A Visão
3 Capítulo 3 - Explicações
Notas iniciais
Não sei... não sei se aguento isso mais! – Aline comenta consigo mesma.
Ela estava assistindo televisão na casa de Thomas. Depois de prever que a escola iria explodir, testemunhar a morte de um coordenador, ser julgada, e quase processada, aquele parecia ser o único lugar em que ninguém a incomodava.
–Você ta bem? – Thomas desliga a televisão, e olha para Aline, triste. A garota responde com um sim com a cabeça.
–Você sabe que não foi culpa sua... – ele completa – o que aconteceu na escola.
–Você sabe o que eu sinto?- a garota retrucou.
–Você está com medo... – Thomas responde, friamente – É isso, não é? Você está com medo de que alguma coisa aconteça coma gente. Por causa da sua visão!
–Thomas, você não me entende, não é? – Ela vira o rosto – Quando eu tive aquela visão, senti medo sim! Mas era... diferente...
–Como assim?
–Imagina que você saberia como você iria morrer! Melhor! Imagina que você iria morrer aqui... agora! O que você faria...?
–Eu não sei...
–Foi mais ou menos assim que me senti. E agora, todos estão achando que a culpada disso tudo sou eu! Eles acham que fui eu quem causou aquela explosão.
–O motivo ainda não foi descoberto, e você sabe disso...
–A polícia está enrolando com isso faz três dias! Todos acham que sou culpada! E sabe o que é pior? Vocês, os sobreviventes, são os únicos que posso conversar, e contar como me sinto. Eu não falei pra minha mãe sobre isso! Ela viajou pro Canadá, a negócios. Por isso, não sabe de nada do que rolou aqui...
–Se você quiser, posso chamar todos aqui, para você falar com eles... – Thomas sugere. Aline fez que sim com a cabeça, e Thomas sorriu. Ele se levanta do sofá, e pega seu celular, que estava do lado da televisão.
Ele digita o número 13 no celular. Era o atalho para o número do telefone de Carlos. Depois da premonição de Aline, e do memorial, Carlos decidiu fazer um pequeno curso de desenhos, que fica do outro lado da cidade.
Na casa de Roberta, sua mãe a segurava com força. Ela queria fazer a filha deitar-se no sofá. Mas por mais que insistia, a garota se tremia toda, e não deixava a mãe ajuda-la.
–Filha, vamos! Eu preciso tirar esse curativo logo! – A mãe da garota berrou, tentando imobilizar o pé da filha no braço do sofá.
–Não! Eu não quero – Roberta retrucou, estapeando a mão de sua mãe, que por pouco na fica vermelha – O médico disse pra tirar daqui a dois dias! Hoje não ta na hora ainda!
–Claro que está filha! Você precisa lavar isso pra não contaminar! – A mãe segura as duas mãos da garota, que retira o pé do braço do sofá no mesmo instante. Ela puxa as suas mãos, tentando fazer a mãe largar os braços dela, mas sem sucesso, a garota se defende:
–Eu não vou lavar! Vai arder essa unha filha da...
–Olha como fala! – Sua mãe a interrompe – se você não lavar seu pé, pode acontecer de ficar encravada de novo.
A garota para no mesmo instante que a mãe termina de dizer isso. Um silêncio toma conta da casa.
–Tudo bem, mãe... vou tomar banho... – a garota se levanta calmamente do sofá, e mancando, caminha até seu quarto.
Seu quarto estava bagunçado. Livros, brinquedos, pulseiras... várias coisas estavam jogadas no chão.
–Merda! – Ela resmunga – preciso arrumar isso urgente!
A garota senta-se na cama, e apóia o pé em um banco de madeira, que fica em sua escrivaninha. Ela cautelosamente retira o curativo de seu pé. Primeiro, descola o esparadrapo da faixa, e o desenrola com cuidado.
–Ai! – Ela resmunga, depois de um pelo de sua perna ter sido arrancado pelo esparadrapo.
Terminado de ser retirado o curativo, Roberta, cautelosamente coloca o pé no chão. Ela apóia primeiro seu calcanhar, e depois, os dedos do pé no chão.
