A Visão
4 Capítulo 4 - Coincidências
Notas iniciais
“NÃO ULTRAPASSE”.
É o que havia escrito de cor preta, em uma faixa amarela. Faixas que rondavam a casa de Roberta, a melhor amiga de Aline, que não sabia o que havia acontecido. A mãe da garota ligou para a amiga, dizendo que ela havia morrido. Depois disso, Aline saiu correndo até a casa da amiga, para ver o que acontecera.
A garota vê a mãe da amiga chorando, e sendo consolada por policiais. Aline corre em direção à ela, mas é segurada por dois policiais que repetiam constantemente a frase “não pode entrar!”.
-Espera, eu sou amiga da Roberta – ela se defendia, dando pontapés nos policiais e se mexendo, tentando ser solta.
A mãe vê a confusão, e levanta-se da cadeira que havia ao lado da porta de casa, do lado de fora, em frente ao jardim, e repete aos policiais:
-Deixem ela! Eu a conheço!
No mesmo instante, os dois policiais soltam a garota, e a empurram até a mãe de Roberta, que agarra a garota entre os braços. Aline encara os policiais que a seguraram, e responde:
-Empurrem a mãe!
-Aline, não é uma boa idéia! – A mãe de Roberta impede a garota de fazer algo com os policiais. Sabia muito bem que Aline não faria mal nem mesmo a uma mosca, mas achou bom não arriscar. Os policiais dão meia volta, repetindo coisas nos walkie-talkie presos em seus uniformes.
-O que aconteceu? – Aline pergunta, preocupada com a amiga.
A mãe, dando um suspiro e limpando lágrimas que escorriam de seu rosto responde:
-Eu não sei direito... Ouvi ela gritando, e corri até ela... Eu a vi caída em cima da privada, e com sangue na boca e no pescoço... O meu vizinho, o Bob, me ouviu gritando, e chamou a polícia.
Aline fica em silêncio. Toda a sua vida junto com Roberta passava em sua mente... Desde o dia em que Roberta comprou uma caneta que dá choque para Aline, até agora, sua morte...
-E o pior... – a mãe respira fundo, e limpa lágrimas do rosto – é que eu briguei com ela, para fazer ela tomar banho.... eu fiz ela ir tomar banho agora.... Foi tudo culpa MINHA
-Não! – Aline responde. Novamente, um silêncio reina no quintal. Apenas os policiais correndo de um lado para o outro, e as sirenes das viaturas de policia sondavam no quintal. Sentindo-se desconfortável, por ser a última a ter dito algo, Aline olha para trás. Onde ficava a rua. Ela vê que várias pessoas olhavam para a casa de Roberta. Aqueles curiosos a faziam ficar mais desconfortável ainda. Depois de alguns minutos calada, a mãe finalmente responde:
-Por quê? Ela questiona, ainda chorando – Por quê?
-Eu não sei o que ela fez para merecer isso... Mas eu vou descobrir Senhorita Wallows!
-Obrigada, Aline... Só tenho que lhe agradecer mesmo... Mas desde que você teve aquela premonição na escola, Roberta decidiu que iria lavar a sua tristeza, e fazer aquela cirurgia.
-O que a senhora quer dizer?
-Ela estava muito paranóica com a unha encravada... Iríamos ao hospital depois da aula, se a escola não tivesse explodido daquele jeito...
-Foi mesmo uma tragédia... – Aline respondia a mãe da amiga, sempre olhando para o chão.
-Mas foi pela sua premonição que ela resolveu fazer a cirurgia... Depois disso, ela conseguir ficar mais aliviada... Você deixou minha filha feliz, e viva por um pouco mais de tempo...
-Bom... Não foi nada, é só que...
-Obrigada...
Médicos e policiais entram e saem da casa o tempo todo. Era muito movimento para apenas uma garota morta. Deveria haver algo a mais na casa... talvez, até mesmo na própria garota.
-Meu Deus... – Aline suspira – onde tá a Roberta?
-C-como assim?
-O corpo dela! Onde ela tá?
