A chave para as Trevas

30 Cap 30:Especial: Morra pela infância...


Notas iniciais
OIIIIIIIIIIIIIIIIIIII XD Desculpe a demora. Leiam la em baixo.

A escuridão se tornou clara. A maga Celestial despertou vagarosamente em seu quarto aconchegante em Magnólia. Sentiu seu corpo subir e descer lentamente enquanto uma corrente de ar leve batia contra seus cabelos. Dois braços a envolviam com firmeza, a impedindo de sair e ao mesmo tempo sem machucá-la. Mas ela não queria sair.

Sabia a quem pertencia, pois a sensação de segurança avassaladora que sentia só ocorria quando estava nos braços do Mago Negro... E, de certo modo, estava mais segura lá do que em um dos fortes do conselho.

Sentiu um leve formigamento percorrer o seu corpo pela sensação de paz e harmonia. Sentia o calor do corpo dele passando para o seu por todas as partes conectadas com o dele, até mesmo sua bochecha. Sentia e ouvia o coração batendo em um ritmo constante e calmo, bombeando o sangue por todo o corpo dele em um ritmo um pouco menor que o seu.

Era uma sensação boa de calmaria que deixava seu corpo leve e confortável como se flutuasse nas nuvens.

Arrastou lentamente o rosto repousado em cima do coração do mago a chegou a curva de seu pescoço. Respirou fundo sentindo o cheiro agradável que possuía: Orvalho e Lírios.

Era estranho, mas completamente inebriante. Talvez até seja apropriado. Uma mente lógica pensaria que Lírios são encontrados em cemitérios e por tanto se aplica a descrição. Mas Lucy não possuía uma mente lógica, não quando se trata dele.

Sua mente o enxergava unicamente como a pessoa que a fazia inexplicável e infinitamente feliz, e as vezes como gênio; mesmo que sua genialidade não tenha sido bem empregada.

Em um movimento repentino, Zeref se virou de lado, puxando Lucy contra seu peito e enterrado o nariz em meio aos seus cabelos. A maga soltou o ar em uma lufada surpresa. Do nada ela se viu de cara com o peito quente, sendo puxada firmemente pelos braços fortes. Se não fosse fisicamente impossível, ela com toda certeza estaria dentro de seu tórax.

Por mais que não gostasse teria que acordá-lo. Daqui a pouco precisariam ir a guida, e também por que se continuasse assim a lei da física poderia ser quebrada, e nesse caso não seria legal.

–Zeref.- Murmurou baixinho.

Sua voz soou muito abafada contra seu pescoço.

–Zeref!- disse empregando um tom mais alto e firme dessa vez.

Nada. Ele não se movia.

–Zeref!!- exclamou quase gritando.

Ele apenas a apertou mais contra si.

Seria impossível. Ele estava em sono profundo. Quase como uma pedra no fundo do oceano.

Suspirou colocando a mente para trabalhar. Tentar se soltar nunca daria certo. Ele era mais forte e já tinha tentado isso em outra ocasião. Cócegas? Não. Por alguma razão infeliz do destino, natureza ou o diabo a quatro, a maioria dos homens depois de adultos não sentem cócegas. Para sua infelicidade Zeref estava nesse grupo.

Gritar? Parecia meio drástico. Alem de ele provavelmente reclamar com ela durante semanas por telo deixado surdo... exagero.

Se sacudir? Não. Daria no mesmo de tentar se livrar dos braços. Ele não iria acordar.

Chutá-lo nos “Países baixos”? Não. Seria pior que gritar. Também seria crueldade e queria ter filhos. Mas se fosse outra pessoa ela o faria sem pensar.

Visto que todas as opções provavelmente falhariam apenas uma brotou em sua mente. Talvez não funcionasse, mas iria tentar.

Se contorceu vagarosamente em seus braços até conseguir deixar seu rosto mais ou menos no mesmo nível que o dele. Deu um pequeno sorriso travesso antes de prender a respiração e juntar seus lábios, sentindo a descarga elétrica percorrer seu corpo.

Tinha funcionado.

Conseguiu sentir a respiração dele travar, seu coração aumentar o ritmo e ele se remexer um pouco confuso. Queria rir, mas queria aprofundar mais o gesto.

A ponta de sua língua deslizou suavemente contornando os lábios masculinos, antes de invadir sua boca por completo em um beijo apaixonado e divertido. Foi correspondida de imediato, mas conseguia sentir uma leve duvida em seu maxilar. Nunca foi acordado dessa maneira.

Delicadamente, Lucy foi o empurrando devagar até que ele se deitasse com as costas no colchão outra vez, e uma parte de seu tronco ficasse por cima de seu peito. Suas mãos vagaram até chegar aos fios negros e seu pescoço. Sentiu uma das mãos em suas costas a puxar para mais perto enquanto a outra subia até sua nuca.

Seu corpo inteiro estava formigando e se deliciando com essa ação. Por mais que o beijasse infinitas vezes ao dia, a sensação nunca mudava. Seus pulmões começavam a queimar pela ausência de ar, e quando sentiu que não conseguiria mais prender a respiração, quebrou o beijo.

Ainda de olhos fechados, encaixou o rosto na curva de seu pescoço, enquanto respirava fundo e sentia ele respirar de maneira desregular tambem.Passaram alguns minutos retomando o fôlego antes de conseguirem falar.

