Notas iniciais
Cara nesse capitulo eu finalmente vou colocar minhas ideias pra tornar a história interessante, quero que essa história tenha um enredo muito bom e eu realmente quero que essa história chegue até o final.

Então, estamos nós 3 na estrada rumo a capital baiana, já passamos pelo segundo pedágio, pagamos 2,90 cada um só pra passar o caminho, que idiotice mas fazer o que, é a lei, não que nós somos um exemplo de cidadão para estar na lei.

—Juan: Se liga aí Tony, já chegamos em Salvador, olha só isso é totalmente diferente de onde viemos lá daquela pequena cidadezinha.

—Tony: Cara eu quero ir pra praia, marca aí no GPS o caminho mais perto pra nós ir de carro (os erros de pronuncias são propositais) .

—Maiara: Pera lá, vocês pensam em deixar o carro lá pra praia?

—Tony: Oxi e tem algum problema? É proibido?

—Maiara: Não, quer dizer, eu acho que não, o problema é que não sei o quanto eles cobram pra estacionar o carro pra lá e eu acho que não é barato.

—Tony: Tô nem aí é só deixar ele em qualquer lugar mesmo.

—Maiara: Você é louco? Já quer ganhar logo uma multa de cara?

—Tony: Se recebermos multa é só você usar suas habilidades de falsificadora sei lá, falsificar o pagamento da multa.

—Maiara: Quanta bobagem, até parece que é simples, escute eu não tenho nenhum poder mágico que possa fazer esses documentos falsos, eu preciso de materiais necessários e além disso falsificar pagamento até o momento é impossível pra mim, pois um boleto é completamente checado por sistemas, não da pra enganar, diferente de policiais que não tem programas instalados de alta capacidade, olha se por acaso aqueles policiais tivessem levado vocês 2, não tinha mais salvação.

—Juan: Agora que parei pra analisar que péssima mentira aquela de inventar que somos trigêmeos, nossa que criatividade pouca.

—Maiara: E você ainda reclama, se eu não tivesse aparecido aquele momento você já poderia esquecer, estariam presos e não tão cedo sairiam de lá.

—Juan: Tá mas e sua mãe mesmo? Acho que ela vai surtar e mandar até o FBI atrás da gente.

—Maiara: Relaxa, tá vendo esse Smartphone aqui? Eu só preciso mandar mensagem pra ela todos os dias, assim ela não vai se preocupar comigo nem eu se preocupar com ela nem com a maninha, bem vou até mandar outra mensagem aqui pra ela.

—Juan: Ah que legal um celular, nunca tive um.

—Maiara: Sério, nossa hoje em dia é quase difícil viver sem ter um celular.

—Juan: Minha vó sempre dizia que o celular era a perdição do mundo, eu sempre quis ter mas ela nunca me dava um e eu também nunca pensei em gastar meu dinheiro pra comprar.

—Tony: Eu também nunca tive um celular, mas uma vez roubei um mas como lá no barraco meu não tinha energia elétrica pra eu carregar ele, eu o vendi.

—Maiara: Você não vai querer roubar o meu né?

—Tony: Relaxa.

Enquanto isso em Feira de Santana...

—Verônica: Então Angélica, você acha mesmo que eu devo deixar isso assim? A Maiara fugiu da minha casa e agora ela está sozinha com 2 moleques nesse mundo, tudo de ruim pode acontecer...

—Angélica: Para de se preocupar se ela morrer ou ser estrupada a culpa é dela, ela já é maior de idade e já sabe o que quer da vida.

—Verônica: Pelo amor de Deus Angélica, o jeito que você fala agora eu devo avisar a policia mesmo.

—Angélica: Ei não faça isso, eu só disse isso na pior das hipóteses, não é que vá acontecer com ela, aqueles 2 podem ser idiotas inúteis mas eles são boas pessoas, relaxa aí aposto que não vai um mês e eles desistem dessa vida de vadiagem e a Maiara logo enjoa daqueles dois.

—Verônica: Eu sei, aqueles dois meninos eu achei legal eles, uma boa companhia pra minha filha, mas nesse mundo 3 adolescentes saírem sem rumo nenhum...

—Angélica: Para com isso Verônica, deixa a menina curtir a vida enquanto tem tempo, por que se ela puxar a mãe e engravidar cedo, aí é que não vai curtir nada sua juventude, olha esqueça isso, bora tomar uma cerveja ou fumar um cigarro sei lá.

