A chefe

8 Capítulo 08


Notas iniciais
Oi, muito obrigada a quem comentou o capítulo passado ♥ Boa leitura!!

A claridade na janela me incomodou quando abri os olhos, por esse motivo voltei a fecha-los. Suspirei, o aroma diferente invade meu nariz. Com certeza não estava em casa, então onde eu estaria?

Abri os olhos devagar dessa vez, queria me adaptar com a luz do sol que vinha da janela. Nem cheguei a levantar antes de sentir a dor insuportável na cabeça que me fez gemer. Com a mão na cabeça, levantei e olhei para o quarto pintado de bege com uma parede florida. Olhei mais um pouco o quarto até a porta da suíte abrir.

Imaginaria começar meu sábado em qualquer canto, mas na casa da minha chefe não era algo que tinha planejado.

—Bom dia. — falou sorrindo manhosa.

Emilly sentou ao meu lado e me puxou para que eu deitasse no seu confortável travesseiro. Seus dedos acariciaram meus fios loiros.

—Você está com muita dor de cabeça? — concordei com a cabeça, incapaz de falar algo. — Imaginei.

Ela me fez carinho por mais um tempo, enquanto eu apenas tentava entender o que estava acontecendo, ou melhor se algo aconteceu.

—Aconteceu algo entre nós?

—O que? — a olhei como se tivesse deixado obvio o que perguntava. Ela sorriu. — Claro que não, mas quero perguntar uma coisa. Ontem você disse que se sentia atraído por mim, antes de vomitar todo meu apartamento, — me sentir um idiota por estar aqui.- é verdade?

—Emilly, eu não sei. Uma hora quero te matar, mas outra quero te abraçar e te beijar inteira. Agora mesmo, quero te matar por não me oferecer uma aspirina e uma boa caneca de café... Com creme. — falei tentando não soar mais patético do que eu já estava sendo.

Emilly sorriu, pude ver sua leve covinha. Adorava seu sorrido espontâneo, deixava o ambiente mais leve.

—Já estou providenciando. Minha babá faz um café excelente.

—Babá? — falei descontraindo.

—É que Mary era minha babá, eu nunca conseguir mandar essa mulher embora. Talvez ela seja a mãe que eu não tive.

Ela continuava a sorrir enquanto falava da tal Mary. Ally poderia passar o dia falando da mulher que eu não reclamaria se continuasse sorrindo assim.

—Entendo. — sentei e gemi mais uma vez.

Ela gargalhou alto, parece que meu sofrimento era bom. Dessa vez eu não gostei nem um pouco.

—Tudo bem, vamos comer algo.

Ela levantou, agora pude notar que ela vestia um moletom cinza, estava a coisa mais linda. Levantei e não encontrei meu tênis, então a seguir sem mesmo. Sem falar na camisa que eu também não vestia, provavelmente estava toda vomitada.

Saímos do seu quarto e passamos por um estreito corredor até estarmos em sua ampla sala. Não tive tempo de observar direito, antes de estarmos na cozinha. Aquilo ali era enorme, eu sabia que o apartamento dela seria mirabolante, mas aquilo era inacreditável.

-Mary, esse é o menino que te deu trabalho hoje. — falou a morena risonha.

A mulher me olhou sorrindo, ela não parecia ter mais que quarenta anos, seus cabelos eram tingidos de loiro, quase cinza, naturalmente cacheados e olhos castanhos. Era alta e de pele bronzeada.

—Oi, senhora Mary. Me perdoe pelo trabalho. — falei tímido.

—Tudo bem, não gostei muito, entretanto alguém precisava limpar a bagunça. — falou quando se virou no fogão para pegar os bacons.

Emilly gargalhou, enquanto eu estava mais vermelho que um pimentão.

—Tudo bem, não precisa ficar constrangido. Mary, Austin duvida que seu café é melhor que o da cafeteria do escritório.

—O que? Sua mentirosa. Mary, eu não falei isso. Juro! — Falei me defendendo.

A duas mulheres a minha frente sorriram descontroladamente. Eu não estava acreditando no que Emilly estava fazendo aqui e Mary gargalhava dando corda. A morena limpou uma lágrima que caia. Eu estava irritado por estar passando vergonha logo cedo.