–Não que eu esteja reclamando mas... o que eu fiz para ser acordado assim?- perguntou ele em um tom brincalhão.

Ela riu.

–Nada. Apenas não queria me deixar sair.- Respondeu no mesmo tom. Ergueu a cabeça cruzando os braços em cima do tórax do mago e o olhou nos olhos.- Temos que ir a guilda.

–Tão cedo?- questionou em desanimo sem saber as horas.

Lucy olhou de relance para o relógio na parede.

–Zeref?- chamou recebendo um gemido como resposta.- São onze e meia.

Ele ergueu a cabeça olhando para o relógio na parede com as sobrancelhas franzidas.

–Serio?- perguntou vagamente enquanto confirmava.Suspirou.- É melhor irmos então.

Lucy apenas sorriu e lhe deu um selinho.

#*#*#*#*#

Chegaram a guilda depois de terem almoçado... ou tomado café... tanto faz.

As pessoas discutindo e brigando, Mira lavando copos, Erza comendo bolo... nenhuma novidade. O mesmo clima descontraído de sempre. Talvez a única mudança no cenário fosse Levy, que trabalhava com algumas poções na mesa.

Assim que se aproximou do balcão, Lucy cumprimentou a todos.

–Bom dia Mira!- Exclamou sorridente se sentando em uma cadeira próxima a onde Levy trabalhava.

–Bom dia Lucy.- cumprimentou igualmente sorridente.- Ah, Zeref-san!- chamou.- O mestre pediu para ir a sala dele assim que chegasse.

–Ah, sim. Obrigada Mira.- agradeceu deixando Lucy no balcão e tomando o rumo das escadas de madeira para a sala do mesmo.

–Não a de que!

Abriu a porta pesada de madeira maciça encontrando o mestre atrás de uma mesa de madeira com enormes pilhas de papeis ao seu lado. Era um pouco engraçado ver alguém tão pequeno em uma poltrona tão grande, com montanhas de papeis para lhe cobrir. Isso o tornava quase invisível.

–Zeref?- Falou o Mestre ao vê-lo.- Chegou tarde!- comentou.

O mago deu de ombros.

–Lucy dormiu demais!- falou brincando.

Na verdade ele é quem tinha dormido.

O mestre ergueu uma sobrancelha desconfiado. A maga nunca dormia demais, exceto quando chegava de missões, mas deixou de lado.

–Bem, o conselho pediu para ir em sua sede em Crocus para fazer o relatório hoje assim que possível!- ele coçou os cabelos em descontentamento.- Ainda estão irritados!

Zeref suspirou.

Depois que tinha sido libertado, o conselho pedia relatórios constantes ao mestre e exigia que pelo menos uma vez por mês ele comparecesse e desse o relatório pessoalmente para averiguar se não há contradições. Eles ainda o odiavam a pesar de tudo.

–Tudo bem.Vou avisar Lucy e vou para lá!- respondeu enquanto se dirigia a porta.

–Ok!

Ouve-se um estrondo.

–SEU GELINHO DE MERDA!

O mestre suspirou.

–Você poderia separar os dois idiotas lá em baixo para mim, por favor? Já estou velho e cansado demais para isso...- falou, mas depois repensou.- Se bem que você é mais velho... tanto faz só separe-os por favor!

Zeref riu.

–Claro!

Desceu as escadas velhas vendo de soslaio a confusão no meio do hall. Ignorou e se aproximou da maga loira.

–Lucy.- chamou, fazendo com que ela se virasse para si.- Vou ter que ir a Crocus. Outro relatório!

–Ah.- exclamou.- Quer que eu vá com você?

–Não precisa.- respondeu bagunçando a cabeleira dourada.- Volto em 4 horas!- informou.

Seu corpo foi envolvido por chamas negras e desapareceu. Segundos depois dois círculos mágicos negros apareceram; um em cima de Gray e outro de Natsu. Uma torre de energia negra saiu deles fazendo um pequeno estrondo e ambos caíram desmaiados.

–Pratico!-comentou Lucy sem dó ou piedade.

Iriam acordar em alguns minutos e começariam tudo outra vez. Aproveitaria a paz enquanto durasse.

–O que é isso Levy-cahn?- perguntou se sentando na mesa repleta de diversas poções.

–Estou testando e catalogando algumas poções!- respondeu enquanto foliava um livro ao mesmo tempo que mexia em frascos de líquidos com cores diferentes.

–Ah. –respondeu e se virou novamente para o balcão.- Mira, pode me trazer um suco de laranja por favor?- perguntou.

–Claro Lucy!- respondeu já começando a prepará-lo.

Não demorou muito para mira trazer em uma bandeja, juntamente com cervejas e outras bebidas para o pessoal, o seu suco. Pegou o copo, agradeceu e depois observou-a andar distribuindo os pedidos pelo clima alegre que estava lá.

Queria conversar com Levy mas não iria atrapalhá-la. A conversa podia esperar. Enquanto isso ficava observando o lugar e viajando em pensamentos.

Minutos mais tarde, Natsu e Gray acordaram meio atordoados.

–E então, Lucy, por que chegou tão tarde hoje?- questionou Cana com uma garrafa em mãos, dando um sorriso malicioso e debochado.

Mas Lucy já tinha se acostumado com isso algum tempo depois de contar a ela sobre seu namoro. Como sempre, ela não parava de provocá-la.

