A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão

16 Capítulo 15 - Invadindo a casa alheia


Notas iniciais
Heey meninas, tudo bem? Decidi postar o capítulo mais cedo para vcs. Tenham uma boa leitura

– Não acredito que o pai do Michael, esse tal de Alfonso, é o novo sócio! — Caroline dizia aquilo fazendo uma careta incrédula.

– E eu não acredito que o pai dele é bonitão. — Disse Yuri BK, que para o meu desespero estava estudando no mesmo colégio que eu e meus amigos e pior: na mesma classe.

– Você devia agradecer por isso. Se não fosse esse bonitão aí, vocês teriam que dar adeus a Escola de Artes! — Disse Chris enquanto comia um sanduíche.

– É, eu sei. E agora o Michael vai ficar jogando isso na minha cara. — Olhei para o lado e percebi que Michael me encarava com um olhar assassino que eu tratei de ignorar.

– Você vai continuar infernizando a banda? — Perguntou Carol temerosa.

– Mas é claro! Eles merecem! — Carol olhou-me aflita.

– Carol, eu sei que você se arrependeu do que fez mas eu realmente preciso que me ajude. Eu sou a única que está sendo ameaçada pelos sem cérebro. E também quero colocar o plano "Conquistando Jeremy" em ação em breve! — A face de minha amiga se iluminou rapidamente.

– Sério? Quando?

– No Baile de Máscaras da Escola de Artes que meu pai e o Alfonso estão organizando. Claro que um dia antes teremos que fazer compras, te dar dicas e todas essas baboseiras mas o plano vai rolar! — Falei totalmente empolgada.

– Se for assim, eu te ajudo amiga! — Vibrei internamente por saber que ainda tinha meus aliados.

(...)

Depois da aula, eu, Chris, Carol e Yuri resolvemos tomar um sorvete e passear pela rua já que meu pai havia me dito que não precisaria da minha ajuda hoje com a Escola de Artes.

– GENTE! — Chris deu um berro que me fez pular de susto.

– Tá maluco, garoto? — Carol repreendeu-o, batendo no braço dele logo em seguida.

– Eu não estou maluco! Vai me dizer que vocês não sabem onde nós estamos? — Chris deu um sorriso maléfico em nossa direção. Parecia que estava prestes a descobrir a pólvora.

– Em uma rua qualquer? — Perguntou Yuri.

– Na rua em que compramos o sorvete? — Arrisquei e Chris fez que não com a cabeça.

– Em frente a casa do Michael? — Perguntou Carol.

– ISSO MESMO! — Chris deu pulinhos empolgados.

– E daí? — Não sabia onde o Chris queria chegar com isso.

– Podíamos invadir. — Sugeriu o doido.

– Não, não, não e não! — Caroline começou a andar pela calçada nervosamente.

– E porque não? — Perguntou Chris.

– Porque nos meteremos em confusão se nos pegarem! — Explicou ela.

– Até que é uma boa idéia. — Sorri, já pensando na hipótese de entrar no quarto do Michael e achar algo comprometedor sobre ele.

– Ficou maluca? — Caroline segurou-me pelos ombros. — Invasão de domicílio é crime! — Acrescentou, a beira do desespero.

– Ninguém vai saber que estivemos aqui! — Falei.

– Como pode ter tanta certeza? — Indagou.

– Ah Caroline, qual é! Faça uma loucura pelo menos uma vez na sua vida! — Incentivou Yuri.

– Isso não é loucura é suicídio! — Caroline estava a beira do desespero.

– Pois sinto lhe informar mas você perdeu. A maioria apoia a minha idéia. — Chris estava triunfante.

– Não acredito nisso! — Bufou a loira.

Vencida pela maioria, Caroline nos seguiu relutante até os fundos da casa que Michael morava, que era enorme. Entraríamos pelos fundos para que niguém nos visse.

Depois, subimos no muro estranhamente baixo do casarão, onde o salto de minha bota ficou preso nas plantas que cresciam ali. Não sei porque os granfinos insistiam em ter os muros de suas casas repleto de plantas.

Chris, Caroline e Yuri pularam o muro e depois de ter me livrado das plantas, pulei também. Então, corremos pelo gramado bem tratado da casa e quase morremos ao passarmos perto da frente da casa, onde tinha uma enorme janela, a da sala, onde se encontravam Michael e Mandy se agarrando.

Nessa hora, meus pés petrificaram e eu só conseguia olhar a cena estagnada. Percebi que o Chris se encontrava no mesmo estado que eu.

Mas o que estava acontecendo comigo? Porque vê-los juntos estava me deixando tão incomodada ao ponto de paralisar? O estado do Chris era até compreensível já que ele é apaixonado pela Mandy mas eu não sinto nada pelo Michal a não ser ódio.