—Verônica: Não precisava jogar na minha cara também, e eu não bebo nem fumo você sabe disso.

—Angélica: Ah uma pena, melhor que tem mais bebida e cigarro pra mim, bem de qualquer maneira só deixe ela em paz...

—Verônica: Olha eu vou deixar ela por alguns dias lá, mas quando ela voltar vou dar uma surra nela, pouco importa se já tem 18, ela vai ver; bom pelo menos ela tá com o celular dela, se acontecer alguma coisa ela pode me falar.

—Angélica: Isso aí vamos conversar sobre outra coisa.

Pensamento da Angélica: Bem aqueles dois podem até proteger ela, mas o que me preocupa mesmo é outra coisa, uma menina bonita daquele jeito junto com dois tarados, não sei se essa viagem vai ser saudável pra ela...

Chegando em Salvador, nosso querido carro chegou na região praiana, próximo ao elevador Lacerda.

—Maiara: Beleza, da pra deixar o carro aqui mesmo, não fica muito longe da praia.

—Tony: Ah cara nós já podíamos ter estacionado bem antes daqui.

—Maiara: É por que essa área é mais movimentada, muita gente vem aqui, essa é a divisa entre a cidade baixa e a cidade alta em Salvador, vejam, ali de frente está o elevado Lacerda, vocês podem subir ali se quiserem ver uma excelente visão do mar, ou então vocês podem ir pra cidade alta de Salvador onde está o centro comercial e tudo mais.

—Tony: Que história é essa de cidade alta e baixa, pra mim era uma cidade só, Salvador.

—Juan: Chega de conversa, é a mesma cidade cara, só que uma área é acima do nível do mar e a outra é mesmo nível do mar.

—Tony: Ué mesmo nível? Como assim, tudo plano?

—Juan: Esquece só vamos aproveitar o passeio, nem sei pra onde ir primeiro, para a praia ou subir o elevador Lacerda e ver alguns lugares por lá.

—Maiara: Eu vou passar primeiro no elevador, eu preciso fazer umas compras lá, visitar o Pelourinho, o bairro mais antigo da cidade , um lugar histórico brasileiro, tem construções lá desde os tempos dos portugueses no Brasil.

—Tony: Não, nem tenho interesse de ver essas coisas sem graça, eu quero ir na praia, relaxar, tomar um sol, ver a mulherada e eu tenho certeza que o Juan também né, vamos primeiro lá na praia.

—Maiara: Nada disso, nós precisamos fazer compras, nós precisamos comprar coisas essenciais pra viagem, a praia podemos muito bem esperar pra mais tarde, temos tempo de sobra, o dia só está começando, além disso tô sem biquíni de praia, não posso ir do jeito que estou agora.

—Tony: Ué não tem problema, só ficar pelada mesmo, aí o pessoal da praia vai a loucura haha... (Pow) ei por que me bateu?

—Maiara: Eu achei que você merecia, ei Juan, vamos primeiro subir pra cidade alta e ir em algum shopping, o que acha?

—Tony: Não Juan, eu quero ir pra praia logo, aproveitar que ainda é cedo a água do mar deve tá bem fria.

—Juan: Para com isso vocês dois, realmente a Maiara tá certa, vamos fazer a obrigação primeiro, ei Tony, se quiser pode ir pra praia, se não nos encontrarmos depois é só voltar aqui de novo no final do dia, beleza?

—Tony: Olha, de por mim, tô nem aí pra vocês, no momento só quero curtição, passamos 3 dias seguidos sendo escravizado pela Angélica peitão, não quero perder meu tempo fazendo comprinhas, falou.

—Maiara: Qual é a do seu amigo mesmo?

—Juan: Relaxa, ele vai ficar bem, só me preocupo se ele não vai fazer mer** por aí.

—Maiara: Como assim?

—Juan: Deixa pra lá, vamos subir o elevador, alias, pra subir é de graça né?

—Maiara: Não, mas também não é caro, só 15 centavos mesmo.

—Juan: Ah, ótimo.

Então subimos no elevador Lacerda, rumo a cidade alta e de fato a visão lá de cima era muito bonita.

—Juan: A visão daqui de cima é incrível mesmo, só não é mais bonita que a vista do morro de Tanquinho.

—Maiara: Você já subiu em cima daquele morro?

—Juan: Não eu subi em baixo do morro hahaha!

