A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão
27 Capítulo 26 - Baile de Máscaras
Notas iniciais
Tenham uma boa leitura!
Alguns dias depois...
Acordei com os raios de sol em meu rosto e me espreguicei demoradamente, lembrando-me de que hoje era sábado e consequentemente, o dia do Baile de Máscaras da Escola de Artes.
Os dias que antecederam o dia de hoje foram extremamente cheios para mim. Principalmente pela quantidade de ensaios que eu tive que comparecer como Claire Collins, para a Bloodstream.
Também tem o fato de que eu, meus amigos e família ficamos decorando a Escola de Artes a semana toda e que eu e o Michael estamos nos evitando desde que nos beijamos após nossa saída da festa da Mandy.
Assim que partimos o beijo, ficamos nos encarando como sempre fazíamos quando Michael se afastou de mim bruscamente, sem mais nem menos. Perguntei porque ele tinha feito aquilo e me disse que o nosso beijo tinha sido um erro e que não deveria ter acontecido.
Desde então, nos tratamos friamente e na maioria das vezes, ele só vem falar comigo quando estou como sua suposta prima, Claire Collins.
Contei o ocorrido para meus amigos afinal, Michael me magoava sempre com suas atitudes bipolares e isso não passara despercebido pelos meus melhores amigos.
Fora isso, nada demais aconteceu. Ninguém desconfia da Claire e Daniel continua dando em cima de "mim" descaradamente.
Levantei-me da cama relutante e fui tomar café, vendo que seria bem desagradável, pois Jeremy estava ali também, junto com o resto de minha família. Ou ele me ignoraria ou me trataria rudemente.
Mesmo assim, me juntei a eles, percebendo que eu estava faminta.
- Bom dia. — Falei assim que me sentei a mesa.
- Bom dia. — Responderam todos em uníssono, inclusive Jeremy.
Encarei-o boquiaberta por alguns segundos mas resolvi deixar para lá. Meu irmão deve ser bipolar igual ao Mic... hum quero dizer, uma pessoa aí.
- Eu vou indo me encontrar com Alfonso na Escola de Artes. Depois, quero vocês lá, tudo bem? — Papai se levantou rapidamente.
- Ok pai. — Respondeu Jeremy.
Eu, Jack e minha mãe apenas assentimos positivamente com a cabeça. Papai deu um beijo em minha mãe, bagunçou os cabelos dos meus irmãos e me deu um beijo na testa antes de sair apressado de casa.
- Esse aí está uma pilha de nervos. — Mamãe disse rindo docemente.
- Está mesmo. — Concordei, comendo meu pão.
- Vai ficar mais ainda quando ver meu lindo vestido de gala. — Ela deu uma piscadela.
- Ui, seduzente. — Jack fez piada e só eu e Jeremy rimos.
- Onde você aprendeu essa palavra? — Mamãe franziu o cenho.
- Por aí. — Deu de ombros, fazendo carinha de anjo.
- E você Ever, comprou seu vestido? — Jeremy perguntou para mim. O olhei estarrecida e o pedaço de pão que eu estava levando a boca, caiu tamanho o espanto. Arregalei os olhos e fiquei olhando-o com a boca aberta, parecendo um peixe morto.
- Er... comprei sim. — Respondi incerta, com dificuldade em lembrar o que ele tinha me perguntado e se eu tinha dado uma resposta convincente.
- Que bom, deve ser um vestido muito bonito. — Jeremy esboçou um sorriso muito amigável e eu fiquei desconfiada.
O que meu irmão estava querendo? Não é possível que ele tenha mudado da noite para o dia. Ou era isso ou o suco de laranja que ele estava tomando tinha alguma substância estranha de gentileza, se é que isso existe.
- Bom... eu acho que é... — Balbuciei, ainda incerta do que dizer.
Meus pensamentos estavam me bombardeando de dúvidas. Jeremy conversando comigo sem me xingar era algo a ser levado a sério. Eu deveria estar feliz, mas elogiar um vestido de gala que ele nem chegou a ver ainda não é o suficiente para me provar que Jeremy mudara. Ele pode até ter convidado Carol para ir ao baile, mas nada muda o fato de que ele não me pediu desculpas. Não é sendo somente gentil que ele vai conseguir alguma coisa comigo. Não mesmo.
(...)
Eu tinha acabado de chegar na Escola de Artes quando ouvi alguém gritando meu nome.
- Ever, Ever! Eu e o Michael arranjamos o vestido perfeito para a Claire! — Caroline veio eufórica em minha direção. — É um lindo vestido de gala que é bem fácil de colocar e de tirar. E a máscara também é perfeita. — Sorri aliviada ao saber que o vestido era prático.
- Obrigada, amiga. — Sorrimos juntas. — Chris e Yuri já chegaram? — Na verdade, o que eu queria perguntar era: "O Michael já está aqui?"
- Sim, todos estão aqui, inclusive "você sabe quem." — Ela me mandou um olhar cheio de significados e eu entendi que ela se referia ao Michael.
