A Volta - La Madrasta
1 Vinte Anos Atrás
Tinha alguns dias em Aruba o jovem casal que camiava pela praia estava feliz com a vida e com tudo que ela tinha dado a ambos, três filhos lindos e um lindo e sólido matrimônio... Estevão San Roman conheceu Maria Fernández na faculdade e quando ela se candidatou a vaga de secretária nas empresas dele essa aproximação fez despertar um grande amor entre os dois.
Estevão: o que está pensando meu amor — sentou na areia ao lado da esposa.
Maria: tive um sonho estranho Estevão — suspira preocupada — foi tão real.
Estevão: sonho real? Que tipo de sonho Maria?
Maria: do tipo que você quer esquecer e reza pra nunca virar realidade.
Estevão: então não vou perguntar sobre o que foi.
Maria: sonhei que estávamos separados.
Estevão: como separados meu amor? Brigamos?
Maria: não... Nos separaram Estevão, eu estava longe de você sem querer.
Estevão: mas isso não vai acontecer, eu juro Maria — a abraça.
Maria: mas não conseguimos mandar no futuro Estevão.
Estevão: mas vou te proteger de tudo e todos.
Maria: promete que vai me amar pra sempre?
Estevão: todo meu amor é seu minha vida.
Maria: estou com tantas saudades dos nossos filhos.
Estevão: nossas três jóias raras estão bem.
Maria: você queria mais um filho meu amor?
Estevão: minha vida...Sim eu seria o homem mais feliz do mundo tendo mais filhos seus.
Maria: quando voltar vamos começar um treinamento intensivo pra o nosso quarto filho.
Estevão: podemos começar aqui amor.
Maria: você quer toda hora seu faminto.
Estevão: sou seu...eu amo você Maria.
[...]
Já era madrugada quando Maria acorda de mais um sonho e acaba saindo do quarto, à noite estava fria e ela quando voltava escutou tiros vindo do quarto vizinho, se assustou e entrou sem pensar muito, viu o corpo da mulher, Estevão veio do quarto assustado.
Maria: não fui eu meu amor — com a arma nas mãos.
Estevão: eles estão vindo e tem suas digitais na arma — falou desesperado.
Maria: eu não matei ela meu amor — fala chorando.
Estevão: eu sei que não fez nada, acredito em você meu amor — a abraça — mas suas digitais — falou preocupado.
Segurança: entra no quarto — largue a arma senhora — fala algo no rádio sem deixar de olhar eles.
Estevão: me dá a arma — pega da mão dela — eu matei essa mulher — fala em desespero.
Segurança: é melhor você soltar a arma senhor — falava com certo receio.
Estevão: não foi minha esposa — aponta a arma pra o segurança — deixa ela sair do quarto.
Segurança: eu vi ela atirando e você é melhor largar a arma.
Maria: meu amor larga a arma e vamos resolver isso com calma.
Estevão: não vai, ele já chamou a polícia e você vai presa por algo que não fez — engatilhou e apontou pra perna do segurança.
Maria: o que vai fazer Estevão? — o olhou assustada.
Estevão: agora... Vão acreditar que fui eu — olha por cima do ombro e viu os policiais se aproximando — eu não vou permitir que você viva em um presídio sendo inocente.
Maria: não faz isso meu amor.
Segurança: larga a arma que a polícia ta chegando e sua amada esposinha vai ser presa.
Estevão: te amo muito Maria nunca esqueça — ele respira fundo e atira na perna do segurança que cai gritando de dor.
Maria: ESTEVÃO LARGA ESSA ARMA — gritou desesperada.
Estevão: larga a arma — se afasta Maria — vendo os policiais se aproximando com certa brutalidade.
Os policiais pegaram Estevão que ja estava rendido, mas que apanhou conforme os gritos de dor do segurança ferido, era um verdadeiro cenário de terror...Bateram bastante nele até tirar ele carregado e zonzo do quarto, Maria foi tirada por um policial em estado de choque, ver seu marido apanhar feito bicho lhe afetou muito, eles eram inocentes.
[...]
Tente separar duas pessoas que se amam tão profundamente...imagine como seria separar dois papéis colados ficaria pedaço de um no outro... arranque uma árvore do solo e vai ver que a raiz ainda vai permanecer presa a terra...
[...]
No julgamento Maria foi acusada de assassinato, para ela só a prisão perpétua. No momento pensava nos seus filhos e em como seria a vida longe deles, ser mãe era a sua vida e a família que ela construiu com Estevão era algo tão importante e sagrado que estava sendo separada por injustiça. Ela olhou seu marido pela última vez e sorriu terno, em meio ao desespero queria que seu marido levasse consigo aquela que talvez seria a última lembrança de sua esposa em liberdade.
Estevão San Roman acusado de tentativa de assassinato foi sentenciado a dezoito anos de prisão, mas foi levado a um manicômio judicial ele foi atestado como louco e segundo o psicólogo que o atendeu ele surtou e atirou naquele segurança.
[...]
Manicômio judicial de Aruba:
Agente: bem vindo ao inferno dos loucos, tira a roupa de gran fino que você vai ganhar uma roupa especial- pegou a máquina e foi raspando todo cabelo dá cabeça de Estevão.
Estevão ficou calado todo o tempo, obedeceu a tudo e a todos.
Agente: vai pra parede que agora tá na hora do banho San Roman — dá uma gargalhada debochada.
O jato de água era tão forte que ele ficou colado a parede e seu corpo ficou vermelho, parecia que tinha levado uma surra ele se lembrava do último sorriso de Maria para ele, a última vez que brincou com os filhos, não entendeu como tudo foi acontecer ainda estava tudo muito confuso ele queria acordar daquele pesadelo... O quarto branco a camisa de força e seu semblante perdido já não era mais o grande Estevão San Roman, era o paciente zero vinte o novo animal na gaiola esperando pra ser torturado.
Cidade do México
Duas mulheres riam e comemoravam mais uma maldade eram elas as culpadas da separação de uma família...Alba e Carmen duas mulheres frívolas e sem coração.
Alba: nosso amado sobrinho Carmem — falou sofrida.
Carmem: não sofra por aquele ingrato Alba — falou dura nas palavras.
Alba: defendeu aquela mulher e destruiu sua vida — falou pensativa.
Carmem: ele vai aprender a nunca nos desobedecer — tinha um olhar sombrio.
Alba: porque não a penitenciária?
Carmen: porque ia sair como um homem, no manicômio ele vai sair como um trapo humano, não vai parecer a sombra de um San Roman.
Alba: deixar um homem sã no meio de loucos, vai deixar ele enlouquecer aos poucos.
Carmen: ele não vai voltar o mesmo homem.
Alba: se ele voltar... Minha irmã... Se ele voltar... — dá uma risada sinistra.
Manicômio judicial
Estevão já estava há algum tempo naquele quarto, seus dias passavam tão devagar que achava que a loucura chegava lentamente e não voltaria ao mundo real...Se trancaria em ilusões pra sobreviver no meio de tantos loucos.
[...]
Vinte anos depois...
Continua...
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