A Vocalista Da Banda Do Meu Irmão
15 Capítulo 14 - Novo sócio
Notas iniciais
Quando acabarem de ler esse capítulo, leiam as notas finais e respondam a pergunta que farei ok? Por favor! O capítulo está pequeno, mas garanto que não demorarei a postar o próximo tá?
Tenham uma boa leitura!
Após o incidente com o Michael, meu irmão e os descerebrados passaram o resto da tarde arrumando os instrumentos. Ou seja, eles não conseguiram ensaiar.
Chris e Caroline ficaram com remorsso por terem me ajudado e eu fiquei com medo de acabar perdendo os meus aliados.
Assim que anoiteceu, os descerebrados foram embora e Jeremy nem sequer ousou olhar para mim, como de costume.
Desci as escadas encontrando meus pais sorridentes demais.
– Ever, Jeremy e Jack. Vamos para a Escola de Artes! — Disse minha mãe com uma voz enjoada.
– E o que faremos lá essa hora da noite? — Perguntei, franzindo o cenho.
– Temos algo para mostrar a vocês! — Papai estava muito animado para alguém que estava prestes a perder seu maior patrimônio.
Assim que chegamos na Escola de Artes, fomos todos para o escritório do meu pai, encontrando um homem, alto, elegante e bonito, acompanhado do... Michael?!? Mas... o que ele fazia aqui?
Michael nem fez questão de olhar pra mim e eu já esperava por isso dele. Minha mãe ofereceu-me um copo d'agua que aceitei de bom grado, mas nada queria descer na minha garganta. Não conseguia engolir essa história desse homem misterioso e acompanhado do Michael aqui na escola de Artes.
– Filhos, tenho uma ótima notícia para vocês! — Papai parou ao lado do homem elegante, sorrindo. — Esse é Alfonso Salvatore, pai do Michael Salvatore, o novo sócio da Escola de Artes Williams. — Assim que meu pai acabou de falar, eu simplismente cuspi a água que eu estava prestes a beber, engasgando-me logo em seguida.
Todos saudavam o novo sócio alegremente e a única coisa que eu queria era acordar e perceber que tudo não passou de um sonho. Com tantas pessoas no mundo e o novo sócio tinha que ser justamente o pai do Michael? Isso só pode ser castigo!
– Ever, querida, não vai cumprimentar o Alfonso? — Perguntou minha mãe, fazendo a atenção de todos voltarem-se para mim.
– Er... seja... bem-vindo! — Nem ousei cumprimentá-lo, continuei paradinha em meu lugar, ainda estagnada, recebendo olhares incrédulos de minha família e um olhar fulminante do Michael. Seu pai por sua vez, sorriu, quando ouviu meu falso entusiasmo em dar-lhe as boas vindas.
– Obrigado, Ever! — Ele continuou sorrindo enquanto eu apenas dava um aceno de cabeça.
– Bom... eu vou indo, espero vocês no carro. Tchau sócio, tchau Michael! Nos vemos amanhã! — lancei um sorriso sarcástico na direção do Michael e quando saí do escritório, tive a certeza de que se o olhar do Michael matasse, eu estaria morta há muito tempo.
Enquanto eu chegava ao fim do corredor, sinto uma mão puxar fortemente o meu braço.
– O que deu em você, Ever? — Jeremy me lançava olhares 3 vezes mais fulminantes do que o do Michael.
– Me larga garoto! — Tentei puxar meu braço, mas Jeremy o apertava com muita força.
– Você está me machucando! — Falei, trincando os dentes.
– Só vou te dar um aviso: Fica longe da minha banda. — Jeremy continha um olhar sério que me fez sentir um tiquinho de medo. Só um tiquinho.
– Ui, o sem cérebro sabe ameaçar! — Ironizei. — Aprendeu com o Michael, foi? — Dei um sorriso sarcástico e Jeremy fez uma careta contrariada.
– Fica longe da Bloodstream! — Alertou-me antes que eu me desvencilhasse de seu aperto e saísse andando, com o coração agitado, retumbando dentro do meu peito.
(...)
Chegando em casa, fui direto para o meu quarto descansar. Os meus dias estavam sendo tão cheios de confusão que nem havia percebido que deixei de lado o plano "Conquistando Jeremy". Mas com a raiva que eu estou do meu irmão é bem capaz de eu mudar o nome do plano para "Destruindo Jeremy" ou "Desmembrando Jeremy".
Caroline estava muito empolgada com o plano de conquistá-lo e nem tivemos tempo para pensar nisso. A melhor oportunidade para colocarmos o plano em prática era o "Baile de Máscaras" da Escola de Artes. Agora que meu pai arranjou um sócio, com certeza o baile iria rolar.
Claro que primeiro teríamos que preparar a Caroline. Ok, eu e o Chris não temos nenhuma noção de moda. Na verdade, estou pouco me lixando pra isso. Mas conto com a ajuda de minha mãe. Ela é uma pessoa elegante que adoraria nos ajudar.
Eu ficaria com a parte do diálogo, de fazê-la chegar no Jeremy sem pagar mico ou sem ser afetada pela sua falta de neurônios e o Chris nos ajudaria caso o Jeremy a chamasse para dançar.
Com todas essas coisas, não tinha como o plano falhar.
O mais estranho nisso tudo, era o novo sócio do meu pai. Com tantas pessoas no mundo, o sócio tinha que ser logo o pai do Michael? Isso só pode ser castigo, devo ter atirado pedra na cruz pra merecer tanta penitência! Isso complica tudo porque além de vê-lo na escola e de vez em quando na minha própria casa, toda a vez que eu for para a Escola de Artes ele vai estar lá também. Droga. O destino anda conspirando contra mim.
Notas finais
Beeijos e boa tarde!
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