A Winter's Tale

11 Velhos Amigos


Notas iniciais
Perdão mais uma vez pela demora, eu tinha coisas urgentes esse mes inteiro, então estou publicando hoje mais um capitulo ^^, eu garanto que a Fic não acaba antes do capitulo 20 não se preocupem XD, e também não irei abandonar essa Fanfic

Se passaram semanas desde a coroação do novo Rei de Skyrim, o que eram só boatos no começo se tornou uma esperança, afinal, a guerra contra o Império e a Aldmeri Dominion já era um medo para os Nords desde a assinatura da Carta Branco-dourada (White-gold concordat).

Sarkhan ocupou-se suas primeiras semanas examinando Hold por Hold, deixou o Nerevarine encarregado de cuidar da preparação do exercito de Skyrim, treinando-os no modelo de Akavir, um exercito sem medo, sem remorso, preparados para ir pra batalha e fazer muito mais do que apenas balançar uma lamina e gritar.

Depois de um mês de reinado, Sarkhan está sentado no trono de pedra em Windhelm pensando nas estratégias de combate, relevando detalhes importantes, e curioso.

– O que houve grande rei? – diz Nerevarine entrando no palácio e se curvando.

– Já faz mais de um mês que você matou todos aqueles Thalmors em Helgen, e a Aldmeri ainda não contra-atacou – responde Sarkhan – eles não são o tipo que ignoram o que você fez.

– O que sugere então? – pergunta Selundar se aproximando o trono.

– Eu acredito que eles esperavam aquele ataque, que eles planejaram que combateríamos, e que aquilo foi apenas para testar nossa força e tempo de resposta – explica o Rei – mas então você, um total estranho nunca antes visto, aparece e retalha todos sem dificuldades.

– Está dizendo que eu afugentei a Aldmeri Dominion? – pergunta Nerevarine sorrindo de leve, demonstrando o orgulho pelo que fez.

– De certa forma, mas também revelou um poder desconhecido de Skyrim, se eles sabem de você agora, e só vão atacar com uma condição – diz Sarkhan encarando Selundar – vão atacar quando tiverem a segurança que a sua presença aqui não seja uma ameaça.

– E o que isso quer dizer? Como não serei uma ameaça? Eu sou leal a você Dragonborn, sempre lutarei por você, afinal, foi nosso acordo –explica Selundar voltando a ficar sério

– Não estou falando que não é leal, ou que não é ameaçador, acredito até que você seja mais forte do que eu – Explica Sarkhan se levantando do trono – mas quando eu disse aquilo, eu quis dizer que eles só vão atacar quando forem mais fortes do que nós dois juntos.

– Acha isso possível? – diz Nerevarine um pouco assustado

– Não é impossível – rebate Sarkhan rapidamente – agora que você foi revelado, precisamos de mais uma arma secreta, mais alguém do nosso lado, alguém.... do nosso nível. – Diz Sarkhan com uma expressão sombria no rosto.

– Do nosso nível? O que isso quer dizer? Os magos de Winterhold? Companions? – pergunta Selundar seguindo Sarkhan para a entrada do castelo.

– Não... – diz Sarkhan olhando para Selundar – preciso recrutar uns velhos amigos, está interessado em vir? – pergunta Sarkhan abrindo as portas do castelo e indo em direção aos estábulos.

Se passaram dez horas, e durante todo o percurso para o oeste Sarkhan não falou uma palavra, sempre com a mesma expressão séria e pensativa, como se estivesse prestes a fazer algo que se arrependeria depois.

Eles estavam numa estrada no qual Nerevarine já conhecia, cujo o final era Solitude, mas eles entraram em uma trilha de barro e seguiram para uma caverna.

– Fiquem aqui guardando a entrada, os Forsworns dominavam esse lugar no passado, eles ainda podem estar por aqui – Sarkhan ordena que os soldados fiquem de guarda, e entra na caverna com Nerevarine.

– Que lugar é esse? – pergunta Selundar seguindo o Sarkhan.

