A chave para as Trevas
27 Capitulo 27: Existem momentos interrompidos...
Notas iniciais
Povs autora on:
A primeira a acordar no vagão foi Lucy. Zeref estava praticamente do mesmo modo que ontem a noite, porem agora ele estava descaradamente usando seus seios de travesseiro.Deu um pequeno riso abafado olhando a face serena repousada neles enquanto seus braços circundavam sua cintura de maneira possessiva. Olhou para a janela vendo uma neblina leve em meio a paisagem de arvores que sabia que pertencia a Magnólia. Estavam chegando.
Com cuidado, Lucy levou as mãos aos fios negros fazendo lhe um cafuné para acorda -lo. O mago soltou um resmungo manhoso e enterrou ainda mais o rosto entre os seios fartos.
–Acorda dorminhoco!- sussurrou a maga achando graça.
–Eu não quero acordar. Esta muito confortável aqui!- Sussurrou de volta.
–Tarado!- Sussurrou Lucy em um tom um pouco mais auto enquanto corava.
–Com você? Sempre!- Disse finalmente erguendo a cabeça e coçando os olhos.-Chegamos?
–Ainda não, mais daqui a pouco vamos estar la!- disse voltando a avaliar a paisagem de fora.
–Então podia ter me deixado dormir mais um pouco!- murmurou voltando a se acomodar nela.- Poderia voltar a fazer cafuné? Estava bom!- disse manhoso.
–Folgado!- murmurou enquanto levava a mão a cabeleira negra. Nesse memento se lembrou de algo.- Oe, Zeref, quando você dorme você faz uma barreira de propósito ou sem querer?- perguntou.
Zeref se surpreendeu com a pergunta. Não sabia que ela já estava sendo capaz de sentir tão bem sua magia. Isso significava que a cada dia a marca os conectava cada vez mais, e também que em breve todas as funções estariam ativas e ele teria de contar a ela.
–Depende.- começou a responder.- Na maioria das vezes não é de propósito, é só a minha magia mesmo, da mesma maneira que acontece com as chamas do Natsu quando ele fica com raiva!
–E outras e por que você quer!?-completou.
–Exato. Mas por que quer saber?- perguntou curioso.
–Nada. Eu só notei e queria saber. Sem motivo especifico!
Segundos depois ouviram alguém bater na porta e abri-la lenta e silenciosamente. Ambos dirigiram o olhar a porta constatando que era apenas um funcionário de bordo.
–Desculpe.- disse vendo o casal acordado.- O controlador pediu para acordar todos a bordo. Chegaremos em 15 minutos!- Respondeu fazendo uma pequena reverencia e se retirando.
–Viu dorminhoco. Estamos chegando. Se me der licença eu tenho que acordar a Wendy!- reclamou de um jeito brincalhão enquanto tentava tira-lo de seu colo.
–Não estou afim. – disse entrando na brincadeira enquanto se apertava mais contra ela.- Aqui esta bom!
–Anda Zeref!- resmungou um pouco mais auto mas com cuidado para não acordar Wendy e os gatinhos.
–Não.- disse se aproximando do rosto da loira.- Só depois de ganhar um beijo!
Sem dar chances para ela responder, ele tomou os lábios vermelhos para si. Não precisou pedir permissão. Suas línguas se entrelaçavam com veemência, amor e carinho. Entraram em uma dança e em um mundo apenas deles, saboreando e amando o momento, curto, porem muito bem vindo entre os dois. O ar os obrigou a se separarem com relutância.
–Bom dia!- sussurrou o mago.
A maga deu um sorriso, mas antes que se pronunciasse...
–Eles se goxxxxtam!- disse o gato azul que tinha acabado de acordar.
Os dois olharam para a bola felpuda que coçava os olhos. Lucy deu um pequeno sorriso enquanto abraçava o mago que, agora estava sentado ao seu lado.
–É claro que gosto dele!
O sorriso de Happy murchou, e se contorceu em uma careta emburrada.
–Assim não tem graça Lushi!
–Que barulheira é essa em gato?- Reclamou Charles impaciente por ter sido acordada.
–Desculpe Charles...- começou a se desculpar o pequeno enquanto tirava presentes sabe-se La de onde.
–O que aconteceu?!- murmurou Wendy sonolenta e esfregando os olhos enquanto bocejava.
