A Winter's Tale
9 O Acordo
Notas iniciais
Sarkhan finalmente chegou a Helgen, desesperado e imaginado que o pior houvesse acontecido, o Dovahkiin não poupa esforços ou energia, subiu a ladeira entre Riverwood e Helgen correndo com todas suas forças, e ao chegar em Helgen é surpreendido.
Todos os Thalmors mortos ao chão, os justiciars decapitados, J’zargo Keleth e Lokh livres, ao lado de um estranho sombrio, a única incógnita era Frigga que não se encontrava junto ao grupo
– O que aconteceu aqui? Vocês estão bem? – pergunta Sarkhan desesperado
– Sim, nós estamos Arquimago – responde J’zargo – Sinto muito, eu realmente sinto muito
– O que houve? – pergunta Sarkhan – Onde está Frigga?
O grupo fica melancólico com a pergunta, todos olham para baixo deprimidos, em seguida Keleth aponta para a lateral da torre, aonde a cabeça de Frigga estava cravada em uma estaca de madeira de aproximadamente três metros.
Sarkhan fica sem palavras, ele se aproxima lentamente da estaca, olhando, com lagrimas escorrendo seus olhos.
– Não... Não.... – diz Sarkhan baixinho... enquanto andava em direção a cabeça de Frigga.
Sarkhan lembrava quando Frigga era apenas uma garotinha Skaal, quando estava desbravando Solstheim a primeira vez, uma garotinha da tribo Skaal havia perguntado se um dia quando crescesse, poderia se juntar a ele em suas aventuras, que seu sonho era conhecer Skyrim, a terra natal de sua linhagem, mas que nunca havia visto.
Sarkhan cai de joelhos perante a estaca que perfurava a cabeça de Frigga e esmurra o chão com todas as forças, quebrando os ossos de sua mão direita, em seguida levanta a cabeça e solta um urro
– YOL! – Sarkhan solta uma baforada de fogo em direção aos céus, o Thu’um que sempre foi apenas uma bola de fogo que solta da boca do dragonborn, se torna uma onda de chamas continuas que fica durante 30 segundos enquanto Sarkhan continua berrando, a intensidade das chamas é além de qualquer outra, ninguém nunca havia visto tal poder emanando do Dovahkiin.
– Mestre... – diz Lokh se aproximando – nos perdoe, é tudo nossa culpa
– SILENCIO – diz Sarkhan se levantando e usando sua maestria com telecinésia para erguer Lokh no ar – Vocês, Vocês mataram ela –diz Sarkhan erguendo Lokh cada vez mais alto e esmagando Lokh com seu poder.
– Mestre.. por favor – diz Lokh sentindo seus ossos estalarem, chegando ao seu limite, prontos para serem quebrados facilmente.
Sarkhan estava prestes a matar Lokh por causa de sua fúria quando der repente seu braço e completamente congelado por uma magia de altíssimo nível
– Quem ousa me atacar? – diz Sarkhan tomado pelo ódio.
– Eu não os salvei para que você os mate, não vim aqui para iniciar uma luta com você, mas não vou deixar que mais ninguém morra hoje – diz o Nerevarine
– Não sei quem você é, mas você não sabe com quem está se metendo Dunmer – diz Sarkhan
– É bom você se acalmar semi-deus, você pode ter a benção divina do seu lado mas.. – Nerevarine arregala seus olhos e usa um poder totalmente estranho e desconhecido, forçando Sarkhan a se ajoelhar em sua presença – Você não é poderoso o suficiente para matar um imortal, sugiro que se acalme fedelho.
Sarkhan nunca havia sido subjugado desse jeito por ninguém, o poder desse estranho era superior ao seu, possivelmente se igualava ao poder de Miraak quando estava preso em Apocrypha, e Sarkhan tinha plena consciência de que só conseguiu matar Miraak por causa de Hermaeus Mora.
– Quem é você? – Diz Sarkhan se acalmando, mas ainda preso no poder do Nerevarine
– Meu nome é Selundar, mas pode me chamar de Nerevarine, é como mundo se lembra de mim – diz o dunmer libertando Sarkhan de sua prisão arcana – vamos para uma cidade, ficar aqui não é uma boa ideia.
Depois de alguns minutos preso Sarkhan finalmente se acalma, e logo apos concorda com Selundar, então os cinco vão para Riverwood onde entram na taverna, o Dovahkiin toma a liberdade de pedir um Mead e alguns Sweetrolls para todos, e enquanto esperavam a comida a conversa começou.
– Você disse que é imortal? – pergunta J’zargo
– Sim, foi uma benção que eu adquiri depois que matei um deus
– Você matou mesmo um deus? – pergunta Lokh encantado pela história do grande herói de Morrowind.
– Bom, Dagoth Ur era considerado um deus pelo Tribunal, os deuses de Morrowind da terceira era, eu o destruí e joguei os falsos deuses no lixo, elevando o verdadeiro Tribunal, que é composto por Boethiah, Azura e Mephala.