—Tudo bem, ele não disse, Mary. Pode nos servi? — perguntou sendo gentil.

Era até estranho ver ela sendo tão doce com alguém que não fosse Alice. Na verdade, era estranho ver ela sendo carinhosa com qualquer um, agora eu podia dizer que aquela Emilly não era de jeito nenhum a mulher que conheci a seis meses.

Mary pegou duas canecas vermelhas e nos serviu café, mas antes que tomasse algo ela me ofereceu uma aspirina. Aceitei feliz as duas coisas, tomamos café comendo ovos com bacon e frutas. Emilly sorriu durante todo o café da manhã, até Mary nos acompanhou.

-Mary, você pode fazer sushi para nós?

—Claro, mas preciso ir comprar os materiais, acabou tudo na quarta-feira.

—Tudo bem, você pode pegar na minha carteira.

—Okay.

Mary saiu da cozinha nos deixando sozinho. Emilly aproximou sua cadeira na minha logo que ouviu a porta de entrada bater.

—Dizem que o sushi feito por homens são melhores.

—Papo machista, os de Mary são ótimos.

—Se você diz...

Tomei um gole de água.

—Então, Mary se foi.

—Sim, ela se foi. — falei descansando minha cabeça em minha mão, meu cotovelo estava na mesa.

—Eu te alimentei, te dei uma aspirina. Agora você quer me abraçar e me beijar?

—Depende. — fala me olhou confusa. — Você vai me mandar embora ou falar que sou seu funcionário?

Ela negou, sorrindo. Colei nossos lábios a surpreendendo, quis fazer isso de novo desde o nosso beijo no escritório. Sua boca tinha gosto de café, eu adorava cafeína. Nos levantamos e Emilly passou suas unhas em minhas costas, um gemido involuntário escapou da minha boca.

-Nós vamos mesmo fazer isso? — perguntei me afastando apenas para olha-la.

—Sim, nós vamos.

A segurei em meus braços e caminhei para fora da cozinha. Assim que chagamos na sala a joguei no sofá, a essa altura meu jeans já incomodava, queria me livrar dele rápido, mas não faria isso aqui na sala.

Emilly me puxou para cima e quando sentiu minha ereção gemeu, aquilo me levou a loucura. Segurei seus cabelos e os apertei, ela gemeu mais uma vez. Agora tinha certeza que aquele som seria música para meus ouvidos.

Abrir o zíper do seu moletom e vi que a morena não usava nada por baixo, sem nem ter permissão abocanho seu seio e o chupo, Emilly arqueou as costas praticamente gritando meu nome, aquilo me instigou a sugar com mais força.

Peguei a morena nos braços novamente, agora eu iria até o quarto, adoraria cada pedaço daquele corpo e a faria gemer por muito mais vezes. Se ela me mandaria embora depois, faria valer a pena, ou daria motivos para ela não expulsar.

...

Satisfeita, Emilly se jogou ao meu lado. Ter um orgasmo com a morena montada em mim foi um ótimo jeito de terminar o que começamos a algum tempo atrás. Ela ofegava ao meu lado, cansada, assim como eu.

-Isso foi bom. — falou entre sussurros.

Concordei de olhos fechados. Emilly deitou em meu peito e me abraçou. Beijei o topo da sua cabeça, enquanto ela fazia círculos em meu mamilo.

—Acha que isso vai dar certo?

—Talvez sim, talvez não. Mas uma coisa eu tenho certeza, se a gente não tentar nunca vamos saber.

—Com uma regra?

—Regra? — perguntei.

—Não podemos ficar juntos no escritório.

—Tem vergonha por eu ser funcionário? — perguntei chateado.

—Não é isso, quero manter nosso profissionalismo. Você não precisa me chamar de senhorita, mas quero meu café todos os dias.

—Sim, senhora.

Ela sorriu e me beijou.

Eu sabia que tudo seria difícil no trabalho se caso alguém soubesse, então eu simplesmente iria aceitar sua regra. Mas agora não iria pensar na empresa, vou ficar apenas no agora e na morena espetacular em meus braços. Sou um homem de sorte.