A chave para as Trevas

31 Cap 31: Uma princesa?


Notas iniciais
OI XD # Desculpem o atraso, para aqueles que não leram na minha outra fic, eu viajei. Tambem tive um Bloqueio criativo no meio desse cap, por isso ele está pequeno. #Devo agradecer a minha grande amiga por comentar no cap anterior e ter me dado inspiração para destravar XD. (Eu adoro ela, vcs não tem noção. Pena que ela mora em outra cidade.) # Lembrando: ESSE CAPITULO É A CONTINUAÇÃO DA FIC. Leiam com muito cuidado e eu recomendo que revisem os anteriores ao especial. Vcs estão ignorando varias coisas. #Eu consegui responder a quase todos os comentarios outra vez, eu adorei eles XD. # Espero que tenha conseguido melhorar na escrita, pois ainda acho que vcs não estão muito satisfeitos com a meneira que escrevo (principalmente no Nyah.) Não que alguem tenha me dito, mas é só impressão mesmo. Vou tentar melhorar. # Boa leitura. XD

Respirou fundo ao despertar. Sentiu-se revigorada do cansaço da festa do dia anterior. Se espreguiçou um pouco bocejando e tateando a cama em busca dele. Quando não o encontrou, abriu os olhos, piscando para se acostumar, e sondou o quarto sem encontrá-lo. Ouviu o barulho do chuveiro ligado e compreendeu.

Enfiou o rosto no travesseiro para curtir um pouco mais com sua preguiça.

Minutos depois o chuveiro foi desligado e pode-se ouvir alguns paços ocasionais La dentro. Ela sorriu.

Bocejou mais uma vez e se sentou na cama com os pés para fora enquanto esticava os braços. No mesmo instante a porta do banheiro conectado ao quarto se abriu, trazendo um pouco do vapor da água quente para fora e ele saiu. A maga sorriu e se levantou indo a seu encontro com um sorriso leve.

–Bom dia!- cantarolou para o mago.

Ele deu um minúsculo sorriso torto.

–Bom dia!- respondeu.

Os olhos chocolates o analisaram. Seus cabelos estavam úmidos; estava sem camisa vestindo uma calça negra e descalço. Seus olhos estavam alegres.

Lucy sorriu e o abraçou. O mesmo retribuiu passando os braços ao seu redor a apertando contra si e beijando o topo de sua testa. O sorriso da loira aumentou.

–Pensei que iria ficar dormindo mais tempo!- comentou.

Depois de missões, festas e outros eventos mais desgastantes ela sempre dormia mais. Porem o mago não se permitia ser o parâmetro de comparações. Depois de tantos anos se escondendo, tendo pesadelos e ficando angustiado acabou ficando acostumado a dormir apenas algumas horas por dia. Depois que encontrou Lucy este tempo aumentou para o de uma pessoa normal, mas ainda assim pouco na opinião da mesma.

–Está me chamando de preguiçosa?- questionou se afastando um pouco e erguendo uma sobrancelha.

Ele revirou os olhos.

–Não seja infantil Lucy.- falou a olhando em seus obres e acariciando uma de suas bochechas com a mão.- Nem tudo no mundo tem mensagens subliminares!

Ela fez um biquinho.

Ele riu.

–Não ria dos outros Zeref!- falou emburrada enquanto ele tentava conter os risos.- Você esta bem humorado demais hoje!- observou.

O mago parou de rir, fechou os olhos e colou suas testas.

–E existe algum motivo para não estar?- perguntou mais para si mesmo.

Não. Essa era a resposta. Estava livre, seus poderes estavam controlados; podia recomeçar a vida do zero e a mulher que roubou seu coração amargo estava bem ali, em seus braços e disposta a passar a vida inteira junto consigo. Não havia motivos para mau humor.

Lucy sorriu fechando os olhos por um breve momento e depois voltou a abri-los. Sorriu mais largamente e deixou o braço direito laçado ao pescoço masculino escorregar, até que sua mão parasse em cima do coração dele. Os dedos finos desenharam os contornos por cima do emblema negro de sua guilda, que dês de ontem se encontrava lá, em cima do coração negro.

Sorriu mais e lhe deu um beijo na bochecha.

Zeref sorriu. Era reconfortante dar e receber carinhos simples todos os dias. Era quase uma terapia de relaxamento. Pequenas coisas apenas para curtir o momento eram as mais especiais.

–Ficou linda em você.- comentou baixinho e corada. Ele sorriu.- Queria ficar o dia inteiro em casa hoje!

O mago riu breve.