–Ao contrario do que a sua mente contaminada está pensando, nós só chegamos tarde por que dormimos demais!- explicou entediada.

Na verdade Zeref dormiu. Mas isso não vem ao caso.

–E por que dormiram tanto? Hammmm?- Falou aumentando o sorriso.

Lucy suspirou massageando as têmporas. Não estava a fim de ser acusada de perversão hoje.

–Cana... só por que quisemos dormir mais não significa necessariamente que estávamos nus ou que fizemos sexo ontem!- respondeu friamente e sem paciência.

O sorriso de Cana murchou e se transformou em uma careta.

–Nossa Lucy, você acordou de mau humor hoje!

A maga respirou fundo.

–Não é... Mau humor.- respondeu.- É só que você vem fazendo essas insinuações ou perguntas demais ultimamente. E não é só comigo. Controle-se um pouco!- murmurou.

Cana suspirou e tomou um gole de bebida.

–Você tem razão. Foi mau. – Falou em meio a um resmungo.-Estou precisando de um namorado novo, mas ultimamente não tem nenhum gatinho na cidade. Você não sabe o quanto eu tenho inveja de você da Levy e de outros. O Zeref é o mago mais poderoso do mundo e também é um gatinho gost...

Não pode terminar. Lucy a fuzilou com os olhos de maneira sombria.

–Foi mau.- se desculpou.- Só estou falando o que ele é de acordo com os meus olhos... se bem que ele pode ser muito mais sem a roupa mas você nunca diz nada.- Foi fuzilada outra vez.- Tudo bem eu vou parar. Prometo. Mas se eu estivesse no seu lugar estaria só aproveitando lá em casa!- respondeu tomando outro gole de cerveja.

Lucy respirou fundo algumas vezes enquanto massageava as têmporas de olhos fechados para controlar a raiva.

–Cana.- falou baixinho e pausadamente.- Com a sua exceção, eu assim como todos da guilda não somos ninfomaníacos!

A maga deu de ombros e voltou a beber.

Lucy respirou fundo, deu mais um gole em seu suco e voltou a ficar imersa em pensamentos. A maioria deles repreendiam Cana.

Absolta em pensamentos, não percebeu que Natsu e Gray brigavam outra vez. Os dois magos disputavam a punhos quem era o mais forte. Em um momento, Natsu chutou o abdômen de Gray e o arremessou em direção a mesa de Levy. Gajeel foi esperto e pegou a baixinha antes do impacto, mas Gray caiu na mesa e destruiu todos os frascos de poções, espirrando-as para todos os lados.

–GRAY!-Gritou irritada saindo dos braços de Gajeel.

–A culpa é dele!- falou apontando para Natsu.

–MINHA? Ora eu vou lhe mostrar uma coisa seu...

E assim começou uma discussão generalizada de pessoas. Até mesmo o Mestre desceu para ver o que estava acontecendo e entrou na discussão.

Lucy apenas suspirou balançando a cabeça em reprovação e bebeu mais um gole de seu suco. No mesmo instante levou a mão ao estomago e se curvou, pensando que iria vomitar. Mas nada aconteceu.

Sentiu um suor frio percorrer seu corpo junto com um pouco de vertigem. Sua visão ficou embaçada. Tentou levantar, mas suas pernas fraquejaram e ela caiu no chão atrás da mesa com um beque, chamando atenção de seus amigos.

–Luce...?- chamou Natsu enquanto se aproximava.

Levy foi mais desesperada e saiu correndo atrás da amiga.

–Lu-chan!- falou correndo para o local.

Assim que chegou La reprimiu o grito, mas não foi capaz de conter a feição de espanto.

–Lu...chan...?- murmurou em choque.

–O que aconteceu?- falou o mestre correndo juntamente com todos até a mesa.

Quando chegaram lá, obtiveram a mesma expressão atônita. No lugar da bela maga de cabelos loiros estava uma criança, de mais ou menos 7 ou 8 anos; com olhos chocolates; cabelo solto vestindo um vestidinho cor de rosa com a saia florida e sapatilhas brancas.Uma mini Lucy.

–Lucy?- perguntou o mestre.

–H-hai!- respondeu tímida e amedrontada.- Q-quem são vocês?

Todos levaram um susto. Ela não se lembrava?

–Luce... você não se lembra de mim?- perguntou Natsu se curvando para encará-la um pouco mais de perto.

A garotinha se encolheu com um pouco de medo e balançou a cabeça negativamente um pouco corada.

–Onde eu estou? E onde está o papa!- Perguntou um pouco temerosa ao se lembrar do pai.

Mas pelo menos ele é uma pessoa conhecida por ela ao contrario daquelas pessoas que a observavam com curiosidade.

–Olá Lucy.- interveio Mirajane se agachando até ficar na mesma altura que a menina e lhe deu um sorriso acolhedor.- Meu nome é Mirajane, mas pode me chamar por Mira. Seu pai teve que... sair em uma reunião importante e deixou você aqui com a gente!- inventou para confortá-la.

Lucy assumiu uma feição triste.

–Eu sei... ele está sempre trabalhando...- murmurou em um sussurro quase inaudível e melancólico.

–Venha comigo.- convidou Mira estendendo a mão para mudar de assunto.- Você deve estar com fome. Vamos fazer um bolo!

