A Volta de Kratos
13 Capítulo 12 - Gula
Notas iniciais
Kratos, Dante e Vergil desciam no Inferno.
Cada vez que desciam mais, a paisagem mudava, o chão montanhoso pedregoso preto-arroxeado ficava laranja, o céu ficava laranja também, e o solo parecia mais... Mole.
Moscas e rios marrons voavam em quantidades absurdas, tochas estavam presas no chão e árvores apodrecidas cresciam, mas parecia que até os insetos conheciam a fama do Fantasma da Esparta, pois se afastavam deste, quando chegava perto.
Kratos perguntou:
– Então, para onde seguimos?
Vergil disse:
– Temos que seguir até a Ala dos Glutões, e lá perto tem a descida, aonde chegaremos á Avareza, ou Ambição, se preferirem.
Kratos seguiu Dante, até que do nada, o chão começou á se mover, e antes que Kratos alcançasse as Lâminas em suas costas, um verme gigante, coberto da lama — Ou ele ERA de lama — saiu do solo, e avançou em Dante.
Dante pulou e cravou a Foice exatamente na cabeça do verme, e pulou para trás, cortando além da cabeça, o corpo inteiro.
O corpo separado em dois caiu no solo, e então Kratos chutou uma das partes cortadas e a fez cair no rio, ela flutuou, mas então lentamente, começou á afundar nas águas lamacentas, com moscas consumindo o seu corpo.
Kratos seguiu, com as Lâminas já preparadas, pois desconfiava que houvesse mais desses vermes.
Então, eles cruzaram o caminho com um demônio de pele cinza, boca enorme, gengivas e dentes enormes, e ele praticamente não tinha braços, somente os antebraços.
O demônio encheu a boca, então ele vomitou ácido estomacal, Kratos bloqueou o ácido com as Lâminas e o devolveu que foi rebatido e atingiu a cabeça do demônio, derretendo seu crânio e o matando.
Dante havia se desviado do pouco de ácido que fora em direção dele, e Vergil nem sentira, pois, é claro, ele era um espírito.
Kratos perguntou:
– Que demônio é esse?
Vergil disse:
– O Glutão são as almas das pessoas que foram gulosas na vida...
Então seguiram o caminho, mas até que chegaram numa planície, lá perto, havia a ala dos Glutões, mas a planície estava quieta demais. Morta demais.
Não havia nem moscas no ar.
Imediatamente, Kratos sacou as Lâminas da Morte, confiando no instinto dentro dele, as Lâminas prateadas brilharam sobre a luz infernal, sabe-se lá de onde vinha, Dante sacou a Foice, e cintilara e brilhara com uma luz negra e dourada.
E então, numa distância muito próxima, um rosnado enorme de cachorro pôde ser ouvido, então, na frente deles, uma sombra enorme apareceu, e meio segundo depois, um ser imenso caiu, mostrando-se ser o dono da sombra.
A criatura parecia um cachorro, mas tinha três cabeças que pareciam... Vermes, então Vergil disse:
– Cérbero, o guardião do Círculo dos Glutões.
Kratos engoliu em seco, o Cérbero que se lembrava de não era assim: As três cabeças eram de cachorros demoníacos, e ele era menor.
Então, Cérbero urrou e cuspiu um jato de vômito ácido, Dante desviou-se, ficaram por dez minutos, desviando e golpeando, mas a criatura mal sentia seus ataques, então Dante disse:
– Tive uma ideia, deixe-o nos engolir.
Kratos pensou e disse:
– Certo...
Então, o Cérbero avançou sobre eles, a cabeça central engoliu Dante e Kratos ao mesmo tempo, e quando Cérbero tentou engoli-los, Kratos cravou as Lâminas no teto da garganta dele, e Dante cravou a Foice, e então Dante disse:
– Eu vou detonar a cabeça central, destrua as outras duas.
Kratos assentiu, então, Dante saltou para frente, sacou a cruz e esta começou á brilhar, então Kratos viu as outras duas “gargantas” das outras duas cabeças, então incendiou ambas as Lâminas com o Fogo da Fúria, e saltou para frente, cravando cada Lâmina em uma das gargantas de cada lado, e as girou com um mortal para trás, decepando as duas cabeças.
Então escutou um sibilar e uma explosão, e viu a cabeça de verme do Cérbero sendo explodido em pedaçinhos, então Dante gritou:
– SAIA DAÍ!
Kratos rolou para frente, e pegou impulso, e Dante saltou para frente, enquanto eles assistiam o corpo morto de Cérbero se debater e cair no chão, soltando seu último estremecimento e morrendo.
