A "badalada" vida de Charly.

1 Capítulo 1: Rumo ao primeiro dia.


Notas iniciais
Primeiro dia de trabalho, e a charly já passou vergonha? O que será que acontece no Primeiro capítulo de "Rumo quadragésimo andar"?

A sombra do grande prédio refletia a quase dois quarteirões. Eram os seus tão falados quarenta e três andares de imensidão cinzenta que movia economicamente a cidade de Clarópolis, nos arredores da Metrópolis de Sã Paolo, nos Estados Unidos do Brasil.

Era o meu primeiro dia no estágio na grande firma Nucci & Diniz, e minha barriga já fazia aquela reviravolta toda, em que meu cérebro gritava por vomitar, porém meu corpo não o correspondia. Entrei na porta giratória e dei umas três voltas até conseguir sair daquilo, me recompus e me dirigi ate ao porteiro que estava em frente as catracas conversando com uma certa faxineira:

_ Bom dia Senhor!, eu disse com voz forte e alegre.

_ Bom dia! — disse ele me olhando de cima a baixo, e em seguida fazendo cara de meio esnobe, meio se acabando de rir por dentro.

_ Eu sou a estagiária do sócio júnior Henrique, a Charles Pereira de Sousa.

_ Ah sim! fez aquele homem de um metro e noventa, passando o cartão e me dando passagem. Quando eu passo, ele sem demora comenta com a amiga: _ Jurava que quando vi na lista, pensei ser um homem com esse nome.

Bom, eu já me acostumei com esse tipo de comentário, desde que minha mãe teve a brilhante ideia de colocar o nome da própria filha de “Charles”. Ela dizia que servia tanto para homem quanto para mulher, mas era óbvio que a primeira opção prevalecia, e além de tudo jurava não lembrar de onde ouviu esse nome, mas com certeza era de alguma comedia romântica americana de segunda categoria, gênero em que ela era viciada.

Entro no elevador sozinha, digito o número do andar e espero ansiosamente o trigésimo segundo andar. O elevador vai subindo aos poucos e a cada andar, meu coração vai aumentando as batidas gradativamente, quando, por caso fortuito ou força maior (ou porque alguém chamou o elevador) o mesmo para no décimo primeiro, e a visão me hipnotiza, com seus vários computadores de mini- maçãs comidas, com telas finíssimas, que me fazia sentir estar olhando para a própria sede do CSI Cyber. Isso tudo me cega, pois quando já estou a caminho do outro andar percebo não estar mais sozinha e sim acompanhada por uma figura que acelerou as minhas batidas, que por ora não tinha sido aos poucos, como na outra vez, mas já estava na velocidade 5 da dança do quase ataque cardíaco: Tratava se de olhos castanhos tão claríssimos quanto caramelo, uma pele que não poderia ser outra coisa senão casca de pêssego no lugar da epiderme, um cabelo loiro escuro tão bem penteado que só ficaria bem nessa figura, e um terno que sua composição total não daria nem o salário de doze meses.

Notas finais
Será que a charly se apaixonou por esse estranho de cara? Será que ela nem começou o dia e já tem um crush? Rumo ao segundo capítulo...