- Não me diga que o Lord Voldemort veio ajudar a decorar a Escola de Artes também? — Nós duas começamos a gargalhar que nem loucas.
- Idiota! — A loira me deu língua e eu apenas fiz uma careta estranha.
Caminhamos de braços dados na direção do salão de festas, vendo que todos ali já trabalhavam. Jack, Jeremy, Michael, Chris, Yuri, meus pais, Alfonso... todos ali trabalhavam em equipe. Eu e Caroline demos um sorriso cúmplice e nos juntamos a eles.
Depois que terminamos, o salão de festas, o corredor que levava até o salão de festas e a entrada da Escola de Artes estava perfeita. Eu me sentia dentro de um filme antigo e bem produzido. Imagina a noite, como tudo não ficaria mais perfeito com as luminárias? E o palco onde eu cantaria como Claire Collins? Estava realmente lindo e eu estava encantada com tanta criatividade e o quanto nosso trabalho de equipe valera a pena.
Eu observava tudo com muita admiração quando percebi que eu também estava sendo observada. Michael estava recostado em uma pilastra de frente para mim e uma de suas pernas encontrava-se flexionada enquanto seus braços permaneciam cruzados. Não consegui distinguir que tipo de olhar era aquele. A única coisa que eu pude perceber, era que seu olhar brilhava em minha direção e não se encontrava nenhum pouco constragido por ser pego no flagra. Apesar de tudo, não conseguia entender o Michael. Ficou me evitando a maior parte do tempo e hoje, estava me olhando de um jeito que nem eu mesma conseguia descrever que tipo de olhar era aquele.
Mordi os lábios, sem saber o que fazer. O peso do olhar de Michael em mim era tão intenso quanto o gosto dos seus beijos. Ou o toque de suas mãos. O encarei de volta, meio desajeitada, me amaldiçoando mentalmente por ter posto minhas costumeiras roupas de rockeira largada ao invés de algo mais "Claire Collins." Mas anjinho não parecia se importar com esse fato. Ou estava me achando ridícula demais ao ponto de ficar me encarando daquela maneira tão desconcertante e invasiva.
- Menina Slipknot! Vamos, hoje teremos o nosso tão esperado momento de beleza e não podemos nos atrasar. — Yuri quebrou nossa troca de olhares por um momento.
- Hum... ok. — Me pronunciei mas não saí do lugar.
- Então vamos! — Yuri se pôs a me puxar e eu olhei para trás, vendo que o olhar de Michael ainda estava sobre mim, acompanhado de um lindo sorrisinho de canto.
(...)
Eu, Caroline, Chris e Yuri pegamos um ônibus e descemos em frente ao shopping em que compramos minhas coisas de Claire Collins. Mas hoje, iríamos a um salão de beleza que pelo que Carol me disse, é o MELHOR da cidade. Eu não levava muita fé nisso e estava desanimada demais para ter um momento de beleza.
Ainda estava sob o efeito estranho que o Michael exercia sobre mim.
Entramos no shopping e meus amigos andavam animados, rindo e brincando o tempo todo.
Chris e Yuri iriam no salão porque queriam pintar o cabelo e fazer limpeza de pele. Eu e Caroline iríamos fazer nossos cabelos, unhas e a limpeza de pele eu ainda estava pensando se eu faria afinal, todos nós iríamos usar máscaras e no escuro ninguém iria reparar nas "impurezas" da minha pele.
- É aqui! — Paramos em frente a um salão chique e estilo bem perua. As paredes e o letreiro do salão que se chamava "Girl's just wanna have fun" (nome nada a ver com o salão), estavam em roxo, branco e rosa choque.
Caroline sorriu e eu acabei sorrindo também, contagiada com toda aquela animação.
Mal entramos no salão de beleza quando um homem com pinta de mulher parou em nossa frente, nos olhando como se estivéssemos acabado de cometer um crime.
- Minha nossa senhora dos cabelos rebeldes! O que é isso aqui no meu salão? — Ele (ou ela) levantou as mãos para o alto, fazendo uma cena dramática no salão.
- Queremos uma transformação completa. — Carol puxou meu braço quando viu que eu me esquivava para fugir.
- Essa missão vai ser praticamente impossível! Vocês estão um horror! — Eu me senti mal só de vê-lo olhar para mim. — Mas tudo bem, eu aceito o desafio.
Ele estalou os dedos e várias mulheres uniformizadas e de aparência esquisita apareceram e fomos conduzidos para o final do salão. Nos colocaram sentados em cadeiras acolchoadas e a tortura começou.
Será que ficaríamos mesmo bonitos nas mãos de pessoas tão... peculiares?
Eu tinha minhas dúvidas.
(...)
Eram 19:00 em ponto e eu ainda não tinha saído da frente do espelho. Eu estava muito nervosa, ansiosa e apreensiva. O porque? Papai pediu que Michael me levasse para a festa! Ele, minha mãe e meus irmãos foram na frente e eu acabei ficando para trás. Quase implorei para que meu pai me levasse, mas não tinha mais lugares no carro, porque o cabeçudo do Jeremy estava levando alguns instrumentos de casa.