– A sete anos atrás eu “redescobri” este lugar, e então alguns ficaram para tomar conta – diz Sarkhan

– Ah, e esses alguns são nossos aliados? – pergunta Nerevarine ao se aproximar de uma entrada esquisita com símbolos Akaviris entalhados.

– Agora eles não terão escolha a ser – diz Sarkhan ao sorrir e entrar, sendo seguido por Selundar.

Eles entram no templo de Sky-heaven, o local aonde se encontrava a parede de Alduin, e o mais importante, aonde os Blades se estabelecem, liderados por Delphine e Esbern.

O templo havia mudado desde sete anos atrás, Sarkhan podia ver as luzes fortes, a mesa farta de comida, vinhos e bebidas, a fogueira crepitante, o Templo que antes parecia uma cripta cheia de teias de aranhas e assombrada, agora parecia uma evolução de Jorrvaskr, o lar dos Companions.

– Quem são vocês? – diz um soldado com armaduras orientais apontando uma katana para Sarkhan e Selundar.

– Baixe essa espada rapaz – diz Sarkhan – eu sou o motivo de você estar aqui

O soldado então chama os demais que cercaram Sarkhan e Selundar na entrada do Templo

– Aliados han? – diz Selundar encarando Sarkhan.

– Eu disse que não era bem assim, mas eu me sentiria ofendido se não fosse recebido assim – diz Sarkhan andando em direção a um dos Soldados até que a ponta da espada encostasse em seu peito .

– Parado ai, mais um passo e eu irei mata-lo! – diz o Soldado.

– Posso pelo menos dizer algumas palavras? – pergunta Sarkhan.

– Acho que não há problemas nisso, mas irão embora antes que nossa líder veja vocês! – diz o Soldado.

– FUS .. RO.... DAH! – diz Sarkhan jogando o Soldado longe.

A reação dos demais soldados foram atacar Sarkhan, mas quando suas laminas iam toca-lo, ele desapareceu, juntamente com o dunmer Selundar.

– Vocês sabem quem eu sou? – pergunta Sarkhan encostando a mão na parede de Alduin.

– Não.... não é possível... você é.... – diz um soldado gaguejando.

–Dragonborn! – diz Esbern chegando no Hall ao escutar o barulho do Thu’um – o que está fazendo aqui? Achei que tínhamos sido claros, não é bem vindo aqui enquanto for aliado do dragão Paarthurnax!

– É assim que você me recebe meu velho amigo? – pergunta Sarkhan se virando para Esbern.

– O que está acontecendo aqui? – diz Dalphine ao entrar correndo no Hall do templo.. e ver o Dragonborn junto a parede de Alduin- Você esta vivo!?

– Sim Delphine, estou vivo, e a sua fofoquinha com Ulfric Stormcloak não funcionou – diz Sarkhan se sentando.

– Fofoca com Ulfric Stormcloak? – pergunta Esbern confuso – Não nos envolvemos na politica de Skyrim, apenas combatemos os dragões!

– Ahn, então ele não sabe? – pergunta Sarkhan pegando um cálice de vinho e bebendo – Achei mesmo que só uma pessoa muito idiota faria aquilo, e o Esbern pode ser ingênuo, mas não é idiota para isso.

– Do que ele está falando Delphine? – diz Esbern olhando para a Breton.

– Sentem-se – diz Sarkhan estendendo as mãos para as cadeiras vazias – por favor, sejamos corteses e civilizados.

Delphine e Esbern sentam, assim como os demais soldados que estavam ali, o Nerevarine não demonstra interesse nenhum na conversa e fica apenas olhando a parede de Alduin com curiosidade.

– Então – diz Sarkhan quebrando o gelo – como uma organização de guerreiros sem laços com o governo e sem nenhuma espécie de aquisição de ouro consegue transformar um templo que mais parecia com uma tumba, em um templo que parece o hall de entrada do castelo de um Jarl?

– O rei Ulfric recompensou nossos esforços por caçar dragões, e pagou uma quantia generosa de ouro para os Blades, nos deu até total autonomia em Skyrim, em troca, nos somos parte do exercito dele agora – diz Esbern.

