A chave para as Trevas
28 Capitulo 28: Especial dia da fundação...
Notas iniciais
Um dia amigável, poderíamos dizer. O sol se levantou cordialmente em Magnólia anunciando um novo dia. A brisa alegre e um ar bastante divertido... mais isso tinha uma razão.Hoje era o dia que a cidade inteira comemorava o dia da fundação da gulda da cidade, Fairy Tail, atraindo turistas, e pessoas de diversas regiões.
Acabou se criando um costume de presentear as pessoas, geralmente com chocolate, enquanto apreciavam os fogos que seriam lançados a noite. Em fim: Hoje era o dia de trocar toneladas de doces vestindo fantasias.
Fantasias? Sim. As crianças comemoravam se vestindo e criando pequenas fantasias pertencentes aos magos que faziam historia na Fairy Tail. No inicio, eram apenas os da pequena guilda barulhenta, mas depois as fantasias ficaram mais abrangentes e alguns se vestiam dos rivais da guilda para fazerem aquelas típicas brincadeiras infantis de crianças como “pega-ladrão” ou lutas clássicas.
No fim do dia, todas as crianças, alguns adultos e magos, vestiam suas melhores fantasias para correrem por ai pregando peças e pegando doces fornecidos por aqueles que eram inteligentes o suficiente para subornar os pestinhas e impedirem uma possível destruição de seus lares. No fim das contas a festa acabou se tornando um Ying Yang.
De dia era uma comemoração inocente como uma páscoa, e a noite era quando as fantasias ganhavam vida e os “aspirantes a magos”- ou no caso aqueles que se divertiam imaginando como ser um- saiam semeando o caos para os pobres despreparados sem suborno.
Ou, se preferirem, uma mistura de Páscoa com Helloween. A festa se tornou uma mistura por que... bem, a Fairy Tail é uma mistura de pessoas loucas e que tem o habito de comemorarem tudo de uma só vez.
E dentre todas as pessoas da cidade, Lucy era uma das que estava animadíssima com o feriado, mas, convenhamos, nem toda a animação do mundo iria lhe tirar da cama as 7 da manha.
A maga já estava acordada, mas continuava se recusando a sair da cama. A noite anterior tinha sido beemmm cansativa. A maioria das pessoas quando diz que teve uma noite cansativa, ou se referia ao lado pervertido ou ao lado do trabalho. Ma nenhuma das duas se enquadrava em sua exótica situação.
Sua noite tinha sido cansativa por que um bando de penetras enxeridos, invadiram sua casa e não queriam sair. No fim, usou uma solução muito civilizada e democrática: Chutou todos porta a fora. Depois disso colocou uma camisola, caiu na cama e apagou.
Quando acordou, percebeu que durante a noite se deitou no peito, do já acordado, namorado. Não se incomodou ou se surpreendeu com isso. Ele passou a morar consigo, e sempre dormiam juntos, o que tornava esses atos cotidianos. O que a surpreendeu, foi o fato de não estar querendo sair da cama de jeito nenhum.
Teria de ir a guilda ajudar na decoração que Natsu e Gray provavelmente estragariam. Respirou fundo finalmente criando coragem para abrir os olhos e encarar o dia divertido, porem cansativo que a esperava. Abriu os olhos levantando um pouco a cabeça e percebendo que Zeref fitava o teto, enquanto suas mãos vagavam delicadamente por suas costas, acompanhando a linha de sua coluna.
–Bom dia!- falou bocejando e esfregando os olhos enquanto esticava um pouco as pernas por baixo do edredom para espreguiçá-las.
–Bom dia, dorminhoca!- falou parando de fazer a pequena caricia para ajeitar os fios loiros rebeldes que atrapalhavam sua visão para o rosto sonolento, mas ainda assim, belo aos seus olhos.
Lucy suspirou novamente e deixou que sua cabeça caísse, praticamente de cara, no peito quente enquanto soltava um resmungo.
–Oe Oe, para alguém que estava super animada com a festa agora você parece a mais desanimada delas!
–Eu não tenho culpa. Não quero sair da cama. Aqueles idiotas já me irritaram demais ontem. Vou ficar aqui!- Falou abafada contra seu peito.
–Lucy, você mesma disse que queria ir agora vai ficar aqui?- perguntou retoricamente com um leve tom de critica na voz.
–Vou!- afirmou.
Normalmente Zeref como um ótimo mimador -de- Lucy’s deixaria que ela ficasse na cama o resto da vida se ela assim quisesse. Mas há dias ela falava nessa festa, e não iria deixar que ela a perdesse por uma coisa tão ridícula quanto preguiça. Ele sabia que caso não fosse ela iria se arrepender e xingar a si mesma. Tendo isso em consciência ele colocou uma das mãos em suas costas, a empurrou fazendo com que ficasse de barriga para cima, passou o outro braço por baixo dos joelhos e a ergueu em estilo noiva a carregando.