-A perícia ainda está investigando o banheiro. Não podem tirá-la de lá até que o legista chegue, mas...
-Eu vou até lá! Preciso ver ela!
Aline corre e deixa a Srª. Wallows no quintal, e entra na casa da amiga. Ao entrar na casa, encontra vários policiais dentro da casa. Ela estranha aquela quantidade de armas em poderes deles. Por que carregar tantas armas se não tem nenhum bandido por ali?
Quando chega ao banheiro, ela sente-se enjoada. O visual de Roberta era assustador. Ela encontra a garota nua, caída com a cabeça na parede e as pernas dentro do Box. Cacos de vidro cheios de sangue espalhados pelo banheiro todo. O que era mais estranho era a quantidade de sangue em sua boa e pescoço. A cabeça da amiga estava “torta”... Praticamente fora de posição.
-O... o que aconteceu com ela? – Aline vira os olhos para baixo, olhando para seus pés. Não conseguia olhar para o corpo da amiga novamente. Ver sua melhor amiga morrer daquele jeito era assustador e grotesco.
O legista que estava analisando o cadáver vira para a garota e explica:
-Você está vendo como o vidro de xampu está quebrado? Meu palpite é que ela tenha pisado nisso, e caído para fora do Box. Ela caiu com tanta força, e de uma posição tão desconfortável, que bateu a cabeça na parede, e quebrou seu pescoço.
-Quebrou... O pescoço?
-Isso mesmo – Ele continua – o impacto forte, e o mau jeito fizeram com que as vértebras do seu pescoço virassem no sentido horário, e deslocado a traquéia de lugar, fechando-a. Não tinha como ela sobreviver a um golpe desses, nem se soubesse que isso iria acontecer.
-Qual é a probabilidade de uma pessoa morrer assim? Isso é muito estranho...
-Bom, em todos os meus vinte e cinco anos de trabalho, só vi apenas um caso como esses. E o cara que morreu assim levou um golpe fatal no pescoço com um pé-de-cabra.
-Aline limpa lágrimas de seu rosto. Lágrimas escorrendo de seu rosto constantemente... É muito ruim a sensação de quando você perde um amigo...
-Você não previu isso? – O legista pergunta a Aline, que ainda está chorando, e enxugando seu rosto.
-Como é que é? – Ela questiona, sem entender a pergunta do legista.
-Perguntei se previu isso... A morte dessa garota... Você não previu o que aconteceu com a escola? Por que não previu isso também?
-Eu não previ nada... Não sei o porquê...
-Você a quis morta, não é? Previu o que iria acontecer, e não avisou ninguém! Sua monstra...
-Eu não sou... Eu NÃO PREVI! – Ela grita, tentando se defender. Aquilo que ela sentia... Culpada pela morte da própria amiga não fazia sentido para ela. É muito para uma garota de apenas 14 anos aguentar.
-Quis ela viva na escola, para fazê-la sofrer agora... Assassina! É isso que você é! Assassina! – O homem pressionava a garota.
Nervos a flor da pele... Pressão aumentando... Aline não conseguia pensar em mais nada, apenas em fazer aquilo... Ela levantou a mão, e dá um tapa no rosto do legista, que cai em cima de um caco de vidro pontiagudo. O homem cai de costas no caco de vidro, que rasga um pequeno pedaço de sua pele.
O homem levanta-se e limpa o sangue de suas costas. Aline SABIA que o legista iria se defender. Assustada, ela corre até a saída, e da casa da amiga. Sai em disparada, caminhando pelas ruas, tentando chegar até sua casa, que ficava a dois quarteirões do local.
Chega em casa, e senta-se no sofá vermelho de sua sala. Pensativa, ela liga a televisão.
Estava passando o jornal. Aline assiste a TV, com o objetivo de se distrair. Porém, algo chama sua atenção. É uma matéria sobre uma mulher que morreu em um salão de beleza. Seu nome é SAMANTHA LANE.