Não demorou a perceber o alvoroço que os exceeds faziam.
–Não podiam brigar depois?- perguntou Lily também acordando.
–Viu o que você causou!- sussurrou Lucy no ouvido do mago.
–É, mas valeu a pena!- Sussurrou de volta.
Depois de minutos o apito agudo do trem soou, indicando aos passageiros que haviam chegado.
Lucy se levantou pegando sua pequena bagagem vermelha, juntamente com um casaco bege. Colocou o casaco assim que ajudou Wendy a pegar a mala e se dirigiu a saída. Assim que abriu a porta viu três vultos passando como raios pelo corredor, fazendo seus cabelos voarem suavemente. Suspirou. Sabia perfeitamente quem era, ou no caso o que eram as sombras corredoras.
Assim que entrou na plataforma uma corrente de ar frio, natural pela manhã, a fez estremecer levemente.
–Que gelo!- Murmurou para si mesma.
Zeref, como sempre, estava ao seu lado como uma sombra. O mago olhou em volta um pouco entusiasmado. Era a primeira vez que entrava em Magnólia sem ser as escondidas, a uns 400 anos sendo mais exato.
–Eu nunca mais vou entrar em um veiculo!- Disse Natsu jogado no banco de madeira enquanto se recuperava.
–A-aye!- concordou Gajeel deitado no chão mesmo.
Laxus estava escorado em um poste, de braços cruzados tentando aparentar bem estar. Porem o rosto pálido, os olhos fechados e a linha fina em seus lábios indicava o seu trauma recente. Mas isso ainda era melhor que enfrentar Mirajane furiosa.
–Eu estou com fome.- murmurou Lucy pegando um pouco de dinheiro na carteira.- Quer alguma coisa?- perguntou se virando para o namorado.
–Pode escolher!- falou.
Tinham convivido um com o outro por quase um ano. Ela conhecia bem seus gostos.
–Hai!- disse fazendo menção de pegar a mala.
–Deixa comigo!- disse o mago pegando na alça da mala e a jogando nas costas.- Eu te espero aqui!
–Hai.- concordou sorrindo.- Já volto!- Disse se dirigindo a pequena cantina da estação e entrando na fila.
Ele a observava sem tirar os olhos dela. Dês de que ficou livre nunca deixou Lucy por mais de 5 minutos sozinha. Não tinha medo de perde-la, mas gostava muito de ficar ao seu lado, o tempo todo de preferência. Isso tinha sido um incomodo para uma albina que observava e que não gostou da recente felicidade da loira.
E viu neste curto período de tempo uma oportunidade.
–Com licença... Zeref-san!- Disse Lissana forjando certa dificuldade para tirar a mala do trem para a plataforma. O mago a olhou sem interesse.- Poderia me ajudar por favor?- perguntou com um pequeno sorriso no rosto.
Porem ela cometeu um erro técnico gravíssimo. Zeref estava vivo a muito mais tempo que ela, e conseguia ver a crueldade nas pessoas facilmente, e essa mesma crueldade estava muito bem disfarçada naquele sorriso inocente. Mas ele a via claramente. E como só era realmente gentil com Lucy...
–Não!- respondeu simplesmente se dirigindo a cantina.
A albina queimou de raiva, mas nada podia fazer agora. O que ela não sabia era que Zeref era mais cauteloso e esperto do que poderia imaginar, e sem que soubesse, a vigiava, caso tentasse algo contra a loira.
Ficou próximo a um banco enquanto esperava. Não demorou muito para a maga chegar com dois chocolates quentes e um par de mistos quentes dispostos em uma bandejinha descartável.
–O que foi?- perguntou Lucy.
–Hum?- murmurou Zeref sem compreender.
–Você esta pensando em algo que te preocupa.- afirmou.- O que foi?
Realmente era surpreendente. Lucy o conhecia melhor que ninguém, ate para notar uma leve raiva contra uma possível atitude de Lissana.
–Não é nada importante. Chocolate quente?- perguntou notando a escolha da loira e mudando de assunto.
–Então ta...- falou desconfiada mas deixou para lá.- É, chocolate quente. Eu estou morrendo de frio aqui!
–Você é muito friorenta sabia?- disse enquanto pegava um chocolate e um misto.