– Os seus deuses são príncipes daédricos?! – pergunta Sarkhan.
– Daedras e Aedras são ambos deuses, eu reconheço os nove divinos como deuses e criadores do nosso mundo, e claro, graças a eles existimos, mas para o meu povo, a existência desses daedras que citei ajudaram nosso povo a sobreviver em uma terra inóspita, Morrowind.
– Você acha sábio se relacionar com Daedras? – pergunta Keleth
– Vocês podem fazer a mesma pergunta para o grande Dragonborn aqui, afinal, ele tem uma aliança com Hermaeus Mora, certo Dragonborn?
O grupo então se surpreende, essa aliança com Mora era um segredo que Sarkhan carregava desde a época que buscava um jeito de derrotar Alduin. Tanto J’zargo quanto os dois aprendizes se mostraram abismados com a idéia.
– Essa aliança, eu não escolhi, ele me escolheu, eu tentei lutar contra ele, mas ele vivia dizendo .. “Sua liberdade é apenas uma ilusão, você sempre vai precisar de mim” –explica Sarkhan.
– O seu salvador acredita nos mesmos “demônios” que eu, e é aliado deles também, logo, vocês não tem moral para julgar quem meu povo idolatra – conclui Selundar.
– Eu entendo – diz Sarkhan – Mas o que você está fazendo em Skyrim?
– Eu vim encontrar com você Dragonborn, chegamos em Windhelm a alguns dias, e já asseguramos a cidade para a sua chegada – diz Selundar se levantando – de fato, eu devo retornar para junto do meu esquadrão agora, estão nos esperando – diz Selundar indo em direção a porta
– Espere! Por que agora? Não pode esperar? – pergunta Sarkhan.
– Se tem mais duvidas sobre mim ou minhas intensões em Skyrim , sugiro que me encontre em Windhelm em no máximo três dias, se não chegar nesse prazo, considerarei que você não está interessado no que tenho a te oferecer – conclui Selundar saindo da taverna.
O silencio é predominante no grupo de magos, por alguns minutos ninguém falou uma única palavra, até que J’zargo quebrou o clima.
– Então arquimago, como foi em Whiterun?
– Estão querendo que eu me torne o grande rei de Skyrim – responde Sarkhan
– Isso é ótimo não? Afinal você sempre foi o grande salvador de Skyrim – responde J’zargo
– É... mas se eu aceitar, terei que me mudar para Windhelm e me tornar Jarl, pois segundo as regras apenas um Jarl pode ser eleito o Rei – responde Sarkhan
– Então vá – diz Keleth – seu país precisa de você Arquimago
– Você não deixará de ser Arquimago se aceitar, o Colégio precisa de você, mesmo sendo “contra as regras” acredito que todos os magos de Winterhold preferem ter você como um Arquimago ausente, do que qualquer outro arquimago presente – diz J’zargo.
– Eu já pensei a respeito, mas eu irei falar sobre isso apenas na frente de todo o colégio, por que vocês não vão pra Winterhold e me esperam la?
O Grupo aceita, eles comem os Sweetrolls e bebem o Mead, e então se separam, J’zargo Keleth e Lokh seguem viagem para Winterhold, mas Sarkhan fica olhando para o teto da taverna lembrando de Frigga, essa dor nunca desapareceria, e ele sabia disso.
Dois dias se passaram e o Dragonborn finalmente chega aos portões de Windhelm, a visão era familiar, mas haviam peculiaridades, o grande corredor de entrada de Windhelm estava vigiado por soldados com armaduras negras, e ao andar em direção ao portão, todos os tais soldados saudavam Sarkhan.
– Salve o Dovahkiin, o grande herói! – diziam os soldados em um coro.
Ao entrar na cidade, Sarkhan viu que os Nords que viviam ali estavam assustados, e os Dunmers confusos, afinal, a cidade havia sido dominada por soldados Dunmer, e a medida que ia andando para o palácio, percebeu que nenhum soldado Stormcloak vigiava a cidade, apenas os soldados de armadura negra.
Ao entrar no grandioso Palacio dos Reis, Sarkhan se depara com Selundar ao lado do trono de Windhelm, que se encontrava vazio.
– Fico tão satisfeito que você tenha vindo, eu estava esperançoso a seu respeito, e você correspondeu as expectativas – diz o Nerevarine.
– O que você quer aqui? Você disse que se eu tivesse duvidas eu teria que vir te perguntar em Windhelm – diz Sarkan
– Eu vim te ajudar, trouxe a minha elite para Skyrim, para ajudar em sua causa. – diz Selundar
– Me ajudar? Quem disse que preciso de ajuda?
– Não tente me enganar semi-deus, você está prestes a entrar em guerra com os Altmer, e ambos sabemos que eles não vem sozinhos, eles vão vir com o Império, e apenas Skyrim não será capaz de impedir.
