A caça ao dragão de fogo

4 A jornada enfim começa! A saída do porto de pireu


Notas iniciais
Desculpem, o capitulo era para sair sabado, mas eu me esqueci completamente— Dia de folga, sabem como é.— espero que gostem

Após alguns dias, mas específicamente, quatro dias, Noah e Berg estão curados, bem, não totalmente, mas cerca de 70 à 80% mas é o suficiente, nesses últimos dias, eles ajudam Ramon com a clínica, ajudando ele a repor os remédios e limpando a clínica

Ramon realmente deu algumas moedas de cobre para eles por conta disso, o que fez eles quererem ajudar mais, porém Sheyla não deixava, ela realmente passou a agir como um tipo de mãe para os meninos

Mesmo que eles não falassem ou reconhecessem isso abertamente

É o último dia deles lá, colocando uma pequena bolsa com remédios e bandagens nas costas, Noah sai e encontra Berg, que está com uma luva de couro que ele comprou recentemente

— Pronto para viagem Berg?

— Claro que sim, comprei alguns suprimentos, e estamos preparados para a viagem, pelo que o senhor Guilherme disse, vamos sair em pouco mais de uma hora, vamos?

—Si–

OLHA PARA MIM!!!!!!!!!!

— Eh? Aquela coisa ainda está viva?— Noah diz olhando para a criatura, junto a Berg que serrou os olhos, e a criatura vendo o humano que deixou sua coluna e pescoço quebrado, começa a correr gritando

VOCÊ NÃO! VOCÊ NÃO, VOCÊ NÃO!!!!!!!!!

— Acho pouco o trauma que você deu nela cara

— Também…aparentemente aquelas coisas sempre voltam

— Bem, vamos para o porto? Não podemos perder tempo, depois do senhor Guilherme, o próximo barco é só semana que vem

— A menos que tenha um ataque pirata, aí os cavaleiros vão sair com a frota marítima

— Você já viu os navios?

— Sim, já vi quando fui ajudar o Sr. Guilherme, aqueles navios são enormes

— Eles me intimidam um pouco

Eles continuam conversando até passar em frente a um bar, onde algumas pessoas estavam rindo de um cara que falava com voz assustada

—Eu tô falando sério!

— Sim sim, cara, você tá bêbado! É literalmente impossível ver o que você viu!

— Eu não mentiria! Realmente é verdade!

— Sim, você viu ontem a noite um cavaleiro de metal dormindo à beira de uma fogueira apagada?

Berg para de andar e agarra a camisa de Noah

— O que foi cara?

— Presta atenção no que ele tá dizendo

Voltando a atenção para o bar, eles continuam escutando a conversa

— Um cavaleiro de metal? Isso é impossível, demoraria anos para alguém fazer uma armadura assim

— Mas eu falo a verdade, a armadura dele é feita de metal, e tinha um sol estampado no elmo!

— Hahaha, sim sim, claro, acreditamos

Os garotos pálidos, ao escutar aquilo começam a correr, eles reconheceram mesmo que levemente a descrição do cavaleiro, era ele

Eles se entre olham e saem correndo para o porto onde o senhor Guilherme estava esperando no barco

— Bom dia meninos, como vão? Preparados para a viagem?

— estamos sim senhor Guilherme — Noah diz com um sorriso tímido

— Que bom Jovem! Subam, vamos sair depois que o padre fizer a oração

Os garotos concordam enquanto sobem no barco

No portão da cidade, tudo estava tranquilo.

—Ei, Dynuk, ouviu o que o pessoal da patrulha disse?

— Não, o que?

— eles viram uma aberração ontem, uma criatura feita de metal, do tamanho de um homem, o corpo é feito de placas de metal puro

— Santos Deus, isso é possível?

— Provavelmente é um enviado do diabo ou algo assim…

— Espero que essa coisa não venha para cá.

