olhos brilhando levemente e ela se sentiu corar, olhou para Draco que estava um pouco mais a frente.
– Não... Ele... desmaiou.
Mentiu a garota e correu até Draco, que dobrava o corredor e tentava abrir uma porta, que era uma sala de aula inutilizada, entraram, com o loiro ainda carregando Benjamin, assim que chegaram Hermione trancou a sala de aula e pegou uma cadeira, indo até Benjamim e Draco.
– Finite!
Conjurou e o garoto caiu sentado, meio tonto, assim que ele se deu conta do que acontecia tentou avançar em Draco.
– Incarcerous!
E o garoto foi prendido por cordas que o fez cair no chão e Draco pegou Hermione pelo pulso, a mesma estava com a varinha de Benjamin nas mãos.
– Oque queria nos seguindo? Oque o Lorde quer, Benjamin?
Perguntou Draco que convivia mais com o garoto, desde pequeno, passou a conviver menos quando esteve no quinto ano.
Hermione respirava fortemente pelo nariz, o garoto no chão bufou e grunhiu de raiva.
– O Lorde das Trevas mandou que eu falasse com você, mas você nunca está sozinha!
Hermione franziu a testa. Oque aquele ser queria consigo? Talvez soubesse daquela lembrança... Mas se o conhecesse, tiraria satisfações. Tinha ficado claro que sua mãe e Voldemort tinham tido algum tipo de caso. As insinuações dele e observações que ele fez sobre ela...
– Oque ele quer com ela? – Perguntou Draco com a sobrancelha erguida.
– Quer ela como uma comensal.
Respondeu o garoto bufando enquanto estava atado. Hermione sentiu náusea e segurou-se no braço de Draco que parecia que iria lançar uma maldição imperdoável no garoto.
–- Onde ele quer se encontrar com ela?
Draco perguntou e rapidamente Hermione entrou em desespero.
– Eu não quero! E não pode me obrigar! – Gritou encarando o primo.
– Ele quer se encontrar com ela na Casa dos Gritos. Na hora da ronda de vocês, pois alguém daqui do castelo falou que vocês fazem as rondas no lado de fora do castelo e Parkinson e Weasley dentro, mas ele quer se encontrar somente com ela.
Ele falou e Hermione forçou a mente para encontrar alguém que diria aquilo para Voldemort... Cátia, que era monitora-chefe? Fez uma careta de nojo... Como pudera pensar que a menina era uma informante?
– Diga a ele que ela vai.
Falou Draco puxando Hermione que estava de olhos arregalados, porém Draco a puxou para fora da sala, e jogando a varinha do garoto lá dentro.
– ME TIRE DAQUI!
Gritou Benjamin, e Draco sorriu frio.
– Tente usar Legilimancia para sua irmã vir busca-lo.
O loiro falou e saiu fechando a porta, caminhando a paços rápidos, enquanto empurrava Hermione sem muita força.
– Draco... – Começou mas ele a cortou.
– Não. Vamos conversar primeiro com Pansy e depois conversamos entre nós, nem que faltemos algumas aulas, mas é preciso que conversemos sozinhos!
Falou enquanto se dirigia junto a ela para o Salão Principal.
***
– Senti saudades!
Gabrielle falou sorrindo, vendo Nott se sentar ao seu lado, o mesmo fechou a cara ao perceber que ela ria junto a Blásio, mas ao lembrar que ela o pertencia, parou.
– Sei disso. Sou muito amável.
Respondeu sorrindo se sentando ao lado dela. Tinha sentido falta do cheiro dela e da voz, de tocar a pele dela, mas não admitiria aquilo...
Ela colocou o nariz na curva do pescoço dele, inspirando ar...
Melanie Gomes, Sonserina, nenhum contato físico. Eduarda Wherlocke tocou no ombro do nosso Theo! Vamos dar um susto nela? Juro que não a mordo... talvez quebre um braço... Vamos?
Gabrielle se afastou de Theo que a olhava com o cenho franzido.
– É para cheirarmos todo mundo?
Pansy perguntou fazendo uma leve brincadeira e aproximando seu nariz do pescoço de Blásio, onde sentiu cheiro de menta, talvez... não soube identificar.
Blásio também cheirou Pansy, oque gerou olhar raivoso de uma loira da Corvinal, que baixou os olhos para a comida.
– Está com cheiro de... caramelo!
Blásio reconheceu e Pansy corou. Não era seu cheiro natural, aquele era o cheiro dos gêmeos Weasley’s, o cheiro que ela mais gostava...
– E você de menta... eu acho.
Respondeu a loira olhando para a mesa dos professores, onde Jorge a olhava e Fred conversava com Minerva que soltou um risinho.
– Dá espaço!
Draco mandou, sentando-se na mesa da Sonserina, onde uma garota do quarto ano saiu correndo da mesa e ele sentou-se, colocando Hermione entre ele e Pansy.
– Oque aconteceu?
Perguntou a loira que reconhecia Draco somente pelo jeito de falar, ele olhou para Hermione e Pansy seguiu o olhar, para Hermione que olhava para a mesa.
– Ah... pediram para Snape para coloca-la aqui?
Pansy perguntou calma e Draco negou.
– Dumbledore disse que não iria fazer a seleção em Hermione novamente pois ela poderia correr mais perigo do que corre. O chapéu somente não a colocou na Sonserina por causa do sobrenome.
Respondeu Draco e Hermione pegou um dos ovos fritos de uma das bandejas que tinha na mesa e começou a cortar.
– Voldemort irá nos encontrar esta noite, Pansy, depois das rondas. Sei que a ronda de vocês começa 10 minutos antes da nossa, então, entregue isso para Dumbledore, Ninfadora se a encontrar, Minerva, ou um dos gêmeos, não dê para Snape! Não confio nele...
Falou Draco baixinho, Hermione estava ouvindo tudo, mas tinha medo de se meter, Draco parecia tão seguro do que estava fazendo.
– Não sei oque tem aqui, mas não abrirei, somente entregarei.
Disse pegando o papel da mão esticada dele.
– Eu sei, conheço você. É minha irmã, lembra?
Perguntou ele, para a loira, levantando a sobrancelha.
Hermione se sentiu incomodada por ouvir uma conversa daquelas. Pansy e Draco não eram irmãos, e mesmo que eles tivessem transado a mais de um ano atrás, Hermione desconfiava que Draco via em Pansy, a irmã que nunca teve, e talvez, oque teria acontecido entre ela e ele se não tivessem sido separados...
– Lembro. Somos irmãos!
Respondeu Pansy sorrindo parecendo orgulhosa por receber aquele posto e guardando o papel que Draco lhe deu, no bolso da saia, que ela mesmo enfeitiçava...
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