–ZEREF!- Falou repreensiva ao mesmo tempo que era obrigada a passar os braços em seu pescoço para não cair.- O que está fazendo?- perguntou agora totalmente desperta.
–Estou te tirando da cama!- falou simples como se fosse óbvio. Ele caminhou em direção ao banheiro enquanto ela pestanejava.
–Por favor vai, me deixa na cama!- falou chorosa e manhosa.
–Não!- falou finalmente entrando no banheiro.
Olhou para as torneiras da banheira e, como estava com as mãos ocupadas, usou magia fazendo com que as mesmas fossem encobertas por uma sombra negra e fazendo com que elas se abrissem sozinhas. Em seguida colocou Lucy no chão e disse:
–Tome um banho. Estou te esperando na cozinha para irmos a guilda!- falou saindo ao mesmo tempo que fechava a porta atrás de si.
–Chato!- Murmurou emburrada.
–Eu ouvi!- falou do lado de fora.
–POIS OUÇA!- reclamou entrando no banho.
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Levy, que geralmente era uma das primeiras a chegar a guilda, se atrasou. Tinha esbarrado em uma pilha enorme de livros a fazendo cair justamente em frente a porta de seu apartamento. Ficou oras arrumando para que pudesse sair.Quando terminou, voou para a guilda, mas assim que abriu as portas as sobrancelhas azuis se ergueram.
–Esquerda. Para!- falou Lucy.
A maga celeste estava nos ombros de Zeref, como é feito em brigas de galo nas piscinas, para ganhar altura e pendurar os enfeites com inúmeros emblemas da guilda nas vigas de madeira.
–Lucy...?
–Ahn? Ah, oi Levy-chan.- Falou se virando para ela fazendo com que Zeref fizesse o mesmo – Bom dia!- respondeu com um sorriso e com inúmeros enfeites nas mãos.
–Bom dia Levy!- cumprimentou Zeref também.
–Poderiam me explicar?- perguntou sem cumprimentá-los.
–Ele me acordou cedo e me arrastou para vir. Mira me pediu para pendurar os enfeites e como eu não dou altura fiz ele de escada. É mais pratico!- falou sem rodeios e Zeref revirou os olhos.
–...... então ta.....!- falou ainda sem compreender direito.
O amor com certeza faz milagres, afinal quantas pessoas vocês já viram que conseguem fazer o mago mais poderoso do mundo lhe carregar nas costas para pendurar enfeites? Ninguém. O Maximo que ganharia era a morte por cogitar a idéia.
–Direita!- falou a loira novamente, fazendo-o revirar outra vez os olhos enquanto seguia o comando.- Para!
Ignorou os dois e foi ate o balcão. Depois precisaria falar com Lucy para desabafar. Por que? Bom... O Dragon Slayer do ferro pegou uma missão no dia anterior, que possivelmente demoraria alguns dias, e, assim, a deixou sozinha em um dia tão importante. Poderiam celebrar e fazer algo tosco que namorados geralmente fazem, mas não. Ele TINHA que ter pego uma missão. Pelo menos sua melhor amiga poderia ter um dia divertido fazendo uma dessas coisas toscas.
Sentou-se em um dos bancos do bar e suspirou.
–Ore ore. O que foi Levy?
–Não é nada Mira.- falou, mas a expressão decepcionada dizia o contrario.- É o mesmo de sempre. Gajeel sendo o idiota!- murmurou.
–Não precisa ficar preocupada. Não acho que ele vá te deixar sozinha. Ele volta ainda hoje!- falou com um sorriso enquanto Levy se perguntava se ela podia ler mentes.
–Para. Pode me descer por favor?- perguntou Lucy depois de ter pendurado todos os enfeites.
Zeref se ajoelhou para que Lucy descesse e logo em seguida se levantou, sentando em uma das cadeiras próximas ao bar e puxando a maga para seu colo.
–O que foi Levy-chan?- perguntou a loira finalmente notando o estado entediado da amiga.
A baixinha suspirou e se levantou deixando um livro sobre o balcão.
–Não é nada Lu-chan. Só cansaço. Mira o livro de receitas está aqui. Se precisar de ajuda com os doces pode me chamar!
–Tudo bem Levy. Obrigada!
–Não há de que. Tchau pessoal!- falou saindo da guilda.
–O que aconteceu com ela?- se perguntou Lucy baixinho enquanto olhava para porta que a baixinha usou para sair.
–As vezes eu acho que Gajeel é tão burro que deve ter uma doença mental!- Murmurou Mira.
–O que ele aprontou dessa vez?- perguntou a loira com raiva enquanto observava a albina pegar o livro.
–Saiu de missão e Deus sabe que dia volta!- respondeu para voltar a entrar a cozinha e preparar o resto da comida para a noite.
–Baka...- Murmurou Lucy pensando em meios de torturá-lo depois.
Isso não seria uma tarefa difícil com Zeref ao seu lado.