– Ah, você quer dizer o meu exercito, certo? – diz Sarkhan, dando mais um gole do vinho.

– Seu exercito? – pergunta Delphine olhando para Sarkhan com um olhar de repulsa.

–Sim, não contaram para vocês? – pergunta Sarkhan com um leve sorriso – eu sou o Rei de Skyrim agora, Ulfric está morto, eu o matei em um duelo pelo trono, sua lealdade agora.. é minha – conclui Sarkhan encarando os dois.

– Impossivel! – diz Esbern levantando da mesa – Você é o novo rei!?

– Exato, podem sair da sua caverna e ir perguntar para todos, Skyrim está sob meu comando – responde Sarkhan sorrindo.

– Jamais terá minha lealdade! – diz Delphine tirando a espada da bainha ao se levantar bruscamente da cadeira.

–Não – diz Sarkhan olhando para a Breton – Sua lealdade não me interessa nem um pouco, o que eu quero são os Blades trabalhando para mim.

– Os blades trabalham para MIM! – diz Delphine.

– Não, vocês juraram lealdade ao rei, e eu sou o rei, sua lealdade é minha – diz Sarkhan ainda sentado, não se sentindo nenhum pouco intimidado pela Delphine

Delphine então guarda a espada, se vira e se retira do Hall sem falar nada, ela sabia que Sarkhan tinha razão, se ele é de fato o rei, a lealdade dos blades é dele, e não há nada que ela possa fazer para quebrar o julgamento, eles só estariam livres se Sarkhan os liberasse.

– Não é só Paarthurnax sabia? – diz Sarkhan antes que a Delphine entrasse em outro comodo.

– Como é? – pergunta Esbern.

– Existem outros dragões ao meu dispor, que são meus aliados – Diz Sarkhan.

– SEU TRAIDOR! – diz Delphine sacando novamente sua espada e indo em direção do Sarkhan com a intensão de mata-lo, mas antes que ela conseguisse alcança-lo, centímetros antes da lamina curvada da katana de Delphine chegasse ao pescoço de Sarkhan, uma voz sussurra “pare” na mente de Delphine, e ela sente seu corpo travando.

– Você realmente está tentando atacar o rei de Skyrim na minha presença? – diz Selundar se virando para Delphine – eu não permitirei que você chegue perto do Rei, apenas chegou tão longe por que eu estava distraído vendo aquela bela obra de arte.

Delphine não entendeu o que estava acontecendo, ela não conseguia comandar o próprio corpo, ela sentia como se o corpo tivesse se tornado pedra, nenhum músculo respondia.

– E quem é você dunmer? – pergunta Esbern.

– Este é meu general, e seu superior, o nome dele é Selundar – diz Sarkhan.

O Dunmer olha para o Sarkhan curioso, afinal, foi a primeira vez que ele havia o apresentado sem usar o termo “ele é o Nerevarine”.

– Como eu disse, eu não me interesso pela sua lealdade Delphine – diz Sarkhan finalmente se levantando e largando o cálice com vinho – eu vim atrás dos blades, e não de você, descobri quem foi que deu com a língua nos dentes e me delatou para Ulfric foi apenas um bônus.

O Corpo de Delphine finalmente é libertado e ela cai no chão exausta, sentia como se tivesse corrido uma maratona.

– Eu sou os blades – responde Delphine.

– Não, você está destituída de seu cargo, e banida de Skyrim por tentativa de assassinato do Rei de Skyrim – diz Selundar – Agora vá embora antes que eu mude de ideia e te mate.

– Acha que vou receber ordens de você? De algum de vocês? – diz Delphine, só levaram meus blades por cima do meu cadáver! E ainda assim eu terei minha vingança em Sovngarde, e seremos eu e Ulfric contra você Dragonborn!

Selundar se aproxima de Delphine e se ajoelha próximo a ela.

– Sabe como o Ulfric morreu? – pergunta Selundar sussurrando para Delphine – Sarkhan usou um Thu’um que arrancou a alma do Ulfric e a aprisionou em uma gema negra das almas, e depois Sarkhan a quebrou.

