A caça ao dragão de fogo
2 O dragão Ignisar aparece
Alguns dias depois, Noah estava em uma carroça, de cabeça entre suas pernas ao seu lado havia uma espada velha, sem fio e a beira de um colapso que o Duque lhe entregou pouco antes dele ir…e aquela coisa ainda estava lá, claramente ele não a olhou por medo.
Junto a ele, havia também alguns cavaleiros, cerca de 30 homens. A viagem irá demorar por volta de 60 dias
Noah olhou para céu, o azul celestial brilhava sobre suas cabeças, e o vento suave passava sobre seu rosto, como uma brisa fresca, mas as folhas das árvores saiam, e era possível sentir a brisa gelada do outono que se aproximava, deve chegar em três a quatro dias.
De repente, a fumaça sobe ao longe chamando a atenção de todos, então, Steven, o líder do esquadrão diz —Vamos investigar, isso não me parece bom— Os cavaleiros concordam e avançam, o condutor da carroça vai junto levando Noah junto.
Após alguns minutos, eles chegam no local do incêndio, casas queimavam, animais estavam mortos, e esqueletos carbonizados ao redor de uma maneira tão horrenda que causava vontade imensa de se auto cegar para não enxergar. Quando todos olhavam em pânico alí, um homem, anda entre as chamas, os cavaleiros rapidamente armaram-se, puxando as espadas
Steven —Alto, quem vem lá?!— Noah, começa a olhar melhor aquele cara, ele arrastava alguém pelo couro cabeludo como se fosse um animal, a pessoa estava ferida e queimada, e provavelmente a beira da morte. Já o homem, ele veste uma coisa estranha, parecida com uma roupa da família imperial, porém com um tecido melhor, uma corda (?) em seu pescoço ela tinha listas vermelhas, com manchas vermelhas em toda a roupa, na boca dele tem manchas de sangue, e seus dentes são afiados como a lâmina mais afiada do mundo, e atrás de si, saia uma cauda vermelha com escamas pretas, e sua ponta se assemelhava a uma seta
Noah— mas…que demônios…
Steven começa a se aproximar, como se não tivesse notado que aquele cara não é humano. — Você, o que aconteceu a— ele não conseguiu finalizar, tendo sido completamente obliterado por aquela coisa, sem nem mesmo reagir. Ela arrancou a cabeça dele com um movimento da cauda
Então, como em um passe de mágica, todos os cavaleiros começaram a gritar e cair ao chão tremendo, aquilo não era humano e eles podiam vê-lo.
O homem, não, aquela coisa abre um sorriso perturbador —HAHAHAHA, HUMANOS TÃO HILÁRIOS!— diz ele vendo os cavaleiros caindo, chorando, rezando a Deus, e alguns matando outros, e depois se matando, rapidamente, de 30 cavaleiros, não sobrou nem um. Além de Noah que tremia de medo sem se mover.
Aquela coisa se aproxima, com um sorriso, e usando sua mão livre bate levemente na bochecha de Noah —Eu não acredito na minha sorte haha, não um, mas dois despertos humanos, perfeito— o garoto ao chão grune de dor — aquele mandão falou para não matar vocês ainda, para as regras dos conceitos serem mantidas, mas isso é pura idiotice. Somos dragões. As criaturas feitas por Deus! Não concorda?— se vira para Noah que está paralisado ainda, o pavor, não, o desespero mais forte do que nunca, ele não conseguia nem respirar —tsk…humanos— ele em um movimento inesperado soca a cara de Noah, sendo possível ouvir o nariz dele quebrar, e seu grito fino caindo no chão
O dragão começa a rir— hahahahahaha, mas que moleque fraco, e covarde, totalmente diferente desse aqui — ele ergue o jovem pelos cabelos —Não faz nem duas horas que ele despertou e já tentou me bater, hahahahahahaha
Noah no chão escutava as palavras — desperto? O que é isso?...espera…foi isso que aconteceu comigo?! Por isso eu vejo essas coisas?! Por isso eu vejo o inferno?! —ele pensava cada vez mais frenético, seu coração batia mais e mais rápido, o medo percorria as veias dele, então, em um momento de falta de esperança
Ele se lembra…
Foi quando ele tinha 5 anos, ele havia chegado em casa com ferimentos e um olho roxo, e um pequeno filhote de cão em seus braços, a mãe dele estava fazendo o almoço e parou na hora que o viu daquele jeito
— O que aconteceu?!