–LUCY!- Gritou uma ruiva chegando super animada e puxando o braço da loira a fazendo ficar em pé.- Eu não acredito que finalmente chegou. Vamos ir buscar os chocolates!- Falou super animada com estrelas nos olhos.
–Calma Erza...
–Como calma? Hoje eu vou poder comer deliciosos bolos de morango, e vamos dar chocolate a aquelas crianças!- falou se imaginando como heroína enquanto seus olhos brilhavam ainda mais.- Vamos, vamos!- falou começando a puxá-la.
–Calma.- protestou novamente soltando seu pulso e indo em direção a Zeref.- Eu tenho que ir.- Murmurou lhe dando um selinho e logo em seguida enfiando a mão em um dos bolsos do sobretudo negro e pegando uma pedra semelhante a um Rubi. – Me empresta isso?
–Claro!- respondeu-a ainda sentado.
–Obrigada!- falou lhe dando mais um Celinho e saindo da guilda junto com Erza antes que a mesma arrancasse sua cabeça.
O mago a observou sair e, segundos depois, suspirou. Deixou que a cabeça pendesse para traz, respirou fundo e soltou um assobio alto. Lino apareceu pouco depois a sua frente, e ainda sem olhá-lo disse:
–Já sabe o que fazer!
O cão apenas deu um latido em consentimento e saiu em disparada pela porta.
–Mandou ele ir atrás dela!- Mira afirmou sem nenhuma duvida na voz acabando de voltar da cozinha para pegar algumas coisas.
Mesmo sendo uma afirmação ele respondeu.
–Sim!
Não era nada pessoal. Normalmente iria com ela, mas iria deixar que se divertisse. Seu único problema era a beleza irrefutável de sua amada que não só o atraia, mas também atraia a outros, e era justamente estes outros que levariam uma bela mordida do fiel cão infernal que lhe dera de presente a quase um ano. Na época, nunca havia cogitado a hipótese de ele ser tão útil.
–As vezes eu concordo com ela quando ela fala que você é protecionista demais!- Murmurou pegando alguns ingredientes embaixo do balcão.
Zeref deu de ombros.
–Não me interessa se sou protecionista ou o que acham de mim. O que me interessa é ela estar bem!-Falou calmo como sempre.
–De onde eu venho isso se chama ciúmes, e essa mania de proteção se chama possessividade!- Falou sem olhá-lo enquanto organizava os utensílios em uma bacia prata.
O Mago Negro fechou os olhos, ainda com a cabeça pendida para trás, e deu um singelo sorriso.
–E como não ser assim com alguém como ela?- Questionou mais para si mesmo que para Mirajane.
–Pelo menos isso prova aquilo que todos já sabem. Você a ama!- falou retornando a cozinha.
Sim, amava, e não media esforços para protegê-la ou preservar esse sentimento.
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–Vamos Lucy!- Falou Erza que a puxava em direção ao próprio apartamento para pegar os doces que iriam distribuir.
–Calma Erza!- Falou a Maga pela enésima vez.
Finalmente a ruiva a largou para questioná-la.
–O que foi? Você não quer me ajudar?- perguntou parecendo uma criança de 3 anos.
A Titânia podia dar muito medo aos seus inimigos, podia ser ótima com promessas e etc... Mas quando se tratava de bolos de morango e a possibilidade de se tornar heroína de criancinhas “frágeis” ela também se tornava “frágil”.
–Não, eu só preciso de um minuto. Preciso fazer uma coisa.- Falou colocando sobre a palma da mão o pequeno rubi.
–Para que isso?- questionou-a curiosa.
–O burro do Gajeel fez uma idiotice. Peguei uma das criações de Zeref emprestada!
Assim que terminou de falar, jogou o rubi no ar fazendo com que instantaneamente um circulo mágico negro aparecesse, e, em seguida, revelou ninguém menos que Dante.
–Oi Lucy-san!- falou com um sorriso de orelha a orelha.- A quanto tempo. Pensei que tinha se esquecido de mim!- fingiu de ofendido.
–Pensei que Zeref tivesse mandado você parar com as cantadas!- falou Lucy brava enquanto cruzava os braços.
–Foi mau. Força do habito.- disse enquanto balançava as mãos abertas em sua frente, se desculpando.- Mas tenho que admitir que ele deu sorte de encontrar alguém tão bonita quanto você!
–Dante, -falou irritada.- você sabe o que acontece se eu contar isso a ele?
O demônio suou frio.
–Então o que você precisa?- perguntou prontamente.
–Encontre Gajeel e o traga para cá nem que seja pela força. Mas não o deforme!
–Seu desejo é uma ordem.- falou com uma reverencia.- E não conte nada ao Zeref, ta?- falou desaparecendo em uma fumaça negra.
–Irritante!- disse bufando.
–Pegou Dante emprestado só para trazer o Gajeel?- questionou Erza.
–Isso é o que ele ganha por quase magoar minha melhor amiga!- respondeu-a se dirigindo ao seu apartamento para pegar os tão preciosos doces.