—Maiara: Nossa que senso de humor o seu, merecia ser comediante, com essa cara o pessoal já começa rindo antes mesmo de contar a piada.

—Juan: Nossa pegou pesado aí, sorte que eu levo na zuera haha, vejo que está se enturmando bem com a gente.

—Maiara: É na verdade eu sou de boa com todo mundo, tenho uma facilidade pra fazer amigos, inclusive acabei de lembrar que ainda nem avisei as minhas amigas que estou viajando.

—Juan: Melhor deixar sobre sigilo essa viagem nossa, vai saber se algum dos seus pretendentes não vem atrás de você.

—Maiara: Eu não ligo muito pra homens, mas eu sou legal, eu apenas namorei com o Vitor por que tinha pena por ele ser muito zoado e viver apanhando, mas não dava mais, com o tempo fui descobrindo a péssima pessoa que ele era, no final eu gostei da surra que você deu nele embora isso quase acabou dando errado se eu não tivesse vindo com vocês, aposto que foi ele que comunicou a policia sobre vocês dois.

-Juan: É verdade a surra que eu dei nele não foi o bastante, mas nós vacilamos em falar assuntos importantes perto dele achando que ele tava desmaiado, aquele merdinha.

—Maiara: Eu nem gosto de falar sobre ele, ficou no passado já.

—Juan: É verdade ele até te fez chorar, logo você uma menina com sua personalidade extrovertida.

—Maiara: Ah esquece essa por**!

—Juan: Ei olha o Tony, tô vendo ele daqui.

—Maiara: O que? Sério isso, como você conseguiu enxergar ele daqui do alto em meio de milhares de pessoas pela rua?

—Juan: É que ele não tá na rua, ele tá naquele porto e parece que tá conversando com alguém, estranho ele não ia pra praia, ou será que ele vai entrar no mar ali mesmo? Ah qualquer coisa algum pescador caridoso ajuda ele.

—Maiara: Mas ainda não entendo como você conseguiu ver ele daqui de cima, as pessoas parecem formigas vista daqui e ele tá distante ainda, você tem olhos de águia por acaso?

—Juan: Ah deixa pra lá, bora seguir, preciso fazer compras, acho que vou comprar comidas e algumas coisas que eu achar interessante, eu tenho uns 700 e alguma coisa de grana, da pra comprar algumas coisas pra ajudar.

—Maiara: Ah sério ótimo, pode comprar algumas roupas pra mim? O dinheiro que eu tenho é pouco pra isso.

—Juan: Ei, olha lá o que você vai comprar, se for caro...

—Maiara: Relaxa, não vou abusar, vamos, tem um shopping não muito longe daqui.

Enquanto eu e a Maiara saia pra fazer compras o Tony estava ali em um porto conversando com um homem misterioso, ele usava uma roupa parecida com a de um monge sei lá, talvez fosse mesmo um monge.

—Tony: Então cara, como já falei, tá muito estranha essas suas perguntas, sobre escolhidos, você fumou maconha hoje né?

—Monge: Não tenho nenhum engano quanto a isso jovem, eu sinto a energia dos escolhidos vindo de você, eu sou um monge e não sou dessa cidade, na verdade eu nasci em outro país.

—Tony: Cara sério, você não tá bem, e o que mer** é um monge? Ah quer saber, me dá licença que eu vou dar um mergulho aqui mesmo.

—Monge: Vai mergulhar aqui mesmo? Não seria melhor ir a uma praia, aqui é uma área onde fica barcos.

—Tony: Me deixa em paz, pode ir embora com essas suas conversas idiotas, falou.

Enquanto isso caminhando pela cidade, eu e a Maiara chegamos no Pelourinho, centro histórico de Salvador.

—Maiara: Veja, esse é o Pelourinho, o bairro tem um visual antigo e mesmo assim não deixa de ser muito belo.

—Juan: Ah nada demais, só é meio diferente.

—Maiara: Parece que você não está muito animado.

—Juan: Eu só quero termina isso pra ir para a praia, eu nunca fui antes.

—Maiara: Relaxa, vamos, o GPS do meu celular fala que o shopping fica um pouco pra trás.

—Juan: Ué a gente já passou?

—Maiara: É que eu queria dar uma passeada pelo Pelourinho haha!

—Juan: Tá, vamos caminhar um pouco por aqui e voltar.

Então fomos caminhando pelas belas ruas do Pelourinho, a Maiara ia tirando fotos com a mer** do celular dela quando nós avistamos um mendigo na rua.

