A caça ao dragão de fogo
1 Prólogo
Os estábulos não eram tão ruins — pensava o jovem, seus cabelos brancos como a primeira neve no inverno, longos e quebradiços que cobriam seus olhos — tenho um lugar quente, um teto, e posso comer da comida dos cavalos- um cavalo relincha
ah, Syklvana, o que foi garota?- a égua relincha nervosa, e um sibilo selvagem foi ouvido, era uma víbora.
A víbora tinha o comprimento de três palmos e meio, o corpo grosso como três dedos justapostos, e os olhos como brasas vermelhas e
possui um pequeno "chifre" acima do focinho. Ela sibilou enquanto me encarava, e a Syklvana, ela queria nos picar, este demônio imundo, mas eu não fiz nada, apenas congelei de medo e pavor, enquanto eu aceitava minha morte. Escuto um latido, então Toxy, meu fiel amigo e companheiro canino chega me salvando e atacando a víbora
Toxy atacava com mordidas e latidos, enquanto era picado pela víbora, me assustei e temi o pior a cada segundo mas não fiz nada. Maldito covarde eu sou.
Decorrido o tempo de uma breve oração. o vencedor é definido, Toxy esmaga a cabeça da víbora, matando-a.
- BOM GAROTO TOX- digo sorrindo enquanto eu vou até meu melhor amigo que esteve ao meu lado desde a aurora da idade de 5 anos, atualmente eu tenho 15. Porém noto algo de estranho quando toxy simplesmente se joga no chão e não respira -T-Toxy?, amigão?- o silêncio era ensurdecedor, senti meu peito apertar a cada segundo que se passava.
Enquanto o pavor se assentava, eu ví, sorrindo com um riso cruel, minha madrasta, Lady Lorena Hasscerbar, mulher de meu pai. Neste momento soube quem era a culpada de tal atrocidade.
Esta mulher vil, e entretanto não pude fazer nada, além de abraça-lo e chorar em luto. mais tarde eu o levei para ser enterrado na floresta que adorávamos brincar, que fica ao lado do bosque de meu irmão, que nem cuida dele, já que ele só o tem para me mostrar que em um pedido eu perderia tudo.
enquanto eu cavo na terra com minhas próprias mãos, lágrimas se misturavam com a terra dura, o céu tão azul quanto normalmente parecia zombar de minha cara ao meu lado meu amigo estava enrolado na minha camisa, e após o tempo de uma missa completa, eu colocava uma margarida sobre o túmulo dele
-Adeus meu amigo, espero que onde quer que você esteja, encontre-se em paz- digo enquanto meus olhos derramam lágrimas.
após algum tempo, eu voltei aos estábulos, e com uma tristeza avassaladora eu me jogo no fêno, e passo a dormir
onde eu estou?- diz o jovem olhando ao redor, é um lugar branco e vazio, ele se sentia estranho,
ele está se sentindo cheio e ao mesmo tempo vazio, é uma sensação estranha, mas, boa...ele gostaria de ficar assim para sempre...
olhando ao redor, ele vê algo como uma tela de pintura, e aproxima-se aproxima dela.
o que vê, o deixa chocado, e de maneira hesitante ele acena de volta
ele acorda com um soco na barriga
Era o guarda de seu pai, SIR. Luccas
Ele usa uma a clássica klivanion¹ e sua lorikion alysideton², cabelos castanhos, lisos, mas com uma aparência seca e molhada-Nunca soube como isso é possível — uma cicatriz de baixo do olho direito, e ambos cheios de desprezo — huh? O que é isso na armadura dele? Ela se mexeu?- alguma coisa vermelho-alaranjado se move de baixo da roupa dele, e claro, o cheiro de cevada, um cheiro que ele mesmo já sentiu várias vezes nas noites mais terríveis
Luccas, em um tom sarcástico e irônico, começa a dizer — jovem mestre noah, bom dia! Sonhou com os cães mortos? hahaha
Noah — b-bom dia s-sir Luccas, c-como eu posso a-ajuda-lo?- a voz de Noah era cheia de horror, e medo, desespero se encontrava em seu olhar
Luccas sorrindo como um predador fala — o duque está te chamando, não se atrase- chuta os ovos dele e cospe, saindo logo em seguida
Noah se contorce no chão com a dor, então, após alguns minutos, ele sai dos estábulos, ainda em dor, olhando para o chão. Chegando aos portões da mansão, e para na frente da porta
O Duque, seu pai, está parado com aquele olhar gelado.