–Não.- murmurou emburrada com as bochechas levemente vermelhas.- Eu não gosto nenhum pouco de frio, é diferente!
–Na ilha você reclamava do calor!- Afirmou acusando-a enquanto bebia o liquido quente.
–Mas lá é um forno de 50° graus no verão.- se defendeu.- Eu consegui fritar um ovo no telhado!
–Ainda não acho que está tão frio assim!- Falou dando de ombros e começando a comer.
–Você custa a sentir frio!- afirmou a loira o olhando de soslaio enquanto bebericava o chocolate.
Era verdade. O Mago Negro não sentia mudanças climáticas com tanta facilidade, afinal depois de tantos anos andando pelo reino inteiro, acabou se acostumando com isso.
–Graças a Deus nós chegamos!- Disse Gray saindo do trem com uma pequena mochila.
–Gray, suas roupas!- Disseram Lucy, Levy e Mira ao mesmo tempo.
–Quando foi que...?- Disse pegando as roupas pelo saguão.
–Buaaaaaaaaaahhhhh!- disse uma criancinha correndo em direção a mãe, que tapou seus olhos.
–Parabéns Gray, você acaba de traumatizar uma pobre criança!- Disse Levy se aproximando do resto dos membros com um livro na mão.
–Como ele não sente frio?- perguntou Lucy para si própria enquanto estremecia e comia seu misto.
–Acho que a pergunta mais pertinente é como ele tira as roupas sem nem sentir!- Disse Ultear que tinha acabado de pegar as bagagens com Meredy.
–Como vocês se acostumaram com isso?- perguntou Meredy levemente corada.
–Bom, no meu primeiro dia na guilda ele pediu minha calcinha emprestada!- disse Lucy erguendo uma sobrancelha e bebendo mais chocolate.
Ultear se segurou para não rolar de rir.
–Teve uma vez que ele, sem querer, jogou uma calça no bolo de morango da Erza quando foi brigar com o Natsu e ela quase o matou!- Disse Levy seria.
– E teve aquela vez que...
–Tá legal.- disse Ultear.- Não quero saber ou terei pesadelos!
–Sabia escolha!-disseram Levy e Lucy ao mesmo tempo.
–Com licença...- falou um sujeito alto e musculoso, de pele morena e cabelos negros, que arrastava Natsu e Gray inconscientes pela blusa.- Conhecem esses dois?
–Depende. Eles destruíram algo?- perguntou Levy.
–Não.- respondeu o moreno.- Eles começaram a brigar e derrubaram o bolo de uma mulher ruiva que os nocauteou. Um cara de cabelo azul com uma marca vermelha no rosto esta segurando ela no saguão. Em fim, eu sou um funcionário e não podia deixa-los desmaiados na plataforma de desembarque! –Disse jogando-os em frente ao grupo.
–Há, então obrigada, eu acho!- disse a loira.
–Não há de que!- disse o funcionário saindo.
–O que faremos com eles?- Perguntou Gajeel chegando com a pequena mochila azul de Levy e a sua nas costas.
Sua audição apurada lhe permitiu ouvir as conversas.
–Nós teríamos que levá-los a guilda, mas não estou nenhum pouco a fim de carregar alguém a essa hora da manhã!- disse Lucy.
–Eu é que não vou carrega -los Bunny Gril!
–Então... vamos deixá-los ai?- perguntou Levy.
–Posso teleporta-los para a guilda!- Sugeriu Zeref.
–Por favor!- disse Lucy.
Os dois meliantes juvenis, foram envoltos nas chamas negras e desapareceram.
–Bem, eu vou deixar minhas coisas em casa e vou para a guilda.- disse Levy.- Tchau Lu-chan!-Gritou indo embora com Gajeel reclamando em seu encalço por ter de levar as bagagens dela.
–Nós vamos atrás da Erza. Vamos morar na Fairy Hills. Nos vemos na guilda!- Disse Ultear saindo.
–Tchau Lucy-san, Zeref-san. Nos vemos na guilda!- Disse Meredy acompanhando a amiga.
–Vamos também. Eu tenho que deixar minhas coisas no apartamento!-Disse Lucy a Zeref.
–Hay!