– Ever, vem logo. — Caroline deu-me um puxão e Yuri fez o mesmo com o Chris.

Minhas pernas voltaram a se mexer e assim corremos para a lateral da casa.

– O que deu em vocês dois? — Esbravejou Caroline.

– Eu... eu... — Não conseguia formular alguma frase eu mesma não entendia o que havia acontecido.

– Não precisa se explicar. Não agora. — Caroline me mandou um olhar atravessado e eu a olhei confusa.

– Vamos ver se dá pra entrar por essa janela. Tenho que entrar no quarto do Michael. Vai que eu acho o diário dele, ou sei lá! — Apontei para uma janela que parecia ser a da cozinha.

– Diário? O Michael não tem cara de que gosta dessas coisas. — Disse Chris com um semblante decepcionado.

Abrimos a janela e entramos na cozinha da casa que era extremamente limpa e bem organizada. Na mesma hora, tivemos um infarto ao ver que teríamos que passar pela sala para ir para o andar de cima verificar os quartos.

– Vamos embora. — Pediu Carol baixinho.

– Não! — Não me enrosquei no meio daquelas plantas para nada.

DING-DONG

A campainha escandalosa da casa tocou e observamos Michael ir atender a porta com a mosca ruiva da Mandy em seu encalço.

– É a nossa chance, vamos! — Sussurrou Yuri que no mesmo momento, saiu andando em passos cautelosos até a sala, onde Michael falava com um homem alto e bonitão. Mandy estava abraçada com ele então, nenhum dos 3 perceberam a movimentação na casa.

Subimos as escadas rapidamente e viramos o corredor, entrando no primeiro quarto que vimos pela frente.

O quarto em que entramos era amplo e luxuoso. Tinha uma cama de casal no meio e um criado mudo, que continha um porta-retrato de Alfonso e uma linda mulher vestida de noiva. Parecia ser o casamento dos dois e isso me fez perceber que tínhamos entrado no quarto errado.

– Dá uma olhada nisso! — Yuri estava em êxtase, enquanto abria o closet e pegava nas roupas de Alfonso.

– Não mexa em nada! — Carol estava com tanto medo que parecia que ia sair correndo a qualquer momento.

– Engraçado, cadê as roupas da mãe do Michael? — Chris procurava pelo closet alguma peça feminina mas não havia nada. Olhamos ao redor e percebemos que essa era o único closet que tinha.

Me aproximei de onde os 3 se encontravam e estranhei quando vi que Chris estava certo. "Onde a mãe do Michael guarda as suas roupas?" Perguntei mentalmente.

– Que estranho! — Carol piscou os olhos confusa.

– Gente, sei que isso é estranho mas não podemos demorar, ainda temos que espionar o quarto do Michael! — Meus amigos assentiram, fechando o closet logo em seguida.

Saímos do quarto do casal esquisito e fomos andando pelo enorme corredor, abrindo a segunda porta e entrando logo em seguida.

O quarto que havíamos entrado também era enorme, todas as suas paredes eram brancas, exceto a do lado esquerdo que era preta. O quarto era lindo, organizado e tinha um ar de rockeiro. Esse só podia ser o quarto do Michael.

– Esse é o quarto do Michael, gente! Se acharem algo comprometedor, tratem de me mostrar! — Pedi, já começando a bisbilhotar em suas coisas, vendo que meus amigos faziam o mesmo.

Abri as gavetas da cômoda do quarto do anjinho como um foguete, onde as únicas coisas que encontrei além de cuecas (eca) e roupas, também encontrei algumas revistas de carros e também alguns mangás. Quando abri a última gaveta do cômodo, tinham mais roupas e estava disposta a fechá-la quando as pontas dos meus dedos tocaram algo duro que não poderia ser alguma peça de roupa. Enfiei minha mão no fundo da gaveta, retirando de lá um porta-retrato que tinha uma foto que parecia antiga, onde havia um menininho lindo que aparentava ter 13 anos.

Na foto, ele estava abraçado a uma mulher bonita, a mesma que eu havia visto na foto no quarto de Alfonso e também a Alfonso. Ambos sorriam e o olhar do menino não estava vazio. Tinha mais alegria. Esse menino só podia ser o Michael.

Tirei a foto do porta-retrato, virando-a do lado contrário, vendo o que parecia ser uma dedicatória:

"Meu pequeno, sei que temos passado por momentos difíceis. Eu tentei fazer com que meu corpo aguentasse mas a doença tem tirado todo o meu fôlego e todas as minhas forças. Mas eu quero que você seja forte e aguente firme ok? Ajude o seu pai, pois ele precisará muito de você. Não deixe isso lhe consumir como tem me consumido pouco a pouco. Sempre que estiver triste, pense em mim e eu estarei com você, todo o tempo, mesmo que você não possa me ver mais. Eu te amo meu filho."