Minhas mãos tremiam. Michael chegaria a qualquer momento e eu não sei se conseguiria caminhar até ele sem virar o pé ou torcer o tornozelo, devido ao salto que estava em meus pés.
Olhei para a minha mochila jogada em um canto do meu quarto.
O vestido que Carol e Michael haviam providenciado para a Claire estava lá dentro, junto com a peruca e afins.
Michael se encarregou de dizer aos descerebrados que Claire não poderia ficar até o fim da festa pois tinha um outro compromisso e que chegaria atrasada. Os meninos concordaram sem desconfiar, o que foi um alívio.
Olhei meu reflexo no espelho novamente. Eu usava um vestido longo e lilás, com algumas pedrinhas encrustadas na parte do busto e das alças. O vestido era rodado e singelo, deixava-me parecida com uma princesa, com um ar angelical que eu não tinha diariamente.
Eu também usava luvas que iam até o cotovelo da mesma cor do vestido.
Meus cabelos estavam com uma parte presa e outra solta e os longos cachos que fizeram em meus cabelos, me deixavam totalmente diferente. Minha make era leve, mas não deixava de realçar meus olhos.
Peguei minha máscara lilas e a coloquei em meu rosto. Ela tinha um cabo fino, onde eu poderia segurá-la em frente ao meu rosto e tirá-la a hora que eu quisesse sem estragar meu penteado. A máscara tinha pedras parecidas com as do vestido, o que coincidentemente, combinava.
Ouvi a campainha tocar e meu coração deu um solavanco. Droga, era o Michael. Respirei fundo e peguei minha mochila, desci as escadas calmamente e abri a porta. A visão que eu tive foi tão arrebatadora que eu quase caí para trás.
Michael estava perfeito com seu smoking preto. Não que ele já não fosse perfeito mas naquela noite, ele parecia um verdadeiro príncipe. A máscara que ele usava era da mesma cor que seu smoking e combinava perfeitamente com o verde de seus olhos.
Eu sempre achei preto e verde uma combinação atraente e em Michael, era uma tentação.
Michael também não teve reação quando me viu. Ficou me olhando estarrecido por vários minutos. Queria muito saber o que ele estava pensando.
- No que você está pensando? — Antes que eu pudesse pensar melhor, a pergunta já havia sido feita.
- Estou pensando em como você está linda nesse vestido. — Não sabia se ficava impressionada com sua resposta ou corada de vergonha.
O olhar de Michael sobre mim continuava intenso e um sorriso involuntário surgiu em meu rosto.
- Obrigada, você também está muito bonito! — Ele sorriu de lado e eu me esqueci de perguntar se podíamos parar de agir feito estranhos um com o outro, mas parecia que ele já tinha parado com isso.
- Trouxe isso para você. — Michael pegou com delicadeza em meu pulso, colocando uma pulseira com lindas flores brancas, pequenas e artificiais nele. — Eu não sabia se você ia gostar... eu iria trazer um bracelete de caveira para você mas não achei apropriado. Seu pai me disse que como eu seria um tipo de acompanhante seu, que eu lhe desse algum tipo de pulseira, como nos bailes que vemos na televisão. — Ele coçou a nunca, envergonhado e lindo como sempre.
Como eu queria beijá-lo naquele momento...
- Eu amei a pulseira, Michael. De verdade. — Nos encaramos por alguns segundos e logo em seguida, caminhamos até o carro.
Michael tirou sua máscara para dirigir e reparei que naquela noite mais do que nunca, ele estava parecendo um anjo.
Não dissemos mais nada durante o trajeto, mas eu estava bem certa de que alguma coisa muito forte estava acontecendo entre nós dois. Nem eu e nem ele podíamos negar esse fato.
(...)
Mal colocamos os pés na Escola de Artes e já tínhamos percebido que estava bombando. O Dj animava a festa com músicas agitadas enquanto várias pessoas se acabavam na pista de dança.
Encontramos nossos respectivos pais parados num canto, elegantes e muito bonitos.
- Olha como nossos filhos estão lindos, Alfonso! — Papai sorriu para nós dois e Alfonso meneou a cabeça afirmamente.
Era impressão minha ou o meu pai e Alfonso estavam querendo me juntar com o Michael?
- Estão mesmo! Ficam mais lindos ainda assim, juntos. — Disse Alfonso.
Eu e Michael nos olhamos na hora e percebemos juntos a proximidade em que estávamos. Meu braço estava praticamente escorado no seu e de onde eu estava, podia sentir seu perfume embriagante entrando em minhas narinas. Eu já estava ficando entorpecida novamente.
- Er... obrigado. — Disse Michael desconcertado.
Varri a festa com os olhos, vendo Jack dançando de um jeito esquisito e meio robótico My Humps, do Black eyed Peas ao lado de uma coleguinha sua do colégio. Fiquei rindo por um bom tempo antes de perceber que Michael tinha saído do meu lado para ir ficar com os descerebrados masculinos.
- Ever, você está linda! — Chris gritou, aparecendo do meu lado.