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O caminho foi tranqüilo. Os dois andaram sem muito o que dizer, apenas aproveitando a paisagem natural de Magnólia, paisagem a qual o mago a muitos séculos não apreciava. O único fato estranho fora os próprios moradores que conheciam a maga celeste e que estranhavam o fato de ela estar próxima a alguém, para eles, desconhecido, ao Ives do seu time ou de Natsu.
Quando Finalmente dobraram a esquina, avistaram o apartamento modesto, em frente ao rio. Lucy pegou a chave abrindo a porta de madeira e se virou para Zeref.
–Seja bem vindo oficialmente pela porta da frente, na minha casa!-Disse fazendo um gesto para que entrasse.
Uma risada leve ecoou.
–É bom poder entrar pela porta da frente!- Disse entrando sem cerimônias na residência já completamente conhecida por ele.
–Pois é. Agora você pode parar de me dar sustos!- Gritou enquanto se dirigia ao quarto para por a mala que, mais tarde, iria desmanchar.
–Hummm, Não. Vou continuar te assustando. É muito divertido sabia?- perguntou enquanto a seguia.
–Para você pode ate ser mais para mim não. Qualquer dia vou morrer de infarto por sua causa!- Exclamou se virando para ele e cruzando os braços em sua frente.
Os braços firmes rodearam a cintura fina, a puxando de uma só vez e fazendo com que ela se chocasse contra seu corpo.
–Você sabe muito bem que eu nunca iria permitir que você morresse Lucy.Você é preciosa demais para mim!- disse segurando seu queixo fino com a mão direita.
Sem se conter mais nenhum segundo fez algo que tinha vontade de fazer dês de que acordou. Capturou os lábios macios com os seus. Nunca riria se cansar de beija-la. O seu sabor embriagante e maravilhoso o drogava.
Era sempre assim. Se amavam tanto que não conseguiam se separar, e as vezes o sentimento transbordava de tal maneira que os obrigavam a se unir de maneira mais intima e sem restrições.
Quando o ar lhes fez falta, Zeref desceu os beijos pelo pescoço alvo, sentindo a fragrância embriagante enquanto seus braços a puxavam quase de maneira automática o corpo esbelto contra o seu. Os dedos finos e delicados começaram a subir pelos ombros largos e a se enroscarem nos cabelos negros, as vezes puxando e as vezes arranhando sua nuca.
Zeref a puxou, lhe guiando ate o apoio mais próximo, a escrivaninha. Sem demora o mago a ergueu e a sentou na pequena mesinha enquanto Lucy o laçava pela cintura com as pernas, e fechava os dedos entre os fios negros puxando-o para outro beijo ardente. As línguas se entrelaçavam como duas velhas conhecidas, desesperadas para continuarem unidas.
Lucy tinha de admitir, por mais que- de acordo com as leis de seu mundo- Zeref fosse tachado como a pura personificação do mal, um demônio, ela se sentia no paraíso quando o beijava e o tocava. Poderia na verdade ser a pura luxuria que o demônio, o seu demônio, lhe transmitia. Mas não ligava. O amava demais para se importar com nomes ou com uma possível reputação.
A maga tratou de tirar por si mesma, a jaqueta que colocou. Estava morrendo de frio a alguns minutos, mas agora parecia estar assando com tanta roupa.
Zeref passou as mãos por baixo da blusa fina, a levantando um pouco como conseqüência, e acariciou a barriga lisa, onde sua bela marca estava para protegê-la e provar a todos a quem aquele “anjo” pertencia. As mãos fortes vagavam por toda a cintura e iam até a limiar dos seios, fazendo com que suspiros e pequenos gemidos saíssem dos lábios de sua parceira.
*Toc Toc Toc*
Zeref saiu, relutante, dos lábios sedosos da loira e grunhiu de insatisfação na curva do pescoço alvo. Lucy, deu uma curta risada da reação do mago, em meio as golfadas de ar.Um dos problemas dos beijos ardentes, é que eles acabavam com seu fôlego.
Acariciou de leve os cabelos negros do rosto que se instalava na curva do seu pescoço quando ouviu o “alguém” bater mais uma vez, e um novo grunhido ecoou baixinho próximo ao seu ouvido.
–JÁ VAI!- gritou.- Não fique assim.- murmurou trazendo gentilmente os olhos e as feições emburradas e raivosas para seu campo de visão.- Terminamos isso depois!- disse lhe dando um selinho.