— Que Deus te ouça amigo

— Amém…

Eles voltam a olhar para frente, e ao longe, era possível ver uma silhueta começando a aparecer

No porto Pireu, Noah havia sentido a vontade de urinar, então desceu do barco por um minuto, após fazer suas necessidades ele viu Sheyla e Ramon se aproximando dele

— Olá Noah

— Olá senhor Ramon, senhorita Sheyla

— Olá, pronto para sua viagem?

— um pouco nervoso mas sim

—Bem, vinhemos dar a você um presente — Sheyla diz sorrindo

— Aqui— Ramon lhe entrega um códice

Noah arregala os olhos — I–isso é um códice?! Eu não posso aceitar, é muito caro, e— Ramon entrega a ele o caderno, junto a um pequeno chifre de boi que continha um pouco de tinta e cinco penas de ganso

— você é um viajante, precisa anotar as coisas que ver para não esquecer

Noah olha para eles surpreso

— Não aceitamos de volta, e é bom quando você voltar, ter muitas histórias para nós contar

Abrindo o maior sorriso possível, Noah responde — pode deixar, eu vou encher esse códice de coisas que eu ver.

Eles se abraçam, e saem, enquanto Noah volta para o barco, o padre já havia terminado a oração

Berg se aproxima claramente um pouco enjoado

— Onde você estava cara? O padre já terminou a oração

— O que?! Eu não acredito…

— Com sorte ninguém percebeu— ele segura o bile para não vomitar

— O que aconteceu com você?

— eu não sei, quando o padre me benzeu eu me senti estranho, como se estivesse doente ou algo assim

— Ah, o que será que i— Noah é interrompido por Guilherme que dá um tapão nas costas dele

— Prontos para a viagem, garotos?!— Diz o homem sorrindo para os garotos

Ambos os meninos sorriem meio nervosos meio tímidos — Claro senhor Guilherme

— Haha, que bom, agora, venham, vou apresentar vocês aos nossos companheiros de viagem — ele começa a levar os garotos para mais perto da tripulação

— Chefe, quem são esses?

— Ah, sim, esses garotos vão ser nossos Boēthos, são Noah e Berg

— Bem vindos pirralhos, me chamo Ricardo— ele é magro, tem uma cicatriz no olho direito, dentes tortos e fede á trigo e cevada, em sua cintura uma espada, e sua cota de malha estava em seus ombros.— espero que a gente se dê bem

— Ricardo é um mercenário que eu contratei a alguns anos, esses outros são: Geraldo,Henrique, Hugo, Robert, Godefroy,Roland ,Étienne,Thierry, Adalberto, Leopoldo, Sigismundo,Otto, Lamberto, Anselm ,Filipe ,Damião

— Muito prazer pessoal— Noah diz de maneira educada, alguns respondem de volta e outros só acenam

— ESTAMOS SAINDO PESSOAL, RÁPIDO, DESAMARREM AS CORDAS E VAMOS PARTIR!— a voz de Guilherme ressoa por todo o convés, e rapidamente começam a zarpar



Pouco mais de cinco minutos antes. No portão, um homem chega andando, passos lentos e pesados, talvez por conta do cansaço, ou por conta de sua armadura, não é importante, o que importa, é sua aparência, completamente vestido de metal puro, desde a sola de seus pés, até seu elmo. totalmente trajado de ferro.

Os guardas, no momento que viram aquela coisa, travaram e temeram.

— P-Pare aí mesmo D-Demônio!

O cavaleiro de metal para, e encara eles

— olá caros amigos cavaleiros, sou apenas um cavaleiro errante que viaja para ser mais forte

— acha que acreditamos nisso Demônio vil?!

— não sou um demônio

— Mentiroso! nem mesmo o melhor ferreiro do mundo conseguiria forjar uma armadura dessa!

— Meu pai forjou essa armadura, o próprio São Eligius veio a ele em sonho e lhe ensinou, depois ele a forjou para mim. — Os cavaleiros se entreolham nervosos, não acreditando muito— se quiseres eu posso provar.

