Nas ultimas 24 horas, Ulfric havia sido derrotado, os Jarls decidiram o futuro rei de Skyrim e o grupo de J’zargo havia sido emboscado por um esquadrão Thalmor que havia conquistado Helgen algumas horas antes de sua chegada, entretanto, em Eastmarch, uma embarcação muito curiosa havia atracado nos portos de Windhelm, uma embarcação totalmente diferente de qualquer navio fabricado em Tamriel, pelo design e as inscrições, a embarcação havia recém chegado das terras de Akavir.

Um pelotão de guerreiros com armaduras negras, mas com o design diferente das armaduras daedricas e de ébano, e capuzes invadiram Windhelm e renderam todos os Stormcloaks, o exercito recém chegado se auto-intitulou a Guarda Divina, e junto com eles, havia desembarcado um sujeito, ninguém havia visto o seu rosto, ele sequer entrou em Windhelm, pelo jeito que ele saiu do navio, escoltado, os presentes o rotularam como o líder da Guarda, ele usava um robe totalmente diferente, negro com vermelho sangue, ombreiras de ébano, mas diferente das armaduras de Skyrim, não sequer mostrou o rosto, mas rumores diziam que um brilho vermelho intenso emanava de seus olhos, através da sombra que seu capuz projetava em seu rosto, impedindo que todos pudessem identifica-lo, apenas viam dois brilhos vermelhos.

Enquanto Sarkhan, o Dovahkiin, estava ocupado enfrentando Ulfric, aparentemente, a Guarda Divina o ajudou ao invadir Windhelm e render todos os guardas, os habitantes não foram feridos, muito menos tocados.

Uma testemunha presenciou um dos guardas com uma insígnia por cima da armadura, aparentemente o segundo em comando, sussurrar alguma coisa no ouvido do “líder”, e logo após o mesmo providenciou um cavalo, comprou o cavalo dos estábulos de Windhelm, e partiu em direção ao oeste em alta velocidade, entretanto o vento não derrubou o capuz de seu rosto, e nem sequer revelou um detalhe sobre sua face.

Os dez guardas que não haviam entrado em Windhelm, rumaram norte, em direção a Winterhold.

A invasão de Windhelm começou cerca de uma hora depois da partida de Ulfric Stormcloak, logo, os soldados já haviam chegado em Winterhold a horas, e o mais curioso, o misterioso encapuzado já havia chegado em seu destino.

Sarkhan e Ralof chegaram em Riverwood, e foram surpreendidos pelos sussurros em cada canto da cidade, alguns estranhos outros assustadores, Sarkhan não entendeu o que estava havendo, Riverwood sempre foi uma cidade pacata e com poucos acontecimentos, nem mesmos os dragões invadiam na época do retorno de Alduin.

– O que está acontecendo? – Diz Ralof ao encontrar sua irman Gerdur na rua principal de Riverwood.

– Muitas coisas tem acontecido por aqui ultimamente meu irmão – diz Gerdur

– Como o que? – pergunta Sarkhan

– Nas ultimas semanas muitos soldados Stormcloaks tem passado por aqui, e vão em direção ao oeste, subindo a colina – explica Gerdur – desde então muitas carroças contendo elfos são trazidas para cá vindas do leste.

– Elfos? Carroças? Devem ser prisioneiros... e se estão subindo a montanhar... – antes de Ralof terminar de falar é interrompido por Sarkhan.

– Helgen... – diz Sarkhan.

– Sim, na ultima semana eram varias carroças, vinham cheias e voltavam vazias, uma atrás da outra, mas hoje, por algum motivo, só uma carroça passou por aqui.. e ainda não voltou.

– Só uma? Estranho.. será que alguma coisa aconteceu em Helgen? – pergunta Ralof

– Estranho foi um Khajiit junto com um Altmer e um Dunmer que passaram por aqui, não vi nenhuma outra carroça com um Khajiit – diz Gerdur.

Sarkhan havia se tocado que o Khajiit em questão era J’zargo, e percebeu o plano de seu grupo, mas, Altmer? Dunmer? Só um de cada? Com certeza haviam altmers e dunmers no esquadrão de J’zargo, mas por que ele traria só um de cada? Foi ai que a resposta acertou o Dragonborn.

– Com licença Gerdur – diz Sarkhan interrompendo-a – por acaso, a pessoa que conduzia a carroça era uma mulher Nord?

– Se era Nord, eu acredito que sim, apesar de usar elmo e eu não poder identificar, apenas os Nords trabalham para os Stormcloaks, mas sim, era mulher sim – responde Gerdur.

