A caça ao dragão de fogo
3 A determinação de um cavaleiro
No dia seguinte, eles acordam ao lado da fogueira já apagada
Noah se levanta ao nascer do sol, preparado para arrumar o estábulo, então ele lembra que não está no ducado do p- Lucius, por isso ele resolve dar uma caminhada, até que avista Berg em cima de uma árvore
—Ah…Bom dia Berg…
Berg estava olhando o nascer do sol em cima de uma árvore, ele olha para baixo e vê Noah, e acena com a cabeça — Bom dia….Noah?
— Isso…Conseguiu dormir?
— para ser sincero…não muito…
— isso é…esperado…
Eles começaram a sentir um cheiro bom, algo como carne assando
—Oh, você já pegou o café da manhã Berg?
— O que? Não?! Não foi você?
— eu acabei de acordar…
Berg pula da árvore e corre junto a Noah na direção do cheiro que vinha do pequeno acampamento deles, e ao chegarem eles vêem uma mulher, cabelos pretos e escuros como a noite, com um véu de cristais que simulam estrelas, pele tão escura quanto à noite, com um vestido que parecia ser feito de fios tirados da própria noite, a frente dela, a fogueira queimava com chamas escuras, e em cima dela tinha dois coelhos sendo assados
Noah e Berg param e a olham, Noah rapidamente a reconhece, era a Zilá.
— Bom dia garotos.
— O-oque? Você é aquela mulher que….
Berg simplesmente avança nela gritando como um louco, mas antes mesmo de tocar nela, ele é segurado por sombras
— Acalme–se, garoto.
Berg grune amarrado pelas sombras que cobriam seus braços, pernas e boca
— O–O que você quer?— diz Noah tenso, deslizando a mão lentamente até a adaga escondida
— Bem, primeiro, pegar isso aí é inútil contra mim. Você não conseguiria pegar a adaga sem antes eu cortar seus braços fora.
Noah para e a encara com medo evidente nos olhos
—Agora que todos estamos mais calmos, comam, e me escutem.— Diz libertando Berg, que ainda a encarava com ódio
Os dois se sentam na frente da fogueira mas não tocam nos coelhos
— Bem, façam o que quiserem — diz ela dando ombros
—O que você quer?— diz Berg claramente hostil
— Eu tenho que fazer meu trabalho antes que aquele imbecil faça besteira, e ferre tudo, então vim aqui para dizer para onde vocês devem ir.
— e por que deveríamos fazer o que você diz?— Questiona Noah
Ela suspira— Bem, veja— ela estala os dedos e as sombras formam uma bola negra, que começa a mostrar um homem andando na vila destruída, ele usa uma armadura com elmo onde tem um sol estampado— esse é o cavaleiro do fogo, um subordinado do Ignsar, o mais fraco deles, mas é forte o suficiente para acabar com todo o exército da capital real, com um golpe.
Berg e Noah, encaram a sombra em silêncio
—E ele, está vindo atrás de vocês dois. A pedido do Ignisar, ele vai começar a caçada contra vocês em 72 horas, então, é bom vocês correrem, porque ele vai vir para matar
— e você está aqui só para nos avisar? Acha mesmo que vamos acreditar nisso?— Berg questiona
Zilá olha Berg, o garoto tem algumas marcas de queimaduras, seu corpo moreno, e cabelos ondulados, e alguns músculos notáveis, e seu quitão marrom e áspero com alguns rasgos e cortes chamavam a atenção já que revelavam seus músculos definidos
—Bem, acredite no que quiser— A dragoa diz enquanto claramente secava o jovem de 15 anos— mas se ele os atacar, vocês vão morrer, não irão ter a mesma sorte de antes, a menos que cheguem na cidade de éfeso, lá encontrarão o terceiro desperto e o conceito que os ajudará
—Conceito? o que é isso? —noah pergunta
— Vocês vão descobrir em breve..— ela diz enquanto levanta— eu posso dar uma ajuda, mandando vocês até Atenas, de lá vocês pegam um barco para éfeso e devem chegar lá. Onde vocês os encontrarão— ela estala os dedos e eles são cobertos por sombras, e aparecem em uma estrada de terra, a cerca de 1km de Atenas
— Que…