Então Dante disse:
– Ótimo trabalho.
Então se virou para Vergil e perguntou-lhe:
– Vergil, para onde vamos agora?
Vergil disse:
– Agora, vamos para a Avareza, onde os avarentos e os ambiciosos são punidos eternamente.
E quando ia descer, uma figura negra apareceu na frente das pessoas, Dante sacou a Foice e Kratos sacou as Lâminas, então a criatura tomou a forma conhecida de Lúcifer.
Dante exclamou:
– Você!
Então Lúcifer disse friamente para Kratos:
– Kratos, você não deveria lutar contra mim.
Kratos perguntou friamente:
– Por quê? Eu sei que DEVO lutar contra você, na religião cristã, você é o Senhor do Mal, um anjo caído.
Lúcifer disse:
– E eu fui exilado, pois eu planejei contra Deus, mas enfim, todos nós temos os nossos inimigos, e alguns são poderosos demais, como Zeus e você, Kratos.
Kratos disse:
– O conceito é completamente diferente, Deus não se virou contra você, foi o contrário que aconteceu.
Lúcifer disse:
– Eu queria dar sabedoria á sua raça, mísero mortal, se não fosse por mim, você nem existiria, ou seria apenas um pedacinho de merda, e é assim que me agradece?
Kratos disse:
– Enquanto os que eu enfrentei praticavam o mal, você é O MAL.
Lúcifer disse:
– Tem certeza? E quanto aos seus aliados?
Kratos suou frio, Dante estava confuso e curioso, Vergil se mostrava interessado, e Lúcifer prosseguiu:
– Vamos ver seus inimigos para começar: Hércules, um herói para todos, matou a Hidra original, e foi um herói da Esparta, SUA NAÇÃO! Zeus, que organizava a Ordem do mundo e era um dos poucos inimigos fortes suficientes para encarar a Mente Mestre, ou no mínimo se opor á ela...
Ele continuou:
– Perseu? Um dos maiores heróis de todos, e tudo teria acabado bem para ele, se você não existisse. Ícaro! Você trouxe a desgraça para Dédalo, pobre coitado...
E então disse:
– Seus aliados? Dante Alighieri que matou vários prisioneiros só porque estavam fugindo e traiu a própria esposa. Herobrine Persson, o Lorde dos Mortos e o Senhor do Nether, um demônio além de todas as expectativas e poderes!
Então disse:
– Mas você Kratos, pode mudar isto tudo, e você não devia confiar em Dante, ele é apenas um traidor que espera te deixar no Inferno.
Kratos suou frio e disse:
– Por que ele faria isso?
Lúcifer riu e disse:
– Quem sabe ele quer ficar com sua esposa, pegá-la do Inferno para ficar com ele.
Dante disse incrédulo:
– Como pode! Eu amo a Beatrice, e ele é o Senhor da Mentira, vai confiar nele, Kratos?
Lúcifer disse:
– Sou o Senhor da Mentira, pois foi isso que disseram na Bíblia! Um livro escrito não por Deus, mas por homens.
Kratos olhou para cada um, e murmurou:
– Não sei nem em quem eu confio mais...
Então Lúcifer disse:
– Kratos, você pode recuperar tudo, sua família, seu povo, o comando... TUDO! Só quero que me sirva fielmente.
Dante disse:
– Kratos, não confie nele, ele é o Senhor do Mal! Da Mentira! Ele quer te enganar para botar você contra nós!
Kratos pensou e então disse:
– Eu sei em quem posso confiar.
Ambos o olharam com expectativa, então Kratos disse:
– Nenhum dos dois.
Kratos deu meia-volta e andou, voltando para o Círculo da Gula, para um dos abismos.
Então Lúcifer o encarou perplexo e Dante disse:
– Espere aí.
Kratos parou e Dante disse:
– Kratos, eu e você lutamos muito, ajudamos um ao outro, e você simplesmente vai dar as costas e sair?
Kratos disse:
– Dante, eu reconheço que foi uma boa companhia, mas não posso confiar em ninguém aqui.
Dante ia protestar, mas Vergil disse:
– Certo, Kratos, você decide o seu caminho, e nós tomaremos o nosso, e espero que da próxima vez que nos encontremos, sua mente esteja mais esclarecida.
Kratos disse:
– Desejo o mesmo á vocês.
Kratos andou, e Lúcifer gritou:
– ESPERE AÍ!
Mas Kratos o ignorou o verme não era digno de receber a palavra de Kratos.
Ele pulou de cabeça, caindo totalmente ereto para o abismo que se estendia cada vez mais, como um buraco negro.
Fale com o autor