-Samantha Lane, uma das sortudas que salvou do acidente do autódromo Mckinley, — dizia o jornalista na televisão. O rosto dele não fora mostrado, apenas imagens do salão de beleza, e do corpo da mulher, censurado, foram passando — morreu ontem à tarde, com seu crânio perfurado por uma pedra. Testemunhas disseram que viram a pedra literalmente se ATIRAR do cortador de grama até o olho da vítima.
-Sobrevivente... do autódromo...? – Pensou
Agora, a TV mostrara imagens de uma mulher meio gótica, com uma mecha rosa em seu cabelo. Uma faixa apareceu na televisão, revelando seu nome e profissão:
DEDEE
Cabeleireira
A televisão mostrava imagens de Dedee assustada. Ela falava várias coisas, mas suas falas simplesmente não conseguiam ser ouvidas, pois ela chorava, e falava muito baixo.
-Cadê a opção LEGENDA nessa merda de TV? – Ela dizia, enquanto pressionava desesperadamente, todos os botões do seu controle remoto.
TCHUC! Como um passe de mágica, as legendas apareceram na TV:
Eu realmente fiquei muito assustada com aquilo...
A mulher caiu morta na minha frente, e os filhos dela choraram muito...
Fiquei com muita pena dos filhos dela...
Não dava pra acreditar. Poderia ser Samantha Lane, uma das vítimas da morte?
-Tenho que PARAR de pensar nisso! Simplesmente PARAR! – Ela desliga a TV. Levanta-se do sofá, e caminha até a geladeira. Precisava esquecer que sua amiga tinha morrido... O que era, de fato, difícil... Pois ela viveu praticamente sua vida inteira ao lado de Roberta. Se conhecerem no berçário, quando, por acidente, foram trocadas de suas mães. Um engano NADA FREQUENTE e estranho. Por sorte, foram destrocadas logo, e assim, a amizade das duas começaram.
Saber que, depois de tanto tempo juntas, partir assim, sem dizer “adeus” deixava-a cabisbaixa.
Ela pega uma caixa de leite, em uma prateleira na porta da geladeira. Pretendia misturar o leite com um pouco de chocolate em pó.
Ela procurava o aviso de “abra aqui”, mas, para sua surpresa, diferente das outras caixas de leites, essa trazia as instruções “Fure aqui”.
-Fure...? – pensou.
Por um momento, olhou em volta de si mesma. Tudo estava normal (como sempre): A mesa de madeira fica perto da janela. As facas ficam penduradas, na parede, perto da geladeira, o fogão ficava ao lado da mesa, e a pia, do outro lado da cozinha, preso à parede. Não havia nada de normal ali; mas mesmo assim, aquilo preocupava Aline. Não se sentia bem ficando lá, sozinha, sem ninguém. Sua mãe viajara, a negócios. Seu pai morrera quando era criança, e sua melhor amiga morreu...
Pegou as facas, e pusera as mesmas em cima da mesa. Viu seu reflexo no metal (que por sinal, estava bem limpo!) e percebeu algo estranho... Seu rosto estava claro... claro demais... Ela parecia muito pálida, e com olhar triste.
Sou eu mesma que estou sendo refletida aqui? – pensou. E depois pensou em seus amigos, com medo do que aconteceria com eles, e depois não pensou em quase nada.
A garota dá um chute na geladeira, enfurecida.
-Por que você está fazendo isso comigo? – Ela desabafava... – POR QUÊ?! ME RESPONDE! – Chuta novamente a geladeira.
BLAM! O objeto não agüentara a força da garota. A porta se solta, e se quebra, caindo no chão e fazendo um estrondo enorme que ecoa pela vizinhança.
Ela ouve passos pelo corredor.
-Quem ta aí? – Ela pergunta, assustada.
Sem resposta, e ouvindo novamente os passos, ela repete a pergunta, dessa vez, mais alto.
Ela pega uma das facas, e a segura com força, como se todo o seu medo fosse transmitido para aquele objeto. A luz refletida pela ponta da faca quase cega os olhos de Aline.
-Apareça! – Ela corre em direção à escada, pronta para golpear seja-lá-quem-for com a faca.
