A Winter's Tale

15 Dama das Neves


Eran, Liabel e Ulrich durante a estrada para a cidade portuária de Anvil estabelecem que devem se disfarçar, os Thalmor tem olhos e ouvidos em todos os lugares possíveis e inimagináveis, então eles estabelecem que estão indo para Skyrim em formato de algum tipo de atração circense.

Ao chegar na entrada da cidade de Anvil eles ficam entusiasmados, cidade simples, casas de madeira e pedra, telhas de barro, linda e totalmente organizada, cavalos puxando carroças, pessoas simples, aldeões, camponeses, fazendeiros, aparentemente as brigas politicas de Tamriel jamais atinge o povo comum, eles são bem tratados ao chegar na cidade, um dos soldados em guarda os recebe.

– Bem vindos ao porto de Anvil cavalheiros, se estiverem cansados da viagem, existe uma estalagem linda que adoraria recebe-los, ela se chama Novilho Esquartejado, mas não se sintam intimidados pelo nome, — conclui o Guarda

– Muito obrigada, diz Liabel, iremos dar uma olhada! – diz a jovem ao sorrir para o guarda e passar pela entrada sentada na parte de traz da carroça.

Por algumas horas o grupo se esquece de seu objetivo, deslumbrados pela visão do mar e de vários barcos de pescas, fragatas, e até mesmo grandes galeões atracados nos portos, desembarcando e embarcando mercadorias diversas.

Eran finalmente experimenta camarão, enquanto Ulrich fica fascinado com a bela guarda que estava supervisando as mercadorias desembarcadas. Durante duas horas o grupo se sente leve e feliz, se esquece totalmente dos Thalmors, e Ulrich até mesmo diz que se um dia se aposentar, é ali que gostaria de viver, assim como seu ancestral viveu durante um período da sua vida, ancestral que hoje em dia é conhecido como o Herói de Kvatch.

Entretanto essa alegria e felicidade são logo interrompidas quando o povo todo corre para dentro de suas casas e estabelecimentos, ao olharem em direção à estrada principal de Anvil eles avistam a bandeira da Aldmeri Dominion sendo carregada, eles reconhecem a carruagem nobre dos Thalmor que acabara de chegar na cidade.

Cerca de doze Elfos com túnicas da Aldmeri Dominion estão rodeando a carruagem, que é puxada por garanhões brancos e guiada por uma elfa encapuzada, ao pararem, um elfo sai de dentro da carruagem, sua túnica é totalmente diferente da túnica dos demais, apesar de manter o design Thalmor, é totalmente ornamentada com ouro e rubis, eles reconhecem o elfo como sendo Volkan, o líder Thalmor responsável pela cidade imperial.

Os elfos mal haviam chegado e já começaram a mandar e desmandar nas embarcações, inicialmente, Volkan determina que nenhuma embarcação esta permitida para sair dos portos, e a única embarcação que iria para Skyrim foi paralisada e dominada pelos Elfos, segundo os Thalmors, o destino daquele galeão agora é a ilha de Summerset, e então começa a convocar aldeões para ir como membros da tripulação, Eran, Liabel e Ulrich foram convocados para trabalhar na embarcação, por sorte deles, Volkan não os convocou pessoalmente, e sim a elfa encapuzada, pois Volkan os reconheceria facilmente.

Caixotes deslocados, embarcados e outros jogados na agua, Volkan decretou que qualquer embarcação não autorizada pelos Thalmors não poderia sair de Anvil, ele estava com o pressentimento de que alguém do alto escalão de Cyrodiil estaria tentando atrapalhar os Thalmors, já que recentemente os Thalmors estava ainda mais autoritários e ditatoriais do que jamais foram.

– Vocês ouviram isso? Esses malditos Elfos cancelaram minha viagem para Valenwood! – diz um pescador sentado no bar da estalagem – desgraçados! Eu preciso de ir para Valenwood!

– Você acha isso ruim? Meu irmão foi preso junto com toda a tripulação da Dama das Neves, só por que iam para Skyrim – diz um Nord gordo e careca, zangado e bêbado – e ainda pegaram o maldito barco para ir para Summerset!

Escutando as conversas na cidade, Eran e Liabel, que estavam sentados em uma mesa próxima começam a sussurrar.

– Ouviu isso? Como iremos para Skyrim agora? – diz Liabel desesperada tentando manter a voz baixa

– Não há como, o Imperador nos mandou numa missão impossível! – diz Eran bebendo sua caneca de cerveja.

– Onde esta Ulrich? – pergunta Liabel olhando para os lados.

– Se ele for esperto o suficiente ele já saiu correndo daqui – responde Eran, mas antes que pudesse beber mais um gole de sua cerveja é interrompido por Ulrich.

– Acha que eu sou covarde é sacerdote? – diz Ulrich sentando do lado da dupla de sacerdotes de Moth. – eu estive conversando com aquela linda guarda do porto, e atrás de algum jeito de conseguir viajar para Skyrim.

