A Volta - La Madrasta

9 capítulo nono - O Plano do mal


Maria: é melhor você ir Olavo, por favor — estava tensa com toda situação e que o fato poderia piorar a saúde mental de Estevão — sai daqui ele não precisa de você agora.

Olavo: mas Maria ele precisa — olhou o filho no chão como um bichinho assustado e sentiu o coração se comprimir — olha como ele está, não posso deixar meu filho assim.

Estevão: sai daqui... sai dá minha vida eu te odeio Olavo você não é mais nada meu seu desgra... — virou o rosto na mesma hora.

O tapa foi tão forte que a boca de Estevão ficou com um corte superficial no canto esquerdo do lábio inferior, sentindo o gosto do sangue ele iria revidar no pai, mas Maria estava entre eles e é acertada com um soco de direita tão forte que a fez desmaiar na hora.

Estevão: Maria? — a olhou com desespero sentido seu mundo ruir, Maria era seu porto seguro enquanto tudo desmoronava — olha o que me fez fazer seu imbecil.

Olavo: calma eu sou médico — se aproximou de Maria e checou o roxo que se formava abaixo do olho direito, ela apenas tinha desmaiado do forte soco que tinha levado.

Estevão: porque voltou? é você o meu sócio? Disse que que rejeitava porque seu filho único tinha escolhido ser empresário em vez de ser um médico, mas eu não queria isso, iria ser um infeliz em um lugar que não queria estar.

Olavo: mas eu me arrependo de tudo que falei e fiz, passei vinte anos pensando que você estava morto e aí eu descubro você aqui é vivo, eu não podia continuar brigado com você Estevão, só peço que me escute.

Estevão: sai dá minha sala e principalmente dá minha vida, eu te odeio Olavo San Roman, você foi o pior que podia acontecer agora.

Olavo: vou dar um tempo, mas não vou desistir de você meu filho — levantou e olhou o filho no chão, sentiu vontade de chorar mas não fez, se afastou e saiu dá sala deixando o filho sozinho com Maria.

Estevão: Maria acorda meu amor, não devia ter se metido na frente daquele babaca — tentava acordar a esposa preocupado.

Maria: é seu pai Estevão — abriu os olhos e sentou devagar — ele voltou por você, pelos nossos filhos na verdade, ele se associou ao Heitor pra salvar esses empresa​, não rejeite ele, você tem uma família meu amor, seu pai te ama.

Estevão: suspirou triste, iria pensar naquilo que Maria tinha falado, mas antes tinha problemas maiores — lembra dá médica? A que abusava de mim?

Maria: sim eu lembro — analisou as feições do marido se tensionar — o que tem ela?

Estevão: não sei como, mas ela tem meu número é ligou pra mim hoje, me ameaçando — todas as lembranças dolorosas vieram a tona e ele quis sumir naquele momento.

Maria: mas o que ela falou? Você tem que me falar meu amor — levou Estevão até o sofá e o sentou, estava preocupada com o aparecimento dessa mulher na vida dele novamente — eu não vou deixar ninguém te fazer mal.

Estevão: disse que iria me ver novamente, que estava com saudades — ele falava com nojo, asco daquelas palavras e principalmente daquela mulher — eu tenho nojo dá voz dela.

Maria: acalma meu grandão — sentou no colo dele é o abraçou como proteção — eu estou aqui e se essa mulher te tocar eu despeno ela inteira, porque ninguém... — dá dois beijinhos em cada lado do rosto dele e sorri — mexe com meu grandão, você é meu Estevão, meu amor, meu tudo, pai dos meus filhos e principalmente meu homem — falou com posse e poder nas palavras.

(...)

Em um hotel no centro três mulheres falavam de um homem, na verdade dá vingança contra uma mulher, a que o homem em questão desejava cegamente.

X: como vamos separar eles?

Y: eles não são o tipo que se separaram por nada minhas queridas — deu uma gargalhada debochada, com certeza sabia o que falava — Alba, fale o que ela vai encontrar aqui.

Alba: riu cinicamente — se antes você tinha a facilidade, agora você vai esbarrar em Maria Fernandez, agora ele não está sozinho nas suas garras doutora Débora.

Débora: mas eu vou dar um jeito Carmem e Alba — falou soberba e orgulhosa, estava com um único objetivo e iria cumprir.

Carmem: deixe que vamos fazer algo pra tirar o centro do Estevão, acho que não vamos precisar fazer algo mais elaborado.

Alba: sim, não teremos dificuldade.

Débora: estarei pronta para o que vinher, Estevão será só meu novamente.

Carmem: claro que vai — da um sorriso cínico — você vai ter que ser muito boa.

Alba: menina venha aqui — chamou uma garota sentada na mesa do lado.

X: sim senhora? — não olhou diretamente nos olhos de nenhuma das mulheres.

Carmem: quero você sondando a família San Roman, mas você tem que tomar cuidado para não ser descoberta.

Alba: tem um mês, queremos um relatório do que acontece com eles, na verdade quero o que acontece com Estevão San Roman, ele é o mais interessado.

X: sim senhoras, quer saber a rotina do senhor e família?

Alba: isso mesmo garota, quero saber de tudo deles, de onde vão e pra onde vai.

Carmem: a garota já entendeu, espero não ter problema com você — fez outro gesto com a mão a dispensando.

X: farei o que pediram senhoras — saiu dali apressada, mas acaba esbarrando em um homem de meia idade e a olhando com uma certa reprovação.

Y: sabe o que está fazendo se unindo aquelas cobras? — apontou disfarçadamente a mesa das mulheres.

X: quem é você pra me falar isso? — tinha um olhar petulante.

Y: Olavo San Roman e conheço aqueles demônios como a palma dá minha mão.

X: mas não me conhece seu Olavo, me de licença — passava ao lado dele quando sente que seu braço era agarrado — solta ou te faço perder todos os dentes.

Olavo: você é bem encrenca garota, mas eu também te conheço, não vou deixar você destruir sua vida com essas demônios.

X: me larga agora seu velho — falou o encarando entre dentes.

Olavo: estou te falando que isso não vai dar certo, já está avisada — soltou o braço dá garota que saiu quase correndo do hotel.