— Loucura? Concordo— responde Berg meio enjoado
—ok…agora, para que lado devemos ir?—noah diz olhando para trás
— em frente — responde Berg
—huh? Como tem certeza?— Noah se vira e entende, mas a frente dá para ver, um grande aglomerado de criaturas vai voando sobre o céu—ah, aquelas coisas…
— Isso, eu percebi que eles nascem baseado nas emoções humanas, e um grande aglomerado de humanos, cria um grande aglomerado de criaturas — Berg explica e Noah acena entendo o que o outro garoto quis dizer
— então…vamos?— Noah pergunta enquanto começa a andar na direção de Atenas, Berg silenciosamente o segue, um pouco atrás
O silêncio rapidamente se torna estranho, demoraria cerca de uma hora até lá
— porque…estamos fazendo isso? Seguindo o conselho dela, pode ser uma armadilha— Berg começa a falar claramente nervoso
— Estamos fazendo isso por que…sinceramente, eu não quero morrer, e quero ajudar muitas pessoas, como uma pessoa me disse para fazer— ele diz em voz nostálgica — você provavelmente está fazendo isso por sua vingança não é? Eu percebi seu ódio em relação ao Ignisar. Aquela vila era…— ele olha para Berg, e a expressão dele o assusta— e–entendi…
O silêncio retorna ainda pior, depois de 40 minutos, a distância se podia ver as muralhas da antiga cidade Grega, Atenas
— era…sim, minha vila natal— Berg diz— e aquele maldito destruiu tudo, minha mãe, meu pai, minha noiva, meu irmão e irmã e seus respectivos cônjuges, não deixou nada além de mim vivo, e você me salvou dele, obrigado…
Noah ouvia tudo, sorriu e colocou a mão nas costas dele— não tem de quê, mas aí, você planeja se vingar?
Berg o olha, com olhos cobertos de ódio — sim, vou matar ele com minhas próprias mãos
— eu vou te acompanhar nessa jornada, vamos derrotar tudo e todos e no final, você vai matar o Ignisar.
Berg concorda com as palavras de Noah, olhando seriamente para frente, onde os guardas estão parados, em frente
—ALTO! Quem vem lá e o que queres em Atenas?— diz um dos guardas
—ah, hum, me chamo Noah, e esse ao meu lado é Berg, estamos aqui para fazer uma travessia para Éfeso.
O guarda os olha com seriedade vendo o estado dos dois, Noah com um nariz quebrado, e Berg cheio de queimaduras
— O que em nome de Deus ocorreu com vocês?
— Fomos eh…
— Atacados por bandidos da montanha, os Filhos de lúcifer.— Berg responde e o guarda arregalou os olhos — escapamos por pouco, meu amigo quebrou o nariz e eu acabei me queimando bastante, a única coisa que possuímos é uma adaga comum
—oh Deus, vocês sofreram tanto, certo, podem entrar, mas antes, poderiam me informar, onde está o acampamento deles?
— entre as montanhas ao norte, próximo ao carvalho torto.
— obrigado Jovem, podem ir, Bem vindos a Atenas, e um barco deve sair em dois ou três dias, com o capitão Guilherme, um dos maiores comerciantes de Atenas
— Muito obrigado senhor guarda — Berg agradece, e puxa Noah pelo braço para dentro da cidade
As ruas de Atenas estavam com comerciantes vendendo e comprando alimentos e equipamentos para o dia, alguns soldados aqui e ali.
Noah olhava tudo com interesse, se eles tivessem algum dinheiro (como o dinheiro que ele escondeu atrás do estábulo em baixo das Pedras, não é como se o duque fosse perceber o sumiço de duas peças de ouro por mês nos últimos nove anos) ele com certeza compraria algumas coisas, como os casacos de pele, ou as espadas alí
—Para de babar, Noah
Noah se assusta— E-eu não tô babando— diz enquanto limpa a baba que escorria na sua boca
— Ah sim, sei, com certeza…vem cá, você não é viciado em compras né? Isso é coisa de Nobre
— Bem, eu sou um bastardo, nunca tive tempo de gastar dinheiro mesmo— diz Noah dando de ombros— e também não é como se eu tivesse muito…
— espera, você é filho bastardo de um nobre?