A mini Lucy se sentiu um pouco envergonhada, mas segurou a mão de Mira. Assim que se levantou a albina lançou um olhar de “sigam a mentira” para todos os magos, que compreenderam imediatamente e puxou a garotinha para a cozinha da guilda.

–Ela era tão bonitinha quando era criança...- comentou Erza baixinho enquanto a observava entrar no outro cômodo. Em seguida se virou para frente.- Levy!!!

–Já achei Erza.- falou a baixinha com o enorme livro de poções na mão.- É uma poção de regressão. Faz com que a Lu-chan retorne a ser criança por três horas, ou seja ela ainda não nos conheceu na época por tanto não se lembra de nós. Deve ter caído na bebida dela quando Gray destruiu os frascos...- falou mandando um olhar acusador para ele e depois voltando ao livro.- Apesar do efeito ser temporário, eu não sei se outras poções caíram no suco, portanto elas podem antecipar ou retardar o tempo de efeito da poção!- terminou fechando o livro em um beque.

Todos fuzilaram Gray com os olhos.

–O que?- questionou em resposta.

–Tudo bem,- falou Jellal em um suspiro.- É só cuidarmos bem dela até o efeito da poção acabar!-Falou recebendo a confirmação de todos.

Porem, o mestre começou a tremer. Seu rosto ficou pálido a ponto de sua alma quase sair pela boca.

–BUAHHHHH!- começou a chorar chamando a atenção de todos.- Eu sou jovem demais para morrer!- terminou.

–O que foi mestre?!- exclamou Erza se aproximando do mesmo.

–Será que não conseguem ver a gravidade da situação?- Perguntou pondo as mãos no rosto em pânico.

–Oe, velhote, não tem pânico nenhum. É só os idiotas ali cuidarem da Mini Lucy!- Falou Laxus apontando para Natsu e Gray.

–O QUE DISSE?- Gritaram os dois juntos.

–Vocês não percebem?- perguntou em pânico.- Quando Zeref voltar...-deixou a frase morrer.

Um calafrio passou pela coluna de todos percebendo a gravidade da situação.

–Essa não...

–VAMOS MORRER!- Gritou alguém.

–Calma gente. A baixinha não falou que a poção acaba em três horas? Ele só vai voltar em 4!- disse Gajeel.

–Na verdade, contando a partir de agora, três horas e meia. E eu também disse que a poção pode atrasar ou adiantar dependendo do que mais caiu nela!- falou.

–NÓS VAMOS MORRER!- Gritou outra pessoa começando a espalhar o caos geral.

–QUIETOS!- Berrou Erza. Todos pararam.- Levy, Freed! Vocês dois vão olhar o que mais tem na bebida da Lucy e pesquisar um antídoto!- ordenou.

–Hai!- responderam.

–Jet, Wakaba, Macao, Gajeel, Bickslow e Warren, vocês vão se espalhar pela cidade e avisar caso o vejam chegar!-Ordenou.

Todos eles saíram correndo da guilda.

–O resto fica para cuidar da Lucy. Não podemos tirar os olhos dela!

–AYE!- Afirmaram todos positivamente.

–Kyahhhhhhhhh!

–LUCY!

Todos saíram correndo em direção a cozinha. Assim que abriram a porta, encontraram uma cena engraçada. Lucy estava coberta de farinha de bolo ajoelhada no chão.

–M-me d-desculpem. E-eu não q-queria...- falou com os olhos marejados e quase chorando.

A imagem de ter uma Mini Lucy chorando abalou o coração de todos. Simplesmente não conseguia evitar. Era tão... frágil e desesperador.

–Oe, calma Mini Lucy.Não precisa pedir desculpas!- falou por incrível que pareça Laxus.

–Ei, ei, ei. Calma Lucy.- Disse Mira se abaixando em frente a pequena outra vez.- Foi só um acidente.- Falou enquanto tentava tirar a farinha dos cabelos dela.- Mas você vai precisar de um banho e roupas novas!- Murmurou a analisando.

–Mira-san.- Chamou Wendy abrindo caminho pela multidão.- Eu tenho algumas roupas mais antigas. Talvez caiba nela!

–Ok. Eu e Wendy vamos a Fairy Hills!- informou pegando a mão de Lucy.

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O banho não demorou muito. Wendy conseguiu encontrar um vestido azul claro no tamanho perfeito de Lucy e entrou no banheiro anexado ao quarto para entregá-lo.

–Está aqui Mira-san!- disse lhe entregando a roupa.

–Obrigada Wendy!- falou retirando a toalha dos cabelos de Lucy.

Colocou-a sentada na bancada para que pudesse colocar o vestido na mesma.Assim que Lucy tirou a toalha para que pudesse colocar o vestido Mira teve uma surpresa.

–Que estranho.- falou para si mesma.- Se a poção a retorna para o que era no passado a marca não deveria ter sumido?... E ela não deveria ter impedido o efeito da poção?

Questionou enquanto olhava para o pequeno Dragão protegendo a estrela que tomava conta de seu abdômen. Essa Wendy sabia mais ou menos responder.

–No caso de uma marca de Dragão ela não desapareceria. É um selo permanente. Não importa o que faça, nunca vai conseguir remove-lo. Eu não sei quanto à marca do Zeref-san, mas deve possuir as propriedades básicas das dos Dragões e Dragon Slayers.- falou azulada.- Talvez a marca não tenha reagido por considerar que a poção não era algo ofensivo ou que possa ser danoso!- concluiu.

