A Volta ao mundo
6 Nosso reforço tem cabelo loiro e é gostosinha
Notas iniciais
O babaca do namorado da loirinha tá querendo tirar onda com a gente, mas mal sabe ele que nós somos perigosos demais para um playboyzinho que nem ele querer brigar:
—Juan: Bem nós estamos aqui pacificamente e uma briga seria a última coisa que nós 2 queríamos arrumar aqui de frente ao Hospital das crianças, mas se você não parar de ser otário nesse exato momento, nós iremos dar um jeito em você.
—Vitor: Eu não tenho medo das duas mocinhas, brigo com qualquer uma aqui mesmo, mas dois contra um é covardia, pode vim qualquer um dos 2 sozinhos que eu boto no chão.
—Tony: Pode deixar Thiago esse cara já me deixou muito put* vou dar um jeito nesse bicho, tá tirando onda demais já.
—Maiara: Para com isso Vitor eu já falei, seja gentil com os meninos que ajudaram minha irmãzinha.
—Vitor: Cala boca sua put* fique caladinha aí minha cadela.
—Tony: Ah agora vou te matar aqui mesmo sua desgraça.
O Tony já ia partindo pra cima do sujeito e eu o segurei rapidamente...
—Tony: O que foi Juan me solta aí, vai defender essa escória?
—Maiara: Juan? Como assim? (pensou Maiara)
—Juan: Não, jamais olha só a loirinha, tá chorando, oh seu babaca não sente vergonha de fazer sua própria namorada chorar? Que tipo de namorado é esse que agride verbalmente sua companheira? Para com isso, esfrie sua cabeça já, alguém pode reparar a gente brigando aqui fora, esfria a cabeça e saia daqui e a partir de hoje a loirinha não vai mais namorar você, entendido?
—Vitor: O que? Ela não vai namorar comigo? E com quem mais seria? Com você? Com essa cara de menino criado pela vó, que já foi abusado por velho de 40 anos?
—Tony: Ih parceiro, hahaha essa ele adivinhou heim, hahaha!
—Juan: A partir de hoje essa menina, entrará pra nossa equipe de aventura, ei mocinha você sonha em dar a volta ao mundo também né, sua mãe nos contou, deixa esse mané e venha conosco.
—Vitor: Para de falar besteira, aí viadinho eu quero brigar contigo, venha sozinho pra mão.
—Tony: Pode deixar Jua... Quero dizer Thiago, eu brigo com ele.
—Juan: Não, ele me chamou, pode confiar, eu não vou apanhar pra um cara que nem ele, pelo menos espero.
—Maiara: Pelo amor de Deus, não briguem, Vitor, pare já, vamos voltar pra casa, não bata nesses garotos, para com isso por**.
Já era tarde demais para qualquer um de nós esfriar a cabeça, quando eu já tinha parado pra pensar eu e o cara já estávamos com a base da luta, eu comecei dando a iniciativa com o primeiro soco que ele facilmente desviou e já foi me dando um na cara, enquanto a Maiara estava chorando preocupada com a briga o Tony tava ali de braços cruzados olhando a briga, eu não podia simplesmente apanhar como foi na luta contra o Tony lá em Riachão do Jacuípe, foi aí que depois que ele estava desesperado atacando sem parar eu achei uma abertura, dei uma rasteira nas pernas dele, não sei como fiz isso mas eu o derrubei e aí com ele no chão ficou fácil bater naquele idiota, quando pensa que depois de 4 minutos eu consegui deixar ele inconsciente não sei como mas eu venci aquela briga.
—Tony: Boa Juan, você mostrou a esse pau no c* quem manda, se você não ganhasse essa luta eu ia bater nele e depois bater em você.
—Juan: Que pena que estamos perto do hospital das crianças, esse aqui já tá grandinho pra ser atendido aqui, melhor chamar uma ambulância pra levar ele pro HGE!
—Tony: Ohhhhhh mitou, mitou, humilhou ele hahaha ei loirinha não está com raiva da gente por ter batido nesse cara né?
—Maiara: Não tô nem aí pra ele, mas uma coisa me chamou a atenção, se me lembro bem seus nomes seriam Thiago e Vinicius né? Você já está chamando esse cara de Juan a um bom tempo eu reparei nisso.
—Juan: Mer** Tony, você vacilou muito, escuta Maiara ele me chamou de Juan por que meu nome é Thiago Juan e as vezes ele me chama pelo segundo nome.
—Maiara: Ué você chamou ele de Tony, não era pra ser Vinicius?