— sim mas não conte à ninguém
— … Sinceramente não quero nem imaginar o que você passou
— Coisas horríveis…
Eles passam em frente ao templo de Partenon, e estava tendo uma liturgia, as pessoas se aglomeravam em frente
— Que dia é hoje mesmo?
— Domingo, deve ser a liturgia, ou alguma coisa do tipo…— ele diz começando a se incomodar, o nariz dele está começando a inchar demais
Mais que seu olho esquerdo, quando o Ignisar o socou com força
— Precisamos de um médico… ou eu posso tentar concertar isso
— e como você faria isso? Você é sabe medicina Berg?
— não, mas é só puxar que resolve rapidinho — ele diz sorrindo
— uhh… vamos procurar um médico primeiro ok?
— e vamos pagar como?
— bem…é uma ótima pergunta…tive uma ideia, uma adaga deve valer o que? 40 ou 60 moedas de ouro? É só a gente vender ela!— diz enquanto puxa a adaga e sorri
— Ou podemos ir em um curandeiro da igreja, muito mais barato
— ou podemos fazer isso
Berg se aproxima de uma mulher
— com licença senhorita, para onde fica o médico da igreja mais próximo?
— ah, olha meu jovem— a moça usava algumas peças de pele de cordeiro, por causa do vento frio— o curandeiro fica naquela direção, seguindo aquele beco, vocês vão sair diretamente nele
— muito obrigado senhorita — ele abaixa a cabeça em reverência e volta até Noah
— Então? Conseguiu descobrir?
— consegui sim.
— vamos lá entã— ele vê uma criatura os encarando — ei…Berg, é impressão minha, ou aquela coisa tá nos encarando?
— o quê? Que cois— ele olha para a criatura, sua pele estava na cor ciano, seus olhos mostravam vontade de ser visto, de ser importante , era como olhar para uma esperança fracassada e frágil, algo inútil, mas que a qualquer momento pode enlouquecer, e matar você — que merda é essa?!
— eu não sei, ele é diferente dos outros— Noah compara com as outras criaturas ao redor, que eram brancas e murmuravam coisas estranhas
— vamos embora, vai que essa coisa venha para cá.
No momento que Berg termina de dizer, ele sente o ar da criatura em sua nuca, ele travou, aquilo não é bom, ele olha instivanente
— OLHA PARA MIM!!!!— A criatura fala na frente dele, o ar podre da saliva saiu, fazendo o rosto de Berg contorcer em nojo, com um movimento rápido, Berg dá um soco na cara da criatura.
Noah que estava um pouco mais a frente, não percebeu nada e continuou andando em direção do médico
— cara, aquela coisa é bizarra! Não é Noah?— Noah continua caminhando — eii, Noah? — ele toca no garoto, mas ele age como se aquilo não fosse importante, como se fosse irrelevante
— mas que merda tá acontecendo aqui?!
— OLHA PRA MIM !!!— a criatura avança na direção de Berg pelas costas, ele consegue desviar, e começa a correr em por toda Atenas, com aquela coisa perseguindo ele
Noah, por sua vez caminhava até o médico, ele entra no escritório e após informar ao doutor por que veio, ele parou para esperar no escritório, ele lá viu uma criatura azul claro, a criatura balançava os pés como uma criança, sua cabeça parecia de um bebê mas não parecia que o corpo tinha controle sobre ela, já que seu peso a fazia rolar de um lado para o outro, seu pescoço uma corda subia, bem, era rugosa de mais para ser só uma corda, e o pescoço grosso de mais para uma criança, olhando mais atentamente, era o pescoço de um adulto, — espera, não, todo seu corpo — Noah segura o vômito, todo o corpo da criatura é o corpo de um adulto, metade é o corpo jovem, e musculoso, que as veias saltavam de seus bíceps, metade de seu torso é musculoso, dando para ver os gominhos refinados, que pareciam mortalmente gelidos,— ah, vem do umbigo a corda — e uma de suas pernas era grossa e malhada, já sua outra metade, gorda e podre, exatamente o oposto, um braço grande e gordo, que escorria água que pingava o tempo todo, sua barriga grande e pesada fazia a diferença entre as metades, e sua perna, grossa e pequena que mal tocava ao chão, olhando mais atentamente, em seus ombros tem uma manta, que ia de uma ponta a outra, a aparência do pano também é estranha, é levemente translúcida e aquilo são vasos sanguíneos?