–Pode ser...- concordou.- É melhor irmos para a guilda outra vez. Temos que cuidar dela!

Lucy desceu da bancada e segurou a mão de Mira e Wendy, permanecendo no meio das duas. Seu olhar era triste. Seu pai sempre trabalhava. Nem mesmo deu importância a conversa das duas.

Quando chegaram a porta do prédio se depararam com uma surpresa. Natsu, Gray, Erza, Laxus, Jellal e Evergreen estavam lá. E... discutindo.

–Vocês não tem responsabilidade alguma. Eu sou a escolha óbvia!

–Grande coisa Erza. E daí que você é a mais responsável? Responsabilidade não tem nada a ver com cuidar de uma criança. Eu quero cuidar da Luce!- respondeu o rosado cruzando os braços enquanto a olhava de maneira desafiadora.

–Natsu seu baka, claro que tem responsabilidades. Não se pode deixar alguém como a Mini Lucy solta por ai. Ela pode se machucar. Alem disso ela deve brincar por isso sou a escolha mais óbvia!- Se vangloriou o mago apontando para si mesmo.

–A é? E por que você é a escolha mais óbvia cueca gelada? A Luce é a minha parceira portanto eu sou a melhor escolha!- rebateu.

–Fácil. Você pode até ser o primeiro parceiro dela mais eu sou um mago de criação. Tenho certeza que ela vai adorar ter um parque de diversões instantâneo ou um dia de neve no verão. Já você só pode queimar as coisas!- disse o mago sorrindo debochado.

–Ora seu...

–Já chega seus patetas.-repreendeu Laxus.- Se a deixarmos com vocês ela morre!

–E você não pode dizer muita coisa. De todos nós aqui você é o mais invencível!- Rebateu Evergreen.

–ERA PARA VOCÊ ME DEFENDER!- Exclamou Laxus indignado por estar sendo traído por um de seus membros de time.

–Vocês devem deixar a Mini Lucy sobre os cuidados de alguém de classe, ou seja eu!- Falou abrindo um de seus leques e dando um risinho enquanto seus olhos brilhavam.

–NADA DISSO!- Gritou uma voz ao longe.

–Hum?- exclamaram todos juntos se virando para ver o que é.

Uma azulada chegou em meio a um tsunami... literalmente.

–Juvia vai cuidar de rival do amor!- Falou com corações nos olhos e levando suas mãos ao rosto.

–Se ela é sua rival por que nos iríamos deixar você cuidar dela?- questionou retoricamente Charles com desdém.

–Lucy- san pode ser rival do amor de Juvia, mas Juvia acha ela tão bonitinha quando criança que quer cuidar de rival do amor. Alem do mais nessa idade Lucy-san não pode se apaixonar por Gray- sama!- Respondeu.

–Então...- intercedeu Mirajane.- Todos vocês adoraram a versão criança da Lucy e querem cuidar dela?- disse sorrindo.

–AYEEEEEEEEEEEEEE SIR!- Responderam em coro.

Mira riu.

–Eh... Mira –san, não querendo interromper... mas... cadê a Lucy-san?- Perguntou Wendy.

Todos pararam, olharam para os lados fizeram um minuto de silêncio processando a informação...

–LUCYYYY!- Berraram todos e saíram correndo em múltiplas direções.

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–Droga... papa sempre está trabalhando...- sussurrou a pequena triste, enquanto caminhava pela rua.

Um garoto que jogava com seus amigos sem querer chutou a bola em direção a Lucy. O menino abriu a boca para avisar, mas antes que o fizesse a marca brilhou e um circulo mágico pequeno apareceu no chão fazendo um demônio pequeno, do tamanho de uma pessoa de 15 anos aparecesse e segurasse a bola.

Seu corpo era magro, quase esquelético. Ele era completamente negro, com exceção de seus olhos que eram vermelhos. Tinha um par de chifres médios em sua cabeça e suas pernas se dobravam como a de um canguru ou perna traseira de um guepardo. Talvez tenha sido projetado apenas para ser rápido, não forte.

Os dedos longos e finos agarraram a bola e a jogaram de volta, rolando no chão, para os meninos que possuíam suas bocas escancaradas e os olhos iguais a pratos.

O demônio olhou para Lucy que se mantinha alheia a tudo, mergulhada em pensamentos. A criatura arregalou os olhos e balançou a cabeça. Ela não era tão pequena. Bateu a palma da mão na nuca e deu de ombros. Outro circulo negro apareceu e o mesmo pulou dentro dele, desaparecendo.

A menina continuou seu caminho por mais alguns minutos até parar de repente abrindo um sorriso. Seu pai não podia estar aqui, e era a primeira vez que estava livre. Por que não aproveitar?

Dando uma risada ela saiu correndo pelas ruas de pedra com os braços abertos, desviando das pessoas.

Parou em uma das praças e admirou as arvores enormes que se erguiam. Tinha ouvido histórias de que durante o Hanami suas folhas eram trocadas, e brilhavam como milhares de arco-íris. Um dia iria vê-las pessoalmente.

Se virou rapidamente para voltar a correr por direções aleatórias, mas se chocou contra algo... ou melhor alguém.

–Ei olhe por onde...- começou a falar a voz grossa e masculina.- Espere ai.- falou se abaixando.- B-Blonde?

A pequena não ouviu. Suas mãos massagearam a cabeça tentando aliviar a dor.