— Chamem o padre.— diz um dos guardas tremendo de medo

O cavaleiro de metal para, e olha os humanos saindo correndo, se fosse possível ver os olhos dele, notariam um desprezo profundo, talvez por uma raça inferior como os humanos, que não sabem nem que era possível ter uma armadura como essa estarem o forçando a seguir suas regras ridículas, ou talvez por causa daquele dragão maldito que o obriga seguir o que ele quer.

Eu ainda vou matá-lo.

Cerca de três minutos depois, o padre chega, ele cheirava levemente a água salgada, e está suando como se tivesse corrido para conseguir chegar até o portão, em sua mão tem um Relicário, provavelmente feita de prata ou algo do tipo

— Aqui está padre, esse ser alega não ser um demônio, mas sim um cavaleiro errante cujo pai um ferreiro em sonho teve uma revelação divina e criou para ele a armadura.

O padre o olhava, com um olhar de curiosidade, e um pouco de descrença. Ele olha o cavaleiro de cima a baixo, como se estivesse vendo um mistério, o que provavelmente era para ele— Bem, se você é um homem, não um demônio. Deverá provar, retire sua luva.— o cavaleiro retira á luva, revelando uma mão calejada, e um pequeno anel de cobre, o padre ergue o relicário, mas olha inquisidoramente para o anel

O cavaleiro, notando a pergunta não feita, diz— É uma aliança de promessa, para a mulher que é dona do meu coração, que eu irei salvar um dia, ou morrerei tentando.

O padre o encarou, olhando no fundo dos olhos dele, então, colocou o relicário com tudo na mão do cavaleiro. E nada acontece, os guardas suspiram de alívio

—Bem, para garantir, reze, para a santíssima trindade.— o padre diz olhando para o homem, que concorda

O cavaleiro se ajoelha e começa a falar em voz alta e forte— In nómine Patris, et Fílii, et Spíritus Sancti. Amen.

Sanctíssima Trínitas, unus Deus in tribus Persónis, firmíssime credo in Te, spero in Te, et amo Te ex toto corde meo.

Deus Pater Omnípotens, Creator cæli et terræ, per infinítam bonitátem Tuam et sublímem majestátem Tuam, cóntere caput antíqui serpéntis et líbera nos ab omni potestáte inimíci.

Deus Fílius, Iesu Christe, Redémptor noster, qui ad hoc in mundum venísti, ut ópera diáboli destrúeres, Sanguinem Tuum Pretiósum super nos et super domum nostram effúnde, et fac nos partícipes victóriæ Tuæ super peccátum et mortem.

Deus Spíritus Sanctus, Consolátor et Sanctificátor, veni cum septem donis Tuis, repélle a nobis omnem malítiam, omnem oppressiónem et omnem tentatiónem diabólicam.

Per intercessiónem Beátæ Maríæ Vírginis, gloriósi Sancti Michaélis Archángeli, et ómnium Sanctórum Angelórum Tuórum, custódiat nos protectio Tua Trinitária, puríficet nos, et líberet nos in sempitérnum ab omni malo et ab omni insídiis Malígni.

Amen.

Ele se levanta e encara todos, que estão em choque.

O padre que estava de boca aberta, rapidamente se recompõe, e pega o relicário novamente — certo, és um homem. Não um demônio, mas, a pedido de minha curiosidade, qual eres teu nome?

— Chamo-me Hélio.

— Pois bem Hélio, o que queres em Atenas?

— Estou atrás de uns jovens, e estamos indo à Éfeso.

— Oh, que pena, se tivesse chegado um pouco mais cedo, poderia pegar o barco do comerciante Rios. Lamento.

— e…quando seria o próximo barco?

— a menos que bárbaros ataquem, o próximo só em uma semana

O cavaleiro fica em silêncio, e concorda.