-Calma, Aline! Sou eu!
-Thomas? O que você está fazendo aqui nessa hora da noite? Já ta tarde, é melhor você...
-Eu fui até a casa da Roberta. Vi o corpo dela...
Aline não diz nada, apenas olha para o garoto com um olhar de “e daí?”
-Acontece que já sabem que a morte foi acidental.
-Eu já sabia disso... – Ela responde, tristonha – Mas o que você foi fazer lá?
-Fui ver você... Aline, eu tenho certeza de que não tem nada a ver a sua visão com a morte da Roberta. Foi só uma coincidência...
-Pra você é, Thomas – Ela levanta o tom de voz – Mas eu continuo achando estranho...
-Olha... minha tia trabalha no clube Águas Clear Rivers, e me convidou para ir lá, ver como as coisas funcionam, por que ela vai viajar, e quer que, enquanto ela estiver fora, eu cuide daquele lugar.
-Ela é DONA daquele lugar? – Thomas faz que “não” com a cabeça.
-E acontece que posso levar uma pessoa comigo. E eu tava pensando em levar você! Para ver se você esfria a cabeça com essa de “todos vão morrer”! É apenas para te ajudar!
-Thomas... Não vai dar, eu tava querendo ficar sozinha aqui... Para pensar um pouco... – ela se sente abalada – uma sobrevivente do autódromo Mckinley morreu ontem... Talvez... O mesmo possa acontecer com a gente...
-Talvez NÃO! Pensa bem, como é que a morte pode atuar em dois esquemas diferentes? Sam Lawton teve a visão, depois o Alex, depois Kimberly Corman, depois Wendy, e agora, Nick O’Bannon. Tem tudo um intervalo de tempo, Aline! Eu pesquisei na internet, e parece que a morte não atua em dois lugares diferentes! Se for esse o caso, COMO você acha que a morte vai trabalhar com você e o tal do Nick ao mesmo tempo?
-Tem razão, Thomas... – Ela sorri. Um sorriso tímido, e sozinho, mas Aline sabe que Thomas não se importa com isso. Queria vê-la feliz. E conseguira – Eu vou com você amanhã no clube!
-É amanhã, as 3 da tarde, ok?
-Tudo bem! – Ela faz que sim com a cabeça e sorri. Thomas sai da casa dela, sem dizer mais nada.
Ele deve ter razão! Talvez a morte não trabalhe em dois esquemas ao mesmo tempo!
Agora, mais calma, Aline caminha lentamente até se quarto. Ela apaga a lâmpada e deita-se em sua cama, olhando para o teto. Um pequeno feixe de luz do banheiro vaza para seu quarto. Ra a única iluminação que tinha naquela noite...
Ela adormece.
Seu telefone toca. Aline corre para a sala, receando perder a ligação. Com um movimento veloz, ela pega o telefone, e aperta o botão TALK quase que instantaneamente. Um pouco zonza, e com olhos ardendo por estar no escuro por tanto tempo, ela atende o telefone:
-Alô? – Diz ela, se esforçando para conseguir, definitivamente, acordar de vez. Era dia. Olha para relógio, que marcava 9:35 AM. Ela costumava acordar mais cedo do que isso, mas, por algum motivo, seu despertador não funcionou. Achou estranho, e esperou que a pessoa do outro lado da linha respondesse.
-Alô... Aline... é você? – A voz do outro lado da linha era familiar. Mesmo assim, Aline não a reconheceu.
-Sou eu sim... E você é...?
-O Thomas! Só te liguei pra lembrar que vamos ao clube Clear Rivers HOJE mesmo, beleza?
Aline sente seu estomago embrulhar. Ela não sente vontade de ir.
-Olha... Thomas...
-O que foi?
A garota engole um seco, sem conseguir pronunciar as palavras. Não queria deixar o namorado assim. Ela definitivamente o amava. AMAVA. Não ama mais.
-Eu não posso... Não dá pra eu ir hoje... – Ela disse num tom de voz baixo.