Rogue olhou o que Sting estava fazendo e seus olhos se arregalaram enquanto se aproximava. O cheiro nunca os enganava.

–Lucy –san?- perguntou calmo.

–H-Hay!- respondeu-o erguendo a cabeça para olhar quem a chamava.- Quem são vocês?

Rogue a olhou confuso. Ela tinha virado uma criança? Seja como for, teria de ir a Fairy Tail para saber. Aparentemente, Lucy não tinha consciência do que acontecia. Bom, não importava. Já tinham terminado a missão então era melhor levá-la a guilda.

–Somos seus amigos Lucy-san. Talvez você possa ter esquecido, não vemos você a muito tempo.- mentiu.- Caso não se lembre, meu nome é Rogue e ele é Sting!- falou dando-lhe um cutucão e um olhar que dizia: “Siga a mentira”.

–Hãm? Ah, sim, claro. Como vai Blonde?- perguntou tentando ser simpático e não entrar demais no assunto.

Ao contrario de Rogue, ele era péssimo em mentir.

Lucy olhou para o moreno detalhadamente de uma forma pensativa.

–Você me lembra alguém.- afirmou enquanto o analisava. Rogue piscou algumas vezes largando um pouco a feição séria.- É estranho, mas tenho certeza que ele se parece com você. Só não me lembro quem é. Por acaso você gosta de pavê de morango?- perguntou.

Algo lhe dizia que a pessoa a qual tentava lembrar gostava.

–HEM?- exclamou Sting sem compreender nada.

Depois pensou um pouco e olhou fixamente para o rosto de Rogue. Uma Luz se acendeu em sua mente.

–O que?- perguntou-lhe o moreno.

–Talvez ela esteja falando do Zeref-san!- Falou com um dedo no queixo enquanto balançava a cabeça em concordância.

–ISSO!- Exclamou Lucy.- Obrigada por ajudar a lembrar do nome, Sting-kun.- O loiro murmurou um “YEH” com os olhos brilhantes enquanto batia a mão fechada na palma da mão aberta de forma vertical.- Mas é estranho... me lembro do nome mas não lembro direito do rosto...- murmurou pensativa.

–Yoshi!- murmurou Sting.

Ele segurou a cintura da menina e a jogou sentada em seus ombros enquanto se levantava. Lucy soltou um exclamação surpresa.

–O que está fazendo Sting?- perguntou o irmão também se levantando.

–A levando para guilda ora bolas.- resmungou.- É mais divertido ai em cima, não é, Blonde?- perguntou olhando o rosto sorridente por estar mais alta que todo mundo.

As bochechas de Lucy incharam ficando vermelhinhas.

–NÃO ME CHAME DE BLONDE. Você também é loiro.- Murmurou indignada. É, com certeza era Lucy.- Que legal!- exclamou erguendo o pescoço e vendo a cabeça de todos mais baixa que a sua.

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A porta da guilda se abriu em um estrondo, chamando a atenção das pessoas que antes se reuniam desesperadas atrás de Lucy.

Um riso infantil ecoou.

–Você viu a cabeça dele? Parece que ele encerrou a cabeça!- falou a mesma voz infantil enquanto ria, sendo acompanhada por uma risada mais grossa.

–Né?- confirmou a voz mais grossa rindo outra vez.- Você é engraçada Mini Blonde!

–LUCY!- Gritaram todos ao mesmo tempo e se aproximaram.

–Graças a Deus!- Agradeceu avidamente o mestre.

Se a tivessem perdido sua morte seria lenta e desagradável. Se ela estivesse perdida e algo acontecesse com a mesma, com certeza jamais iria ver a cor das asas dos anjos.

–Mestre Macrov.- chamou Rogue.- Poderia nos explicar por que Lucy é uma criança?- falou calmo e inexpressivo.

O mestre suspirou. Eles a encontraram, o mínimo que poderia fazer é dar-lhes uma explicação.

–Natsu e Gray começaram a brigar e sem querer derramaram uma poção de regressão no suco da Lucy, e então...- Deixou a frase morrer enquanto gesticulava em direção a mesma, terminando o resumo.

–Entendo!-murmurou.

–Ahhhhhh!- Exclamou Lucy.- Que magia linda Sting-kun!- falou com os olhos brilhantes e chamando a atenção do resto.

Sting fez varias esferas de Luz flutuarem e circundarem ele e a loirinha. E como crianças gostam de coisas brilhantes...

–HEHE! Eu sei que a minha magia é a melhor Blonde!- se vangloriou com seu ego inflado.

–Isso não é nada!- Respondeu o mago do gelo.

Juntou a mão direita com a esquerda e conjurou uma magia. Um circulo azul apareceu e um bando de pássaros de gelo apareceram, voando. Lucy também começou a admira-los ternamente.

Gray sorriu vitorioso para Sting.

–Parem de se vangloriar,seus inúteis!- disse cana jogando uma de suas cartas para o alto e fazendo várias borboletas aparecerem.

E assim começou um festival de magias por todo o lugar. Cada um tentando provar que sua magia é a mais bonita.

Lucy se sentou no chão e admirou de olhos brilhantes toda aquela confusão mágica. Seu sonho era se tornar uma maga e ter uma vida sem riquezas, apenas de diversão e bons amigos. Talvez um dia conseguiria, e mais que talvez estava correta!