–Por que nunca podem nos deixar em paz?!- rosnou indignado enquanto se afastava para que Lucy pudesse descer da escrivaninha.
A maga riu da atitude ligeiramente infantil de Zeref, ajeitou a blusa e foi atender a maldita porta.
Assim que a abriu teve uma surpresa.
–Mira? Cana?- Exclamou a loira surpresa.
–Oi Lucy!- disse a albina com um sorriso simpático.
–Foi mau interromper seu momento quente!- disse Cana bebendo sua garrafa de cerveja matinal.
As bochechas de Lucy coraram como dois tomates extremamente maduros. Como ela sabia?
–O-o que quer dizer cana?- perguntou a maga constrangida e tentando se fazer de desentendida.
–Ué, se eu tivesse um namorado tão gostoso quanto o seu eu já estaria na cama!- falou sem pudores como se fosse algo obvio.
–Cana!- repreendeu Lucy constrangida e enciumada.
Não gostava que outras pessoas observassem estes detalhes no SEU namorado, mesmo sendo uma amiga.
–Calma, não vim roubar o filé de você!
–Viemos dizer que terá um anuncio mandado pelo mestre esta manha, e que vocês tem de estar na guilda em 15 minutos. Não se atrasem!- Disse Mira educadamente com um sorriso diabólico e caloroso ao mesmo tempo.
–H-hai!- respondeu Lucy enquanto estremecia.
–Vamos avisar os outros. Até mais Lucy!
–Aproveite seu gostoso em uma rapidinha!- falou Cana antes de ir atrás de Mirajane.
–CANA!- Brandiu a loira furiosa e vermelha.
Lucy voltou para dentro da residência fechando a porta e dando de cara com Zeref.
–Vamos mesmo ter que sair?- perguntou com uma careta.
–Sim.- disse em um suspiro desanimado. Não queria ter que sair a essa hora de casa. Porem notou uma coisa e sua expressão mudou para uma desconfiada.- Espera um minuto ai. Você ouviu a conversa?
–Não.- Disse indo em direção a porta.- Mas Cana é pervertida assim mesmo ou é só hoje?- Disse brincalhão.
–EU VOU TE MATAR!- Gritou Lucy correndo atrás de Zeref.
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Quando ambos chegaram a guilda todos os olharam com estranheza. Não se devia ao fato do mago, por incrível que pareça já tinham se acostumado um pouco com o fato dos dois estarem juntos, mas sim por que a maga estava mais vermelha que uma pimenta e estava ligeiramente irritada.
Alguns minutos se passaram quando todos os integrantes da guilda chegaram, e uma lacrima de comunicação enorme foi colocada em frente ao pequeno palco da guilda.
A imagem do mestre apareceu enorme na mesma. O velhinho limpou a garanta e disse:
–Pirralhos, eu tive que ficar para resolver algumas coisas com o conselho devido a nossa recente situação. O conselho decidiu que as guildas devem se unir,ate que consigam mais informações sobre o nosso recente inimigo e possamos derrotá-lo, afinal não sabemos quando poderão atacar!- anunciou sem rodeios.
–E você perdeu no sorteio de novo não é velhote?- Atestou Gray, levemente irritado.- Vamos ter que receber aquela cambada de gente!
–QUIETO GRAY.- Berrou.- Eu não perdi o sorteio apenas ganhei a honra de abriga-los!- tentou justificar.
–Traduzindo: Seu azar é tão grande que vamos ter que sustenta –los aqui!- Falou Macao.
–QUIETOS. Não interessa se eu ganhei ou perdi. O fato é que as guildas terão de se juntar querendo ou não. Em uma semana acontecerá o festival de doces em Magnolia. E alguns deles virão nesta época, e eu quero que os recebam bem. Todos os magos convocados pelas guildas virão gradualmente assim que resolverem alguns problemas decorridos na batalha. Eles poderão fazer missões como todos aqui, claro que também terão que respeitar as regras da guilda, ou seja nem todos poderão pegar missões classe S.- Informou.- Hoje daremos uma festa oficial pela entrada dos nossos novos membros. Eu não vou poder voltar ainda, então comemorem bastante!- Disse o velhinho abrindo um sorriso.
–Isso não é justo.- Disse Natsu irritado.- Por que não posso fazer uma Missão classe S?!- disse soltando fogo pelas ventas.