–Agora eu te chamo de preguiçosa.- recebeu um tapa fraco no ombro.- Bem, nós poderíamos ficar, se a senhorita não tivesse esquecido que já combinamos de pegar uma missão ontem para pagar seu aluguel, desmemoriada!- falou brincando.

Mas ela realmente era desmemoriada.

Lucy enfiou o rosto no peito de Zeref e soltou um gemido choroso.

O mago sorriu outra vez. Tira-la da cidade por 2 ou 3 dias seria perfeito para que Shinuky terminasse a surpresa.

–Vá tomar um banho. Pelo que você me contava Erza não gosta de atrasos!- Lembrou.

Em um pulo, Lucy saiu de seus braços e voou em direção ao banheiro.

Zeref balançou ligeiramente a cabeça em negação.

–Só não esquece a cabeça por ser grudada no corpo...- comentou consigo mesmo.

–EU OUVI!!-Berrou.

Balançou novamente a cabeça e foi em direção a cozinha.

#*#*#*#*#*#

Assim que chegaram a guilda, Erza já batia o pé no chão em constante irritação. Depois de receber um bom dia agradável acompanhado de uma bronca, todos se dirigiram ao quadro de missões.

Natsu insistia em pegar pedidos em que a violência era empregada, enquanto Lucy queria algo mais rentável. No fim, Erza ficou responsável por escolher a missão e começou a analisar os pedidos criteriosamente.

Wendy estava inquieta, e Lucy tinha percebido isso, mesmo que discutisse com Natsu. Quando os dois se acalmaram e esperavam Erza escolher o pedido Lucy não agüentou.

–O que aconteceu Wendy?- as palavras curiosas pularam sozinhas de sua boca.

A pequena levou um susto se encolhendo constrangida. Olhou para os pés, olhou para Lucy e voltou novamente aos pés. Sentia-se tímida por perguntar isso, mas a vontade de ver sua mãe é ainda maior.

–Ehh,.... Lucy-san.... Eu.. Eh, ham. Poderia invocar Shinuky, por favor?- perguntou totalmente corada e olhando fixamente para baixo.

Lucy quase se deu um tapa.

–Meu Deus.- exclamou se lembrando e colocando a mão na cabeça.- Desculpe Wendy. Tinha esquecido completamente!- Justificou sorrindo amarelo.

Zeref abafou a risada.

–A cabeça esta grudada, né?- perguntou ironicamente.

Lucy tentou lhe dar uma cotovelada na barriga, mas ele foi mais rápido e desviou a tempo. Suas bochechas ficaram vermelhas de raiva e ela o fuzilou com os olhos.

–Engraçadinho!- cuspiu.

Todos arquearam a sobrancelha sem compreender.

–Lushi, sua velha desmemoriada!- falou o gatinho rindo sem pudores.

Ele calculou mau. Estava muito próximo a Lucy, então ela o pegou pelo rabo e puxou ruidosamente suas bochechas e bigodes com sua aura maligna.

–Lushi,... isso doiiiiiii. Sua má!- falou com as lagrimas escorrendo pelo rosto.

–Então não se atreva a me insultar. Gato idiota!- Falou o soltando por fim.

Happy voou rapidamente para trás de Natsu sussurrando “Lucy má.” Ou “Você não tem coração.”

Ela bufou da rainha do drama e pegou a chave.

–Erza, você se importa de resolver isso antes de irmos?- perguntou a maga se virando para a mesma em frente ao quadro de missões.

–Hãn? Ah, não. Pode chamá-la. Estou olhando qual missão será melhor e mais lucrativa. Agora que somos 8 temos que pegar missões maiores!- explicou voltando ao quadro de pedidos.

Lucy deu de ombros e ergueu a chave na sua frente.

–Ei, Bunny Gril, tem certeza que quer invocar um Dragão imenso dentro da guilda?- questionou Gajeel pensando na hipótese de sair correndo pela porta.

–Não. Basta chamá-la em sua forma mais fraca...- sussurrou fechando os olhos para se concentrar.

Não era necessário entoar todo o cântico para traze-la em sua forma humana. Respirou fundo, girou a chave em sua mão e enviou uma grande quantidade de magia a ela.

–Abra-se, portal da aniquilação, Shinuky!- clamou.

A fumaça cobriu boa parte da área central do hall de entrada. Uma faca de arremesso negra passou a 2 milímetros da cabeça de Gajeel e se enterrou na pilastra de madeira com um zumbido metálico.

–Merda!- falou a voz feminina .

Shinuky permaneceu por alguns segundos com a mão direita em frente ao corpo, posição final do arremesso de faca. Olhou para os lados e percebeu onde estava e o que aconteceu.

