A Volta - La Madrasta

2 capítulo primeiro - O LOUCO SAN ROMAN


Vinte anos depois Maria tinha sido inocentada, graças a Luciano seu advogado, provou que nunca tinha atirado em ninguém...Mas Estevão não teve a mesma sorte e ficou vinte anos preso em um manicômio judicial, quando ele pisasse pra fora daquele lugar já sabia que não seria o mesmo...A convivência com loucos poderia sim ter afetado seu psicológico fortemente.

Luciano: senhora Fernández esse é o homem que procura.

X: está diferente — observando o homem de longe.

Luciano: está na ficha, Estevão San Roman.

X: ele foi punido mais cruelmente Luciano — deixa algumas lágrimas cair — aquelas mulheres não perdoaram o próprio sobrinho.

Luciano: Maria Fernández, ele sempre repete seu nome quando vai receber as seções de eletro choque.

Maria: como assim ele?

Luciano: ele vai precisar de um tempo pra se recuperar, já que ficou abandonado pelas tias todo esse tempo.

Maria: de quanto tempo foi a pena dele?

Luciano: dezoito anos que por mau comportamento viraram vinte anos, mas a família nunca ligou para ele aqui.

Maria: mas, e as tias que diziam amar ele? Isso é um buraco Luciano, nenhum ser humano devia ficar em um lugar como esse.

Luciano: deixaram ele pra mofar nesse buraco escuro Maria, imagina você ser um homem sã e ser jogado nessa selva de loucos de uma hora para outra.

Maria: ele se incriminou pra me salvar, mas no final eu e ele pagamos por um crime que não cometemos.

Luciano: aqui chamam ele de mamute San Roman — rir do comentário.

Maria: e isso porque? — perguntou seria — ele parece inofensivo do meu ponto de vista.

Luciano: dizem que ele sempre arranja confusão nesse horário — olha o relógio — não vai demorar.

Maria: olha receosa — o que vai acontecer Luciano?

Luciano: você vai ver Maria — fica olhando.

X: ta livre seu retardado?

Estevão: não me chama assim.

X: de retardado — empurra Estevão — é o que você é seu mamute San Roman.

Estevão: me deixa ir embora — sai andando sem olhar pra trás.

X: não vai assim tão fácil seu idiota.

A confusão começou e Estevão não tinha ajuda, precisou correr até Maria para fugir daqueles que o perseguiam.

Estevão: me salva...me salva — tropeça e cai bem perto de Maria.

Maria: está tudo bem? — fala assustada.

Luciano: levanta Estevão — vamos embora San Roman.

Estevão: ma... Maria? — a olha assustado — o que veio fazer aqui? — toca o rosto dela delicadamente — isso é real?

Maria: claro... claro que sim, eu vim te buscar Estevão, vamos?

Estevão: quando saiu? Porque veio me ver?

Maria: vim te buscar, vem comigo e te respondo tudo.

Estevão: ta bem Maria.

Eles saem do sanatório calados, mas quando se aproximam do carro Estevão para bruscamente.

Maria: algum problema?

Estevão: o lugar que você vai me levar fica longe daqui?

Maria: não muito Estevão, mas porque?

Estevão: quero ir andando e sentir a brisa no meu rosto — a olha e sente um pouco de vergonha — se não quiser andar comigo dessa forma eu entendo.

Maria: vamos lá senhor San Roman — segura a mão dele.

Estevão: vamos Maria — fala acanhado.

Maria: não entendi porque te chamam mamute — andava junto a ele.

Estevão: por conta do meu cabelo — toca a barba e a cabeça — e do meu tamanho.

Maria: você pegava briga todos os dias? — falou espantada.

Estevão: não — riu da cara de espanto dela — eu ia sempre para solitária e ficava refletindo aí quando voltava pegava uma nova briga.

Maria: mas porque brigava Estevão? Tinha um motivo pra fazer isso?

Estevão: eles implicavam comigo e eu batia em todos, me defender partia do seguinte princípio de atacar.