Sarkhan então começa a juntar os pontos, e começa a pensar que aquele calafrio subindo-lhe a espinha tinha de fato algum significado, o que teria acontecido em Helgen? Preocupações saturavam a mente do Dovahkiin, que se retirou da conversa indo em direção a entrada oeste de Riverwood, em direção a colina, a subida de Helgen, mas antes que saísse Gerdur disse mais uma coisa

– Mais um passou por aqui, um homem de roupas escuras, capuz, armaduras negras, nunca vi esse tipo de armadura antes — diz Gerdur

– E como era seu rosto? – pergunta Ralof

– Eu não vi, ele usava um capuz, e era noite, a única coisa que eu consegui ver eram seus olhos vermelhos e brilhantes, não eram olhos normais de uma pessoa normal, eles brilhavam! Como luzes! – diz Gerdur – ele veio do leste e foi em direção a Helgen!

Sarkhan começa a pensar quem seria esse cara? Mais uma ameaça? Nunca havia conhecido ninguém com tais características, mas não tinha tempo a perder, acelerou o passo e começou sua caminhada para Helgen.

Enquanto Sarkhan havia saído de Riverwood, Lokh e J’zargo estavam amordaçados e foram presos cada um em uma gaiola diferente, Lokh ficou preso próximo de outra gaiola, no chão, enquanto J’zargo ficou preso em uma minúscula gaiola suspendida presa por uma corrente ao teto.

Keleth estava tentando se enturmar, fingindo que era um Thalmor.

– Então vocês ouviram os boatos? Dizem que aqui durante anoite é atacado por um fantasma! – diz um soldado Thalmor

– Fantasmas não existem! – diz outro – deve ser alguém tentando invadir, ou roubar alguma coisa.

– De fato, mas alguns Soldados andaram desaparecendo por ai na noite passada, eu estou um pouco assustado.

– Fantasma? – pergunta Keleth – pode ser alguém usando magia de ilusão para assustar alguns

– Com certeza!

De fato já era o final da tarde quando Frigga havia morrido, o sol já estava poente e a luz das estrelas já preenchiam o céu de Skyrim, iluminando uma linda aurora boreal.

A conversa na câmara onde se mantinham os prisioneiros não foi longa, os Thalmors estavam exaustos e logo foram dormir em outro ressinto, nesse momento Keleth aproveitou para esgueirar-se para o local dos prisioneiros, e falar com Lokh e J’zargo.

– Psss... – Keleth faz um som, mas ambos os seus amigos estavam com rostos melancólicos, ainda pensando na morte de Frigga.

– Não acredito que deixamos ela morrer – diz Lokh

– J’zargo se sente culpado, é culpa de J’zargo vocês estarem aqui, não tenho coragem de olhar o Arquimago nos olhos depois de hoje – diz o Khajiit

– Eu também estou triste, mas não viemos aqui para isso, essa gente não vai mante prisioneiros, demos sorte que chegamos tarde, amanha vão torturar vocês até recolherem as informações que acharem uteis e depois vão se livrar de vocês! Temos que fazer algo.

O grupo ficou cochichando durante alguns minutos sobre um plano para escapar de Helgen, pois o que Keleth havia dito tinha um pouco de verdade, afinal, os três haviam percebidos que a maioria das jaulas e gaiolas estavam vazias, o que significava que eles não mantinham prisioneiros.

Keleth estava a ponto de concluir o seu plano quando foi interrompido.

– Então o comandante Teldrhan tinha razão, você era suspeito – diz Vallar, uma maga Thalmor – ele me mandou ficar de olho em você, e eu fiquei, você realmente se entregou

– Keleth corra! – diz Lokh – antes que ela soe o alarme!

– Ja é tarde altmer traidor – diz Vallar – vocês três irão morrer aqui e agora, e irão para junto com a sua amiguinha Nord!

– CHEGA! – diz Keleth invocando um atronach de raios e uma de suas espadas magicas e correndo para cima da Altmer em seguida.

Vallar então dispara uma magia que nada mais era do que um barulho alto, que ecoou pelos salões de Helgen acordando todos ali presentes, mas ao fazer isso não teve tempo de revidar, teve seu braço, o braço que foi usado para a magia, arrancado pela lamina magica da espada de Keleth.

Sem seu braço esquerdo a Thalmor cai no chão de joelhos, pálida, com dor, e sangrando.

– Nada vai mudar traidor, vocês morrem aqui – diz Vallar

– E você também – Keleth invoca sua segunda espada, cruza as laminas das duas espadas próximas do pescoço da Thalmor, e então corta sua cabeça com apenas um movimento.

Após aniquilar sua oponente, Keleth vasculha suas vestes e encontra as chaves, havia um enorme anel de cobre onde varias chaves haviam sido penduradas, entretanto teve problemas para encontrar qual chave abria a gaiola de J’zargo.

Passou alguns segundos e ele conseguiu libertar J’zargo, entretanto, antes que pudesse se locomover até Lokh, leva uma flechada no ombro direito, a flecha magica desaparece após causar estrago no ombro de Keleth, que então joga as chaves para J’zargo.