— Noah? É a sua vez!
Noah suspira e entra na sala do médico
Berg, continua fugindo da criatura que fica cada vez mais agressiva
— Merda, essa coisa não para de me perseguir— Berg corria como louco colidindo com várias pessoas, que não olhavam, tratavam aquilo como irrelevante, sem importância.
Ninguém liga
Olhando mais a frente, Berg vê civis, era o mercado de Atenas, e pouco mais a frente, o porto.
Berg sabe que se correr até lá, poderia se livrar da criatura, talvez ela pegasse alguém aleatório, talvez, ninguém note uma criança ou idoso, talvez, ele pudesse
— GAROTO IDIOTA — Dizia um homem sem uma perna, para um pequeno Berg que tinha um ferimento em sua bochecha — O DEVER DE UM CAVALEIRO É PROTEGER OS CIVÍS E NOBRES, SOMOS PEÕES, QUE CALVAGAO POR NOSSO POVO, NUNCA, JAMAIS DEVEMOS SACRIFICAR PESSOAS INOCENTES!
Berg se lembrou dele, de seu modelo, de seu pai, que morreu para o proteger do dragão, ah, sim, sua vingança, como ele poderia sequer se vingar de uma criatura de um poder inimaginável, se contra uma criatura tão fraca ele está fugindo?
Parando, o jovem olha para a criatura de verdade pela primeira vez
Mesmo tendo aquela aparência estranha, ele ainda era semelhante à um humano, corpo, bípede, dois braços e duas pernas, um pescoço, parece frágil mas provavelmente não é, dois olhos, cabelo e orelhas enormes e chamativas
— EU SOU IMPORTANTE, OLHA PRA MIM — A criatura berrava
Berg assume uma postura, começa a avançar na direção do monstro, o monstro tenta acertar vários golpes diferentes, desviando facilmente, o garoto atinge o pescoço da criatura, e dá uma rasteira, a jogando no chão
— Hehe, achei que era mais durão!— colocando o pé sob o pescoço da criatura, Berg começa a pressionar para baixo, forçando o pescoço, lentamente para quebrar
— SAI DAQUI!!!— A onda de impacto pega Berg de surpresa, o jogando para longe
— ah, ok, respira e relaxa, eu consigo acabar com ele!— ele puxa o ar pelo nariz, mas não entra nada— mas que merda, eu não tô conseguindo respirar
A criatura avança com tudo e morde o braço esquerdo de Berg
— AHGR! SEU FILHO DA PUTA! — Berg agarra a criatura, e chuta o estômago dela, a criatura abre a boca e vomita, um líquido preto sai da boca dele
Berg rasga uma parte do quitao e amarra no ferimento — eu vou acabar com você agora!
Noah estava sentado a frente do curandeiro
— Desculpa a bagunça, o último exame foi meio difícil..
— ah, não tem problema
— vamos ver isso aí — ele toca no nariz de Noah que nem sente dor— o que aconteceu aí? Seu nariz está com uma ponta do osso para fora
— ah, eu e alguém fomos atacados por bandidos, aí na fuga eu tive meu nariz quebrado
— entendi…—diz ele tocando no ferimento — eu vou preparar o ópio
Ele se afasta começa a encher uma esponja
O olhar do garoto volta para a criatura, ela havia entrado no escritório e estava com a mão nos testículos do médico, que não notava, a criatura espremia a mão lá dentro como se estivesse matando algo esmagando
A porta do escritório é aberta por uma mulher que entra com um pouco de comida, era um ensopado de legumes
— Querido, eu trouxe um pouco de enso– ah, perdão, não sabia que tinha alguém aqui
— não se preocupe senhora, está tudo bem, eu posso esperar mais um pouquinho
— ah, não se preocupe, amorzinho, pode colocar em cima da mesa e esperar um pouco? Eu só vou consertar o nariz dele
— Meu Deus?! O que aconteceu com você garoto?