- Você também está ótimo. — Chris estava elegante usando um terno branco e reflexo loiro no cabelo.
- É o meu charme. — Ele fez biquinho e eu ri.
Olhei na direção que Michael estava mas não vi as descerebradas com eles e eu estava acreditando fielmente que Mandy e Stacy não viriam. Antes de reunir mais positividade para este pensamento, vi as duas entrarem na festa, emperequetadas demais, parecendo um bando de galinhas com a quantidade de plumas que havia em seus vestidos.
- Olha só os novos pombinhos! — Chris apontou na direção de Caroline que andava de braços dados com o Jeremy.
Minha amiga estava linda com um vestido tomara-que-caia rosa bebê. Jeremy também estava lindo de smoking e os cabelos penteados para trás. A máscara de ambos tinha o mesmo cabo que a minha tinha para segurá-la.
Stacy e Mandy fuzilaram Caroline com o olhar, principalmente a Stacy, mas Caroline estava muito feliz para se importar com isso. A loira acenou para nós e começou a dançar com Jeremy, que esboçou um sorriso em minha direção. Retribuí, meio desajeitada, vendo-o olhar para Caroline de um jeito muito fofo.
Daniel, Paul, Rafael e Mandy vieram na direção em que eu e Chris estávamos, e naquela hora eu percebi que o negócio ia esquentar. Literalmente.
- Uau, essa é mesmo a Ever esquisitona que eu conheço? — Paul debochou, chegando perto de mim.
- Não, é apenas uma ilusão de ótica, idiota! — Daniel riu com a minha resposta, sendo acompanhado por Rafael.
- Nossa Ever, eu não sabia que você era tão bonita. — Disse Daniel, de forma idiota.
- Ah fala sério, Daniel! Que mal gosto vocês tem! Ever é e sempre será uma horrorosa. — Trinquei os dentes ao ouvir a vaca ruiva mugir.
- E você é e sempre será uma vadia! — Ela me fuzilou com os olhos.
- Olha aqui sua... — Mandy veio em minha direção como um mamute enfurecido, mas Rafael segurou seu braço.
- Êpa, vamos parar com o barraco por favor! — Disse Rafael.
- Porque vocês vieram até aqui, hein? — Perguntou Chris de forma impaciente.
- Viemos apenas dar um oi... — Paul disse sarcásticamente.
- Vocês disseram tudo, menos oi. — Retruquei, de forma apática.
- Já estamos de saída. Fique tranquila, Williams. — Olhei intrigada para Daniel, que me mandou um olhar cheio de significados antes de se afastar. Algo no modo em como ele disse meu sobrenome, me fez sentir algo estranho. Era como se ele desconfiasse de algo e isso me fez ficar alarmada e aflita.
- Então vão embora logo! — Disse Chris nervoso, quando Paul, Mandy e Rafael começaram a seguir Daniel.
Eles nos encararam por cima do ombro antes de continuarem andando e eu bufei, irritada.
- IDIOTAS! — Fechei as mãos em punho, contendo a vontade de dar mais uma surra em Mandy e nos outros idiotas.
- Eu tenho que esquecer a Mandy. — A voz de Chris estava embargada.
- Você tinha que tê-la esquecido há muito mais tempo. — Ficamos em silêncio por algum tempo antes de Chris tornar a falar.
- Tenho medo de não conseguir esquecê-la. — O olhei por um momento, absorvendo suas palavras.
- Você vai conseguir esquecê-la. Animação, Chris! Hoje é dia de festa! — Dei pulinhos, tentando animá-lo e incentivá-lo.
- É, você tem razão! Quem sabe não é hoje que eu encontro minha cara metade? — Meu amigo começo a dançar contagiado de animação quando esbarrou em uma garota e a derrubou.
- Nossa, me desculpe! Você está bem? — Chris estendeu a mão, ajudando a menina a se levantar.
Ela era uma menina muito bonita. Usava um vestido verde escuro, cheio de pedrinhas e seus olhos eram verdes claríssimos. Sua pele era branquinha e seus cabelos ruivos e lisos, estavam presos em um rabo de cavalo estiloso.
- Eu estou bem sim. — Ela sorriu abertamente e percebi que Chris havia corado nessa hora.
- Er... eu sou o Chris!
- Me chamo Serena.
- Quer dançar?
- Claro! — Os dois sorriram e logo, caminharam para a pista de dança. Fiquei surpresa ao ver Yuri se esbaldando num canto da festa, dançando sozinho e alegremente. Vi meu pai e minha mãe dançando de um jeito engraçado e fiquei rindo sozinha antes de perceber que eu era a única ali que estava parada como um poste, apenas olhando as pessoas dançarem e se divertirem.
Haviam pessoas do meu colégio e muitas, eu nem conhecia ou lembrava de suas fisionomias, mas todos ali pareciam se divertir muito.
A festa estava simplismente perfeita. Luminárias coloridas iluminavam a pista de dança de forma única e as paredes e o teto tinham enfeites que davam um ar descontraído no local. No canto direito, tinha um bar e no esquerdo, eram servido quitutes.