— Venha, tenho um quarto extra no presbitério.

Hélio entra, e começa a olhar a antiga cidade de Atenas, ele já ouviu o espírito maldito falar que aquela cidade, das duas vezes que ele mais gostou de ter a queimado. Ao olhar para a esquerda, ele vê uma criatura, andando e gritando



OLHA PARA MIM!!!!— Ele encarou a criatura, que o encarou de volta.

Ele pensou — uma criatura de nível regional? Humanos são bem problemáticos



O padre seguia sem preocupação, então depois de dois minutos de caminhada, ele para e olha para trás — Sir Hélio? O que foi?

O cavaleiro segurava o cabo da espada como se tivesse acabado de guardar ela. — não foi nada, só admirando a beleza da cidade.

Se o padre pudesse ver, ele com certeza vomitaria tudo que comeu naquele dia, no chão, a criatura estava estirada, com o abdômen cortado de maneira brutal, seu sangue negro pintava todo o caminho ao redor, e suas visseras estavam para fora de seu corpo.

Ninguém viu, ninguém precisava saber.

Nesse momento, o navio da empresa comercial Rios estava ainda na Bahia de Atenas.

O senhor Guilherme se vira para Roland — Roland, prepare as velas, em três dias no máximo quero chegar em um Quios!

— Sim senhor capitão!

— Noah, vá contar os caixotes para ver se não esquecemos nada, Berg… tente não vomitar no navio. — diz vendo Berg verde de tão enjoado, ele não consegue responder, só dá um joinha, e em seguida se vira na direção do oceano e vomita

— Hahahahah, o novato está passando mal, calma, primeira viagem é assim mesmo — diz Ricardo, que é acompanhado nas risadas por outros

Noah também riu levemente, mas então sua visão periférica, capturou algo, e olhando para a popa do navio, sentado na borda do barco, existe algo ali

Vestido de roupas pretas que parecem trapos, pele morta, cabelos pretos e um olhar sarcástico e gélido, só de olhar para aquilo, mesmo que em aparência fosse homem, certamente não era.

De repente, Noah gostaria de ir a pé…. E algo diz para ele que aquela viagem, vai ser inacreditável.

Ele engole em seco.

No presbítero em Atenas, Hélio estava em seu quarto, apenas de elmo, usando um quitão de cor verde, e calças de tecido fino.

Ele olhava uma chama que queimava na vela sob a bancada.

Fechando os olhos ele começa a sentir o fogo, procurando o barco, porém não consegue, eles ainda não ativaram nenhuma chama ainda, mas pouco depois de Quitos, ele encontrou um grupo de piratas que bebiam feito loucos, aparentemente fizeram um grande saque, infelizmente.

Ele precisa garantir que irá alcançar os malditos humanos despertos antes deles encontrarem o conceito responsável por eles, e se tornem os opostos perfeitos dos dragões.

Não é como se ele quisesse fazer isso. Mas, tudo por Aureole.

Esmagando a mão, as chamas dos piratas aumentam, todas elas, por sorte como era uma floresta, eles não vão notar a verdade.

As chamas queimam todos os recursos, e alimentos, não sobrando nada.

Lamento, mas preciso que a frota saia. Então. Queimem e me ajudem

Ele é retirado dos pensamentos com um bater de porta.

— Sir Hélio?— é um dos servos— o padre está te convidando para jantar.

— Certo, diga à ele que estou indo

— Sim senhor. — os passos são ouvidos dele se afastando.

Suspirando, Hélio tira o elmo, revelando cabelos ruivos e orelhas pontudas, um elfo.

Abrindo a bolsa, ele pega orelhas falsas e as encaixa sobre as orelhas pontudas e um pigmento preto que ele joga sobre o cabelo o deixando preto.

Abrindo a porta ele chega no enorme salão de jantar, seu cabelo amarrado para evitar ser mal educado

— Coma à maçã— o padre joga uma maçã para seu servo pessoal— eu quero que você esteja 100% para me servir hoje.