— ah, eu e outra pessoa estávamos vindo para cá para pegar um barco para Éfeso, mas no caminho fomos atacados por bandidos, os filhos de lúcifer
— ah, e essa outra pessoa está bem?
— ah, deve estar sim, ele é bem forte, deve ter ido comprar alguma coisa ou algo assim
Berg soca a cara da criatura que grune e se levanta — tsk, você é osso duro de roer
— então, vocês dois tem filhos? — pergunta Noah vendo a criatura enfiar a cabeça na barriga da mulher
O casal fica em silêncio e o médico treme e a esposa coloca a mão em sua barriga
— N–não não temos não— diz o doutor triste
— Oh, desculpe eu não…— Noah começa a se desculpar
— não tudo bem, isso é normal, todos os casais tem filhos, eu provavelmente só….sou uma pecadora e Deus não quer deixar eu ter filhos com meu sangue imundo— a esposa diz tristemente
— amor — o médico abraça ela— não diga isso ok? Se a esposa não engravida a culpa não é ela, é o marido, eu já te disse isso!
— se vocês quiserem conversar com alguém que escuta, eu tô aqui pessoal— Noah diz
— mas por que você nos ouviria? Somos apenas desconhecidos para você
— por que eu quero viver como minha mãe queria, posso não fazer vocês terem filhos mas, posso ajudar vocês a conversar, e pelo que pude notar, a igreja hoje está cheia então ir para um confessionário pode ser problemático, enquanto conversamos, o doutor pode consertar meu nariz
o casal se entre olha
—não vemos porque não— respondem juntos
Berg enfia os dedos nos olhos da criatura que grita
— MEUS OLHOS!!!! MEUS OLHOS!!!! MEUS OLHOS!!!! COMO EU SEREI VISTO SEM MEUS OLHOS!!!!
— VAMOS LÁ! EU SOU FILHO DE UM CAVALEIRO APOSENTADO! VOCÊ NÃO TEM CHANCES! SEU BOSTA!— merda! Naquele momento, se eu não tivesse quebrado o nariz dela com aquele soco, eu morreria sufocado! Essa coisa é perigosa…
— MALDITO, HUMANO, MALDITO! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA! MORRA!!!!!!!!!!!!!!!!!
Os tímpanos de Berg quase explodem o forçando a se ajoelhar
— O QUE FOI? NÃO GOSTOU DA ATENÇÃO SEU FILHO DA PUTA?!
Rugindo de puro desespero e ódio a criatura corre na direção dele com suas garras prontas para matar Berg, que nesse momento se lembra
Daquele momento
Berg corria pela à aldeia Natal em chamas, chamando as pessoas importantes para ele
— MÃE! PAI! GUINEVERE! KAY! DANIEL! ONDE VOCÊS ESTÃO!? cof cof cof— merda tem muita poeira e cinzas no ar— Berg começou a ouvir gritos de dor e tristeza, correndo o que ele viu o chocou
Seu pai, o homem mais corajoso que ele já viu, a beira da loucura, rindo e babando, mas não se limpando, já que ele não tinha braços e seu único membro era sua perna.
Mas o que ele vai fez a fúria de Berg acender, não, não só a fúria, a raiva e o nojo também, tudo cresceu de maneira espontânea e instantânea, ao ver, sua noiva, Guiniver, sendo usada como mero objeto pelo dragão, que a abusava no meio da destruição
— HAHAHAHAHA, VOCÊ HUMANO, É PATÉTICO! — Gritava ele ao cavaleiro
— MALDITOOOOOO!!!!!!— Gritou Berg enquanto coberto de ódio na direção do dragão, mas uma coisa estranha aconteceu, a terra ao seu redor se tornou uma manopla, e então ele avançou com o soco
Mas a cauda de Ignisar o segurou
— Ohhh coitadinho — estalando os dedos, a Guiniver some em chamas, e Ignisar se encontra vestido de novo, sorrindo se aproxima de Berg
Berg pisca e olha a criatura descendo na direção dele, suspirando, a sensação que ele procura…não era ódio…não, era outra coisa…
Ah sim, era isso
Ele havia encontrado.