—Juan: Olha Maiara, o que acha da gente ajudar aquele senhor que está pedindo esmola na rua?

—Maiara: Ah Juan sei lá, será que é mendigo mesmo? Tem pessoas que nem passam necessidades e se faz de mendigo pra aproveitar a bondade das pessoas.

—Juan: Ah não sei, eu sinto que há uma bondade nesse cara, nem sei explicar.

—Maiara: Como assim sentir bondade?

—Juan: Ah sei lá alguma coisa me diz que ele realmente precisa de ajuda.

—Maiara: Ah não entendo nada do que está acontecendo, mas tudo bem vamos ajudar ele.

—Juan: Oi senhor, bom dia toma esse trocado aqui, não é muito mas vai ajudar a comprar um lanche e passar a fome.

—Velho: Oh muito obrigado meu filho, que Buda te proteja e seu espirito busque a tranquilidade da vida.

—Juan: Ah, obrigado senhor, passar bem.

Então saímos em direção ao shopping...

—Juan: Ei Maiara, que velho estranho aquele, falando daquele jeito, será que é um alcoólatra ou um drogado?

—Maiara: Ele falou de Buda, parece que aquele velho é um monge, até mesmo suas roupas pareciam, logo estranhei.

—Juan: Um o que?

—Maiara: Monge, eu tenho certeza que ele era um monge, Monge é uma pessoa que dedica sua vida somente a orar e trabalhar, aquele segue a religião budista, ele dedica sua vida somente a religião e abre mão de outras coisas como se casar e ter filhos, bem os monges estão presentes em varias religiões, até mesmo no cristianismo.

—Juan: Bom aquele cara não parecia estar trabalhando pra mim.

—Maiara: Larga de besteira Juan, você nem sabe o que aconteceu com ele, pelo sotaque ele não me parece ser daqui, talvez more em outro país e quando veio pro Brasil, passou por necessidades.

—Juan: Ah só vamos esquecer esse cara por enquanto, vamos lá fazer compras eu quero ir logo para a praia!

Bem então nós chegamos no shopping para fazer umas compras, como eu ofereci uma grana pra Maiara comprar alguma roupa pra ela, ela foi logo entrando na primeira loja de roupas que viu e já foi logo olhando tudo e eu estava lá esperando uma eternidade ela escolher.

—Juan: Vamos Maiara, nós não temos o dia todo, o Tony já deve tá achando que a aconteceu alguma coisa com a gente.

—Maiara: Calma, não se apressa uma mulher quando ela está escolhendo qual roupa vai comprar, olha eu vou ali no provador olhar essas roupas, espere só mais um pouquinho e você nem tente pensar em me espiar, essa loja é cheia de câmeras e se você tentar alguma coisa vai ser pego e depois ir pra cadeia e dessa vez não vou te ajudar.

—Juan: Mas que? Por que eu faria tal coisa, eu não sou um cachorro no cio pra fazer essas coisas.

—Maiara: Ah foi mal, ontem quando entrei escondida no carro antes de vocês me verem eu ouvi você e o Tony falando, parece que vocês estavam falando da Angélica pelada, alguma coisa assim.

—Juan: Ah, ei qual foi?

—Maiara: Bem, até logo.

—Juan: Droga, às vezes é bom nós evitarmos esses papos (Falou pra si mesmo)

Enquanto eu esperava mais uma eternidade a Maiara escolhendo qual roupa comprar, me surpreendi com uma coisa, aquele velho monge, veio atrás de mim.

Velho: Oi meu jovem, bom te reencontrar de novo, prazer me chamo Theravãda e sou um monge.

—Juan: O que? Espera por que você me seguiu até aqui e que nome estranho é esse?

—Theravãda: Eu não segui você, apenas vim atrás dessa sua aura misteriosa dos escolhidos, eu sabia, só pode ser você aquele que nós estivemos procurando por aqui.

—Juan: O que? Espera que conversa mais estranha é essa, você só pode estar louco?

Esse velho está me assustando, o que será que ele quer comigo e aquele outro monge que o Tony encontrou no porto, qual a relação tem entre eles? Bem essa história tem continuação no próximo capitulo.

Notas finais
Ah estou adorando fazer essa história, eu levei algumas dias para me inspirar e parece que surtiu efeitos, eu tive varias ideias pra virar uma história interessante e não ser somente uma história de viagenzinhas pelo mundo.