A Volta de Kratos

14 Capítulo 13 - Avareza.


Notas iniciais
Olha pessoal, esse capítulo deu trabalho para fazer, eu acho que melhorei na minha habilidade de escrever :P Gente, por favor, comentem, somente três ou duas pessoas comentam por capítulo, desejo pelo menos CINCO comentários, senão o próximo capítulo não sai tão cedo. Boa leitura.

Kratos estava caindo.

Ele já experimentara essa sensação, quando queria se suicidar uma vez, mas Atena e Apolo o impediram.

Mas agora, ele não queria se matar, pelo contrário, queria viver.

Para rever a família, ele precisa viver.

Então ele cravou as Lâminas na parede enquanto caía, abrindo uma fenda á medida que descia, rasgando e maculando á parede infernal, que lentamente parava sua queda, até que ele parou de cair, com as Lâminas presas na parede.

Então ele ficou preso por somente uma Lâmina, pois trocara a outra pelos velhos e fortes Nemean Cestus, mas somente por um deles.

Ele inclinou-o, e o levou contra a parede, e explodiu a parede em cacos de pedra alaranjada infernal e abrindo uma fenda, porém, Kratos escutou um guincho atrás dele bem familiar...

Kratos resmungou:

– Harpias...

Ele virou a cabeça, somente para ter seu rosto rasgado pelas garras da Harpia, um ser com cabeça humana e corpo de pássaro, essa Harpia rasgava o rosto de Kratos, então Kratos, com os pés já na caverna feita por ele, cravou a Lâmina na barriga da Harpia e a subiu num corte vertical, despedaçando seu crânio ao meio, o líquido viscoso do cérebro escorreu ao solo, misturando-se com o sangue numa substância vinho, Kratos então viu outras duas Harpias o observando, uma delas atacou, mas um golpe do Nemean Cestus quebrou-lhe o crânio, e deixando o corpo morto da Harpia cair no solo com um baque surdo.

A outra Harpia hesitou, e Kratos usou a hesitação para cortar a Harpia horizontalmente, as suas entranhas reluzentes se espalharam no ar, junto com o sangue, Kratos deu as costas ao corpo partido da Harpia, que caía na substância líquida viscosa abaixo.

Kratos ainda sentia a dor no rosto, mas o sangramento parara desde que matara a Harpia e absorvera sua força vital, quando saiu pelo outro lado da caverna, ficou espantado com a paisagem.

Pedras normais, ouro e diamantes se espalhavam, a luz era emanada á partir do imenso lago de ouro que brilhava abaixo dele, demônios, Shades e outras aberrações andavam por ali, punindo almas, conversando, rindo do sofrimento alheio ou simplesmente patrulhando o local.

Kratos então notou que três legionários mortos vivos e uma Shade o viram, e um tipo de demônio que parecia dois seres num só: Eram humanoides, com carne pálida e ensanguentada, eles tinham duas cabeças, dois torsos conectados por uma fina tira de carne, mas havia apenas uma perna e uma mão de cada lado.

Um deles tinha a barriga revelada, com moedas dentro do seu intestino transparente, e ele balançava moedas nas mãos, o outro carregava uma maça de ouro enorme e pesada, com uma corrente também de ouro.

Então, eles atacaram.

Kratos girou as Lâminas num floreio, decepando os dois braços de um dos legionários, e terminou com a vida dele quando perfurou seu estômago com uma das Lâminas, enquanto a outra alcançava e enlaçava a perna de um dos outros dois legionários, o girou acima do ar e o jogou, seu elmo de crina de penas atingiu o pescoço do Shade, o quebrando.

Então, o demônio de maça ergueu o porrete enorme para esmagar Kratos, que rolara para o lado, e quando o demônio atingiu a maça no solo, uma onda de choque fora enviada e Kratos teve de resistir para não ser jogado.

O demônio tentou girar, com o objetivo de fazer a maça atingir a lateral da cabeça de Kratos, mas Kratos abaixou-se, agarrou o cabo da maça e o levou para frente, perfurando o peito de uma das criaturas.

Embora fossem duas criaturas distintas, ambas gritaram com o ferimento mortal de somente uma, e morrera, Kratos avançou no outro legionário, enquanto o retalhava três Shades saíam do solo, empunhando suas espadas curtas.

