A Volta - La Madrasta

3 capítulo segundo - Feitos um pro Outro


Cemitério fora da cidade ainda em Aruba:

Lá estava Estevão e Maria lado a lado olhando a própria cova, nomes diferentes, mas pra todos eram eles, ali enterrados como meros cadáveres.

Estevão: se ajoelhou e tocou a cruz de mármore — Adalberto San Roman? Sou eu...Eu estou nesse buraco.

Maria: Montserrat Fernández, sou eu Estevão... — disse com pesar.

Estevão: porque elas fizeram isso conosco? Mau conhecíamos Patrícia e somos acusados de matar ela... — transtornado ele soca o chão — eu vou matar elas.

Maria: vamos embora daqui, por favor Estevão — ajuda ele a levantar — vamos pra o apartamento.

Caminha com ele até o carro e seguem pra o apartamento que Maria morava desde que tinha saído do presídio, era simples e pequeno, mas confortável e acolhedor, Estevão observando todo o lugar enquanto entrava desconfiado e coçando a cabeça.

Maria: vamos viajar amanhã e ver nossos meninos Estevão — fala alegre pelo que ia fazer — tanto tempo que eu esperava esse encontro.

Estevão: estamos mortos pra eles Maria, Adalberto e Montserrat, lembra? São órfãos.

Maria: não são Estevão, eles são meus filhos, na verdade são nossos fruto de um grande amor, que mesmo presa ainda deu mais um fruto — para ao perceber que falou de mais.

Estevão: você teve um bebê na cadeia Maria? — se aproxima dela com calma.

Maria: tive uma menina, vai fazer vinte anos e se chama Beatriz, mas só chamam ela de Bia.

Estevão: e onde ela está Maria? Onde vive?

Maria: ela foi criada em um orfanato...

Estevão: ela foi adotada? Meus Deus e agora? Como vamos achar?

Maria: ela não foi adotada por ninguém, está morando comigo desde que sair da prisão.

Estevão: mas eu não posso ter contato com ela, não antes da minha vingança — começa a andar nervoso — elas vão pagar caro pelo que fizeram comigo.

Pela mente de Estevão passava imagens dos piores momentos no manicômio e de como ele foi perdendo a cabeça convivendo com aqueles loucos.

Maria: tem que tomar seus remédios Estevão — anda até a bolsa pra pegar os potinhos de comprimidos.

Estevão: NÃO SOU LOUCO — ele não mede a força e puxa Maria a jogando pra parede — TEM NOÇÃO DO QUE É CONVIVER COM LOUCOS TODOS ESSES ANOS?

Maria: se levantou com dificuldade e olhou ele se aproximando — fica tranquilo e não faz nada que possa se arrepender depois — se mantendo calma.

Estevão: CALMO PORRA NENHUMA... VOCÊ QUER ME FUDER...DEIXAR QUE EU FIQUE LOUCO DE VEZ.

Segurou Maria pelos punhos e a elevou até tirar os pés dela do chão a balançou no ar sem nenhuma dificuldade...Maria o olhava se mantendo firme e encarando ele nos olhos, mas deixava algumas lágrimas caírem.

Maria: não meu amor — as lágrimas desciam sem controle, mas ela se mantinha Calma o encarando.

Estevão: não é o que parece — a encosta na parede violentamente — se é assim que vou ser tratado, porque me tirou do hospício? EM? PORQUE?

Alguém entrava na casa naquele momento e ao ver Maria sendo pega daquele jeito e por ver aquele desconhecido tão violento e descontrolado, ela tomou a decisão mais correta, o ataque, salvar a mãe daquela violência.
Ela chutou com força a parte de trás do joelho de Estevão fazendo ele soltar Maria por conta da dor e cair de joelhos no chão, depois ela acertou um soco certeiro no ouvido dele o deixando zonzo e quase caindo no chão e por último acertou uma joelhada bem no meio do rosto que fez ele desmaiar no mesmo instante.

María: o que você fez Beatriz? — falou nervosa — ele é seu pai.

Beatriz: e porque tava pegando vc daquele modo mamãe?

Maria: ele não tinha tomado os remédios e estava tendo uma crise.

Beatriz: ele é muito grande mãe, ia te machucar feio.

Maria: Bia eu to bem e você, devia ter dado um grito que ajudaria muito também.

Beatriz: ta mãe, dá próxima eu ajudo o maluco a te matar.

Maria: dá pra ser menos ríspida comigo? Seu pai sofreu muito, vai demorar a se recuperar do tempo que passou no manicômio judicial.

Beatriz: e nesse tempo ele vai ficar te atacando? Me fala logo que eu já do um jeito.

Maria: você não é um moleque violento, é minha filha — segura o queixo dá filha firme — eu não quero você com esse tipo de comportamento, parecendo um animal sem lei, você é Beatriz San Roman Fernandez Acunha, minha filha.

Beatriz: desculpa pelo que eu fiz com ele. — olha o pai desacordado no chão.

Maria: com o seu pai — a olhou de modo carinhoso — ele vai entender quando acordar, só quero ajuda pra carregar ele até o quarto.

Beatriz: esse aí? — riu — só arrastando mãe.

Maria: então vamos arrastando seu pai.

[...]

Dia seguinte Estevão dormia abraçado a Maria e quando acordou sentiu a cabeça um pouco dolorida, quando viu os punhos dela se lembrou que tinha feito e se senta na cama encolhe as pernas e começa a se balançar em desespero.

Estevão: perdão... perdão Maria...meu amor perdão — chorava baixinho — não queria...Eu juro que não queria.