Assim que abriu a porta um vulto negro e felpudo pulou em cima de si, quase a levando ao chão.
–Lino?!O que foi menino?- Perguntou sorrindo bobamente para o cachorro que abanava a calda alegremente.
–Auf!- Latiu animado.
Lucy por alguma espécie de milagre sempre conseguia compreender o que ele queria.
–Tudo bem você pode vir conosco!- falou entrando na cozinha e começando a pegar os diversos chocolates que ela e Erza distribuiriam.
–Ele é sempre assim?- perguntou a ruiva enquanto ajudava Lucy a retirar os doces do armário e a colocá-los na mesa.
–Não.- respondeu-a pegando o ultimo dos embrulhos.- Mas esses dias nós tivemos que fazer os doces e os preparativos, então não brinquei muito com ele!
Essas palavras fizeram a ruiva se animar e a se lembrar de algo peculiar...
–Então vamos levá-lo para nos ajudar a semear a alegria!- falou com a determinação de um político em uma eleição... ou no caso um ditador.
Dito isso, passou um dos braços pelos ombros da maga celeste e usou sua magia de reequipar para mudar tanto as suas roupas quanto as dela.
Quando Erza terminou a magia Lucy quase teve um enfarto.
A maga da armadura tinha transformado ambas em fadas.
Lucy agora tinha os cabelos soltos, com cachos leves e suaves nas pontas. Sua roupa agora, era um vestido leve, de cor azul claro, quase branco, e com a bainha rasgada em tiras charmosas que iam até a metade de suas coxas. A medida que se aproximava dessas tiras, o azul escurecia, se tornando um tom marinho, ate assumir um tom escuro profundo como no fundo de um oceano. O vestido terminava pouco acima de seu busto, destacando levemente o mesmo, e havia varias alças que aparentavam ser rasgadas como se fossem varias raízes de arvores que se laçassem em seu pescoço e em seus ombros, fazendo contornos graciosos como se realmente fosse a roupa de uma fada.
Em seus braços havia uma luva negra que começava de seus cotovelos e seguia ate o pulso, onde virava um pequeno”triangulo” que ia em direção ao dedo do meio e cobria apenas ele com o pano negro, deixando os outros quatro dedos livres.
Em seus pés havia uma sandália de salto alto, também negra, com alguns detalhes em dourado. As tiras contornavam seu pé, e subiam até quase chegarem no joelho, como se fossem as fitas, porem mais finas, de uma sapatilha de bailarina.
E, por fim, em suas orelhas havia uma espécie de brinco que as contornava como um enfeite, e as deixava com o cume pontudo, de metal, como a orelha de um elfo, E em suas costas havia um par de asas mágicas brilhantes idênticas a de uma fada.
Já Erza, estava com um vestido vermelho que descia de maneira vertical até seu pé direito, o que deixava a perna esquerda quase totalmente amostra. Assim como o vestido de Lucy, a cor mudava a medida que se aproximava da bainha, porem dessa vez ficando negro.Ela também usava um salto alto, porem as tiras iam até sua canela e as luvas cobriam toda sua mão, mas possuíam alguns detalhes em vermelho. As asas de enfeite se estendiam majestosamente em suas costas, e em seu cabelo havia duas presilhas, uma em cada lado.
–Erza... para que....?- tentou formular, mas ainda estava surpresa com a beleza da fantasia.
–Para distribuirmos os chocolates, ao estilo da Fairy Tail!- respondeu alegre enquanto pegava os doces na mesa.- Vamos?!
–Hai!- respondeu Lucy pegando o resto das coisas e saindo do apartamento.
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As magas foram para a praça em frente a uma das escolas principais de Magnolia para distribuir os doces. As crianças se divertiam como nunca. Algumas já estavam fantasiadas, outras fizeram alguns recortes durante as aulas para se vestirem, mas praticamente todas elas tinham o símbolo da Fairy Tail tatuados com tinta removível em vários lugares, ate mesmo na testa.
As menores ficaram vidradas em Lino, que aumentou seu tamanho para carregar varias crianças em seu dorso e sair correndo com elas, enquanto pendurava a língua para fora. Lucy invocou vários espíritos, como Plue, que os divertia com a sua fofura e maneira típica de dançar, e Loki, que fez varias figuras e objetos brilhantes com diversos tipos diferentes de magia.
As meninas menores adoraram a “fantasia” das duas, e Erza aproveitando o embalo, começou a reequipar se vestindo ora com armaduras, ora com outras fantasias de animais, recebendo um “ohhh” coletivo dos pequenos a cada vez que mudava o vestuário.
Alguns alunos mais velhos, professores mais jovens, e vários homens que passavam por ali tentaram persuadi-las. Erza estava tão concentrada em ser o centro das atenções das criancinhas que nem se quer os notou. Quando um deles se aproximou dela, a mesma colocou uma armadura de “Princesa guerreira” , fez uma pose e, acidentalmente, chutou o rosto do pobre homem para longe... ainda sem nem perceber.