Kratos as banhou com o Fogo da Fúria, as desintegrando, e o barulho da luta chamara a atenção dos outros demônios que estavam por perto, e dois demônios, utilizando armaduras e elmos de aço pesados, um escudo de ferro com pregos de aço e um machado enorme, avançaram em Kratos, que simplesmente cravou a Lâmina no peito de um, a girou, e nesse movimento ele cortou a veia e os ligamentos do pescoço do outro demônio de armadura, com o pescoço preso á somente uma fina tira de carne, ele gorgolejou sangue e caiu morto.

Então Kratos seguiu o caminho, e notou que o lugar era mais... Mecânico que os outros Círculos do Inferno.

O lugar tinha plataformas de pedra que flutuavam, Kratos esgueirou-se atrás de umas pedras, e escutou dois demônios conversando, aqueles que utilizavam armadura:

– Plutus recebeu uma notícia importante. – Disse um deles.

O outro perguntou interessado:

– Que notícia?

O outro respondeu:

– Tal de Dante Alighieri, guiado por Publius está vindo até aqui, ah, e que o famoso “Fantasma da Esparta” também anda por aqui.

O outro ficou espantado e disse:

– Provavelmente, teremos que ficar mais alertas.

O outro concordou com um aceno da cabeça. Kratos quase riu de escárnio, eles precisavam mesmo.

Kratos os decepou com uma única chicotada das Lâminas.

Kratos agarrou os corpos e as cabeças e os escondeu atrás da pedra, e seguiu o seu caminho, até chegar numa ravina, onde arqueiros e legionários mortos-vivos, demônios de armadura pesada, os demônios de maças, pequenos cérberos, Harpias, zumbis, Shades e outras aberrações andavam por uma “praça” de pedra, interconectada com outras plataformas de pedra através de pontes de aço, chumbo e pedra, e lá na parede inferior á de Kratos, havia uma grande rodela de ouro, a Roda da Fortuna, e abaixo desta, havia o único platô com uma caverna que não tinha uma ponte.

O rio de ouro corria abaixo de Kratos, e ele sabia que era fatal errar qualquer coisa em seu plano.

Ele saltou da ravina, com as Lâminas preparadas, e então, jogou uma das Lâminas acima á sua maior extensão da corrente, balançou-se e caiu sobre um demônio de armadura pesada, e apenas dois golpes em seu pescoço liquidou a criatura, ele então rodopiou as Lâminas, cortando, decepando e retalhando demônios, eles gritavam e tentavam atacá-lo, guerreiros minotauros o atacavam, Harpias guinchavam e mergulhavam, cérberos tentavam morde-lo, mas Kratos matava, e estava satisfeito por mandar essas criaturas para sabe-se lá onde.

Então, Kratos viu á uma distância, arqueiros mirando nele, mas reconheceu que Dante e Vergil também estavam lá perto, e Dante, num único movimento amplo com a foice, ele despachou os três arqueiros que não o notaram, então Dante seguiu combatendo.

Então Kratos liberou toda a sua fúria na Fúria da Esparta, e foi consumido por chamas, seu corpo havia se tornado negro e esquelético, chamas infernais o consumiam e consumiam suas Lâminas, que desferia arcos de morte e floreios de destruição, de repente, suas Lâminas não eram mais Lâminas.

Eram apenas arcos de destruição.

O cheiro de carne podre e sangue infestava o ar, um Ciclope brandia um pesado martelo em Kratos, que simplesmente avançou rodopiando as Lâminas, cortando as pernas do Ciclope, rompendo tendões e ligamentos, o Ciclope caiu de joelhos, e teve a cabeça dividida em dois verticalmente, e seu cérebro e seu olho único foram divididos, e um líquido viscoso negro escorreu enquanto a grande massa de carne caía no chão.

No final, não havia mais chão de pedra, somente cadáveres e sangue, e Kratos desativou a Fúria da Esparta, e caiu de joelhos, ofegante e com a visão obscurecida.

Quando a visão clareou, viu que Dante enfrentava demônios demais para aguentar, mas um preciso Relâmpago Infernal destruiu os demônios.

Então Dante se aproximou até Kratos, utilizando uma das pontes de pedra e acenou, então, ao chegar perto de Kratos disse:

– Obrigado, Kratos.

Kratos disse:

– E então, o que faremos agora?