Beatriz: entra no quarto e vê o pai chorando e corre até ele — ei porque ta chorando? Se acalma.

Estevão: não queria...não — segurou o rosto da filha entre as mãos — eu não fiz por mal... Não fiz...

Beatriz: não fez — segura as mãos dele — se acalma ela tá bem, não aconteceu nada de mais.

Estevão: mas e esse roxo? — estava apavorado com o que tinha feito — eu não devia ter saído daquele lugar...Sou um monstro louco...Devia tá preso...

Beatriz: você esta com a mamãe agora, então fica calmo — pega a mão dele e a coloca em cima da mão da mãe — a dona Fernández é pirada por você senhor San Roman.

Maria: sonolenta — meu amor? — segurou a mão dele.

Estevão: ainda fungava do choro — Maria? Eu te machuquei.

Maria: não minha vida — sorriu e mostrou que estava bem.

Beatriz: to caindo fora casal — sai do quarto com certa pressa.

Maria: amanhã vamos voltar pra o México — abraça ele.

Estevão: quero ver nossos filhos e assim, recuperar eles — a beija — tava com saudades de você.

Maria: vinte anos separados é uma vida meu amor.

Estevão: tocou o rosto dolorido — só queria saber o que aconteceu e porque meus joelhos doem, to com uma dor de ouvido e a minha cara tá doendo como se eu tivesse levado um soco bem certeiro.

Maria: deu uma gargalhada sonora — se eu contar vc não vai acreditar em mim.

Estevão: o que aconteceu? — a olhou confuso.

Maria: pra te controlar nossa filha bateu em cada lugar que você falou agora.

Estevão: ela fez tudo isso comigo — toca o rosto e faz uma careta de dor — bate forte a garota.

Maria: ela só se preocupou comigo e não reconheceu você meu amor — dá alguns beijinhos no rosto dele.

Estevão: eu te amo Maria, pra mim o tempo parou e agora vamos ser felizes juntos, meu amor.

Maria: com nossos filhos e juntos viver como família que somos.

Ele senta na cama e logo ela senta em seu colo ficando um de frente ao outro.

Estevão: como foi esse tempo no presídio?

Maria: me mantendo longe de confusão, mas com saudade de você — dá um beijo nele.

Ela tocou o peitoral dele com desejo, fez alguns desenhos imaginários e ele se perdia naquelas carícias dela, Estevão começou a acariciar o corpo de Maria por baixo da camisola, sentia cada centímetro do corpo dela com carinho, a saudade era grande, mas não seria um animal desesperado por sexo, tirou a camisola e agora brincava nos seios dela enquanto conversavam.

Estevão: como senti a sua falta, lembrar de você e dos nossos filhos me mantinha lúcido.

Maria: eu sei meu amor — suspirando de desejo ela chegou perto do ouvido dele — me faz sua meu amor, quero te sentir dentro de mim.

Deitou ela na cama e apreciando o corpo nu dá esposa ele sentiu o corpo reagir naquele instante... Tirou a cueca box mostrando seu membro muito excitado, ficou por cima dela.

Maria: entra em mim meu amor — pediu em desespero, cheia de desejo.

Estevão: vai doer e não vou durar muito tempo — ele falou triste — não sei que efeitos aquelas drogas podem ter feito comigo.

Maria: não me importa, eu só quero você — segurando os ombros dele e beijando seu peitoral.

Ela estava tão excitada seu desejo era ele esperou todos esses anos e agora o teria para ela por inteiro... Estevão foi cuidadoso, mas quando sentiu que Maria estava pronta pra ele não teve trabalho de penetra lá, se movimentou lento pegando o ritmo e aumentando a velocidade das estocadas, quando sentiu que ela tinha tido seu primeiro orgasmo deixou seus movimentos mais fortes chocando seu corpo contra o dela e sentindo o seu gozo vir de imediato e fazendo ele desabar sobre ela sem colocar muito peso por cima de Maria.

Estevão: vinte anos — falou ofegante e completamente suado — e você minha rainha continua tão boa de cama — fala e sorri pra ela.

Maria: meu grandão — chupou o pescoço dele o marcando — eu não vou desgrudar de você, ou pensa que não sei o quanto você está gostoso.

Estevão: deu uma gargalhada — mas meu amor eu estou normal, não mudei nada.

Maria: você está maior em todos os sentidos — rebolou um pouco mais em baixo dele — ta tão mais atraente assim mais velho.

Estevão: estou? — se virou na cama e deixou ela por cima — eu também tenho certeza que você tá bem mais gostosa, seus seios tão maiores e apetitosos.

Maria: então vem mamar aqui meu bebê — abaixa o corpo e sente ele abocanhar seus seios — isso aí... Oooooh... Mais Estevão... — arqueou o corpo e voltou a rebolar com o membro dele dentro de sua intimidade — você já tá duro meu amor.

Estevão: você tem um rebolado irresistível pequena — bate na coxa dela — cavalga seu grandão vai Maria...

Maria: sim meu amor...

Ela sorriu e mostrou a mulher poderosa que era e o poder que tinha sobre seu marido na cama na vida e em tudo que faziam, ele era o grande amor da sua vida... O tempo passou mas eles ainda se pertenciam de pele corpo alma e principalmente coração.

[...]

Os dois antes de ir ao aeroporto pararam na praia e ficaram observando o por do sol juntos e de mãos dadas olhavam aquilo que significava o fechamento daquele ciclo na vida de ambos e o início de uma nova vida um recomeço para eles, iam recuperar tudo que deixaram no México a qualquer custo.

Continua...