A Volta de Kratos
15 Capítulo 14 - Ira
Notas iniciais
Kratos observava o local, incrédulo.
Ele observava as delineadas montanhas, os vulcões que explodiam e vomitavam rocha fundida, que atingia os demônios e espíritos incautos...
Então sentiu seu estômago embrulhar ao ver uma criança sendo carbonizada pela lava, ela gritou horrendamente, e os demônios simplesmente riram, enquanto a mãe se desesperava.
Kratos sentiu a raiva aflorar até a cabeça, e posicionou ambas as mãos nas Lâminas, mas quando ia sacá-las, olhou para cima e ele viu duas harpias voando até ele, Kratos sentiu um desgosto enorme.
Elas não eram nem dignas de serem mortas pelas Lâminas da Morte.
Então retirou as mãos do alcance dos punhos das Lâminas da Morte e avançou, e agarrou a boca de uma das harpias, uma mão pegou a parte superior da boca e a outra mão pegou a inferior, e então começou á puxar, até que as bochechas da harpia começaram á rasgar com um barulho de papel sendo rasgado, e seus ossos do crânio se partiram em dois, Kratos continuou até dividir a harpia em duas, então jogou os pedaços remanescentes na beira do absimo onde estava, e a outra harpia avançou, mas descobriu que seu movimento fora antecipado e contra-atacado quando Kratos impactou o punho com força no pescoço dela, quebrando-o.
Então, notou que outras duas harpias se aproximaram pelo outro lado, mas um arco mortal da Foice da Morte cortou uma das harpias em dois, e antes que a outra sequer pudesse reagir, a lâmina cruel se cravou entre seus olhos, sugando sua essência mágica.
Outra se aproximou entre os dos, mas Kratos simplesmente agarrou uma pedra que estava perto dele e a jogou, atingindo o crânio da harpia e o quebrando.
A harpia caiu no solo com um baque surdo, e então Kratos seguiu o caminho, junto de Dante e Vergil.
Seguiram a estrada, e então foram confrontados por três coisas que de ínicio, pareceram á Kratos vespas, mas notou que eram ciraturas que se assemelhavam á anjos, segurando duas espadas e utilizando armaduras pesadas.
Kratos sacou as Lâminas, apontou uma delas para um dos anjos e disparou um relâmpago, quando este tentou avançar em Kratos, o resultado foi uma explosão sangrenta, na parte da frente dele, ele foi carbonizado, na parte de trás, seus ossos e entranhas saíram pelas costas, e sua carne estourada e com cheiro de morte e sangue se espalhou pelo solo quando caiu.
Dante murmurou:
– Arqui-Demônios, anjos caídos que ficaram á serviço de Lúcifer por pura vontade.
Dante avançou e saltou, o Arqui-Demônio mais perto dele só teve tempo de vislumbrar a lâmina da Foice antes que esta se adentrasse profundamente entre seus olhos.
O outro fez um corte com ambas as Lâminas nas costas de Dante, talhando sua carne e fazendo esguichar sangue, porém, um arco mortal de ambas as Lâminas decepou ambas as asas do Arqui-Demônio, e quando este caiu no chão, Dante ergueu a Foice e a desceu com brutalidade, atingindo o coração do Arqui-Demônio.
Sombras possuíram a Foice, e então as sombras sumiram, e então Dante disse:
– Vamos.
Kratos assentiu, e viram que o rio bloqueava a entrada para a Cidade de Dis, e a ponte, que fora a única entrada, estava guardada fortemente por demônios que utilizavam mantos e cajados, harpias e arqueiros mortos-vivos.
Um morto-vivo portando um arco avistou Kratos e mirou nele, mas Kratos simplesmente fez um grunhido de desprezo, quando Kratos escutou a flecha assobiando ao perfurar o ar, Kratos, com reflexos sobrehumanos, pulou para o lado, agarrou a flecha pelas penas, a girou e a arremessou.
Ela foi com um sibilo mortal, e acabou perfurando o olho do arqueiro, e Kratos avançou nele enquanto segurava o olho, tentando conter o sangramento, e Kratos o despachou com um golpe das Lâminas que cortaram seus ligamentos do pescoço.
O arqueiro caiu no solo, com a cabeça quase decepada, mas Kratos viu que ainda havia vida naqueles olhos cruéis, que eram apenas chamas verdes no centro das órbitas negras e vazias.