— sim senhor — o servo pega facilmente e olha para ela, e depois vai para a cozinha

Hélio nota a interação mas não comenta nada, cada humano com seu gosto

— Santidade, não está meio cedo para fazer um jantar?

— Ah, sim viajante, mas temos o costume de encerrar cedo nossas atividades. Oh, você é muito encantador, devo admitir.

— Por favor padre, eu tenho um voto.— ele olha nos olhos do padre, que sorri levemente em troca

— Claro, perdão. Creio que não me apresentei ainda, me chamo Marcus.

Hélio sorri— o prazer é meu senhor padre, espero que a gente se dê bem

Enquanto isso, Noah olhava o por do sol, Berg estava se recuperando do enjôo

—Hahahahaha, tudo bem aí Berg? — Adalberto, um dos mais velhos do navio, cabelos brancos e longos por conta da idade, mãos calejadas e cicatrizada por cortes de facas e redes, um dos olhos é cego, com uma cicatriz de luta contra piratas passando por cima do olho cego

— um pouco adi— ele se vira para fora do barco e vomita

— Por favor, só não vomite no navio, eu já limpei todo o convés — Noah fala para o amigo que por sua vez dá um joinha enquanto continua à vomitar.

O senhor Guilherme sai do quarto dele, e olha para todos lá — ainda vomitando Berg?

— Ele deve ter estômago fraco hahaha— Ricardo rí

Todos riem um pouco mas de repente, Damião,um jovem moreno de pele levemente bronzeada, com uma cicatriz no ombro que era visível pelo fato de estar sem camisa, olhos castanhos, um dente levemente torto dos seus dentes frontais, ele é o navegador e timoneiro para e começa a olhar para o céu, as gaivotas estão paradas no poste do navio, o vento estava muito calmo, e o cheiro de peixe subia e fazia berg vomitar ainda mais.

— Senhor, vem vindo uma tempestade — Damião fala para Guilherme que ao olhar com mais atenção os sinais acena em concordância

— Retire as velas!— Leopoldo, um homem atlético, rapidamente fez isso sozinho— Feche a escotilha— noah corre e com um pouco de dificuldade fecha

depois de alguns minutos, todas as preparações estão prontas, e vindo do norte, as nuvens de chuva preenchem o céu

— Essa é das grandes.— diz Geraldo diz

— Talvez a gente encontre um Cetus— diz Adalberto fala rindo

— Vira essa boca para lá velho— diz Leopoldo

— o que? Já enfrentou piratas, mas tem medo de uma lenda?

— urgh o que é isso? — questiona Berg abraçado a um balde como se sua vida dependesse disso, e provavelmente depende.

— Cetus são basicamente bestas marinhas, criaturas que vivem no mar. Monstros que atacam navios mercantes. — Responde Ricardo.

Noah escutava aquilo um pouco afastado, mas então, sua visão periférica capta um movimento , ao olhar, aquele homem estava na popa do navio, sorrindo enquanto via a todos conversar, ele nota o albino o encarando, então acena para jovem, que sente sua alma tremer de medo, medo da morte.

Olhando de escanteio, ele vê Berg que está vomitando no balde, mas ainda prestando atenção no homem , bem o máximo possível para alguém no estado que ele se encontra pode fazer.

De Repente, uma gota de água cai no meio do convés,seguida de mais outra, e outra, rapidamente a chuva cai, um trovão corta o céu, e o vento fica ainda mais rápido,ao ponto de uivar nos ouvidos dos tripulantes, Noah até foi arrastado um pouco pela força do vento


Geraldo olha para o oeste, e vê navegando com dificuldade, um navio

um navio pirata.

aquela coisa sorri, finalmente


Notas finais
Pessoal, faltam mais dois capitulos para terminar esse arco, depois disso só vou atualizar quando terminar o arco completamente