Vergil disse:

– Vamos para a Roda da Fortuna.

Então Dante disse:

– Precisamos atravessar a caverna e seguir para a Ira.

Dante ergueu a cruz, e disparou uma cruz sagrada para a Roda, que faiscou e brilhou, então caiu do pedestal e bateu em ambas as bordas da plataforma de onde estavam e o platô da caverna, formando uma ponte improvisada.

Então, quando iam atravessá-la, uma figura enorme adiantou-se das sombras da caverna, e então a figura disse:

– Então, você acha que é melhor do que o próprio pai?

Kratos estava pensando de quem ele parecia estar falando, mas então Dante olhou a criatura direito e engoliu em seco e disse:

– Pai?!

Kratos olhou-o incrédulo, a criatura era imensa e obesa, com uma cruz de ouro adornada de prata e diamante, uma das mãos fora substituída por uma pata de porco, ele usava apenas uma tanga de pano, e sua carne ensanguentada e bege não deixava dúvidas de sua natureza violenta.

Dante disse:

– Pai, saia do meu caminho ou devo lhe destruir.

Então o pai dele disse:

– Eu não sou somente um “pai”, sou Alighiero! E você me deve respeitar e se agachar para morrer mais rápido, pois o Senhor do Mal me dará 1000 anos sem sofrer nenhuma punição e todo o ouro e mulheres que quiser!

Então ele avançou.

Kratos já enfrentara pessoas desse tamanho antes, o problema é que nunca havia enfrentado Alighiero.

Kratos rolou para o lado quando Alighiero tentou golpear Dante com a pata de porco, que se abaixou, e a pata teria atingido Kratos se este não tivesse saltado e cravado as Lâminas no antebraço de Alighiero.

Alighiero gritou de dor e bateu o braço no chão, acertando a perna de Kratos com força no chão, o impacto provocou uma rachadura no solo e Kratos se sentiu tonto.

Então, ergueu-se novamente, e viu que Dante disparara uma cruz de energia azul, e o Alighiero se desconcentrou de Kratos o suficiente graças á Cruz por tempo suficiente para Kratos cravas ambas as Lâminas em seus ombros e subir, e começou a golpear a sua cabeça, mas Alighiero, mesmo com feridas onde partes do cérebro escorriam junto ao sangue numa cascata sangrenta, ele agarrou Kratos da cabeça, o rodou e o jogou, e suas costas bateram na parede, rachando a parede.

Kratos não podia ouvir nem ver nada por um curto período de tempo, mas se recuperou o suficiente, ele viu que Dante usara seu feitiço que ele passava rapidamente em direção de Alighiero e que pedras de gelo – Ou que parecia ser gelo – atravessavam por onde ele passava.

Ele golpeou o flanco do Alighiero com a Foice, fazendo sangue jorrar, Alighiero bufou de dor e produziu energia dourada nas mãos, e ele arremessou cruzes que pareciam á aquela que trazia em seu pescoço em Dante, elas foram girando até ele, e Dante só conseguiu se desviar, pois se jogara ao solo, então Alighiero gritou:

– Sofra comigo!

Ele saltou em Dante, em um ataque que teria o mandado ao Céu – Ou Inferno – mas Kratos apontou o dedo nas costas de Alighiero e disparou um Relâmpago Infernal.

Um barulho percorreu a sala, um estalido e uma luz foram emitidos da palma de Kratos, e o raio abateu-se com brutalidade nas costas de Alighiero, que saiu voando e bateu na parede, num estalido que indicava que seus ossos foram quebrados.

Mesmo assim, Alighiero se levantou – Com dificuldade – E invocou mais energia amarela da mão, e jogou as cruzes.

Kratos saltou com suas potentes pernas e passou por cima da cruz que fora arremessada até ele, Dante usou a Foice para desviar uma, mas a outra se cravou em seu braço, Dante gritou de dor, e a cruz lentamente desapareceu, mas deixando uma queimadura e uma ferida de onde escorria sangue no lugar onde fora cravada.

Então, Alighiero adiantou-se, mas ele estava fraco, e Kratos arremessou o Fogo da Fúria, que lhe cegou os olhos, Alighiero gritou, e gritou ainda mais quando Dante se adiantou e abriu sua barriga com um golpe da Foice.