- Ever, vá com a Caroline se trocar. Daqui há 15 minutos a banda vai se apresentar. — Michael e Caroline apareceram em minha frente de forma repentina.
- Ok. — A loira me pegou pelo braço e saímos correndo pela festa.
- Hey Ever, aonde você vai com tanta pressa? — Daniel pegou em meu braço livre, me fazendo parar e eu tive uma vontade louca de lhe dar um soco na cara.
- Isso não te interessa. — Trinquei os dentes e me desvencilhei do seu toque, deixando-o atônito.
Corremos para fora da festa e atravessamos os corredores da Escola de Artes com rapidez.
- Droga, ele está desconfiado. — Praguejou Caroline.
- Temos que ter atenção, ele pode estar nos seguindo. — Conforme eu corria, ficava olhando para trás, com medo de que ele viesse atrás de nós. Por um momento, me senti dentro de um filme de ação.
Entramos em uma sala de espelhos vazia. Era ali que eu tinha deixado a minha mochila. Tirei o vestido e o guardei com cuidado dentro da mochila e peguei o vestido da Claire. Ele era vermelho sangue e ia até o joelho. Os sapatos eram da mesma cor que o vestido e a máscara era de prender atrás.
Caroline me ajudou a colocar a peruca em minha cabeça e me prometeu que me ajudaria a arrumar meu cabelo quando eu fosse tirá-la novamente.
- Amiga, vou sair primeiro e daqui há 5 minutos, você sai. — Assenti, me sentindo apreensiva demais. — Boa sorte. — Ela me deu um abraço que retribuí imediatamente. Logo depois, ela saiu e fechou a porta atrás de si.
Eu estava nervosa pelo simples fato de ter que me apresentar como alguém que não existe para tantas pessoas. Tinha vezes em que eu me sentia sufocada e a única coisa que eu queria, era arrancar aquela peruca da minha cabeça e dizer que sou eu que tenho talento, que sou eu que estou por trás de Claire Collins, mas me falta coragem.
Respirei fundo e antes de abrir a porta da sala, decidi sair pela janela que dava para a rua de trás. Se alguém me visse vindo dessa direção, não ia prestar.
Pulei a janela que por sorte era baixa e corri, virando a esquina e entrando na Escola de Artes e indo em direção ao salão de festas.
Os descerebrados já estavam em cima do palco, conversando e quando me viram, acenaram energicamente e eu retribuí o gesto, tentando disfarçar o nervosismo.
- Claire! Ainda bem que chegou! — William saudou-me de forma animada.
- E perder a boca livre? Que nada! — Brinquei, fazendo todos darem risadas.
- Que bom que já chegou, começaremos agora. — Jeremy mal acabou de falar e o DJ parou de tocar.
Michael e os descerebrados foram para seus devidos lugares e ajeitaram seus respectivos instrumentos. Eu, trêmula e temerosa, caminhei até o microfone aos tropeços. Meu estômago embrulhou ao ver todas aquelas pessoas olhando para mim.
- Boa noite! Me chamo... Claire Collins e sou a vocalista da banda Bloodstream. Nesta noite, cantaremos algumas músicas da banda Paramore e não quero ver ninguém parado! — Recebi gritos entusiasmados em resposta e dei sinal para que começássemos a cantar a primeira música da setlist, Brick by boring brick.
Quando os meninos começaram a tocar, eu senti tanta energia que comecei a pular pelo palco, vendo que a platéia me acompanhava.
Comecei a cantar com tanta felicidade dentro de mim, que expressei isso da melhor maneira que pude. Eu dançava, pulava pelo palco e cantava com toda a intensidade que havia dentro de mim. Os meninos não estavam diferentes e davam tudo de si aos acordes das músicas que tocavam.
A platéia dançava, batia palmas, gritava cada vez que começávamos uma música diferente. Era como se estivéssemos compartilhando a mesma energia, a mesma explosão de sentimentos.
Ali no palco, eu me sentia inteira. Era como se eu pertencesse ao mundo da música, como se a minha alma fosse feita de música, como se a música e eu, fôssemos apenas uma e o resto, era apenas o resto.
(...)
Descemos do palco extasiados, sendo cumprimentados por muita gente. Recebi elogios, me pediram autógrafos e alguns até me deram números de telefones. Sem contar as meninas que paqueravam o Michael e os outros descaradamente. Biscates oferecidas!
Caroline logo enganchou seu braço no de Jeremy e não soltou mais. Depois que o fogo cessou, tudo ficou mais fácil.
- Nossa, foi perfeito! Claire você foi demais! — Daniel disse de um jeito empolgado e ao mesmo tempo estranho mas ninguém pareceu perceber além de mim.
- Obrigada! — Agradeci, me sentindo feliz.
Os meninos me puxaram para um abraço de comemoração e rimos quando nos soltamos.
- Então essa é a famosa Claire Collins. — Fiquei tensa ao ouvir a voz do meu pai atrás de mim. — Sobrinha do grande Alfonso e prima de Michael. — Fiquei de queixo caído ao saber que sem querer, colocamos Alfonso no meio da história.