A gargalhada profunda e alegre que ela deu fez todos pararem. Olharam para a menina que se contorcia de rir pelas maluquices que eles faziam. As lagrimas de alegria escorriam por seus olhos enquanto suas mão tentavam parar a dor em seu abdômen por tanto rir. Aqueles olhinhos alegres os comoveram de maneira profunda.

Todos a olharam com compaixão e um sorriso bobo surgiu no rosto de cada um. Não demorou para começarem a gargalhar, ou pela risada da pequena ou de suas próprias maluquices. Ate mesmo os Dragões gêmeos se divertiam. A guilda sabia que Lucy tinha passado por maus lençóis no passado, e ficaram felizes.

Felizes por que, talvez, aquele pequeno acidente tenha dado um pouco mais de graça a infância de Lucy. Felizes por serem sua nova família. Por um instante, se perguntaram como uma menina tão fofinha e bonita podia ter passado por tanta coisa e ainda ter um coração bom. Um coração capaz de quebrar o gelo de alguém que possuía um coração de trevas.

A resposta estava no coração de todos, por que não tinha ninguém ali que não possuísse cicatrizes do passado. É necessário passar por uma tempestade para ver o Arco-Íris. Se a felicidade é dada a você ela jamais será bela.Se ela for dada você jamais dará valor. É necessário sofrer para ver o que é ser feliz.

A porta de madeira velha se abriu, rangendo de vagar. Todos olharam a figura e pararam de rir na hora ficando congelados.

Jet, Wakaba, Macao, Gajeel, Bickslow e Warren apareceram atrás da mesma figura, bufando pela corrida. Pararam alguns metros atrás do mesmo fazendo uma careta apavorada enquanto seus olhos diziam: Desculpe!

Em meio segundo, todos da guilda fizeram uma barreira na frente de Lucy, impedindo sua visualização, enquanto Natsu a pegava discretamente e tentava tirá-la de lá, com a mesma se debatendo querendo saber quem tinha chegado. Até os Dragões da Saber fizeram parte da barreira por sentirem um arrepio na coluna lhe dizendo que algo ruim aconteceria se ele a visse.

–Zeref- san, chegou mais cedo!- disse Mira, a única que agia normalmente e não fazia parte da barreira humana. Apenas lavava copos como sempre.- Seja bem vindo!- sorriu.

Se não tivessem que impedir o campo visual do Mago Negro, todos teriam caído de cara no chão.

–É, terminei o relatório mais cedo!- respondeu-a enquanto adentrava a guilda a passos lentos e olhando desconfiado para todos.

Em um movimento rápido, Erza abandonou a barreira humana e foi em direção ao grupo recém chegado.

–Vocês...- começou com raiva e sussurrou baixinho.- Eu mandei avisar quando ele estivesse chegando!

–Oe, não temos culpa se ele pode se teleportar. Quando o vimos ele brotou na porta da Guilda!- respondeu Gajeel também em um sussurro.

Realmente tinha esquecido de levar esse detalhe em consideração. Engoliu o seco e olhou para o interior da guilda. Só restava rezar.

Zeref parou próximo ao balcão e esticou a cabeça para o lado tentando ver o que tampavam. A barreira se moveu na mesma direção. Esticou-a para o outro lado e a barreira o seguiu. Cerrou os olhos.

–Mira, onde está a Lucy?- perguntou sem tirar os olhos da fila de soldados.

Todos engoliam o seco.

–Está no banheiro!- disse Gray.

–Está na Fairy Hills!- falou Wakaba ao mesmo tempo.

–Ela saiu!- respondeu Elfman também simultaneamente.

Os três se olharam e depois falaram em conjunto.

–Saiu para ir no banheiro da Fairy Hills!

Todos queriam socá-los e dar um tapa nas próprias testas. Essa era a pior mentira que já existiu. Não conseguiria enganar nem mesmo uma criança de dois anos muito menos ele.

De qualquer forma, todos já estavam bolando rotas estratégicas de fuga em suas mentes.

Zeref suspirou, coçou a nuca e olhou novamente para a barreira. Resolveu entrar na brincadeira.

–Por que ela iria lá se tem um aqui na guilda?- perguntou para apertá-los e ver até onde conseguiriam ir.

–Por que... Er... hum... o daqui está estragado?- tentou formular Gajeel.- É. Isso. O daqui está estragado!- falou fazendo uma expressão séria.

Zeref fechou os olhos e suspirou com pesar e seu rosto se transformou em uma careta de pena.

Eram terríveis. Não, eram mais que terríveis. Uma criança que acabou de nascer e nem sabe que esta viva saberia que estava sendo enganada por eles. Mesmo assim continuou a brincar.

–Sendo assim irei buscá-la!- informou fazendo menção de sair.

–NÃO!- Gritaram todos.

–Quer dizer... hum, er... A Fairy Hills é apenas para garotas. Não pode entrar lá. É contra as regras!- Disse Erza como uma professora.

Isso era blasfêmia. A ruiva sempre levava Jellal para lá as escondidas.

–Não seria problema ir lá apenas buscá-la não é, Mestre?- disse se virando e falando em um tom calmo e amedrontador.

Todas as cabeças viraram para o velho.

O mesmo se encontrava pálido como um cadáver e sua alma estava voando por cima de ser corpo.

–Aye!- respondeu ainda voando como se desistisse se viver.-IUUPHIIII!- exclamou girando no ar.