Já Lucy era sempre um pouco avoada. Quando não estava brincando com os pequenos, estava pensando se Zeref iria gostar do presente que iria lhe dar. Mas também não era totalmente cega. Percebia a chegada dos homens, que se encantavam com sua beleza principalmente por estar vestida de fada. Mas antes que eles se pronunciassem Lino dava algum jeito de afastá-los, os derrubando ou rosnando mesmo. Lucy nem se importou com isso, sua inocência não permitia que ela visse as segundas intenções dos homens então deixou para lá.
Quando estavam terminando de distribuir os doces, Dante apareceu e chamou Lucy para outra parte da praça, deixando Erza com o resto das crianças.
–Você o trouxe?- perguntou-o.
–Sim, meio a contra gosto mais sim!- Falou a guiando em meio a algumas arvores na praça até chegar em um Gajeel amarrado com uma corda na arvore mais grossa.
–BUNNY GRIL? Foi você que mandou esse maluco me pegar?- falou se remoendo de raiva enquanto tentava se soltar.
–Obrigada Dante!
–As ordens, princesa!- Falou fazendo uma reverencia e sumindo.
Lucy apenas revirou os olhos e pegou o pequeno rubi no ar.
–Oe, Bunny, me tira logo daqui!- exigiu autoritário e ríspido.
–Não ate você me dizer por que vai deixar a Levy sozinha justo hoje!- Disse ignorando seus pedidos, enquanto cruzava os braços.
Gajeel parou de se debater para se soltar, e olhou para o chão de maneira vaga.
–Não é nada que te interesse Lucy. Apenas me tire daqui!- falou ainda olhando para o chão, de maneira fria.
Agora assim a Maga iria revirar o fundo do baú. Ele a tinha chamado pelo nome. Alguma coisa tinha ali.
–Agora eu não vou deixar você sair de maneira nenhuma.- Falou irritada e curiosa se aproximando ate ficar a um metro de distancia.- Ela é minha melhor amiga. Desembucha logo!
–Ahh, e você acha que eu não percebi, já que você mandou o emo do seu namorado usar uma das criações dele para me buscar?- Cuspiu raivoso.
–Zeref não tem nada a ver com isso.- Exclamou a loira com raiva, enquanto mexia freneticamente os braços.- EU que peguei Dante emprestado para ir atrás de você. Se eu não tivesse combinado de doar os chocolates hoje de manha com a Erza, eu mesma teria ido.- terminou apontando para o próprio peito.- O que foi? Em? Ela é minha melhor amiga e você a deixou triste, é obvio que eu iria tirar satisfações com você!- falou apontando para ele.
Houve uma pausa.
Gajeel desviou o olhar, trincou os dentes e voltou os olhos para Lucy outra vez.
–De qualquer forma isso não lhe diz respeito!- rosnou.
–Que seja!- exclamou caminhando alguns paços para traz e se sentando em uma pedra próxima a arvore que ele estava amarrado.- Tenho o dia todo!
Lucy cruzou as pernas, apoiou o cotovelo em uma das cochas, e por fim apoiou o queixo na mão o encarando.
Gajeel soltou um suspiro, deixando a cabeça pender em direção ao chão, observando uma formiga andando pela terra. Talvez fosse melhor contar. Ele sentia um pouco da decepção de Levy pela marca, e sabia que Lucy sabia que ele podia sentir. Respirou fundo voltando a erguer a cabeça.
–É que...- começou hesitante.- Eu... fiz umas missões esses dias para comprar alguma coisa legal para dar para a Levy, como não achei nada decidi comprar um chocolate mesmo, e talvez em outra ocasião eu lhe desse algo melhor... mas todos os chocolates estavam esgotados e nenhum lugar esta vendendo o que ela gosta.- Comentou envergonhado e desviou o olhar novamente. Estava quase cometendo suicídio por contar isso a Lucy, mas quem sabe ela possa ajudar.- Eu pensei que se eu fosse em uma missão e não viesse para a festa, ela iria ficar menos decepcionada do que se eu não tivesse nada para dar!- confessou por fim.
Lucy piscou algumas vezes tentando compreender a situação. Por mais que tenha tentado segurar, um pequeno risinho saiu de seus lábios deixando Gajeel ainda mais furioso. A maga se levantou e foi em sua direção.
–Gajeel seu idiota, ela te ama. Mesmo sem ter nada ela iria gostar da sua companhia!- disse enquanto o desamarrava.
–Ahh ta bom.- falou sarcástico.- Você fala isso por que já deva achar que o seu namoradinho comprou algo para você!- rosnou ironizando.
–Na verdade eu não espero nada dele.- falou sincera surpreendendo o Dragão.- Zeref sempre foi meio fechado e nunca foi nem será festivo. Duvido muito que tenha feito ou comprado algo. Mais eu gosto disso, ele esta sendo ele mesmo. Só a companhia dele já basta. Não quero nenhum presente só por que hoje é um dia festivo. Se ele quiser me dar algo ele vai me dar, não interessa a data!- explicou.