- Olá. — Disse, trêmula da cabeça aos pés.
- Engraçado... você parece tanto com a Ever... — Gelei. Papai estava me observando e mesmo de máscara e peruca, ele achava familiaridade.
- É, parece mesmo. — Daniel concordou e na hora minhas suspeitas se confirmaram. Daniel estava mesmo desconfiado.
- Deve ser apenas impressão. Ela é minha prima. — Michael veio ao meu socorro e eu o agradeci com o olhar.
- É isso aí... — Concordei, dando um sorriso falso.
- Então deixa eu lhes apresentar. Claire esse é o meu pai, Rodolfo Williams. — Disse Jeremy.
- Prazer em lhe conhecer. — Dissemos juntos.
- Onde está a Ever? Ela sumiu desde o show... — Droga! Hora ruim pro papai verbalizar minha ausência.
- Deve estar de birrinha por ai. — Paul respondeu, sendo fuzilado por mim e pelo meu pai com o olhar.
- Rodolfo, preciso falar com você. — Alfonso apareceu, salvando a pátria. — Belo show, rapazes. — Alfonso deu uma piscadinha para mim e eu sorri. Como eu amo o pai do Michael!
Os dois saíram apressados do meu campo de visão e eu pude respirar aliviada.
- Gente, eu tenho que ir... meu pai vai fazer um jantar de família e eu tenho que estar lá de qualquer jeito. — Os meninos me olharam desapontados.
- Tudo bem então. Nos vemos depois, no ensaio. — William sorriu, meio animado demais enquanto virava o terceiro copo de vodka goela abaixo. Os outros também já bebiam, menos Michael.
- Tchau Claire. — Todos me abraçaram e me parabenizaram pela apresentação. Daniel não fez mais nenhum comentário de duplo sentido e me abraçou de forma respeitosa.
Me "despedi" de Michael com um aperto de mão e quando já estava fora das vistas das pessoas, corri para a sala de espelhos para me trocar, vendo que Caroline já estava lá.
- Parabéns, amiga! Você foi demais. — Caroline me abraçou.
-Obrigada! Tive medo do meu pai me descobrir. Inclusive, Daniel está mesmo descofiado.
- Eu sei, deu pra perceber. E a Mandy e a Stacy nem foram falar com você depois do show.
- Não estou nem aí pra elas! — Dei de ombros, e logo em seguida, tivemos um pequeno acesso de risos.
(...)
Voltei para a festa como eu mesma. Carol já tinha dado um jeito em meu cabelo e agora, eu podia me esbaldar sem preocupações.
Papai me deu uma bronca pelo meu sumiço e eu disse que tinha me sentido mal e saí para dar uma volta. Depois de lhe assegurar umas 500 vezes que eu estava bem, ele largou do meu pé.
- Uhul, amei sua apresentação! — Yuri e Chris vieram em minha direção e a ruiva Serena ainda estava com Chris.
- Obrigada!
Logo, começou a tocar uma música agitada que eu amava e puxei Chris, Yuri e Serena para virem dançar comigo. Enquanto dançávamos, vi Michael andando apressado para fora do salão de festas. Sem pensar duas vezes, o segui, deixando os 3 dançando sozinhos.
A cada passo que eu dava, eu sentia que estava trilhando um caminho que se mostrava ser bem tortuoso. Eu sentia que iria sofrer, mas eu não queria sofrer esta noite.
Michael parou de andar e se sentou em um banquinho que ficava embaixo de uma linda árvore que estava toda iluminada, de costas para mim. Pela sua postura, eu poderia dizer que ele estava preocupado com alguma coisa.
- Vai ficar aí parada me observando por quanto tempo? — Dei um pulinho, assustada com a voz de Michael. Como ele sabia que eu estava ali?
- Como? — Perguntei, ainda sob o efeito do susto.
- Seu perfume. — Michael se levantou do banco e virou-se de frente para mim.
Dei uma cheirada básica em meu cabelo e ouvi a risada de Michael cada vez mais alta.
- Seu cheiro é bom. — Não sabia se me arrepiava com o que ele havia dito ou se encontrava a minha voz e tentava falar alguma coisa.
- Você parece preocupado... aconteceu alguma coisa? — Me aproximei dele, exitante.
- E eu estou. Tenho sentido algo que nunca havia sentido antes por ninguém. É tão estranho que eu mesmo não consigo administrar tamanho sentimento. — Fiquei atônita com sua informação. Era de mim que o Michael falava? — Ever, você acreditaria se eu lhe dissesse que estou apaixonado por você? — Meu coração batia muito rápido e minhas mãos e pernas, tremiam. Eu não esperava por aquilo e nem sabia como agir diante de uma declaração tão clara como aquela.
Michael me olhava do mesmo jeito hipnotizante de sempre, mas com seu charme triplicado por cem vezes, pois ele estava de smoking.
Fiquei sem fala por alguns instantes e quando recuperei a fala, não sabia bem o que dizer.
Optei pela verdade.