Um arrepio congelado percorreu a coluna de todos. Agora estavam mortos.

–Ele quis dizer que não pode ir lá!- tentou formular Evergreen.

Zeref soltou um suspiro pesado e massageou as têmporas. Chega de brincar.

Um circulo mágico apareceu no chão e um demônio de três metros apareceu rugindo. Ele enfiou os dois braços no meio da barreira e empurrou cada metade para um lado diferente. Zeref viu uma cabeleira rosa tentar sair pelos fundos com algo nas mãos.

Esticou a mão direita para frente e outro circulo menor apareceu.Dele saiu uma mão negra que se esticou rapidamente e nocauteou Natsu, pegando o que estava em seus braços e retornando rapidamente para seu mestre.

–KYAHHHHHHhhhh!- gritou o que quer que fosse até que a mão parou a 50 centímetros dos olhos de Zeref.

A mão negra tinha segurado uma garotinha loira de cabeça para baixo que o olhava com a cabeça inclinada para o lado, o reconhecendo.

–Lucy?- falou com os olhos arregalados e com as sobrancelhas franzidas.

–Zeref-san?- Também perguntou o reconhecendo de algum lugar de sua memória.

Depois de marcada, é impossível a parceira esquecer de seu parceiro. Mesmo com a regressão ela jamais esqueceria seu nome ou seu rosto. Era como bater com a cabeça e ter lapsos de memória.

O mago piscou algumas vezes e a colocou no chão, a desvirando e ajoelhando para ficar na mesma altura que a Mini Lucy.

–Foi divertido. Faz de novo?- perguntou com os olhinhos brilhantes e com a voz alegre.

Ergueu as sobrancelhas encarando-a e depois levantou o olhar passando os obres vermelhos por todos da guilda, que sem demora apontaram para Gray e gritaram:

–A CULPA É DELE!

–SUAS VÍBORAS! Que belos amigos vocês são!- contestou com raiva.

Revirou os olhos e voltou a dar atenção a Mini Lucy a sua frente. A analisou rapidamente passando os olhos e chegou a uma conclusão.

–Poção de regressão, hãn!?- colocou o dedo indicador na testa de Lucy e um mini circulo mágico apareceu e PUFF, uma nuvem de fumaça apareceu e desapareceu rapidamente revelando a Lucy normal outra vez.- Pronto!

A loira piscou algumas vezes tentando compreender por que estava no chão e Zeref estava agachado a sua frente. Ele não chegaria em 4 horas?

–Ore... o que...- Logo as memórias vieram a sua mente. Suas bochechas se tornaram vermelhas de raiva e a maga ganhou um olhar tenebroso.- Natsu, Gray.- sussurrou de maneira cruel provocando um arrepio em ambos, até no pobre que já estava com um galo na cabeça e tinha acabado de levantar. Todos, ou quase, suspiraram aliviados. Haveria apenas duas mortes. Era um bom número. Se virou para Zeref com a feição serena e pidona.- Me empresta o grandão ali?- pediu apontando para o demônio de 3 metros.

O mago deu de ombros.

–A vontade!- respondeu se levantando e indo para uma das mesas.

Lucy se levantou e estalou os dedos com uma aura assassina.

–Corram defuntos!- Sugeriu a eles.

“Eu enxergo o passado como uma sombra medíocre. Ele volta para nos atormentar quando estamos mais felizes, na esperança de nos fazer lembrar o porquê não merecemos a felicidade. Seus dedos pútridos querem manchar o tecido branco de meu futuro, mas acaba se esquecendo que ele faz parte de mim; ou seja, se meu passado me destruir apenas destruirá a si mesmo!”

Notas finais
Oiii pessoas, sei que querem me matar mais 6000 palavras leva tempo. Espero que tenham gostando de eu ter aumentado os caps. * Eu estou de férias ou seja estou com tempo então o proximo não deve demorar. *Agradeço os comentários vocês não sabem o quanto são lindos ao deixa-los ai. É o que me inspira. Espero que comentem apenas se acharem que eu mereço. Esse cap não ficou muito bom. *Este é o ultimo especial, no proximo ja sera continuidade da fic. *Eu estava lendo umas fic e por incrível que pareça me apaixonei por um casal impossivel de Bleach, Ulquihime e estou pensando em fazer um cap unico dos dois. Aqueles que quiseram ler eu deixarei o link ou então deem uma olhada no meu perfiu. Ainda estou terminando de escreve-la. * Esse cap especial foi inspirado em uma Fic RoLu que eu li a MUITO tempo e como no AS não mostra as fics que acompanho eu acabei esquecendo o titulo da fic, se souberem me digam para que eu de os devidos créditos a ela. MAS, uma observação, eu não plagiei nem nada do gênero, apenas peguei a ideia da Lucy virar criança. O CAP NÃO TEM ABSOLUTAMENTE NADA a ver com a outra fic. *Comentem, recomendem, façam o que quiserem. EU AMO VCS. Até o proximo cap. Obs: Eu sei que não sou a melhor escritora do mundo e tenho muitos erros ortográficos (tanto é que este cap não foi revisado por que eu esqueci de entrar em contato com as pessoas que irão revisa-lo. FOI MAU XD) Mas caso alguém ai for escrever uma fic POR FAVOR não use vc, pq, oq e derivados assim nos caps das fics. Ta um ódio danado ver uma fic escrita assim, ainda mais quando é boa. Bjs XD