– Não há jeito de ir para Skyrm – diz Liabel – as estradas estão bloqueadas por tropas Thalmor e Imperiais ao comando da Aldmeri, e agora o único porto disponível não está mais disponível – conclui com medo de ser descoberta.

Após o por do sol, a chamada para a nova tripulação da Dama das Neves é convocada no porto, e os guardas Thalmor entram em todas as estalagens buscando os convocados, os pegam a força e os levam para a entrada do galeão.

Depois de duas horas e alguns contratempos, como convocados se recusando a embarcar e moradores reclamando de mais, os Thalmors conseguem içar as velas da embarcação com apenas 25 prisões e 3 execuções em praça publica por desacato.

Apesar de toda a cautela de Volkan, os elfos autoritários permitiram que sua tripulação embarcasse com seus pertences, e por causa de tanto tempo perdido tentando manter a ordem na cidade, eles não olharam todas as caixas que foram embarcadas no galeão.

Os Thalmors eram tão autoritários no mar quanto eram em terra, todos os tripulantes teriam apenas 5 horas de sono, 3 refeições pobres durante o dia, e se fossem pegos procrastinando seriam presos, e caso a prisão interna estivesse lotada, seriam jogados ao mar.

Eran estava responsável pelo turno da noite, e estava quase pegando no sono quando enxergou a silhueta do que parecia ser uma fragata indo para o norte, ao que parecia estar a meio quilometro.

– Acordem, acordem! – diz Eran sacudindo seus companheiros – venham comigo, e não façam barulho!

Após desviarem dos poucos Thalmors de guarda, o grupo desce no convés inferior, entretanto são surpreendidos por uma pessoa encapuzada que fecha a porta da sala aonde os pertences estavam alojados depois que o grupo entra.

– O que vocês pensam que estão fazendo aqui? – diz a pessoa encapuzada com uma voz feminina.

– Desculpe mestre Thalmor, só queríamos ver .. – diz Ulrich com medo, achando que a mulher encapuzada era a elfa que guiava a carruagem de Volkan nas ruas de Anvil, mas é imediatamente interrompido.

– Thalmor? – diz a mulher tirando o seu capuz e se revelando a guarda que cuidava do porto antes dos Elfos chegarem – não venham me chamar de Thalmor! – conclui com muito raiva em seus olhos.

– Pensávamos que era a Elfa de antes, perdão – diz Liabel – o que está fazendo aqui sozinha?

– Vocês querem ir para Skyrim não querem? – diz a guarda

– Como você... – diz Elian sem conseguir terminar sua frase

– Eu contei a ela – diz Ulrich – quando estávamos conversando na rua da cidade.

Depois de poucos minutos de conversa, a nobre guarda se apresenta como Sibby Barearth, uma Nord filha de um Thane de Solitude, e os guia para uma sala no convés inferior aonde aparentemente um grupo de pessoas estava se reunindo, mas com a chegada do grupo guiado por Sibby, as portas da sala são fechadas e então finalmente começam a falar.

– Estamos aqui por que precisamos ir para Skyrim – diz um senhor respeitável usando vestes chiques.

– E como faríamos isso? Não temos armas para lutar contra os Elfos, e mesmo se tivéssemos – diz o Nord gordo e careca que estava bebendo na estalagem mais cedo – eles tem magia! Não podemos lutar contra a magia dos elfos.

– Não há como tomar a embarcação – diz uma das mulheres presentes – vamos apenas para Summerset e de la voltamos, simples.

– Não, eu ouvi conversas, assim que pisarmos em Summerset seremos presos e levados para interrogatório, por algum motivo os Thalmors estão mais radicais do que de costume – diz o senhor respeitável que começara a reunião.

– Eu vi um barco la fora! – diz Eran se intrometendo – podemos fugir daqui e embarcar la!

– E como todos nós levaríamos nossos pertences para la? – diz o Nord gordo.

– Um barco? – diz Ulrich – por que não nos disse mais cedo?!

– Eu tentei, ia leva-los até la mas aquela Nord me interrompeu! – Conclui Eran apontando para Sibby, que aparentou muito incomodada quando Eran comentou a respeito da fragata nas proximidades.

– Já que falaram sobre isso, eu ordenei que aquela fragata ficasse la, foi uma das poucas navegações que não havia atracado, então mandei um corvo com a ordem, eles aceitaram.

– E por que não nos disse antes? – diz o nobre homem que logo é interrompido.

– Por que ela não quer nos ajudar! – diz o Nord gordo – ela quer nos deixar para traz! Maldita puta de Skyrim.

Assim que tais palavras foram pronunciadas, Sibby imediatamente puxa seu punhal, prende o Nord gordo e careca por traz e pressiona a lamina contra seu pescoço.

– Cuidado com o que fala – diz Sibby bem séria – podemos ser conterrâneos mas eu não hesitaria em arrancar sua cabeça!

– Senhores Senhores.... – diz Liabel – e Senhoras, claro, precisamos agir em conjunto para irmos até a Fragata, assim que estivermos lá estaremos salvos!