–Lucy, você acaba de me impedir de acertar uma testa em cheio!- resmungou causando os braços e se sentando em uma cadeira próxima.

Ela não estava com suas roupas comuns, mas sim com um pijama azul para o frio, porem com o tecido fino e possuía vários flocos de neve brancos desenhados.

As sobrancelhas loiras vincaram.

–Testa? Testa de quem?- questionou.

Shinuky arregalou os olhos e depois virou a cara.

–Não importa. Por que me chamou? Não esta cedo demais para isso não?- murmurou irritada.

–VOCÊ QUASE ATINGIU MINHA CABEÇA SUA MALUCA!- Berrou Gajeel saindo do choque.

Shinuky deu de ombros.

– A culpa é dela que me invocou!- disse apontando para Lucy com o polegar.

Cruzou as pernas no banco e se apoiou as costas na mesa de madeira velha atrás de si, dobrando os braços e os colocando sobre a mesma em uma postura relaxada.

– O que querem? Pensei que me dariam umas férias depois do tanto de problemas que eu resolvi para vocês!-resmungou.

–Na verdade, Shinuky-san, fomos nós que chamamos você!- murmurou Wendy constrangida.

Os olhos dela passaram para a pequena. Em seguida fez uma careta.

–Por favor, -resmungou.- sem o san ta? Isso me da uma sensação de que estou velha!

–Você é velha!- afirmou Zeref com sarcasmo.

–Eu sei que sou velha.- falou agitando as mãos.- Mas não preciso sentir que estou velha. E você é tão velho quanto eu!- acusou apontando para o mesmo.

–Comparado a sua idade eu sou uma criança!- bufou a fuzilando com os olhos enquanto ela fazia o mesmo.

Shinuky abriu a boca para falar...

–CHEGA!- Xingou Lucy. Ambos a olharam.- Eu já aturei vocês dois discutindo por oito meses. Ate por causa de ovos mexidos. Podem parar. Agora!- ordenou.

Os dois bufaram e viraram o rosto como crianças contrariadas.

–Pode perguntar Wendy!- Lucy incentivou-a.

–Shinuky-san,- começou firme.- você sabe onde estão nossos dragões?- Perguntou esperançosa.

Ela ergueu as sobrancelhas, pensou um pouco e suspirou balançando a cabeça.

–Não tenho idéia.- falou, e os olhos brilhantes dos Dragon Slayers murcharam.- Não procuro nenhum deles a uns... 16, talvez 17 anos!

–Tudo bem então!- murmurou Wendy melancólica.

Shinuky a ignorou colocando o indicador no queixo e pensando.

–Talvez eu possa localizá-los...- falou para si própria.

–Como assim localizá-los?- perguntou Natsu com suas esperanças inflando no peito.

Shinuky deu de ombros.

–Uma de minhas grandes especialidades é rastrear qualquer um em qualquer lugar.- comentou. Eles sorriram.- Mas levando em conta o fato que eles não se tornaram reis de suas respectivas classes de graça pode ser difícil...

–Como?- perguntou Gajeel.

A Dragoa o olhou.

–Se eles não quiserem ser encontrados pode ser algo mais complicado ou talvez nem possa encontrá-los. Ainda mais Grandini.- comentou fazendo os olhos de Wendy brilharem.- Ela é talentosa com esse tipo de coisa!

–Conhece nossos pais?- perguntou-a.

–Claro que sim!- exclamou.- Sua mãe é minha amiga já a alguns anos. Igneel também, e é sempre legal lutar com ele.- o sorriso de Natsu quase rasgou a cara.- E Metalicana...- ela pegou outra faca de arremesso em algum lugar e brincou com ela em seus dedos.- Nos temos... assuntos pendentes....

Gajeel sentiu um frio na espinha. Seja o que for era melhor não se meter.

–ACHEI!- exclamou Erza balançando um papel em mãos.

Todos a olharam.

Ela corou e esclareceu a situação.

–Eh, eu achei uma missão boa!

–Bem,- começou Shinuky chamando a atenção outra vez.- Eu vou indo. Se tiver alguma noticia eu digo.- esclareceu.- O que será que tem para comer lá em casa em?... – murmurou para si mesma e desapareceu.

–Ela está de pijama a essa hora?- murmurou Jellal.

–Aye!!

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–Eu definitivamente não nasci para isso!- resmungou Lucy tentando andar pelo lago.

A situação era a seguinte: Eles chegaram ao pequeno reino ao lado de Fiore, Zagaya. Passaram a noite viajando de trem após varias complicações com os Dragon Slayers e chegaram de manhã. Encontraram um Hotel e se dividiram em duplas pela falta de quartos. Gray quase teve um enfarte por ter sobrado com Juvia que quase desmaiou de emoção.

Depois de instalados, o grupo partiu para encontrar a senhora que havia feito o pedido. Após perguntarem para algumas pessoas, um mercador de uma loja de suvenires lhes deu um mapa informando onde era. Esse era o problema. A infeliz senhora morava em meio a uma selva.

Erza estava com uma roupa atlética e um facão enorme na mão para “desbravar” o local. Wendy estava com o mapa, e subiu nos ombros de Natsu para ficar mais fácil assimilar o local, e também por ser pequena já que o lugar era quase um pântano alagado e a mesma afundaria nele arruinando o precioso mapa.

Lino era o que tinha menos dificuldade, já que o mesmo pulava como um gato de galho em galho nas árvores, alem é claro dos Exceeds. Lucy tinha perdido a conta de quantas vezes cortou mão e quantas sanguessugas grudaram em seu corpo. Seu sangue só poderia ser doce!

–Já estamos chegando Wendy?- perguntou-a.

–Eh,... Ah, já era para termos chegado Lucy-san!- Respondeu-a enquanto analisava ainda mais o mapa.

–Ótimo!- resmungou chorosa.- Estamos perdidos nesse lugar!

–Não é tão ruim assim...!- tentou falar Jellal.

–Perdoe-me Jellal-san, mas Juvia concorda com Lucy-san!- falou a azulada também tendo dificuldades em se locomover.

Ela tinha vindo atrás de seu Gray-sama.

–Vocês reclamam demais.- resmungou Gray.- Mulheres...- murmurou.- Nenhum de nós, nem mesmo o emo ali esta reclamando!- falou apontando para Zeref, com uma voz de “homens são superiores”.

–Não use Zeref como parâmetro.- Resmungou Lucy contrariando-o.- Ele nunca reclama!

–Eu não fiz nada, eu não disse nada e mesmo assim estou sendo acusado...- o mago resmungou para si mesmo.

–Quietos vocês dois!- impôs Erza.- Precisamos achar uma casa!

Lucy soltou mais alguns resmungos e tentou dar mais um passo na água lamacenta do local que já estava quase em sua cintura. Algo se enroscou em sua perna, um frio passou por sua espinha e ela ficou pálida.

–KYAHHHHHHHHHHHH!- Gritou dando um pulo astronômico para algumas das raízes de arvores que se sobrepunham sobre a água pantanosa.

–O que foi?- perguntou Natsu em postura de ataque.

–Alguma coisa passou na minha perna!- berrou chorosa.

–Lucy, tem certeza que não era sua imaginação?- retrucou Gray.

Ela negou.

–KYAHHHHHHHHHH!- Gritou Juvia pulando nos braços de Gray, que por instinto a segurou.

–Juvia também sentiu!- choramingou.

–Parem com isso.- exclamou Erza.- Deve ser a imaginação de vocês!- falou também já irritada por não terem encontrado a casa.

–Então minha imaginação deve estar muito fértil para estar vendo um peixe gigante cheio de dentes...- murmurou Lucy.

–Hum?- exclamaram em conjunto e se virando para olhar na mesma direção.

E La estava ele. Uma piranha toda colorida com dentes enormes.

Não, reformulando, um cardume inteiro delas.

3...2...1...

Começou. Alguns corriam, outros usavam magia para matá-los, mas no fim todos saíram correndo.Eram muitos. Alguns minutos de corrida depois todos pararam em uma área de terra firme.

–Peixinhos chatos!- murmurou a loira retomando fôlego.

–Minna,- falou Wendy alegre.- Achamos!- apontou para uma casa de madeira em meio a uma clareira.

–ALELUIA!- Falaram todos.

Erza bateu na porta velha, mas ela se abriu sozinha. Todos entraram de vagar na velha casa procurando sua dona. Nada.

A casa era repleta de ervas nas prateleiras, livros e alguns quadros antigos retratando a floresta. A madeira do chão rangia conforme os passos.

Um lobo branco enorme apareceu rosnando para os magos, prestes a atacar. Lino pulou em sua frente, ficando maior e rosnando de volta. Todos levaram um susto.

–ARAGON!- Uma voz velha repreendeu de algum lugar da casa.

O lobo olhou para um lugar não específico atrás de si e ganiu, contrariado, mas recuou e se sentou em um dos cantos da casa.

