Terminei o banho, vesti uma calça jeans e uma camiseta branca que estavam na mochila e gritei para Ren que ele já podia entrar. Ele entrou seguido por Peth.

— Então, por que me meteram nessa história? — perguntei para Peth.

— Oras você é a escolhida! — disse serio

— Como sabe que sou eu? Tantas pessoas no mundo, por que eu?

— Não é so você minha jovem. — respondeu com um sorriso

—Mas...

— Você despertou o lado humano do tigre, isso significa que vocês tem uma ligação entre vocês e com minha deusa. — disse ele mudando de assunto.

— Quem é a sua deusa?

— Oras, sou um dos únicos servos homens de Ártemis, a deusa da Lua. — disse cantarolando.

Olhei para Ren com reprovação. Ele tinha que me meter em confusão.

— Raio de Luar, devo lhe avisar que sua jornada não será fácil, mas se não ajudar esse tigre sua maldição jamais será quebrada. Você deve escolher qual caminho seguir. — disse me entregando um pote de sopa

Olhei para Ren no fundo de seus olhos azuis e vi o desespero pela liberdade, não tinha como negar.

— Eu aceito ajuda-lo!

Nesse momento Peth segurou minha mão e disse algumas palavras em outra língua. Senti meu corpo formigando e uma dor leve na clavícula direita. Quando ele terminou vi que haviam letras gregas em meus braços que logo foram desaparecendo.

— Pronto, agora a minha deusa ira protege-lá e guia-lá. — disse com ternura — Meus Deuses! Já é tarde, vocês tem que ir! Procure as profecias junto com seu tigre e faça o que for necessário. — disse retirando o pote de sopa da minha mão. — Que os Deuses protejam vocês!

Sai e Ren veio logo atras. Nem deu tempo de tomar a sopa e sei que isso faria falta mais tarde, já que os biscoitos estavam acabando. Então me deparei com a mata fechada novamente e estremeci so de pensar que teria que enfrenta-lá novamente.

Ren como sempre tomou a dianteira e saiu andando por um caminho diferente do que viemos. Segui atras dele quieta e mergulhada em meus pensamentos. Tanto que nem vi quando anoiteceu.

— Ren você vai continuar andando? Já esta tarde!

Ele nem sequer olhos para trás. Continuamos andando ate nos depararmos com uma caminhonete verde escura. Ren sentou-se ao lado dela. Havia um bilhete na porta.

Cara Kelsey,

peço desculpa por não ter lhe contado a verdade. Quando chegar lhe explicarei tudo. As chaves estão dentro de sua mochila.

Atenciosamente,

Kadam

Vasculhei a mochila e encontrei as chaves, já que estava sem sono resolvi seguir viajem. Entrei e abri a porta de trás para Ren que deitou no banco. Quando liguei o carro o GPS começou a dar as indicações de onde eu deveria ir, resolvi seguir suas instruções. Pelo visto a noite seria longa.