Notas iniciais
Finalmente voltei! Tinha dado uma desanimada, mas aqui estou eu. Espero que gostem!

Acordei sentindo um pouco se falta de ar. Levantei a cabeça e vi Ren deitado com as patas e a cabeça em cima de mim. Tentei empurra-lo, mas sem sucesso.

–Ren, você esta me deixando com falta de ar.-disse um pouco sem fôlego.

Ele tirou as patas de mim, me olhou e lambeu meu rosto. Levantei rapidamente.

–Primeiro, você não é um gatinho pra ficar dormindo no colo. Segundo, sem lambidas de bom dia, ok?-disse limpando o rosto da barra da camisa.

Ren rugiu baixinho como se estivesse rindo de mim. Revirei os olhos desamarrei ele e comecei a arrumar as coisas dentro da mochila. Quando terminei e ia sentar, Ren levantou e saiu andando, sabia que não tinha outra opção senão segui-lo.

Andamos por muito tempo, com paradas para beber água e comer biscoitos. Quando já estava anoitecendo e minhas pernas já estavam bambas de tanto andar, vi uma casinha de madeira e resolvi ver se havia alguém lá. Antes de me aproximar amarrei Ren em uma árvore. Ele bufou, não parecia muito contente, mas não podia chegar na casa de alguém com um tigre.

Bati na porta e ninguém atendeu. Resolvi virar a maçaneta e a porta se abriu. Era uma casa pequena, com uma sala, com sofá, uma mesinha de madeira, um fogão e uma pia e duas portas onde havia o quarto com uma cama e um banheiro com uma banheira que me chamou muito a atenção, já que um banho de banheira cairia muito bem.

Em cima da mesa havia um bilhete, escrito a mão.

"Já volto raio de luar. Sinta-se a vontade. Atenciosamente, Peth."

Resolvi esperar o dono da casa do lado de fora, já que o bilhete com certeza não era pra mim.

Quando fui ate onde havia amarrado Ren ele... Ele não está mais lá! A corda ainda estava amarrada na árvore, mas nenhum sinal dele. Ouvi então um barulho que parecia vir da mata e então surgiu na minha frente um homem moreno, de cabelos escuros e olhos da cor do céu.

–Quem é você? E onde esta meu tigre?-gritei para o homem que se aproximava com um sorriso amigável.

–Sou eu Kelsey! Ren.-disse com uma voz calma.

–Impossível! Devolva meu tigre!- disse me afastando dele.

–Kelsey, espera, sou eu mesmo! O tigre do circo, que o Sr. Kadam salvou!-disse me olhando, se aproximando com cautela.

–Por que a pequena briga com seu tigre?- ouvi uma voz atras de mim.

Me virei e vi um homem que aparentava ter uns 60 anos me olhando com um sorriso.

–Desculpa, eu sou o Peth, por que vocês dois não entram? Vou preparar uma sopa. -disse rindo.

Acho que por impulso segui o homem e entreuna casa, seguida pelo homem que dizia ser Ren.

–Acho que você não viu meu bilhete. -disse o homem pegando o pedaço de papel.

–Era pra mim?-disse espantada.

–Claro!-respondeu o homem. Estava a espera do raio de luar e do seu tigre.-apontou pra mim e pro rapaz.

Olhei pro rapaz que sorriu pra mim em troca.

–Mas como? Como você é meu tigre e como o senhor me esperava?-disse ficando meio zonza com tudo aquilo.

–Calma, minha jovem. Sente-se que vamos te explicar.-disse o senhor apontando pro sofá.

–Lembra-se da história dos príncipes gregos?-disse o senhor.

–Sim, mas como você sabe que eu a li?-indaguei

– Então ele é um dos irmãos, o mais velho.-sorriu pra mim.

–A maldição nos transformou em tigres.-disse Ren

–Mas por que você so se transformou em homem agora? Por que não fugiu do circo?-perguntei a ele

–Na verdade não podia me transformar em homem ate o dia que saímos do circo. Não sei o que aconteceu, mas agora tenho poucos minutos como homem.

Quando disse isso, seu sorriso deu lugar a uma expressão de dor e no lugar do rapaz apareceu o tigre que me era tão familiar.

–Meu deus!-disse levando a mão a boca.

–Enquanto a sopa fica pronta é melhor você tomar um banho. Vou sair para lhe dar mais privacidade.-disse Peth saindo e encostando a porta. Segui para o banheiro e enchi a banheira com água quente. Tirei o sapato, as meias e quando ia tirar a blusa, lembrei de Ren.

–Será que você pode me dar licença? É muito educado de sua parte como príncipe, ficar aí me olhando tirar a roupa!-disse revirando os olhos.

O tigre me olhou, deu um rugido como em protesto e saiu me deixando sozinha. Tirei a roupa e entrei na banheira sentindo a água quente no meu corpo. Uma sensação de leveza e prazer tomou meu corpo. Fiquei ali alguns minutos pensando em tudo que estava acontecendo.

Notas finais
Espero que estejam gostando da história. Ficaria feliz em receber recados de vocês. Beijooos