Alguns passos foram ouvidos e uma senhora com uma bengala de madeira, que possuía um lobo entalhado em pedra em seu cume, apareceu. As feições enrugadas, olhos quase se fechando, sorriso gentil, os pulsos cobertos de pulseiras. Em uma das mãos enrugadas, havia anéis cobertos de símbolos. Em seu pescoço estava um colar de ouro maciço, com uma espécie de pedra que imitava um olho azul escuro tenebroso.

–Perdoem o Aragon.- murmurou afagando os pelos albinos do lobo.- Ele não está acostumado a estranhos!

Ela parou de acariciá-lo e se virou para o grupo de magos.

–Vocês são os magos que atenderam o meu pedido, não é?- questionou.

–Hay!- interveio Erza.

–Por favor venham, sentem-se!

Ela os guiou para uma pequena sala que possuía dois sofás, e uma cadeira de balanço dispostos ao redor de uma mesinha redonda de madeira. A senhora se sentou na cadeira de balanço e alguns magos se sentaram nos sofás enquanto outros ficaram em pé ao lado dos mesmos.

Aragon acompanhou a senhora, se sentando ao seu lado, assim como Lino fez com Lucy.

–Meu nome é Mirian!- falou com um gesto de mão incentivando-os a se apresentarem.

–Erza.- começou a ruiva.- Estes são, Jellal, Lucy, Natsu, Gray, Juvia, Wendy e Zeref!- falou com um pouco de receio o ultimo nome.

Podiam ter se acostumado com ele, mas outras pessoas não.

–Prazer em conhecê-los!- disse com um sorriso gentil desconsiderando esse fato.- Bem, eu não vou desperdiçar o tempo de vocês não é?- falou pronta para dizer mais detalhes sobre a missão.

–No folheto só dizia algo sobre encontrar alguém desaparecido!

–Ah, claro.- falou como se lembrasse.- Mas não é uma pessoa qualquer. É uma princesa!

Os olhos de todos se esbugalharam.

–Como?- perguntou a ruiva.

–A alguns dias atrás, a filha do nosso rei foi seqüestrada. Como ele é meu amigo há muitos anos, ele me pediu para enviar um pedido a uma guilda com uma grande quantia em dinheiro!- esclareceu.

–Mas ela sendo uma princesa, a noticia já teria se espalhado para todos os cantos!- argumentou Jellal.

A velha suspirou.

–Foi por isso que ele pediu a mim para fazer o pedido.- murmurou.- Se existe algo realmente trágico neste mundo é a língua das pessoas.- disse irritada.- Entenda, estamos passando por uma crise inflacionaria. Não é nada grave, mas o bastante para que o povo já comece a falar mal de seus lideres.- explicou.- Se a noticia de que a princesa foi seqüestrada e que o rei expediu um pedido contratando magos para encontrá-la se espalhasse, a oposição diria que ele usou dinheiro dos cofres públicos para paga-los. Blasfêmia.- Falou irritada e movendo as mãos enrugadas em frustração.- Conheço aquele homem toda a minha vida e ele nunca fez nada de ruim a ninguém.- contestou.- Mas o fato é que na boca das pessoas mau informadas uma mentira que é contada varias vezes se torna verdade. As pessoas julgam muito aqueles que não conhecem...- falou deixando a frase morrer.

A velhinha olhou para Lucy que fitava o chão sem muito interesse.

A loira sabia bem como é isso. As pessoas julgavam aquele que mais amava sem nunca o terem conhecido. Tudo bem que ele fez coisas terríveis no passado, mas nunca tentaram compreender seus motivos. As pessoas contavam uma falsa historia sobre quem ele era para seus filhos, a passando de geração em geração, sem nunca saber se o que diziam era realmente verdade. Isso a entristecia.

A velhinha sorriu. A pequena Luz não gostava de quando faziam o mesmo com seu amante de trevas...

Voltou à expressão seria.

–O nome dela é Eliza. Foi raptada a quase dois dias por um grupo de magos e pessoas comuns.- falou.- Aparentemente a levaram para a floresta ao norte do castelo. O príncipe do nosso reino aliado está aqui para o baile que ocorrerá em 3 dias. Ele sabe sobre seu desaparecimento, e partiu com a guarda pessoal para a floresta hoje de manha, sobre a falsa alegação de que faria uma expedição de caça. Até La, os jornais só sabem que a princesa esta gripada, mas ela terá que aparecer no baile, então, por favor, tem que encontrá-la antes disso, ou será um escândalo!- pediu.

–Faremos o possível!- falou Erza inspirada.

Todos assentiram. Iriam encontrá-la em menos de 3 dias.

"O inferno está vazio. Todos os demônios estão aqui em cima!"

Notas finais
E então? XD