– Claro que seremos, lutamos e expulsamos o império de Skyrim!
– Você não tem visão, acha que aquela era toda a força do império? Agora que eles foram varridos, o novo general enviará todas as forças e ainda serão somadas a toda a força dos Thalmor, você irá lutar contra as duas maiores potências de Tamriel usando fazendeiros e ferreiros como soldados? Ou acha que os poucos soldados que sobraram vão ser o suficiente para proteger Skryim?
– E se eu aceitar a sua ajuda? O que eu ganharei?
– Que bom que perguntou!, eu tenho cem bons homens guardando a sua cidade, e mais quinhentos a caminho, vindos de Akavir – diz Selundar com um sorriso imponente – eu peguei os melhores guerreiros Akavir que eu encontrei e formei esse pequeno exército, são poucos em numero, apenas seiscentos, mas com esses seiscentos eu dominei um terço de Akavir e impedi que houvessem mais invasões em Tamriel.
– apenas seiscentos?
– São os melhores soldados de Nirn, te garanto isso, eles tem mais experiência com batalhas do que seus soldados poderiam adquirir nos próximos cem anos.
– Mesmo assim, apenas seiscentos é um numero muito pequeno perto do que o império e os Thalmor irão trazer.
– Além dos seiscentos eu também estou me oferecendo como seu tenente, irei lutar ao seu lado e seguir seu comando –diz o Nerevarine – e também eu trouxe um presente para você de Akavir – diz Nerevarine e logo em seguida bate as palmas de suas mãos, e ao faze-lo um de seus soldados traz algo embrulhado em um pano muito bonito e reluzente.
– O que é isso? – diz Sarkhan
– Abra e descubra – conclui Selundar com um sorriso
Sarkhan abre o embrulho, e ao abrir se depara com uma espada magnifica, mais linda do que a Dawnbreaker que havia herdado de um dos príncipes daedricos.
– Uma espada? – pergunta Sarkhan.
– Não meu amigo, A espada, essa foi a espada que Talos usou, a espada de seu antecessor, a lamina que outrora forjou o império, volta para as mãos de um verdadeiro dragonborn para concluir seu destino.
Sarkhan não estava acreditando, era um presente digno do imperador de Tamriel, a lendária lamina de Talos estava em suas mãos, e ao segura-la e ergue-la, Sarkhan conseguiu sentir uma aura poderosa, Selundar estava falando a verdade.
– Isso tudo, a espada, os soldados e a ajuda na guerra, é tudo muito generoso, mas eu não sou tolo de acreditar que estou ganhando isso tudo de graça, qual é o acordo Nerevarine? – pergunta Sarkhan.
– Você é um homem muito sábio ao notar isso, claro que tudo nesse mundo tem um preço, e o meu é simples, quando o ultimo Thalmor morrer e você conquistar o império, quero que você me dê um de seus dragões, para me servir por toda a eternidade – responde Nerevarine
– Um dragão?! Você acha que é assim que funciona? – responde Sarkhan se alterando
– Tudo tem um preço, e esse é o meu, você pode me entregar um de seus dragões e ter uma chance de ganhar essa guerra, ou, pode tentar lutar com seus soldados e fracassar, e logo depois, se arrepender.
Sarkhan não demora muito para perceber que não tinha outra opção, a ajuda do Nerevarine mudaria o curso da guerra, e além do mais, livraria Tamriel de uma grande ameaça, infelizmente Sarkhan possuía apenas três dragões, sendo que um deles nem era seu de fato, que eram Odahviing, Paarthurnax e Durnehviir.
– Muito bem, se eu ganhar essa guerra, um dos meus dragões será seu.
– E você me ensinará o Thu’um para controla-lo – conclui Selundar.
– Thu’um? Você consegue? – pergunta Sarkhan
– Obvio meu amigo, eu tenho mais de duzentos anos de vida, e aprendi muito nesse mundo, incluindo seu thu’um, óbvio que eu não tenho a sua lendária maestria com a língua dos dragões, mas com o tempo e a prática eu conseguirei domina-lo – conclui Selundar
– Muito bem, estou de acordo, te ensinarei o Thu’um para controlar o dragão Odahviing se ganharmos a guerra – conclui Sarkhan.
– Maravilhoso! Em apenas alguns dias os seus quinhentos soldados chegarão e você poderá iniciar o seu plano de guerra, estou ao seu dispor – diz Selundar se ajoelhando para Sarkhan – Grande dragonborn.
– Agora eu devo voltar para Whiterun – diz Sarkhan
– Por que? – pergunta o Nerevarine – o que irá fazer lá?
– Só há apenas um que os nords dariam a suas vidas em uma batalha – diz Sarkhan indo em direção a porta de saída do Castelo dos Reis
– A quem? – Pergunta Selundar ficando dentro do castelo para organiza-lo
– Ao novo Grande Rei de Skyrim – Conclui Sarkhan ao sair pela porta.
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