O Dragão do ferro ergueu as sobrancelhas surpreso.
–Já que você quer dar a ela um presente eu vou te ajudar.- Falou a maga prontamente.- Venha!- Chamou saindo da praça e indo em direção a um lugar já bem conhecido por ela.
Mesmo sem entender muito para onde o levaria, Gajeel a seguiu.
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–TAYSHO!- gritou a loira enquanto corria ao ver o pequeno comerciante começar a fechar as portas.
–Hãn? Ah, oi Lucy-san!- respondeu o garoto ao ver a amiga parar ao seu lado respirando forte com as mãos nos joelhos.
Taysho é um bibliotecário, e conhecia a maga devido as constantes idas a sua loja para comprar diversos livros. Ela era uma leitora lasciva, e uma cliente fiel.
O garoto era alto, de cabelos castanhos espetados, usava um óculos redondo e tinha um ar jovial. Usava uma blusa branca e uma calça preta. Dentro dos padrões femininos, ele era bem bonito, alem de ser muito educado.
–Taysho, eu preciso de uma ajuda sua!- falou quando terminou de tomar fôlego.
Segundos depois Gajeel chegou, nenhum pouco cansado, olhando para os dois de forma desconfiada.
–Você tem a ultima edição do livro “As Histórias Perdidas”?- perguntou a loira um pouco desesperada.
–Eu não seu.- Murmurou olhando para o céu enquanto vasculhava a memória.- Lançou ontem e eu acho que esgotou... Mas já que você é uma ótima cliente, eu vou olhar no estoque!- Falou abrindo a porta da loja e sumindo em meio as prateleiras.
–Por que estamos procurando um livro de historias velho?-Retrucou Gajeel.
–Não é um livro de história.- repreendeu-o.- É um romance que se passa em meio ao passado. Uma historiadora e um viajante, conseguem ir para o passado e acabam passando por varias enrascadas. A Levy ama essa serie, e que a continuação!- explicou.
O mago revirou os olhos. Levy amava varias series de livros. Como iria adivinhar?
Segundos depois, Taysho apareceu com o livro nas mãos.
–Para sua sorte, Lucy-san, eu ainda tinha um!- falou erguendo e balançando o livro levemente.
–Obrigada.- falou sorrindo e pegando o livro de suas mãos.- Gajeel, pode pagar!
O mago bufou, mas pagou Taisho. A Loira lhe entregou o livro.
–Agora vai para casa e embrulhe. Com certeza ela vai amar!
–Tá, pare de me dar ordens.- reclamou.- Obrigada Bunny!- Disse caminhando para longe.
Lucy apenas sorriu e foi em direção a guilda.
O Dragon Slayer olhou para o pequeno livro em suas mãos. No fundo sabia que Lucy tinha razão. Ela iria amar o livro.
É... A baixinha sabia escolher bem os amigos.
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Lucy voltou cantarolando no caminho. Ela viu varias crianças brincarem nas ruas vestidas como alguns dos seus amigos. Foi engraçado ver miniaturas de Natsu’s e Gray’s brigando. Viu outras se vestindo como a Erza e outros como Laxus.
Era como retornar a infância, mesmo que a sua não tivesse sido muito boa.
Assim que chegou aos portões de madeira maciça, já muito conhecidos, um pequeno sorriso surgiu em seu rosto. Podia ouvir os gritos de algumas brigas, e de varias instruções para a decoração da festa. Abriu a porta devagar, logo se abaixando para desviar de uma caneca. Olhou a pequena muvuca e sorriu ainda mais. Era como estar em casa.
Menos de um segundo depois de ter entrado, dois braços a envolveram carinhosamente, e a puxaram para um canto mais reservado da guilda, onde a bagunça não imperava.
–Eu poderia saber o por que esta vestida da mais bela das fadas?-perguntou Zeref enquanto apertava a cintura fina com um dos braços e erguia o queixo fino para ver os obres chocolates.
Lucy não conseguiu evitar de forma alguma que o sangue subisse por seu rosto.
–Idéia da Erza.- murmurou levemente constrangida ao se lembrar que ainda estava com a fantasia.- Ela disse que queria distribuir os doces ao estilo da Fairy Tail!
–Hmm. Mas Erza chegou a algum tempo. Onde você estava?- perguntou calmo, com um leve toque de ciúmes na voz, porem bastante curioso.
–Eu estava ensinando Gajeel a ter boas maneiras, e a comprar um presente para a Levy!- respondeu risonha.
–Pois então, permita-me lhe dizer que você é a fada mais linda que eu já tive a oportunidade de ver, e que tenho certeza que você fez um ótimo trabalho!- disse finalmente a puxando para um beijo lascivo.