- E você acreditaria se eu te dissesse que eu também estou apaixonada por você? — O olhar de Michael brilhava. Era como se estivéssemos programados para ficarmos nos olhando, numa conexão única e que se estabelecia entre nós de uma forma hipnotizante e mágica.
- Então o que sentimos é mútuo... — Anjinho sorriu e se aproximou mais um pouco de mim, acariciando meu rosto. Eu sorri de volta, sentindo uma vontade louca de fechar os olhos e me entregar.
- O que faremos a respeito? — Murmurei, me sentindo cada vez mais tonta e febril sobre o olhar do meu anjo e de suas mãos em minha pele.
- Eu não consigo mais me manter afastado de você, Ever. — Minhas mãos trêmulas começaram a acariciar os cabelos do meu anjinho.
- Nem eu, Michael. Eu só consigo pensar em você ultimamente. — Ele deu um sorriso torto.
Cansada de tanta conversa, me inclinei em sua direção, disposta a acabar com toda aquela distância. Michael continuou sorrindo e entendendo o que eu queria, roçou os lábios em meu pescoço e sussurrou em meu ouvido a seguinte frase:
- Como você é apressada... — Eu ri, me apertando contra ele.
- Confesso que eu estava querendo te beijar desde a hora em que você apareceu lá em casa hoje, para me buscar. — Murmurei, sentindo seu perfume.
- Eu queria te beijar desde a hora em que estávamos decorando a Escola de Artes. — Ele depositou um beijo em meu pescoço e eu arfei. — Você fica tão linda de manhã... — Eu ri, achando aquilo uma mentira, mas também a coisa mais fofa que já me disseram.
As risadas cessaram quando Michael encostou sua testa na minha e depois, me beijou.
Diferente das outras vezes, o beijo começara doce e suave. Michael queria aproveitar aquele momento com calma e leveza e eu também queria. Não tínhamos pressa, não iríamos a lugar algum. Pelo menos eu não iria. Não sem ele.
Havia tanto sentimento reprimido sendo libertado, que eu me sentia aliviada em saber que podia beijá-lo ou falar com ele sobre meus sentimentos abertamente. Parecia que tinham tirado um peso de cima das minhas costas.
As mãos de Michael acariciavam meus cabelos de forma doce e meus braços envolviam seu pescoço. Nos separamos ofegantes, mas encostei minha testa na dele e fiquei encarando-o por um bom tempo.
- Eu nunca senti nada parecido antes... — Confessou ele, desencostando sua testa da minha, mas suas mãos foram parar em minha cintura.
- Nem eu. — Coloquei minha cabeça no vão do seu pescoço, sentindo seu perfume.
- Como isso foi acontecer?
- Acho que foi se alastrando dentro de nós sem que percebêssemos. E quando percebemos, era tarde demais para fazer algo a respeito. — Levantei minha cabeça para olhar para o anjo que estava em minha frente.
Ele sorriu, concordando com a minha comparação esquisita.
- Ever, eu não quero ficar fazendo coisas as escondidas.
- Eu também não.
- Você sabe que seus pais, seus irmãos e todo o mundo vão nos ver juntos. Está pronta para lidar com isso?
- Estarei pronta até para me jogar de um penhasco se você estiver ao meu lado. — Ele deu uma risada com a minha resposta.
- Você é tão linda... — Anjinho depositou um beijo demorado em minha testa. Fechei os olhos, apreciando aquela sensação.
Antes que eu pudesse responder que eu não era linda, senti os lábios de Michael sobre os meus novamente, de forma urgente.
Cada carícia que Michael fazia em minha pele era como se eu estivesse queimando. Mordi seu lábio inferior com força e baguncei seus cabelos. Ele retribuiu a mordida, dedilhando a minha coluna de forma demorada. Sua língua brincava com a minha, querendo explorar cada canto de minha boca. Eu sorri entre o beijo, me sentindo realizada. Nos afastamos um do outro e entrelaçamos nossos dedos, caminhando em direção a festa.
Senti os olhares de várias pessoas sobre nós e tive vontade de me encolher, mas Michael passou o braço ao redor dos meus ombros, impedindo-me de fazê-lo.
Fomos para a pista de dança enquanto It will rain tocava. Olhei para Michael de forma incerta mas relaxei quando ele me deu um sorriso de encorajamento.
Começamos a dançar, ignorando as pessoas ao redor, me concentrando apenas em Michael, que me olhava intensamente. O momento era tão mágico, que se estendia entre nós como uma ampulheta, mas eu estava disposta a aproveitar e fazê-lo furar. Nem que isso fosse a última coisa que eu fizesse.
- Não é tão difícil relaxar, viu? — Ele sussurrou em meu ouvido, por causa da música alta.
- Fica mais fácil com você do meu lado. — As palavras saíram naturalmente de minha boca e agradeci pelas poucas luzes da festa assim Michael não me veria ruborizar.
A música acabou e vi Caroline, Chris e Yuri vindo em nossa direção.
- Oi, pombinhos! — Disse Caroline de forma engraçada.
- Tá tão na cara assim? — Perguntei envergonhada.