Maria: não é o contrário?

Estevão: eles vinham pra cima de mim e eu só me defendia.

Maria: por isso ganhou o apelido de mamute San Roman...

Estevão: mamute por ser grande — rir — eu não gosto disso — coça a cabeça — eles sempre me irritavam porque tinha uma barba — toca o rosto — e eu ia pro choque todas as vezes que brigava.

Maria: não lembra mais dessas coisas, agora você é livre.

Estevão: meu corpo até pode ser mais minha mente ta presa lá — se vira e aponta o sanatório.

Maria: você vai se libertar Estevão, não vou deixar que fique pra sempre nessa loucura.

Estevão: é difícil Maria, não sabe as coisas que eu passei nesse lugar.

Maria: só fale quando tiver o conforto necessário de se abrir comigo.

Estevão: preciso tirar essa barba e essas roupas já estão pedindo para serem jogadas fora — olhou a sua roupa e fez uma cara de que não gostava delas de jeito nenhum.

Maria: tudo o que precisa para vestir está na pousada.

Estevão: a olha e sorri timidamente — está muito bonita... você é bonita... sempre foi.

Maria: você sempre dizia que minha beleza deixava o mundo mais belo.

Estevão: ainda deixa Maria, está muito mais linda do que à vinte anos atrás.

[...]

Ele saiu do banheiro se sentindo mais leve, talvez porque toda aquela barba e cabelo tinha saído dele, mas não se parecia em nada com o paciente zero vinte...um San Roman era o que ele tinha voltado a ser, o mesmo porte aquela roupa, pegou a tinta e fez o que queria,pintou de preto cada fio de cabelo da sua cabeça...Maria esperava aflita, curiosa, queria ver como ele estava e se o terno de alfaiate que comprou coube nele, se os sapatos italianos ainda era seus preferidos, ela tinha que ver, e entrou no quarto sem aviso algum e quando viu ele:

Maria: desculpa eu entrei no quarto errado — o olhava encantada — onde está Estevão San Roman?a: desculpa eu entrei no quarto errado — o olhava encantada — onde está Estevão San Roman?

Estevão: está bem na sua frente senhorita Fernández — sorri faceiro.

Maria: como está lindo San Roman — vai até ele e lhe dá um selinho — mas agora tomos que jantar e depois vamos para o meu apartamento.

Estevão: tem um lar nesse lugar que só nos fez mal? — fala grosso.

Maria: se acalma que eu te explico quando estivermos lá, ok?

Estevão: mas estamos muito atrasados?

Maria:não estamos, mas porque da pergunta?

Estevão: porque esse lugar está quase deserto e queria aproveitar com você um momento só nos dois — vai até ela e segura sua cintura e começa a beija seu pescoço — vinte anos sem você Maria me deixou doido — vai subindo até o rosto e depois a beija na boca, com saudade da sua língua e de seus labios, de todo seu corpo.

Maria: espera um pouco Estevão — se afasta — nos precisamos jantar, sim?

Estevão: não Maria — a leva pra cama — eu to com fome de você minha gatinha persa — morde o queixo dela — eu quero entrar todo dentro de você te fazer gritar e escutar você gemer o meu nome loucamente enquanto gozamos.

Maria: huum... Estevão vamos jantar primeiro — sai da cama rapidamente.

Estevão: pedimos o jantar aqui Maria, o que custa? Você é minha esposa somos marido e mulher isso não é errado — estava ofegante, seus olhos não disfarçavam o quanto desejava Maria.

Maria: Estevão é que... — fica em silêncio.

Estevão: é que? Fala Maria, o que aconteceu?

Maria: somos separados graças as artimanhas de Alba que tanto fez que conseguiu.

Estevão: somos separados no civil, mas diante de Deus somos marido e mulher.

Maria: você quer mesmo continuar casado comigo?

Estevão: Maria eu não preciso de uma mulher, eu preciso de você meu amor, porque só a o seu lado me sinto completo.

Continua...