Assim que terminei de ler, uma dor enorme preencheu o meu peito, incapacitando-me de respirar. Era por isso que não havia roupas da mãe do Michael no closet do Alfonso: Porque ela estava morta.

– Ever, olha só que legal! — Caroline despertou-me do transe em que eu me encontrava.

Olhei em sua direção e vi que os 3 mexiam no enorme closet do Michael, que parecia closet de cantor famoso.

Fui até eles, perdendo a vontade de estar ali, naquele quarto, bisbilhotando suas coisas, sabendo que Michael não tinha mais a sua mãe. Coloquei a foto dele no bolso de trás da minha calça.

– Acho que encontrei o diário dele! — Disse Yuri entusiasmado.

– Sério? Me dá aqui! — Puxei o caderno de sua mão bruscamente, fingindo uma animação que nem eu mesma sentia mais.

Folheei o pequeno caderno percebendo que não era um diário e sim, um caderno de músicas.

A maioria de suas músicas falavam de tristeza e dor e mais uma vez, senti aquela dor que me impedia de respirar.

– Olha a cuequinha dele gente! — Carol segurava uma cueca branca do Michael.

– Ui gente! — Chris entrou no embalo pegando uma cueca vermelha, rodando-a na ponta de seu dedo indicador enquanto Yuri colocava uma cueca azul em sua cabeça.

Assim que a bagunça cessou, ouvi barulho de passos que pareciam vir de encontro ao quarto em que estávamos.

– E agora? — Carol me olhou espantada, largando a cueca no chão no mesmo instante.

– Ferrou! — Entrei em desespero.

– Eu quero a minha mãe. — Choramingou Yuri ainda com a cueca na cabeça.

Os passos ficavam cada vez mais audíveis para o nosso desespero.

– Temos que nos esconder! — Chris entrou dentro do closet sendo acompahado por Caroline e Yuri e quando tentei entrar, a porta não quis fechar e foi aí que percebi que o closet não era tão grande assim.

– Sai, saí! — Caroline me expulsou.

– Obrigada pela consideração. — Ironizei, me escondendo embaixo da cama e no mesmo instante, ouvi a porta se abrir e fechar logo em seguida. Eu só enxergava os pés e as canelas do Michael e da nogenta da Mandy.

– Me beije, Michael. — A voz da mosca ruiva ecoou no ambiente e logo em seguida ouvi o barulho do que parecia ser as bocas deles se encostando, produzindo um barulho estalado que me deu náuseas.

ECA, ECA, ECA!

Eles foram se aproximando mais da cama e eu pude perceber que eles não se desgrudaram no trajeto.

– Mandy... espera... — Michael disse ofegando.

– Não, eu já esperei demais. — A ruiva estava com muito fogo pro meu gosto e a minha vontade de interrompê-los era enorme.

Como sairíamos daqui com esses dois praticando essa nojeira toda? Era um suplício, parecia que eu estava pagando por todos os meus pecados! Eu estava bem embaixo da cama e logo, eles estariam em cima dela. Fiz uma careta ao perceber o quanto aquele pensamento me assustava, tampando meus ouvidos com as mãos, não querendo ouvir mais nada do que eles diziam ou faziam.

Eles continuaram andando e quando estavam próximos da cama, Mandy pisa nos dedos das minhas mãos, que estavam um pouco expostos e eu não tinha percebido. O susto foi tão grande, que eu urrei de dor.

– AAAAAAAAAH! — Assim que ela pisou no meu pé, eu tentei me levantar, batendo a cabeça com força no teto da cama, fazendo com que eu sentisse uma dor lancinante na cabeça.

Maior do que a dor nos meus dedos esmagados e em minha cabeça, era a vergonha. Permaneci em baixo da cama e fechei meus olhos lentamente, pedindo que tudo o que estava acontecendo fosse um pesadelo. Quando criei coragem para abrir os olhos, dei de cara com o Michael, agaixado, olhando para mim com uma expressão de serial killer.

FERROU DE VEZ!

Se antes eu pensava que eu estava ferrada, agora eu poderia me considerar morta.

Notas finais
KKKKKKKKKKK' AGORA A EVER ESTÁ FERRADONAAAAAAA Como será que ela vai se explicar pro Michael agora? E gente, vcs descobriram pq o Michael e meio tristinho, pq a mãe dele morreu =// Tenham uma boa noite