Noah, com lágrimas nos olhos diz— mãe…alguns garotos estavam machucando esse cachorrinho. E–E eu não p–podia deixa–los c–continuar…
Ela abraça Noah— Fez bem, meu menino corajoso. Não esqueça, mesmo apanhando, eu sempre terei o maior orgulho de você. Principalmente lutando pelos os que não podem se proteger. Agora, que nome vamos dar a esse pequeno aí em seus braços? Pensei em alguma coisa com ‘T’— diz ela sorrindo, e seus cabelos brancos balançam levemente com a brisa que entrava na casa.
Noah acorda para realidade, recebendo um soco do dragãotendo um dente arrancado é seu corpo caindo perto de Steven
—Hahahahaha, nunca vi alguém tão inútil quanto você! Sério, como você virou um despertado?! Hahahahahahaha sério? Só isso? Se não precisássemos de alguns despertos humanos, com certeza eu te mataria agora. — Ele puxa o cabelo de Noah com um sorriso—Agora, eu vou— ele é interrompido, com uma adaga sendo cravada na perna dele.
O dragão em um grito de dor, solta os dois meninos, e Noah age desesperadamente, pegando o garoto e a adaga, rasgando a perna daquele monstro, e começando a correr arrastando o menino.
—FILHO DA PUTA!!!!!! EU VOU ARRANCAR SUA CABEÇA, E USAR ELA PRA MIJAR!!!— ele abre suas asas que estavam escondidas sob a roupa, e avança para Noah e o garoto. Parando na frente deles, e se tornando um dragão literal, de 13 metros de largura, e 20 metros de altura, a boca dele soltava chamas pelas laterais —— MORRA!!—ele cospe uma bola de fogo, que é defendida por sombras que levantam, e absorvem o ataque, deixando todos confusos.
—Sinceramente, Ignisar, você é um idiota não é?— diz uma mulher que surgiu, sua roupa preta como a noite, com pedras de cristais, que brilham como estrelas sob o céu noturno, seus cabelos como obsidiana, e sua pele mais escura do que qualquer outra pessoa que Noah tivesse visto, seu vestido parecia ser feito de fios saído direto da escuridão.
— ZILÁ, SAI DAQUI SUA PUTA, EU VOU MATAR ELES
— Faça isso, e o Chefe em pessoa arranca suas asas — Ignisar trava, ele muda de forma, voltando a forma humana
—Tsk, certo. Não vou matar eles, ainda…
— Muito bem, vamos, já está bom a destruição que você fez
— Sim senhora— ele diz murmurando, a mulher estala os dedos, e em um piscar, eles somem em trevas.
Noah, assistiu tudo em silêncio por conta do medo e choque, começa a caminhar levando o outro garoto junto, mesmo ele sendo um pouco maior, após algumas horas, eles finalmente se afastaram o suficiente para se sentir minimamente seguros
Noah olha para o garoto, que olhava para o chão com um olhar desolado
—... Bem…sei que é uma péssima hora, mas, qual é seu nome? — O garoto olha para Noah
—...me chamo…Berg…mas, pode me chamar de montanha— Noah abre a boca dizer algo mas para
—Certo…Berg, eu vou.. preparar um acampamento para passarmos a noite…— Berg concorda, em silêncio
Um tempo depois, Noah termina o pequeno acampamento, eles estão de frente a uma fogueira, sem nada além deles mesmos ao redor
—Desculpe, eu não consegui caçar nada…— Noah diz um pouco triste
—Tudo bem…eu entendo…
A fogueira crepitava, com a lenha seca queimando lentamente e subindo o céu, a noite estrelada brilhava sob eles
Berg finalmente começa a falar — Você também vê essas coisas, não é?
Noah em silêncio concorda — Eu tento fingir não ver, sabe, é quase como
—Um instinto de sobrevivência? É eu sei— Berg responde
A fogueira queima mais um pouquinho, e Noah joga algumas cascas de árvore no fogo
—....Berg…o que aconteceu?— Noah pergunta e Berg fecha os olhos e parece se lembrar de coisas horríveis
— Eu…não consigo dizer…foi a pior coisa que poderia acontecer com alguém…mas…eu com certeza, quero ter minha vingança contra aquele desgraçado!— o rosto de Berg faz uma expressão que assusta noah
— Certo…— Noah fala meio assustado, mas respira fundo e relaxa— eu vou te ajudar! Não posso deixar alguém precisando de ajuda.
—Obrigado…eh…?
— Ah, sim, desculpe, me chame de Noah— estende a mão
Berg pega ela firmemente, com calos visivelmente em suas mãos — muito prazer Noah, e obrigado….
— Não me agradeça, deixe para fazer isso quando acabarmos com ele.
—Pode deixar.
Eles se deitam, e passam a dormir, cada um com seus próprios pensamentos
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