A pressão é tanta que pus e sangue seco escorrem do buraco do dedo dela.
O dedo dela está vermelho e inchado. Ela vê metade da unha cortada. A pele que fica debaixo da unha está enrugada, e preta.
Aquele medico idiota estragou minha unha! – pensou.
Ela tira a roupa. A camiseta que usava era a mesma de quando fez a cirurgia: Amarela...
Enrolando-se na toalha, ela abre a porta. A mãe olha para a filha, e desvia o olhar para o pé da garota. Ao ver aquela bagunça no dedo dela, desvia o olhar para a televisão e cobre a boca com a mão.
–É, filha... sua unha está bem feia...
A garota olha para a mãe com cara de ironia. Vira-se e caminha até o banheiro. Ao entrar, a garota sente uma brisa forte envolvendo-lhe. Tão forte e tão gelada, que ela treme de frio por alguns segundos.
–Está tudo bem, filha? – a mãe pergunta, da sala, sem olhar para a garota.
A garota faz que sim com a cabeça. A mãe não presta atenção, pois não olhou para a filha. A novela que não fazia ela tirar os olhos da televisão se chama “Vidas e Mortes”. E esse era o último capítulo.
Minutos depois de ligar para Owen, o garoto chega na casa de Aline. Estava escuro, e anoitecendo. Eram oito horas, aproximadamente. Ao chegar, e entrar no quarto da garota, Owen percebe que alguns dos amigos de Aline e estavam lá dentro: Thomas, Maria, Carlos, Helena, Elias, Tainara. Aline estava tentando explicar a eles sobre a sua visão.
Thomas está sentado em cima da mesa, junto com Maria. Os outros estavam sentados em cadeiras, ao lado na cama, onde Aline estava.
–Então, galera... –Aline começa a falar – eu chamei vocês aqui, por que, primeiro: Confio em vocês, e são os únicos que conhecia antes do acidente...
–Você sabe que aquilo não foi culpa sua, não é? – Carlos tenta acalma-la. Aline faz que sim com a cabeça.
–Hei, galera... – Maria interrompe – Ta certo que aquilo não foi culpa da Aline... Ela salvou a gente! A gente deveria estar feliz pelo que aconteceu, não acham? Tipo assim, ela salvou nossas vidas! E vocês só ficam achando estranho ela ter aquela visão? E se aquilo foi uma coincidência?
–Não foi uma coincidência, Maria... – Aline responde, em voz baixa – eu vi como todos nós iríamos morrer se ficássemos lá! Eu vi que nenhum aluno iria sobreviver. E nós somos os únicos sobreviventes, por que saímos de lá antes! Isso não é uma coincidência! — Ela aumenta a voz nesse instante. Um silêncio toma conta do quarto dela, e ela retorna a falar, alguns segundos depois – E eu acho que pode ficar pior!
–Como assim? – Helena retruca.
–Sei lá... é só que, depois que eu tive essa visão, sinto que algo de ruim vai acontecer... É como se ainda não tivesse terminado...
–Aline, fica calma! – Elias acalma a garota.
–Ah, galera! Fala sério! – Tainara levanta-se da cadeira onde estava sentada, e resmunga – vocês acham mesmo que isso é real? Ela só está fazendo cena, pra ter atenção só pra ela! A mesma coisa quando ela teve essa visão!
Elias segura os braços e Tainara, que parecia querer descontar sua raiva em alguém:
–Tainara! Fica calma! A Aline viu o que iria acontecer, e aconteceu de verdade! Como você pode explicar isso? Aconteceu tudo direitinho, como ela falou! Aquilo não foi uma simples coincidência!
–Ela acertou inclusive a quantidade de sobreviventes se não tivéssemos saído de lá: zero... – Helena permanecia calma, no canto daquele quarto.
–A Helena falou a verdade! Se isso não for uma premonição, eu não sei o que é! – Carlos apoiava Helena.
–Esperem! – Diferente das outras pessoas, Maria era a mais neutra de todas. Não estava do lado de ninguém. Ela mantinha a calma, do mesmo jeito que Helena – Se o recado é pra todos os sobreviventes, por que o professor Robert e a Roberta não estão aqui?
PING... PING...