–Por que você não é um mago Classe S Natsu!- Respondeu o mestre simplesmente.
–Tsc*- Resmungou Gajeel.- Aposto que isso é bajulação.- respondeu também insatisfeito com a política do “Classe S”- Quer ver que se a Bunny Gril pedisse ele deixaria?!- disse jogando as palavras ao vento apostando que seria refutado.
–Ah, sim. A Lucy pode pegar missões Classe S!- respondeu o mestre simplesmente.
A reação foi imediata. Os que bebiam, cuspiram, os que comiam, cuspiram também, os que faziam algo pararam, no fim todos olhavam incrédulos para o Mestre.
–NANIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII?- Exclamaram todos abismados, inclusive a maga celeste.
– Como assim mestre? Missões classe S só são liberados a magos Classe S ou para um grupo de magos acompanhados por um mago Classe S!- exclamou a baixinha.
–Bem, a Lucy pode escolher uma missão Classe S por que provavelmente Zeref vai com ela!- Explicou o mestre simplesmente.
–Como assim velhote?- perguntou Natsu prestes a pegar fogo...literalmente.
–Jellal e Zeref são os novos magos Classe S da guilda!- Falou.
–O que?Como? Eles nem se quer passaram pelo exame!- Brandiu Gray irritado com o fato.
–Entendam: Jellal possuía o titulo de um Mago Santo assim como eu, por tanto é poderoso o suficiente para que eu o eleve de nível sem que ele passe pelo exame. Já Zeref... bom, ele deve ter mais poder que todos nós juntos então também o promovi!
Todos olharam para Zeref, que nem se quer prestava muita atenção no que acontecia, enquanto estava sentado ao lado de Lucy, de olhos fechados com a cabeça pendendo para trás, extremamente descontraído.
–Isso não é justo.- Se irritou Natsu cuspindo fogo pela boca.- Jellal, Lute comigo!- Falou entrando em posição de batalha.
–Mas o que...?- se perguntou Jellal sem entender.
–Natsu, não puxe briga com as pessoas dessa maneira!- Enraiveceu Erza.
–Laxus?!- Perguntou novamente Natsu.
–Estou cansado!- Murmurou bebendo uma cerveja.
–Erza?!
–Me deixe comer!- resmungou comendo um bolo.
–Gildarts?!
–Missão!- falou pegando uma missão simples e rápida para sair dali.
– Então restou... ZEREF!- Gritou partindo para cima do mago com o punho em chamas.
Do nada, um circulo negro surgiu em cima da cabeça de Natsu e uma torre negra de puro poder o atingiu em cheio e, sem chances de desvio de tão rápido. Meio segundo depois o Dragon Slayer estava no chão, inconsciente, e o Mago Negro continuava parado, no mesmo lugar de olhos fechados.
–Nem... precisou olhar...!- Murmurou Macao surpreso e aterrorizado.
–Acredito que as explicações ficaram bem claras agora.- insinuou apontando para o Natsu Desmaiado.- Agora, divirtam-se pirralhos. Estarei de volta em alguns dias!- disse e logo em seguida a lacrima desligou.
–Vocês ouviram o mestre. VAMOS COMEMORAR!
–AYE!-Gritaram todos em uníssono começando a festa típica da Fairy Tail.
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–Nossa, isso aqui ta uma Zona em?- falou Shinuky retoricamente.
–É obvio que esta. Ninguém vem aqui a séculos.- devolveu Zeref revirando os olhos.- Vai fazer?
–Que escolha eu tenho? Você me jogou mais um trabalho. Já não basta ter livrado sua barra não é?
–Não é um trabalho.- Resmungou irritado.- É um favor. Ela vai adorar!
–Aham, você esta fazendo isso por ela ou para não ser interrompido nos “momentos quentes” dos dois?- Retrucou-o cruzando os braços e lhe lançando um olhar suspeito e entediado.
–Você que pense o que quiser. Sua opinião não me interessa. Vai fazer ou não?
–Nossa, como você é gentil.- disse irônica.- Vou. Me de alguns dias e tudo vai ficar pronto!
–Obrigada!
–Menos garoto. É muito estranho ser agradecida tantas vezes por você nos últimos dias!
"Não julgue os atos das pessoas sem antes saber o seu passado. Pessoas sombrias tem motivos sombrios para cometê-los!"
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