—Tony: Aí seu burro você falou de mim mas acabou de cometer o mesmo erro agora mesmo, retardado!
—Juan: Ahhh não, o segundo nome dele é Tony e as vezes eu...
—Maiara: Chega, eu estou conhecendo vocês, eu assisti ao jornal de Feira de Santana a uns dias e vi o nome de vocês lá, no caso dele, seria Tom, mas a foto acho que vi tô conhecendo, eu sei que são vocês, não que a imagem das câmeras de segurança seja tão visíveis também, então os meninos que ajudaram minha mãe e minha irmãzinha são 2 foragidos.
—Tony: Ei loirinha pera aí eu sei que o que fizemos foi errado mas não precisa nos denunciar nem nada, o que nós fizemos foi justiça apesar de arriscado, o caminhoneiro que nos deu carona pegou o...
—Juan: Chega Tony, sem detalhes, olha moça desculpa, mas por favor não espalhe nada, por favor, nós ajudamos sua mãe, a dona Verônica é gente fina, não diga nada a policia sobre a gente.
—Maiara: Quem disse que vou dizer nada a policia, eu quero saber mesmo de onde vocês vieram e por que estão viajando, você durante a discussão com o Vitor falou em viajar pelo mundo, como assim?
—Juan: Estamos de plano viajar pelo mundo, eu quero realizar esse sonho, não tenho ideia de como vou fazer isso, mas eu já me decidi que farei isso, é meu objetivo de vida.
—Maiara: Olha que legal, eu também tenho esse sonho, é bem legal conhecer novas pessoas, culturas, lugares...
—Juan: Bem pode esquecer, nós estamos nessa por que não temos mais familiares, não temos nada a perder nessa aventura,eu pensei bem e você tem sua mãe, sua irmã que te amam, você tem que ficar com elas, seria até interessante ter uma companhia feminina na viagem, mas não, você tem que aproveitar o tempo com sua família, só não fica com esse mané aí, ele não merece ter você como namorada.
—Maiara: Do que você tá falando até parece que eu ia querer viajar com uns desconhecidos que eu mal conheço e além disso são foragidos, até parece.
—Juan: Bom então está decidido, se conseguimos esse sonho um dia a gente se fala, você tem que estudar e ser bem sucedida aí poderá dar a volta ao mundo sem correr riscos.
—Tony: Tá o papo tá bom, mas mesmo assim é bom nós voltarmos para o hospital, provavelmente daqui a pouco sua irmã receberá alta e nós vamos levar sua mãe de volta, é bom você esperar aqui também e voltar pra casa com a gente, não faremos nada apesar de tudo somos do bem.
—Maiara: Tá, eu não vou voltar mais pra casa do Vitor mesmo.
—Juan: E enquanto a esse cara, seria bom levar ele pro HGE mesmo.
—Maiara: Deixa ele aí, ele ficará bem, ele já apanhou outras vezes em outras brigas e não morreu, não vai ser nessa briga que ele vai morrer, além disso a casa dele é aqui perto.
—Tony: Nossa ele já apanhou várias vezes e você ainda ficou com esse mané, péssimo gosto.
Depois que entramos pra dentro...
—Vitor: Seus idiotas, vão me pagar caro, foi interessante isso que ouvi, jamais iria saber que esses dois pivetes são foragidos.
Bem então depois da dona Verônica e sua filhinha receberem alta nós voltamos pra deixar elas em casa, fomos conversando o caminho todo, só a Maiara que foi calada e assim chegamos na casa dela e nos despedimos:
—Verônica: Obrigado meninos pela ajuda, Deus o abençoe, querem quanto da viagem?
—Tony: Pode ser 50 rea...
—Juan: Que cobrar o que tá maluco, não precisamos de dinheiro senhora, foi uma emergência tínhamos a obrigação de leva-la.
—Verônica: Ah obrigado meninos, vocês são gentis mas eu insisto, tome 50 pra ajudar vocês.
—Tony: Larga de ser imbecil e aceita esse dinheiro que vai ser útil em nossa viagem.
—Juan: Tá então, alias cadê a Maiara, ela desceu do carro e nem se despediu, e também ela não falou nada o caminho todo.
—Verônica: Ah deixa ela, é assim mesmo, se ela brigou com o namorado é normal que esteja assim deprimida, daqui a pouco converso com ela, alias, não querem entrar pra dormir, já está quase meia noite.
—Juan: Não obrigado, estamos de saída.
Então foi isso nos despedimos da senhora Verônica e pegamos a estrada rumo a Salvador agora com nosso carro novo.
