A Volta - La Madrasta
8 capítulo oitavo - Olavo San Roman
As semanas se passaram e o casal estava prestes a fechar um grande negócio, Maria tinha acabado de chegar ao escritório ela veio primeiro e Estevão chegaria mais tarde, foi assim que combinaram... O novo sócio de nome Olavo estava conversando amigavelmente com Maria, pareciam velhos conhecidos se tratavam educadamente nada de passar dos limites, era um sócio como outro qualquer e ela era uma funcionária dá empresa...
Olavo: surpresa Maria? Eu estive um tempo sumido.
Maria: não sei como explicar pra Estevão que você é o novo sócio, ele vai pirar... — suspirou preocupada — você sabe como ele vai reagir, por isso mandou um testa de ferro.
Olavo: ele não ia aceitar a minha ajuda Maria, seu marido é orgulhoso, sabia?
Maria: eu sei muito bem, mas sabe o que ele vai falar, esse orgulho é quem vai responder a essa proposta.
Olavo: eu voltei pra ajudar, sabe o que isso significa pra mim, eu não vim humilhar ninguém.
Maria: não posso tomar nenhuma decisão sem o meu marido Olavo, você sabe muito bem quem é Estevão San Roman, não vai querer provocar ele.
Olavo: eu não vou fazer nada disso, por favor aceita, se quiser eu mando meu testa de ferro no meu lugar, mas não vou deixar a empresa falir, a culpa não é dele, as duas bruxas velhas quiseram decretar a falência mas não conseguiram nem vão conseguir.
Maria: e você acha que tudo depende de mim? É fácil voltar mais de vinte anos depois e pedir perdão comprando algumas ações dá empresa, ele não precisou de dinheiro esse tempo, mas precisou de apoio, coisa que ninguém deu.
Olavo: o que quer insinuar com isso? Eu odeio indiretas Maria, se quer falar algo é melhor dizer logo.
Maria: não sou eu que vou falar e sim o Estevão.
Estevão chegava no escritório com uma feição tensa e preocupada algo sério tinha acontecido, ele era sempre um homem educado e hoje ele passou direto em direção a sala.
Flashback horas atrás
Estevão estava esperando um ligação importante, por isso não foi com Maria a empresa, chegaria mais tarde apenas pra conhecer o novo sócio... O telefone tocou e ele atendeu:
Estevão: alô quem fala?
X: não reconhece mais a minha voz grandão?
Estevão: Maria? É você que está falando?
X: hahaha... Maria? Não meu querido, melhora esse palpite, sei que consegui zero vinte.
Estevão: sentiu um frio percorrer sua espinha — não pode ser... Como conseguiu esse número?
X: tenho meus contatos, estou na cidade e quero te ver meu grandão — a voz era sensual.
Estevão: que se dane Débora, não quero você perto de mim, sua víbora desgraçada — ele suava frio, estava nervoso ao falar com ela.
Débora: você realmente não me esqueceu zero vinte, o paciente mais avantajado que já tive, sua mulher deve ta amando esse homem maravilhoso que eu mesma já experimentei bastante — dá uma risada debochada.
Estevão: não ouse se aproximar, dessa vez eu te mato sem pena.
Débora: acha que eu não lembro dá última vez que tentou fazer isso? Lembro e fico toda molhadinha ao lembrar das suas mãos no meu pescoço — ela terminou a frase e deu um gemido de prazer.
Estevão: você é doente, a louca aqui sempre foi você... — ele respirava com dificuldade, estava tendo uma crise de pânico.
Débora: então seja meu psiquiatra e vem me abusar San Roman... — sua insanidade era notada pela voz.
Estevão: já chega sua maluca, não ouse mais ligar pra mim eu te denuncio acabo com a sua vida sua desgraçada — tentava recuperar a calma.
Débora: faz o que quiser, mas vai ser meu novamente — encerra a ligação.
Flashback off.
Maria: você tem que falar a verdade Olavo — andou até o homem e tocou seu ombro.
Olavo: eu não sei se ele vai me aceitar Maria — lhe deu um beijo na testa de modo doce — muito obrigado por tudo que fez por ele.
Maria: comigo pode contar sempre... — sorriu com simpatia.
Estevão abriu a porta já estava nervoso com o que aconteceu mais cedo com a ligação de Débora e quando vê sua esposa sendo beijada por outro ele praticamente tem um surto, já estava no limite... Partiu pra cima daquele senhor e com toda força que tinha jogou ele por cima da mesa fazendo ele cair do outro lado e com tudo no chão, Estevão pulou a mesa e com Olavo de costas mesmo ele começa a socar o rosto dele sem pena.
Maria: não faz isso — se joga em cima do marido pra tirar ele de cima — solta ele Estevão.
Estevão: não Maria, me solta — falou em fúria, estava fora de si.
Maria: não vou permitir que faça isso com ele — o abraçou e o jogou pra trás fazendo ele cair de costas pró chão — recobra a Estevão — falou seria olhando nos olhos dele.
Olavo: levantou com dificuldade e se afastou — porque ele fez isso? Ele nunca foi de brigar.
Maria: suspirou pesadamente — ele passou vinte anos em um manicômio judicial, sem ser louco, mas todo esse tempo conviveu com eles — seu filho não é mais o mesmo seu Olavo.
Olavo se aproximou de Estevão ele estava no chão imóvel e com o olhar perdido a respiração ofegante e o suor eram indícios de uma crise e das piores, ele nunca tinha visto ou pensado em ver o filho daquela forma, seu coração de pai chorou de dor e tristeza ao ver aquela cena tão triste.
Olavo: o que fizeram com ele Maria? Porque está assim? Me fala algo concreto...
Maria: alba e Carmen San Roman já expliquei tudo, elas são a verdadeiras culpadas por seu filho estar desse jeito.
Olavo: eu vou tirar satisfação com elas.
Maria: você tinha que brigar com ele naquele dia? Olavo ele só tinha seguido o caminho dele e não foi por dinheiro ou estatus, ele ama o que faz na empresa.
Olavo: eu me arrependo daquela briga todos os dias da minha vida Maria — falou com sofrimento e aflição — na verdade eu não queria.
Maria: já chega Olavo — voltou a atenção ao marido, ele estava voltando a ter consciência — meu amor, me escuta? Fala comigo por favor.
Estevão: o que esse homem faz aqui? — apontou o pai — ele veio do mundo dos mortos? Já não sou mais nada seu Olavo, sai daqui agora.
Olavo: Estevão sou seu pai, quero ajudar me deixa ficar aqui pelo amor de Deus...
Estevão: se retire dá minha sala Olavo — sentou no chão mais calmo.
Continua...
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