Ao ouvir tais palavras Delphine sentiu um calafrio pela coluna, e começou a suar frio.

– Então, sabe, Ulfric não está em Sovngarde, ele foi para um lugar muito, mas muito pior, e se matarmos você aqui, depois de você ter feito tudo o que fez, eu não duvido que sua alma irá para junto da dele, em Oblivion – Conclui Selundar, se levantando logo em seguida.

– E de qualquer jeito, você não tem sangue Nord para entrar em Sovngarde, não se iluda achando que iremos para o mesmo lugar — diz o Dovahkiin provocando a Blade — Então o que vai ser Delphine, você vai para outro país, ou vai para oblivion? O que será? – pergunta Sarkhan

Delphine permaneceu em silencio, se levantando e indo para fora do Templo, os demais blades não conseguiam mover um musculo, de medo, após presenciar o poder do Dunmer. Esbern havia escutado o que Selundar havia contado para Delphine a respeito da alma de Ulfric, e também ficou sem reação.

– Não posso servi-lo sem quebrar meu juramento Dragonborn – diz Esbern abaixando a cabeça.

– Está liberado do seu juramento como Blade – diz Sarkhan – agora você pode ir embora como Delphine, mas a você eu dou a opção de voltar a fazer parte dos blades, sobre a luz de um novo juramento.

– Um novo juramento? – pergunta Esbern curioso

– Um juramento aonde sua lealdade a mim estará superior a qualquer objetivo da organização, assim, você manterá seu orgulho, sua honra, ao mesmo tempo que nós lutemos juntos, todos nós.

– Eu.. não sei... — reluta o velho e sábio nord — abandonar os ensinamentos dos blades assim... mas... se até mesmo os Greybeards mudaram por sua causa, sacrificando sua tradição por você, eu também posso fazer, eu aceito sua proposta Dragonborn – conclui Esbern.

– Me chame de Sarkhan, vocês terão todo o patrocínio para continuar tendo os luxos que tem enquanto eu for rei, mas não matarão mais nenhum dragão sem a minha permissão, além disso, lutarão por mim.

Sarkhan havia conseguido, havia dobrado os Blades ao seu favor, agora Skyrim tinha mais soldados de verdade para ajudar na guerra iminente. O Dragonborn ressaltou que os soldados Blades deverão ir para Windhelm no final da semana para receber treinamento de guerra, afinal, não eram dragões que eles iriam enfrentar, e sim um exercito, o maior exercito que Tamriel já havia visto nas ultimas décadas.

Sarkhan sai do templo vitorioso, mas ainda não estava com uma expressão facial de satisfeito, afinal, nenhum deles era “do nível dele” conforme ele havia dito para o Nerevarine.

– Missão concluída Senhor, podemos voltar para Windhelm? –pergunta Selundar enquanto os dois estavam sentados atraz na carruagem real.

– Ainda não, falta uma pessoa — diz Sarkhan com um olhar sombrio.

– Ah, aquela pessoa do “nosso nível” que você disse que precisamos? Aonde encontraremos alguém assim? Aonde essa pessoa mora? – pergunta o Nerevarine intrigado.

– Ele está morto já faz alguns anos, eu o trarei de volta – responde Sarkhan.

– Você tem poder pra isso? Ou é só capaz de traze-lo por ele ser do “nosso nível”? – pergunta Selundar assustado.

– “Do nosso nível” eu falei só pra destacar alguém forte, não, ele é mais forte que nós dois juntos – conclui Sarkhan mudando o curso da carruagem e dos soldados para o Nordesde de Skyrim.

Notas finais
O poder que Selundar usou para paralizar Delphine é a magia "Command Humanoid" presente no jogo Elder Scrolls III: Morrowind, eu decidi que para fazer o Nerevarine Unico e super poderoso, ele terá poderes de Morrowind, alem dos que ele aprender com Sarkhan, ao contrario do Dragonborn que será limitado a Skyrim.