A determinação de vencer, a determinação de se vingar, a determinação de acabar com Ignisar, era isso, sua determinação
Os braços de Berg são cobertos por pedras
Com um soco ele quebra o queixo da criatura, e antes dela cair, ele agarra o pescoço dela
— sabe, eu não sei como vocês criaturas funcionam, mas se você voltar, se lembre…nunca deixe um cavaleiro agarrar você!— Em dois movimentos, Berg quebra a coluna e o pescoço da criatura que se engasga com o próprio sangue e cai, sumindo logo depois, mas, Berg não se importou com o que aconteceria com a criatura…era irrelevante.
Noah sentia um leve desconforto, não só pelo médico consertando seu nariz, mas também, do choro da esposa, ou melhor, da Sheyla que se culpava, aparentemente o padre vivia dizendo que a culpa era dela e que uma mulher que congrega o culto da Virgem Maria e tinha, não um, mas quatro filhos que morreram na barriga, enrolados pelo cordão que dava à vida os enforcando em seu pescoço, não era algo muito bom para a comunidade saber que isso aconteceu quatro vezes com a mesma mulher
Suspirando, Noah abraça os dois— não foi culpa de vocês. Não foi culpa de ninguém.
Aquilo pega o casal desprevenido
Ramon, o médico, com voz trêmula — C–como? Nós… somos peca— Noah olha nos olhos de Ramon
— A culpa não é de vocês, ninguém tem culpa, isso foi…um grande infortúnio, eu não consigo imaginar a dor de vocês nesse momento, e provavelmente nunca vou imaginar ou saber como vocês se sentem, mas coloquem isso na suas cabeças, a culpa não é de vocês!
O casal, abraça Noah chorando, que fecha os olhos enquanto retribui.
Noah queria protege-los daquela coisa horrível, que só sua existência parecia zombar da dor deles e cuspir na lápide da família, era algo de dar nojo.
Então, abrindo os olhos novamente, ele se encontra naquele lugar em branco, mas dessa vez, não tem tela, e mas tem um tipo de caixa flutuante, e dentro da caixa, tinha uma frase escrita
Defina o selo…
Não sabendo como sabia, ele cria uma definição de selo
Que criaturas azuis não cheguem perto, sejam jogadas para longe.
Selo criado.
Retornando ao mundo normal, ele marca o selo no casal, e a criatura que estava com a mão na barriga da Sheyla, é repentinamente jogada para longe, e bate com um baque surdo e gosmento na parede, ele se levanta e avança contra o casal, mas não os atingia, sempre mandado para longe.
— Muito obrigada, senhor Noah — Noah cora com o agradecimento
— N–não foi nada, bem, eu tenho que ir, vou encontrar meu amigo — Noah começa a levantar, e a porta do escritório é aberta, Berg entra, seus ferimentos estão sangrando, cheio de mordidas e sujo de terra— BERG?! O QUE ACONTECEU?!— grita se levantando e o ajudando a se sentar
—Fui….— ele diz olhando dentro da sala para Noah, Ramon, Sheyla e a criatura que ainda tentava atingir o casal— Atacado por cachorros…
Ramon se levanta — Deus meu! Rápido se sente eu vou tratar seus ferimentos!