- Todo o mundo já percebeu! Seus pais, os descerebrados... — Dessa vez quem respondeu foi Yuri.
Olhei para meus pais, vendo que eles não pareciam zangados e até sorriam. Alfonso estava da mesma forma. Já os descerebrados (incluindo as duas biscates) olhavam para nós de forma intrigada, do mesmo jeito que olharam para Jeremy quando ele apareceu acompanhado de Caroline na festa.
Jeremy era o único que não parecia surpreso e nem zangado. Vai ver ele se identificava, já que ele estava a fim da minha melhor amiga.
- Ótimo. — Michael disse, me abraçando.
- Ever não foi a única que desencalhou nesta noite! Chris também! — Yuri recebeu um tapa de Chris na nuca.
- Serena e eu somos só amigos! — Todos nós demos altas risadas.
- Yuri quase desencalhou também! — Caroline riu.
- Ah, nem vem! Aquele travesti não conta! — Esbravejou e eu dei uma risada estrondosa.
- Tá bom sei... — Disse Chris, duvidando do amigo.
Eu ri mais uma vez, me sentindo feliz por meus amigos estarem felizes.
(...)
- Posso passar na sua casa mais tarde? Quero te levar em um lugar. — Michael parou seu carro em frente a minha casa. A festa tinha acabado, mas teríamos que arrumar a bagunça no outro dia.
- Se conseguirmos arrumar a bagunça da Escola de Artes... pode!
- Hum... então que tal 18:00? Dá tempo de irmos pra casa e tomarmos banho. — Michael entortou o nariz, fazendo uma careta engraçada. Eu ri com isso.
- Onde está querendo me levar? — Eu estava extremamente curiosa.
- É surpresa, franjinha. — Zombou ele.
-Franjinha? — Enruguei a testa e Michael sorriu, passando a mão em minha franja e bagunçando-a.
- Idiota! — Dei língua.
- Então, está marcado? 18:00 quero você pronta hein, nada de atrasos! — Ele disse de forma implicante.
- Ok! — Assenti, revirando os olhos. — Então... nos vemos depois... — Eu disse, brincando com meu vestido, me sentindo envergonhada de repente.
- Tchau, franjinha. — Michael virou meu rosto para si, me dando um beijo de tirar o fôlego e que fez meu coração dar várias cambalhotas e saltos mortais.
- Tchau, anjinho. — Eu disse, assim que recuperei o fôlego.
- Anjinho? — Passei a mão em seus cabelos cacheados, o imitando. Ele riu.
- Deu pra me imitar agora, é?
- Eu? Que nada! — Eu ri, dando um selinho em seus lábios antes de abrir a porta do carro e caminhar até a minha casa.
Fiquei olhando-o dar a partida no carro e só assim pude entrar em minha casa.
Fui para o meu quarto vagarosamente, tentando absorver todas as coisas que tinham acontecido comigo no dia de hoje e belisquei meu braço, a fim de verificar se o que eu estava vivendo era mesmo real.
Jeremy estava me tratando bem. O que era bom demais pra ser verdade. Caroline e ele pareciam estar juntos, pois a loira me disse que tinha babados fortes para me contar. Chris tinha conhecido uma garota legal e bonita. Ele me disse que tinha trocado até facebook e números de telefone com Serena. E Yuri estava se divertindo como podia e estava sendo feliz do jeito dele.
E eu... bom, eu estava vivendo um sonho. Michael se declarou pra mim e foi tão fofo comigo... ainda posso sentir o gosto de seus lábios em minha boca. Levei minhas mãos aos meus lábios e fechei os olhos, lembrando-me das sensações que Michael me causava.
Lembrei-me também de como o beijo que trocamos dentro do carro me deixou arrepiada e sorri, querendo muito que aquela cena se repetisse mais vezes.
Eu mal podia para esperar para revê-lo e nem sei se conseguiria dormir pensando que domingo estava chegando e eu o veria de novo.
Não me importava com a reação dos descerebrados e com mais ninguém, pois quando eu estava com o Michael, tudo ganhava um novo sentido e me importar com coisas tão pequenas, parecia não valer a pena.
Notas finais
Weeeeeeeee finalmente a Ever e o Michael se declararam um pro outro!! Os dois estão tão in love... E a Serena e o Chris awwn esses dois serão muito fofos, e vocês verão que Serena será uma personagem tão fofa quanto Caroline ;3 Jeremy está mudando aos poucos, tratando a Ever de um jeito mais amigável e Daniel tá desconfiando da Claire Collins! Será que ele vai descobrir alguma coisa? E a Mandy e a Stacy? Acho que elas não gostaram nadinha de verem Michael e Jeremy com a Ever e a Caroline... bom meninas, me desculpem de novo pela demora. Comentem o capítulo, a partir de agora, Ever e Michael se conhecerão melhor agora que estão juntos. Comentem, pois os comentários lindos de vocês me incentivam a continuar, a escrever cada vez mais e a pensar na fanfic. Vocês são demais meninas, muito obrigada por tudo viu?
Tenham uma ótima tarde!
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