O chuveiro de Aline começa a pingar.
–Vocês ouviram isso? – Elias pergunta, assustado.
–É o meu chuveiro... – Aline retruca – mas ele nunca ficou pingando desse jeito...
–O que foi? – Tainara grita com Aline – teve outra visão? Como vamos morrer? O que vai acontecer?
–Tainara, cale sua boca! – Aline fica com os nervos a flor da pele.
A garota, vira para Thomas, e em tom de ironia, dá pequenas gargalhadas da cara de Aline. Depois, fala:
–Você acha que manda em mim, Aline? Você acha?
–Quer saber, Tainara? Acho que você deveria ter morrido na escola! Você não viu o que eu vi! Você foi esmagada por uma Louça Digital! Sabe o quanto foi grotesco pra mim, ver aquilo? Ver meus amigos... as pessoas que eu amo... morrendo? Se você tivesse visto o que eu vi, saberia que estou falando a verdade!
Ela senta-se em sua cama de novo, cansada e suando. Thomas abraça a garota, que, cabisbaixa, sorri para ele.
Roberta entra em seu banheiro.
Era um lugar pequeno, e cheio de coisas. Um ambiente quadrado: Ao lado da porta, a pia, virada para a parede. Do lado da pia, o Box do banheiro. E do lado do Box, a privada, e o porta-papel-higiênico.
Roberta pega o celular, que fica guardado em um armário, debaixo da pia. Ela coloca uma música para tocar. Calling all the monsters, de China Anne McClain.
Ela entra no Box do banheiro. Coloca seu pé bom lá dentro, e o pé encravado, para fora do Box. Ela fecha o mesmo, porém, com o pé do lado de fora, com medo de molhar seu machucado. O vidro do Box pressiona um pouco o seu pé. O sangue fica preso, e Roberta insiste em deixar a perna daquele mesmo jeito.
A água escorria pelo seu corpo todo, exceto em seu pé machucado.
PING! Uma gota de água cai em sua unha machucada. Ela sente uma pequena pressão no ferimento.
–Mãe! Vai doer se eu molhar! – Ela berra do banheiro.
–Conforme-se! – A mãe friamente responde.
As vibrações da música tocando no celular fazem o mesmo tremer dentro do armário. A porta da gaveta onde o celular estava, permaneceu aberta. O celular vibra tanto que escorrega e cai do armário. Devido a queda, a música é mudada. É tocada “In the end”, de Linking Park.
–Mas o que é isso? – Roberta fica confusa.
Ela abre a porta do Box e, molhada, pega o celular, muda a música, e o coloca novamente no armário. Gotas de água molham o celular.
Roberta entra no Box novamente, fecha a porta, e coloca seu pé machucado lá dentro. –Preciso lavar isso! – pensou.
Ela pega o vidro de xampu na prateleira, pinga um pouco nas mãos e coloca o vidro novamente em seu lugar. A garota lê na embalagem “180 gramas”.
Roberta espalha o xampu em seu cabelo. Certifica-se que nenhuma parte, nenhum fio de cabelo ficasse sem xampu.
A garota coloca uma quantidade absurda de xampu na cabeça, o que fazia com que grande parte escorresse.
Ela retira o excesso de xampu de sua cabeça com as mãos, e joga no chão.
Aquela espuma escorrendo no chão, em direção ao ralo tinha uma forma bizarra e medonha: a forma de uma caveira.
A embalagem do xampu desliza lentamente da prateleira. A cada minuto, ele se aproxima mais da borda.
DING-DONG! – A campainha toca. A mãe de Roberta berra um “Já vai” que ecoa pela casa toda. A mulher caminha até a porta, e avista sua amiga de infância Janete na porta. As duas se cumprimentam, e conversam. A mãe deixa Roberta sozinha dentro de casa.
No banheiro, Roberta continua se enxaguando, com a perna dentro do Box, ela ainda geme de dor, mas permanece do mesmo jeito.
O xampu no cabelo de Roberta escorria cada vez mais. A garota não se importa, e continua tomando banho.
A lâmpada do banheiro pisca com frequência. A garota rapidamente olha para cima, em direção a mesma. Com o rápido movimento que ela faz, o xampu escorre rapidamente, e algumas gotas entram no olho dela.