— o–obrigado…— ele diz enquanto senta na cadeira do escritório
— Meu Deus meninos, vocês são muito azarados… deveriam tomar mais cuidado!— ele diz enquanto passa opío nós ferimentos
Berg grune de dor
— vocês vão ficar um tempo aqui, não se preocupem a empresa comercial Rios vai sair em 4 dias, então vocês poderão ir para Éfeso, mas por enquanto, descansem. Podem passar as noites aqui…
— Muito obrigado doutor…— os dois dizem juntos
— De nada meninos— o silêncio toma conta do local…até quê
—Groooowww~~~— o estômago de Noah e Berg rugem de fome, e ambos coram envergonhados disso
— Ah, sim, eu vou pegar um pouco mais de comida! Já volto— Sheyla corre para a cozinha
— o–obrigado…senhorita Sheyla…eu…nós, agradecemos…— Agradecido, Noah fala, enquanto Berg abaixa a cabeça envergonhado, enquanto o doutor enfaixada o braço machucado dele
Depois de um tempo, Noah e Berg estão lavando os pratos como agradecimento pela comida
— o que aconteceu com você? Tipo…aquela coisa tá cada vez mais irritada— Diz Berg olhando de canto a criatura que tentava atingir o casal mas era repelida o tempo todo.
— eu só ajudei eles com umas coisas… e por sorte consegui fazer um tipo de selo para manter aquilo longe, e você? Atacado por cachorros? Duvido
— Foi uma criatura, ela vivia gritando “Olha para mim, Olha para mim" ela fez você não ligar para mim, me tornou irrelevante
— sério?! Me desculpa cara eu não sabia…— o olhar de Noah é triste
— de boa cara, eu quebrei a coluna dele e depois o pescoço, foi foda.
— Queria ter visto…
— Quem sabe da próxima vez?
— é…quem sabe— diz ele enquanto termina de enxugar os pratos
— Meninos! Eu deixei duas mudas de roupas sob o muro, a casa de banho tá aberta já!
— Obrigado senhorita Sheyla!— os dois dizem ao mesmo tempo
— Vamos lá?— Noah diz começando a sair
— Vamos sim.— Berg acompanha Noah
Eles saem da casa do médico, que fica ao lado do hospital, e começam a caminhar em direção às fontes
— Ah…finalmente um banho, dois dias inteiros sem um — Berg diz se espreguiçando
— Sério? Eu não tomo um a 5 dias
— por isso esse cheiro ruim, cara, você tá fedendo como um porco
— Ei! Não é para tanto!
Mas enquanto eles caminhavam na direção do banho, algo acontecia, entre as montanhas ao norte, próximo ao carvalho torto.
Um homem, vestido de armadura completa de ferro, algo incomum, na verdade, inconcebível para a época cujo o comum é uma cota de malha para os cavaleiros
Seu elmo, um sol desenhado, sua espada embainhada, ele caminhava em direção a cidade de Atenas, atrás de si, o infame grupo, filhos de Lúcifer, completamente em chamas, cabanas, e pessoas, não existia mais nenhuma vida alí.
Ele pega um papel e olha o desenho, um garoto de cabelos brancos, e um garoto moreno, esses são os alvos dele
Caminhando, demoraria quatro dias até Atenas
E a única coisa que ele disse para si mesmo foi
— por Aureoele…
Em Atenas
Noah estava relaxando no banho quente
— Isso é muito bom…
— Sim…— Berg, Ramon, e outro cara concordam
— Mas eu não esperava encontrar você aqui senhor Guilherme, não deveria estar organizando as mercadorias? — Ramon pergunta
— Bem, estamos procurando mão de obra para nós ajudar até Éfeso, já que as paradas serão muito cansativas e a viagem demorará duas a três semanas
— Nossa isso é muito problemático… espero que alguém apareça logo
— Eh…licença — Berg interrompe— eu e meu amigo estamos querendo ir para Éfeso, mas estamos sem dinheiro, então, que tal você nos dar uma carona até lá, e nos ajudaremos você com as bagagens?
— Uh! Sério? Isso é muito útil, obrigado! Eu estarei saindo em 4 dias, vocês vão ter tempo de se recuperar?
— Não se preocupe, eu sou o melhor médico da região, quatro dias são o suficiente para eles se recuperarem
— Isso é bem útil…— Diz o comerciante sorrindo
Eles saem do banho e após o longo dia, eles foram dormir, já que Ramon deu um lugar para eles ficarem
— Espero que dê tudo certo…
— Eu também Noah, eu também
Então, fechando os olhos, os dois garotos dormem.
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