—Tony: E então Juan, a Angélica tinha alguma tatuagem extra hehe.
—Juan: Cara eu sinceramente nem percebi, estava prestando atenção em outros lugares, você sabe.
—Tony: Miserável eu também queria ver, odeio aquela mulher mas devo admitir que ela é gostosa pra kara***.
—Juan: Esquece isso cara, nós temos que preocupar agora é com esse carro, somos foragidos e também estamos sem documentos, se a policia nos pegar já era.
—Tony: Relaxa, qualquer coisa eu dou fuga neles, não subestime minhas habilidades de motorista.
— Maiara: Lamento, mas vocês estão subestimando o mundo, assim desse jeito é só questão de tempo até vocês serem pegos.
—Tony e Juan: O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI??? (freiou o carro)
—Maiara: Eu me escondi aqui atrás e vocês nem me notaram, mas que desatentos vocês são.
—Juan: Você está louca? Tony dê a volta pra deixar ela em casa novamente.
—Maiara: Não, minha casa já tá longe, não precisa voltar eu deixei uma carta lá pra minha mãe explicando tudo eu resolvi ir com vocês, tem que entender que sem as minhas qualidades vocês logo serão pegos.
Então enquanto nós discutíamos com o carro parado, um carro da policia parou ali perto de nós.
—Policial: Todo mundo saia do carro com as mãos na cabeça.
Então logo pensamos, “Fud** já era acabou!” ainda mais quando os policiais acharam uma faca no bolso do Tony.
—Policial: Cadê os documentos? Não tem né? Recebemos uma denuncia e localizamos esse veiculo que estava os supostos jovens que incendiaram um caminhão no trevo a uns dias atrás, e parece que é verdade, vocês tem rosto igual, quero ver os documentos dos dois agora, senão logo serão presos, bem, não preciso mais pedir nada, sei que vocês não tem então irei algema-los.
—Juan: Mer** o cara que eu bati deve ter ouvido nossa conversa e denunciado, ou será que foi a Maiara? (pensei)
—Maiara: Espere policiais, aqui está os documentos dos meus irmãos gêmeos. Tudo em ordem.
—Policial: Irmão gêmeo? Você quer me enganar mocinha? Vai ser presa também.
—Maiara: Somos irmão gêmeos, não idênticos, se não acredita tá aqui nossos documentos.
Bem a Maiara deu uns documentos lá pro policial e por incrível que pareça ficou idêntico os policiais acreditaram e depois de investigarem o carro deixaram a gente seguir, ele falou que foi uma denuncia precipitada e acreditou que apesar de parecer, não era nós que eles estavam procurando, até a faca do Tony eles liberaram e assim nós voltamos surpresos pro carro.
—Juan: Incrível, como você fez pra que os policiais nos liberarem com esses documentos?
—Maiara: Eu já falei, eu não sou apenas uma garota chorona, eu também tenho meu lado fora da lei, eu sei algumas coisas sobre hacker e aprendi perfeitamente a falsificar documentos apesar de vocês não estarem 100% livre, eu não posso perder essa oportunidade de me aventurar pelo mundo, minha vida anda meio chata, eu quero aventuras, adrenalina...
—Juan: Chega de falar, agradecemos pela ajuda e reconhecemos que você tem um talento muito útil mas não podemos te levar, sua mãe ficará desesperada procurando por você.
—Maiara: Ah não tem problema, eu avisei na carta que viria com vocês, minha mãe vai ficar mais aliviada ela confia em vocês.
—Juan: O que? Pior ainda, sua mãe vai ficar desesperada e até culpar a gente...
—Tony: Chega Juan, deixa ela vim, não podemos mais voltar, vamos já está tarde demais, vamos direto a Salvador sem parar e agora que temos um carro podemos até dormir aqui.
—Juan: Olha, é serio se você nos meter em encrencas eu expulso você tá certo moça?
—Maiara: Relaxa eu serei de total ajuda, assim como um elemento essencial na jornada.
—Tony: E tem mais, nessa jornada nós estamos sempre correndo riscos, se algo acontecer não nos culpe pro resto vida.
—Maiara: Tudo bem, coloca isso pra andar estou tão ansiosa pra isso!
—Juan: Ah cara sei nem o que acho disso, mas de toda forma vai ser de grande ajuda.
Então assim a Maiara se juntou com a gente, confesso que fico preocupado com a família dela mas tenho que admitir que ela terá mil e uma utilidades, o resto da história continuará próximo episódio e finalmente a verdadeira aventura começará.
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