As tripas reluzentes espalharam-se pelo solo, e Alighiero segurava a barriga numa tentativa inútil de estancar o sangue que escorria da barriga como uma cachoeira, então Dante adiantou-se e disse:

– Pai, você pecou...

Alighiero resmungou:

– Me perdoe...

Dante prosseguiu:

– Mas eu não sou igual á você. Eu não vou cometer o mesmo erro do que você.

Então Dante sacou a Cruz e disparou um raio, que envolveu Alighiero até que fosse consumido por completo, e Alighiero desapareceu.

Kratos perguntou perplexo:

– O que foi isso?

Então Dante disse tristemente:

– Eu absolvi a alma dele dos seus pecados, ele agora é apenas uma alma, não mais um pecador.

Kratos assentiu, e viu que aquele homem que era Dante, era uma alma bondosa, e que almas desse tipo não deviam ser mortas.

Igual sua esposa, sua filha, seu irmão...

Então Kratos tentou afastar-se do seu passado, que sempre lhe afogava como areia movediça, numa camada de loucura que ficava abaixo de sua crosta dura, que era seu corpo e suas atitudes.

Então Kratos voltou ao normal, e Dante o encarava preocupado e ele perguntou:

– Ei, você está bem?

Kratos disse:

– Sim, eu estou bem.

Então entraram na caverna.

De início era tudo escuro, então acabaram por ver uma luz dourada, e se viram diante de uma sala de ouro, com vários pilares de ouro que se moviam, e no centro, havia uma estátua de ouro.

Vergil disse:

– Esse é Plutus, o Deus da Riqueza, as almas infernais daqui o louvam.

Kratos examinou a estátua, ela parecia uma estátua comum de ouro, mas com várias gemas azuis no corpo e vários braços, e então Dante perguntou:

– O que fazemos aqui?

Vergil disse:

– Vê esses pilares de ouro?

Dante disse:

– Sim, eles se movem.

Vergil disse:

– Quando eles escapam do ponto de visão de Plutus, eles somem.

Kratos raciocinou: Lá em cima, havia uma porta, e havia três pilares, um baixo, um médio e um grande o suficiente para chegar até a porta, atrás dela, certamente estaria o Quarto Círculo do Inferno: A Ira.

Então Kratos teve uma ideia, e começou á girar a estátua, Dante perguntou:

– O que está fazendo?

Então Kratos disse:

– Resolvendo o problema.

Então, quando Kratos fez a estátua encarar a porta, os pilares se materializaram lá, mas enquanto rodava, Kratos ouvira a estátua murmurar:

– Papé Satàn, papé Satàn aleppe.

Kratos escutou e conseguiu traduzir: A estátua agradecia ao Satã – O Lúcifer – Por algo.

Kratos presumiu que fosse o ouro e a proximidade á riquezas.

Então ele percebeu, com um nó na barriga, que aquela coisa não era só a estátua.

Plutão, o Deus Romano do Mundo Inferior, da Morte e da Riqueza fora aprisionado dentro da estátua.

Kratos imaginou que Lúcifer era mais poderoso do que imaginava, pois Plutão era o equivalente á Hades, que era bastante forte, um dos oponentes mais fortes que Kratos já enfrentara.

Então, subiram rapidamente os pilares, e então abriram a porta.

Ficaram espantados com o que eles viram, terra fértil cheia de árvores que cresciam cobertas de folhas que formavam caveiras existia nas montanhas, mas onde pisavam era somente uma grama verde enegrecida, mas a grande maioria do lugar era de rocha negra cheia de fendas de onde escorria a brilhante lava, castelos do mesmo tipo de rocha apareciam ocasionalmente, e no centro de tudo isso, uma imensa cidade murada de rocha negra, onde só era acessível através de pontes de rocha negra e obsidiana, em baixo destas um rio negro, tóxico e mortal, escorria livremente, afogando as almas cheias de Ira eternamente.

A cidade tinha anjos caídos guardando seus muros, com asas negras e empunhando espadas e lanças e usando mantos negros ou somente calças de tecido, a cidade era negra com luzes de tochas e lamparinas, e então Vergil disse:

– Bem-vindos ao Quarto Círculo do Inferno: A Fúria, no centro, tem a Cidade de Dis, a capital do Inferno.

Notas finais
Eaí pessoal, o que acharam? Comentem!