O beijo só não durou mais por que Macao foi arremessado na direção de ambos. Com um suspiro, Zeref encerrou o beijo e fez uma pequena barreira ao redor dos dois, provocando um choque ainda mais desagradável para o pobre velho.
Os dois observaram, com pesar, a confusão que tinha se tornado ainda maior com uma gota na cabeça e suspiraram.
–Toma.- falou entregando o pequeno rubi para o mago.- Obrigada.Pode me teleportar para casa?- perguntouem seguida.- Eu... não quero ficar com essa fantasia!- murmurou olhando para os pés enquanto corava.
Zeref deu uma pequena risadinha, e sua mão direita se envolveu em chamas negras que sumiram gradativamente, revelando uma peça de roupa devidamente dobrada que Lucy tinha separado pela manhã.
–Essas são as roupas que você separou hoje não é?- perguntou desdenhoso.
–É...- falou um pouco surpresa, mas não demorou para recompor a feição em uma agradecida.- Obrigada!- -disse sorrindo.
O mago a acompanhou até a porta do banheiro, e esperou La enquanto ela se trocava, o que não demorou muito.
Gajeel entrou na guilda momentos depois de ela ter se trocado, com um minúsculo e imperceptível sorriso no rosto. Em um lampejo de gratidão, ele se dirigiu a Lucy e disse:
–Obrigado Bunny Gril!- agradeceu novamente para depois sair e se sentar em uma mesa próxima.
Não demorou mais do que alguns segundos para uma baixinha rompesse a porta da guilda, com uma alegria descomunal e um sorriso enorme no rosto. Seus olhos procuraram ate encontrarem a figura loira.
–LU-CHAN, LU-CHAN,-Gritou enquanto se aproximava da amiga.- Você não vai acreditar. Venha, eu tenho que lhe contar as novidades!- exclamou a segurando um de seus braços e a puxando para um lugar mais reservado.
–Espere Levy-chan. Eu tenho que devolver essa roupa para a Erza!- falou levemente desesperada enquanto seguia a amiga.
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Finalmente chegou a hora mais esperada do dia: os fogos.
Era nesse dia a noite que todos os magos da Fairy Tail apresentariam alguns de seus poderes, ao soltarem fogos da pequena varanda de cima da construção recém reformada. Milhares de pessoas estavam reunidas para ver o espetáculo. Algumas crianças estavam comendo sorvetes mágicos que nunca derretiam, outras ainda brincavam com diversas fantasias mágicas, e alguns casais estendiam toalhas no chão criando um pequeno momento romântico.
Todos os magos estavam enfileirados na varanda enquanto aguardavam o pronunciamento do mestre para começarem a lançar os fogos. Todos tinham algum tipo de sorriso estampado no rosto. Grandes e alegres, ou pequenos e discretos.
Laxus achava desnecessário tudo aquilo, mas foi de bom grado depois que Mira lhe pediu “carinhosamente”.
Gray tinha a intenção de fazer sua típica magia, sem muito espetáculo, mas após Juvia causar uma enchente dentro da guilda, ele aceitou fazer uma Unison Raid.
Macao e Wakaba estavam disputando quem faria o melhor show de fogos esse ano.
Guildarts insistiu que Cana unisse sua magia com a dele para fazerem um espetáculo pai e filha, mas no fim cana lhe deu um soco e ele se conformou emburrado com a situação.
Zeref não queria participar. Não tinha o costume de fazer coisas do gênero, ainda mais em publico, mas os olhos castanhos e a carinha de cachorro sem dono que Lucy tinha feito conseguiu abalar sua alma. Não tinha culpa. Seu coração não conseguia resistir quando ela fazia isso. A impressão que tinha era que caso recusasse ela iria chorar.
Gajeel só aceitou participar por causa da alegria imensa que Levy tinha, após ter lhe dado o livro. Não queria acabar com a alegria da baixinha tão cedo.
Minutos depois, o mestre apareceu na linha de frente dos magos, pigarreou e começou a falar.
–Pirralhos, e todos de Magnólia, ou não, que vieram neste dia tão importante para nós. Hoje não é apenas um dia festivo para nossa guilda, mas sim o dia que nossa família foi fundada. Todos nós temos o direito de cometer erros, de nos meter em encrenca, e até, talvez, sermos odiados em certos termos. Mas não importa o que digam de nós.A Fairy Tail, é, e sempre será, uma família. Sempre iremos ate o inferno por nossos amigos, por que no fim, não são os laços sanguíneos que nos unem, mas sim o amor e as lembranças que nos conectam.
“Muitos de nós já cometeram erros no passado, e provavelmente cometeremos mais alguns no futuro, mas quem se importa com isso afinal? Com o sucesso, aprendemos pouco, com os erros, aprendemos muito. Eu tenho orgulho de fazer parte dessa família, e de defender cada um deles. Por isso, eu e todos os meus preciosos pirralhos, vamos compartilhar com vocês uma parte da nossa alegria.”