O Grupo então prepara um plano, enquanto Liabel, Eran e Sibby estariam carregando dois botes com os pertences, os demais, incluindo Ulrich, deveriam criar algum tipo de distração, afinal eles precisariam de aproximadamente 40 minutos livres para poder transitar pelo convés com as caixas e sacolas.

Ulrich então disse que o mais adequado seria simular um motim, afinal, os Elfos não levariam uma doença ou uma briga interna entre os tripulantes a sério, os Thalmors não ligariam a mínima de ver alguns morrendo, muito pelo contrario... teriam prazer ao assistir.

O nobre Ulrich comanda os demais encarregados, ele disponibiliza armas improvisadas, qualquer coisa afiada ou perfurante o suficiente seria útil, e o Sinal para todos correrem para os botes seria incendiar as velas, sem velas, o galeão não poderia perseguir a fragata.

Ulrich então começa a se esgueirar pelos cantos sombrios, e ao utilizar o punhal que Sibby dera a ele, conseguiu degolar dois Thalmors que estavam observando os botes, era o sinal para começarem a carrega-los.

Um terceiro Thalmor então tocou o Alarme ao ver os cadáveres e o motim havia começado, durante alguns minutos apenas barulhos de laminas se encontrando eram escutados, os Thalmors não usaram magias com medo de que avariassem o galeão, e com isso impossibilitaria a navegação, resultando em um possível naufrago.

Os 40 minutos haviam passado, cerca de 2/3 dos tripulantes do motim já haviam morrido para laminas, flechas e as poucas magias que os Thalmors usaram durante o combate, Ulrich então usou suas chamas da mão esquerda para incendiar a vela principal, e saiu correndo em direção aos botes.

Sibby, Liabel e Eran estavam terminando de embarcar quando apenas 3 pessoas chegaram.

– Andem logo, todos os outros morreram vamos logo com isso! – diz uma mulher que veio correndo e pulou no bote

– Aonde está o seu amigo? – diz Sibby

– Ele está vindo, tenho certeza ! – responde Liabel

– Eu vou procura-lo – diz Eran em voz alta e correndo em direção ao convés principal.

Volkan não havia saído de seus aposentos em nenhum momento, algo estranho que ninguém nem sequer notou, já que estavam tão focados em seus objetivos e tarefas, no tempo e em sobreviver ao motim impossível.

– Ulrich! – grita Eran ao vê-lo correr em sua direção – Você esta vivo! Que ótimo! Bom trabalho, agora vamos, estão quase partindo – conclui Eran eufórico.

– Vamos sim! – responde Ulrich correndo em direção aos botes com seu amigo – nunca fiquei tão feliz em te ver! – conclui com uma gargalhada.

Os Botes já estavam na agua, Ulrich simplesmente pulou do galeão e foi em direção ao mais próximo a nado, entretanto Eran nunca havia nadado, nunca havia visto o mar, nunca sequer comera camarão antes, ele ficou relutante se pulava ou não pulava, até que Ulrich parou de nadar a uns 2 metros do bote se virou e berrou..

– VAMOS ERAN, NÃO ME FAÇA IR AI TE BUSCAR!

Eran então fecha seus olhos e pula na agua, entretanto, um segundo após ele atingir a agua, um arpão de aço, de aproximadamente 1 metro de comprimento, é lançado no mesmo lugar.

Segundos depois de Eran pular, Ulrich ainda não havia subido no bote, com receito de que teria que voltar para ajudar o amigo a nadar, mas então ele ve o que parece ser Eran boiando com o arpão atravessado em seu estomago, o nobre sacerdote de moth havia morrido momentos após finalmente sentir a agua do mar pela primeira e ultima vez.

Ulrich com lagrima nos olhos sobe no bote mas fica olhando para traz durante todo o percurso, lembrando de Eran enquanto via as chamas consumindo a vela da Dama das Neves.

Enquanto isso, no grande galeão Volkan finalmente sai de sua sala, extremamente calmo e tranquilo, como se tudo estivesse sob controle, ele apenas anda em direção da lateral do galeão e encara os botes sendo levados para o horizonte sombrio, até o que parecia ser uma fragata.

– Senhor o que devemos fazer? Eles estão fora do alcance dos nossos arcos e de nossas magias, devemos pegar um bote e ir atrás deles? – diz um thalmor desesperado todo suado e sujo de sangue por causa da batalha.

–Não se preocupe com isso, não há como alcança-los – diz Volkan

– Mas senhor, eles são desertores e rebeldes, o senhor sempre os pune, por que agora está deixando que escapem? – pergunta novamente o elfo cansado e ofegante.

– Quem é que disse que eles vão escapar? – conclui Volkan olhando para a sombra da fragata próxima ao horizonte, e sorrindo sadicamente – Você tem que saber algo sobre mim, o motivo de eu ter me tornado responsável por Cyrodiil é por que eu nunca deixo pontas soltas, ninguém nunca escapa quando eu decido que deve morrer. – conclui Volkan.

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EXTRA: Uma imagem do Rei-Mago Sarkhan Dragonfyre, conjurando a magia Firestorm: