A Volta de Gioca
2 A Decepção
No dia seguinte Gioca recebe a ilustre visita do extrovertido Manigold de Câncer.
— O que você quer? — Gioca diz.
— Porquê tanta hostilidade? — Manigold pergunta.
— Você tem uma noiva agora, não fica bem ir ao quarto de outras garotas.
— Me desculpe se te ofendi vindo aqui. Vou embora então...
— Espere! Não vá. Entre. — Ela diz rápido evitando que ele se vá.
— Obrigado, senhorita Hanae. — Ele diz zombando dela.
— A que devo a honra da sua visita?
— Queria me desculpar por ontem.
— Desculpar pelo o que?
— Pela minha... Noiva. — ele teve dificuldade de pronunciar a palavra NOIVA.
— Faça uma coisa por você, deixa esse casamento de lado e escute o seu coração. Procure alguém que você goste de verdade.
— É fácil dizer, agora fazer...
— Não se preocupe eu te ajudo. — Gioca se oferece de bom grando.
— Você é um anjo, Gioca. Bem, eu já vou. Ficar aqui pode causar má impressão. — Ele diz indo até a porta.
— Até mais Manigold. — Gioca se despede.
Após Manigold ir embora Gioca começa a pensar em algo para ajudar seu amigo.
O dia passou muito rápido e Gioca ainda não sabia que fazer para ajudar Manigold.
Ela desceu para jantar e viu Temari saindo a noite sozinha e decidiu segui-la, pois não era certo uma moça sair sozinha à noite.
— Para onde será que ela vai a essa hora sozinha? Ainda mais tão perto de se casar. — Gioca se questiona.
Gioca viu ela falar com alguém que pariu que parecia ser Manigold. "Mas o que ele está fazendo essa hora com ela, se ele não gosta dela?" pensou.
Ela não sabia se estava vendo coisas ou se era verdade, o homem que parecia ser Manigold deu um beijo em Temari.
— Mas o que está acontecendo ali? — Aquilo não parecia certo.
Gioca só pisca os olhos e logo havia alguém em suas costas.
— Você não devia ficar espiando os outros. Onde estão seus modos, Gioca? — Disse "Manigold".
Gioca se vira assustada para comprovar com seus próprios olhos a pessoa que falara.
— O QUE?! — Ela disse surpresa.
— Você anda bisbilhotando demais onde não é chamada.
Gioca sentiu uma pancada em sua cabeça e em seguida desmaiou.
No dia seguinte ela acordou em sua cama com uma baita dor de cabeça.
— Aii minha cabeça! Mas como vim parar aqui? E o que o Manigold estava fazendo com a com a Temari?
Gioca se levantou e arrumou suas coisas. Fechou sua conta na pensão e decidiu ir para fora de Rodório para nunca mais voltar.
Gioca estava muito decepcionada com Manigold. Parecia que ele havia mentido para ela o tempo todo. Isso doía. Nunca mais acreditaria em nenhum homem, nem se fosse um Cavaleiro.
Se sentia uma idiota por ter se iludido daquela forma.
— Eii, Gioca! — Manigold a chamou ao ver que ela estava indo embora.
Gioca nem deu ouvidos e seguiu andando. Ele correu e parou na frente dela.
— Ei, o que foi? Onde você vai? — Manigold pergunta confuso.
— Como se você não soubesse. Você se faz de vítima na minha frente e depois corre até ela. Porque Manigold? — Ela diz com raiva.
— Porque está falando assim? Não estou entendendo.
— Ah não!? E como você me explica ontem? Você e a Temari. Se não me quisesse por perto era só dizer. — Lágrimas escorriam pelo rosto dela.
— Do que você está falando, Gioca? — Ele não estava entendendo nada.
— Agora vai me dizer que já se esqueceu da pancada que você me deu ontem? Ou melhor vai me dizer que quem eu vi ontem não era você?
— Sério, não sei do que você está falando. Eu não saí de Câncer, ontem.
— Não venha com essa! Eu sei o que eu vi, não estou louca! Sei quem me acertou. — Ela mostrou o ferimento na testa. Achei que você fosse bom, Manigold. — Ela diz e sai da frente dele chorando.
Manigold ficou triste por ver Gioca ir embora.
— Desculpe por te machucar, Gioca. — Ele diz triste. — Não queria te ver chorar.
***
Em outro lugar...
— HA, HA, HA. Enfim me livrei daquela tal. Quero meu noivo longe dela. — Disse Temari contente.
— Você tem que tomar cuidado de agora em diante. Podem descobrir toda a verdade. — Disse uma amiga dela.
— Ninguém pode descobrir que eu engravidei de um Zé ninguém. Um cavaleiro manterá a minha honra. E afinal, o Kassian não quer nada comigo. Eu não podia ficar assim.
— Mas porque o Câncer?
— Porque gosto dele. E ele será meu. E nada vai atrapalhar isso.
Continua...
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