–FELIZ ANIVERSÁRIO, FAIRY TAIL!!!!- gritou fazendo o símbolo da guilda com os olhos lacrimejados.
–AYE!- Gritaram todos fazendo o mesmo.
O mestre lançou o primeiro dos fogos, que explodiu em dourado formando o símbolo das fadas. O segundo foi lançado por Natsu, que cuspiu uma bola de fogo, explodindo e formando o nome mais aclamado de Fiore em chamas vermelhas.
Macao fez varias explosões em chamas arroxeadas.
Laxus fez vários raios colidirem uns com os outros, explodindo, e formando vários fogos, alem de um show de Luzes espetacular.
Mirajane fez um circulo mágico enorme aparecer, e varias esferas saíram do mesmo e explodiram em varias cores diferentes.
Gray e Juvia uniram seus poderes, e fizeram fogos azuis, que assim que explodiam viravam flocos de neve com pequenos símbolos da Fairy Tail caindo em meio a multidão.
Lucy invocou Loke e Virgo, que soltaram outra enxurrada de fogos.
–Vamos Zeref.Não custa nada tentar!- murmurou a loira emburrada enquanto olhava para o mago de braços cruzados.
Ele suspirou.
–Você sabe que eu não levo jeito para isso!- murmurou levemente contrariado.
Não é que não queria agradar a maga. O feitiço era simples.Basicamente basta imaginar o que quer que fosse e lançar ao céu. Mas tinha medo que sua imaginação ou seu poder estragassem a festa.
–Por favor, porfavorzinho.-implorou.- Você leva jeito para criar coisas, sabe disso!
Outro suspiro. Ele a olhou nos olhos, e viu que ela não iria desistir.
–Só uma vez!- gemeu por fim desistindo da batalha.
Lucy deu pulinhos e murmurou um:”isso.”
Quando todos os outros magos estavam prestes a lançar mais uma leva de “esferas mágicas explosivas” ele ergueu a mão esquerda, e um circulo mágico apareceu diante da mesma. Várias “mãos sombras”, bastante semelhantes ao ataque de Mirajane: Darkness Stream, que agarrou as esferas, e as puxou para si. Todos o olharam meio indignados por “roubar” suas magias.
Antes que pudessem reclamar, um outro circulo mágico, um pouco maior, apareceu em sua frente. Ele alinhou as esferas de poder mágico em padrões, nos diversos “anéis” existentes no circulo, e os girou ate se alinharem da forma que queria. Então o circulo sumiu, se tornando uma única esfera negra que ele lançou no ar.
Assim que atingiu determinada altura, a esfera explodiu, dissipando todos os elementos mágicos, que se transformaram em pequenas fadinhas, dançando no ar. Elas voaram na platéia a deixando encantada
Em um dado momento, todas as fadas voaram o mais auto possível, se juntaram, e explodiram em um símbolo único da Fairy Tail, formado de diversas cores.
Todos aplaudiram, assobiaram, e gritaram os nomes dos magos.
Lucy pulou em Zeref, o abraçando e lhe dando um beijo na bochecha.
–Viu?- questionou animada.- Não foi tão ruim. Foi lindo. Aposto que vai entrar na lista das melhores queimas de fogos de Fiore!
Ele revirou os olhos.
–Estou cansado de ter o meu nome na história.-Murmurou.- Alem do mais vão gostar, até descobrirem quem fez!
Lucy lhe deu um tapa no ombro.
–Deixe de ser chato. Foi muito legal, e ninguém aqui esta ligando para quem você foi!- falou irritada.
–Ahhhh, agora eu sou o chato?- questionou brincalhão.- Quem estava me importunando a 15 minutos atrás?- Contra atacou.
A maga deu de ombros.
–Isso não muda o fato de que você leva jeito para criar coisas. Principalmente magias!-rebateu.
Era verdade, levava jeito para reformular, criar, e aprimorar magias. Lucy sabia disso melhor que ninguém.
–Quer parar de usar meus talentos para fazer coisas bonitinhas?- começou a brincadeira.
–Hmmmm, não. Gosto de ver você fazendo coisas bonitinhas!- respondeu entrando na pequena e infantil brincadeira particular.
–Vou ter que mudar sua visão. Não gosto de ser o sujeito bonzinho!- Falou segurando o rosto angelical próximo ao seu, enquanto mantinha uma das mãos na cintura fina.
–Por que?- Questionou de brincadeira, mas com uma pontada de curiosidade.
–Por que gosto de colocar medo naqueles que querem me tirar o que tenho de mais precioso!- respondeu para finalmente beijá-la carinhosamente.
“Chegue perto...Mais perto.Quanto mais perto você chegar menos você consegue ver! Fique atento, procure encaixar as partes, veja o que consegue descobrir! Procure, procure, procure incessantemente os detalhes... e quando perceber você foi enganado! Você é apenas parte do truque .... e por isso que, na mágica, você pode apenas acreditar!!!”
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