Os sapatos de veludo carmesim que envolviam seus pés como relíquias, a túnica longa de seda, bordada em ouro, que mal permitia ver a calça por baixo, o manto cor de púrpura imperial que caía sobre seus ombros como a noite sobre a terra. Seu corpo, imponente e robusto, possuía a gravidade de um santo mártir, a autoridade cinzelada no maxilar firme; e os cabelos loiros, aparados com a precisão de um ícone, irradiavam a pureza e o ouro batido da presença silenciosa do Arcanjo Gabriel.- que coisa é essa escorrendo do cabelo dele?
Finalmente erguendo a cabeça, Noah empalidece, não pelo olhar ele já está acostumado, não, foi por aquela coisa ao lado dele. Uma criatura Vermelho-alaranjada, enorme, com longas garras, seu corpo cheio de olhos recheados de desprezo e fome, sua presença é gélida, e um líquido obscuro escorria de sua boca e caia sobre os cabelos loiros de seu pai, que parecia não notar
Noah sabe por dentro, se aquela coisa souber que ele a vê, ele morre
Duque — Noah, está atrasado
Noah — d-desculpe p-pela d-demora p-pai
O tapa foi tão repentino e rápido que Noah nem viu, ele sentiu que se fosse com um pouco mais de força e ele perderia o dente, e aquela coisa sorri ainda mais
Duque — não me chame assim seu bastardo.
Noah — S-sim, Grande Duque Fernando George Lucios III
Lucios-Muito bem, você será enviado ao Tema da Hélade³ no lugar de seus irmãos. O território está sendo invadido pelos bárbaros búlgaros. Você irá daqui a dois dias.
Virando de costas o Duque se retira
Noah- S-Sim senhor Duque...
Noah volta para o estábulo
E em seus pensamentos finalmente se questiona:que tipo de demônio foi aquilo que eu vi? Aquela coisa era assustadora, eu senti que ia morrer....-
Ele suspira e olha para os lados, e vê outras criaturas, milhares delas no céu, e no chão, eram tantas que Noah quase enlouquece
OH MEU SANTO DEUS, O QUE É ISSO QUE EU VEJO, TANTOS DEMÔNIOS ANDANDO ENTRE OS HOMENS, ISTO É O INFERNO?!
uma dessas criaturas avança em direção a ele, sua pelagem é branca, parecido com uma bola com quatro patas e uma cauda como um lagarto, e olhos grandes e azuis, seu tamanho é de um palmo
Noah, assustado, ao olhar a criatura, estica a mão e toca nele, a criatura para, e o encara
Noah- O-oi p-pequ- a criatura grune e pula contra Noah, com sua boca aberta, cheia de dentes, que tenta fechar sobre o rosto de Noah, que por sorte, pula para trás, e em desespero, pega uma pequena escova de cerdas macias
a criatura grune e pula mordendo o braço de Noah, que grita de dor
Os olhos de Noah se enchem de lágrimas, enquanto ele sente uma dor parecida com ossos quebrado, e em desespero começa a bater na criatura com a escova, que começa aos poucos ser pintados de sangue, conseguindo se soltar da criatura, que caiu ao chão, afastando-se ofegante ele viu a criatura pular novamente, fazendo um movimento de corte, e em uma trilha sangrenta,como se fosse um traço de pincel, corta a criatura em pleno ar dividido a em dois. Em choque, acabou desmaiando
Apartir daquele dia, vida de Noah nunca mais vai ser a mesma
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