E um pisão de Kratos quebrou seu crânio e estourou sua nuca, fazendo seu cérebro espalhar-se pela terra, fazendo-a ficar negra e vermelha com seu sangue.
Então continuaram o caminho, e Dante disse:
– Olhe lá.
Kratos se virou para onde Dante apontava, e viu uma coisa de pedra que parecia com um barco, e Kratos disse:
– Vamos entrar na Cidade de Dis usando isso?
Dante perguntou:
– Tem alternativa melhor?
Kratos pensou:
“Claro que tem! Sair matando todo mundo na entrada não parece uma boa ideia?”.
Mas Kratos deu ouvidos á razão dessa vez e disse:
– Certo.
Kratos olhou para o céu e franziu a testa, ele observava a lua vermelha que tinha no céu, mas era pequena demais para ser a lua...
Então notou que era Phobos, uma das luas de Marte.
Ele conhecia aquilo graças ao Herobrine, que havia lhe passado o conhecimento que nunca poderia ter ganho de outra forma, mas não era isso com que ele trabalhava.
Ele trabalhava com morte e sangue.
Mas Kratos conhecia o suficiente de astronomia, então disse enquanto apontava para cima:
– Aquela lua parece ser Phobos...
Vergil olhou e disse:
– Sim... Mas... As luas do Mundo dos Vivos não podem existir aqui...
Então Dante disse:
– Vamos seguir o caminho?
Kratos assentiu, haviam uma missão para completar, e ficar olhando luas e anomalias não ajudariam em nada.
Então todos subiram no “barco”, e seguiram a travessia tranquilamente, ignorando o calor, o fogo que queimava-lhe a pele quando faíscas saltavam no ar ao encontro da sua pele, o cheiro de enxofre, o barulho de explosões e os gritos torturados das almas, o passeio poderia ser agradável.
A paisagem era deslumbrante, montanhas que cuspiam fogo, montanhas povoadas por criaturas interessantes, árvores negras – Os choupos, árvores do inferno – Brotavam aqui e ali, plantas e flores negras cresciam.
Mas tudo foi arruinado por um detalhe.
Quando o “barco” começou á se levantar, meio segundo depois, Kratos notou que aquilo não era um barco.
Era um gigante.
Ele parecia ser feito de rocha negra gigante, seus olhos completamente vermelhos ardiam em lava, em sua pele, escorria lava, e o “barco” era sua coroa de obsidiana.
A criatura rugiu, e Dante e Kratos ficaram bastante desconcertados e caíram, mas se seguraram na cintura de pedra do gigante, mas Vergil estava indiferente, e ele disse:
– Phylegas, o guardião do Rio Estige, somente ele pode dar passagem nesse pântano negro.
O gigante começou á urrar e levantar colunas e ondas de lava, mas Dante foi andando até sua cabeça com dificuldade, escalando, usando a Foice como gancho, e Kratos virara as Lâminas para baixo, como se estivesse usando adagas, e começou á escalar.
Quando Dante chegou na cabeça do gigante, cravou a Foice em sua cabeça, e começou á guiá-lo como se fosse um bisonte.
O gigante urrou, e Dante gritou:
– ISSO!
Então Dante o incitou para correr á frente.
O gigante urrou de dor e fúria eterna quando Dante ergueu a Foice, e correu enlouquecido, com lava escorrendo do olho, do nariz, da boca e de várias partes do corpo, ele arqueou as pernas e correu.
Se Kratos e Dante não estivessem apoiados em suas armas, teriam sido jogados para longe pela corrente de ar, e então, os demônios viram Phylegas avançando nos muros.
De ínicio, ficaram espantados e surpresos demais para reagirem, então enfim reagiram.
Alguns ficaram parados, em choque, outros soltaram urros desesperados e saíram correndo para fugir, mas alguns poucos sacaram as armas e disáraram em Phylegas.
Quando os projéteis de magia, flechas e as balas dos mosquetes atingiram Phylegas, ele ficou ainda mais enlouquecido e atropelou os muros da Cidade, os destruindo e mandando uma onda de escombros e pedras em todos os lados, matando quaisquer demônio em seu caminho.
Pela primeira vez em séculos, a cidade profana de Dis foi invadida.
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