– Tire-o daqui, eu cuidarei deles – diz Keleth

– São três Keleth, não vai conseguir sozinho – diz Lokh

– Eu sou o único aqui que está equipado para uma batalha, nossas coisas estão numa moita ao lado direito da saída da torre, corram e peguem! – diz Keleth – e depois voltem pra me ajudar.

– Chega! – Lokh joga Keleth para traz logo após de sair de sua gaiola, libertado por J’zargo – sem seu braço direito você é inútil, deixa comigo – ao Concluir suas palavras Lokh ateia fogo no túnel onde os Thalmors se aproximava, um havia morrido ali, outro havia invocado Ironflesh, e a terceira portava o arco magico que havia disparado no ombro de Keleth

J’zargo e Keleth correram para fora da torre, mas Lokh ficou para enfrentar os Thalmors, juntou suas mãos e então canalizou sua magica criando uma Lança de Gelo condensada e ao ver o Thalmor puxando a corda de seu arco magico para disparar uma flecha, Lokh então libera sua magia em direção ao mesmo, que ao atingi-lo, o atravessa ao meio com um cristal de gelo de cinquenta centímetros de comprimento.

Já o terceiro Thalmor, e o único vivo, acerta Lokh no peito com um raio, mas é surpreendido pelo Atronach de Keleth que ainda estava ali, e drenou o resto da manda no Thalmor com a aura de raios.

Keleth então viu a oportunidade e usou sua magia mais forte no seu oponente, usou apenas a mão direita, pois atualmente não teria condições de uma invocação dupla da magia, e disparou a magia Incinerar em seu oponente, que queimou em brasas ardentes até então cair no chão morto e totalmente deformado pelas chamas.

A vitória era do Dunmer, que pegou o que podia, poções, comida, até mesmo vestes, e rumou para fora da torre para encontrar-se com Keleth e J’zargo, mas ao sair da torre foi terrivelmente surpreendido.

Ambos os seus aliados haviam sido rendidos por Teldrhan, que liderava todos os Thalmors e cercou a única saída da masmorra abaixo de Helgen, a torre pela qual o grupo entrou, e tentou sair.

– Renda-se e farei a morte sua e de seus aliados sem dor – dis Teldrhan.

– O que adianta ser sem dor se ainda vamos morrer? – diz Lokh

– O que adianta? – Pergunta Teldrhan – Boa pergunta – e então atravessou sua lamina élfica no braço de Keleth, que por sua vez deu berros de dor ao sentir a larga lamina élfica cortando a carne de seu braço direito.

– PARE! – berra Lokh – Tudo bem tudo bem, eu me rendo, não o torture mais!

– Muito bom – concluiu Teldrhan.

O comandante Thalmor ordenou que os três fossem amarrados e botados ajoelhados próximo ao bloco de decapitação de Helgen, o mesmo bloco que Sarkhan escapou.

– Dessa vez não terão a oportunidade de escapar, morrerão aqui e agora ! – diz Teldrhan – ninguém escapa dos Thalmor – concluiu colocando Lokh no bloco e ordenou que um dos soldados o executasse imediatamente.

Haviam alguns Thalmor Justiciars ali, os soldados Thalmors, que haviam sido treinados para o uso de arma, além da magia é claro, eles costumavam usar armaduras de vidro (glass armor) e eram os Thalmors com o melhor desenvolvimento físico para utilizar um machado de duas mãos, então um deles se propôs a executar o dunmer.

Não houve cerimonia, não houve reza para os nove divinos, ou oito segundo os Thalmor, o Justiciar segurou seu machado de duas mãos para arrancar a cabeça de Lokh, e quando o ergueu sob a cabeça, teve uma terrível surpresa, o metal da lamina do machado se derreteu completamente, a ponto de virar liquido, e foi derramado encima da cabeça do Thalmor, que por sua vez caiu morto ao lado de Lokh.

– O que está acontecendo? – pergunta um Justiciar – QUEM FEZ ISSO?! – logo depois de berrar, sua pele fica branca, e seus olhos perdem as pupilas no momento em que e é atravessado por uma lamina negra que absorve sua alma.

Um ser encapuzado de olhos vermelhos brilhantes então aparece atrás do Justiciar morto, que cai no chão segundos depois.

– Quem você pensa que é seu ladrão?! – diz Teldrhan – Você também irá para o bloco! PEGUEM ELE! — ordena o comandante

– Eu ladrão? – fala o homem encapuzado misterioso com uma voz sombria e assustadora – Isso não é jeito de se falar com um matador de deuses.

– Matador .. de Deuses?! .. – diz Lokh.

– Isso, mas podem me chamar de.. Nerevarine! – conclui o homem misterioso revelando-se

Notas finais
Nerevarine é a origem do protagonista de The Elder Scrolls III: Morrowind, que não morreu, apenas desapareceu, foi concedida a ele a imortalidade, Neloth da DLC Dragonborn revela que o Nerevarine é na realidade um homem, e o pouco que se sabe é que ele havia ido para Akavir, e nunca mais havia sido visto