-O eu? Fala mais alto, eu não te ouvi – O que era mentira. Ele queria ouvir novamente, pois nem ele acreditou em Aline.
-Eu. Não. Vou.
-O que? – Ele questiona, abalado – Por quê? Você tava muito feliz, por que a morte não trabalha em dois lugares ao mesmo tempo e...
-Não é a morte, Thomas! É a Roberta. Quero ficar sozinha por um tempo... Até tudo melhorar.
-Você disse isso quando teve a premonição, Aline. Quer dar MAIS tempo? Esperar MAIS ainda? Por quê? – ele faz uma pausa. O telefone fica em silêncio por um tempo – Você não me ama MAIS, não é?
-Thomas! Não é isso! É só que...
-Dexa pra lá! Eu chamo a Maria...
Ele desliga o telefone, e com raiva, o coloca no gancho. Quase quebrando o aparelho. Conseguia ouvir um CRAC do telefone quase se quebrando, devido à força que fez.
Aline desliga o telefone, e o coloca no gancho. Ela deita-se em sua cama, e pretende ficar lá a tarde toda.
-Acho que... Acabou... – pensa – Não acredito que fiz isso... Simplesmente não acredito!
Eram três e meia da tarde. Maria e Thomas estavam no clube Águas Clear Rivers. Thomas estava na piscina, enquanto Maria se bronzeava perto Dalí.
O clube realmente é enorme. Havia duas piscinas: Uma grande, e outra rasa. Havia salas, onde as pessoas se trocavam. As salas eram tendas escuras, num tom rústico, quase lembrava madeira. Logo depois das tendas, ficava a piscina funda. Era lá que Thomas estava.
Maria, prestando atenção em quase tudo, observa um garoto gorducho molhar várias pessoas que passavam com uma arma de brinquedo. Ele atira água na garota, que joga a bola de piscina nele.
-Se enxerga garoto! – Ela diz, brava.
Thomas sai da piscina, rindo na amiga que está molhada.
-Essas crianças!
-Ah, sei lá... Até curto... Me lembro do tempo em que era pequenininha... Bateu uma nostalgia agora...
Thomas ri. Ele concorda, fazendo que sim com a cabeça.
De repente, os dois avistam um homem de camisa vermelha andando pelo clube. Ele parecia confuso, procurando uma pessoa. Ele gritava desesperadamente:
-Hunt! Hunt!
Sem resposta, ele se abaixa e vê uma bolinha de golfe no chão. Le pega a bolinha e a analisa com calma.
-Há! Que Mané – Maria zomba do homem.
-Grita mais alto, Zé bunda! Não te ouviram da China ainda não! – Thomas também tira sarro do cara.
A atenção dos dois é voltada para o medidor de pressão do clube. Ele estava esfumaçando, tremendo, e quente. Parecia que iria estourar. Ele fazia tanta pressão que se conseguia sentir o calor do objeto mesmo estando a três metros de distância.
-Alguém devia concertar isso aqui – Thomas sugere – Morro de medo disso! Vai que alguém fica preso nessas coisas no fundo da piscina e não consegue sair?
-Não liga! Sabia que as chances de um treco desses sugar uma pessoa são de cinco em cem?
-Onde leu isso?
-Wikipédia!
O medidor não agüentou. EXPLODIU. A tampa do objeto saiu, cuspindo sangue. Água e órgãos são praticamente jorrados do aparelho, caindo ao redor.
-AI MEU DEUS! – Maria exclama se afastando do Medidor assassino.
Uma moeda de prata sai de lá, junto com o Milk-shake de órgãos. Os visitantes do clube imediatamente saem correndo do local, com medo.
-Caramba... AGORA eu me assustei – Thomas ri. Depois acha a piada sem graça.
Maria olha através da piscina funda. Conseguia ver algo no fundo da piscina. Ela espreme os olhos para ver melhor: Era um corpo humano jogado no mar, mas parecia achatado... Esmagado.
-Eu não acredito... – Ela se assusta – Os órgãos saíram de um cara que tava no fundo da piscina!
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