–Ai! – Ela geme.
Tentando retirar a enorme quantidade de xampu do olho, ela treme, e se agita dentro do Box do banheiro.
–Meus olhos! – ela grita, tentando chamar sua mãe. Porém, ela não tem sucesso, já que sua mãe está no portão, conversando com uma amiga.
Roberta fica trêmula por vários minutos. Molha as mãos, para tentar enxugar os olhos que ardem. Sem saber para onde está andando, ela tateia o vidro, procurando alguma saída. Suas costas batem fortemente na parede onde a prateleira com o xampu e o condicionador estavam. O tremor é forte; o frasco de xampu balança constantemente, até chegar perto de mais do fim da prateleira e cair no chão.
O frasco de xampu cai em cima do pé encravado de Roberta, pressionando-o e fazendo com que os pontos se rompessem, e estourassem. Sangue se espalha por toda a parte interna do Box, e as veias e vasos sanguíneos do pé da garota são molhados. Com o ferimento grave em contato com a água, a garota sente uma enorme dor, e seu machucado queima, por estar sendo molhado.
A garota entra em pânico, e grita pedindo ajuda à mãe, que novamente, não a ouve. Roberta dá empurrões no Box, para que ele se abrisse, pois não conseguia enxergar nada. Ela encosta-se à parede, e segura seu pé ferido com as mãos. Tateando o ferimento, e sentido seu pé queimando, ela percebe que os pontos se romperam, e que seu pé está aberto.
Ela continua chorando, e se desesperando procurando a ajuda da mãe.
Tentando encostar-se a algum lugar, ela por engano abre a saboneteira.
–Me ajuda! – Ela exclama para a mãe – Socorro, mãe!
Sem sucesso, Roberta tenta lavar os olhos com a água do chuveiro. Ela escorrega no vidro de xampu caído no chão, e bate a cabeça na saboneteira, que estava aberta. Ela perde o equilíbrio, com isso, todo o seu corpo é jogado ao chão pela gravidade. Sua testa é rasgada pela quina de sua saboneteira.
Quase inconsciente, a garota cambaleia sem forças pelo Box. Seu pé normal pisa em cima do pé ferido... um descuido. Ela treme de dor, e misteriosamente cai de costas para o vidro do Box. Com o impacto, o vidro é quebrado, e milhões de pedaços voam pelo banheiro. Roberta cai em cima da privada, inconsciente.
A mãe da garota ouve o barulho de vidro se quebrando, e corre em direção ao banheiro, para ver a filha.
Quando chega ao banheiro, tem uma surpresa: vê a filha morta no chão.
–Meu Deus! – Ela chora, colocando a mão na boca – Filha! – Ela chamava por ajuda, enquanto a vida toda de sua filha passava diante de seus olhos.
Enquanto isso, na casa de Aline, Tainara havia ido embora. Um silêncio estava tomando conta do local. Quando o telefone de Aline toca, ela corre até a sala para pegar o aparelho que estava em cima da cômoda, ao lado do computador.
–Alô? – ela exclama ao telefone
–Aline? – Uma voz ecoa do aparelho de telefone – É a mãe da Roberta!
–Hm... oi! – Ela responde, sem graça. Ao perceber o tom de voz da mãe da amiga, que parecia ser de tristeza, ela pergunta – Está tudo bem com a senhora?
–Não, não está!
–C-como assim?
–A Roberta morreu...
A mensagem caiu como uma bomba na cabeça de Aline. Ela sente um arrepio depois de ouvir aquilo. Em pânico, a garota deixa o telefone cair de seu braço. O telefone cai com a antena para baixo, quebrando-a quase que instantaneamente. A garota, sem pensar duas vezes, pega o telefone do chão, mas, ao perceber que o mesmo está quebrado, coloca-o de volta no lugar.
–O que aconteceu, Aline? – Thomas chama a garota, do quarto dela. Ele olha com preocupação para a namorada.
–A Roberta... – Ela gagueja. Tantas emoções de uma só vez... é muita coisa para um cérebro apenas – Ela morreu...
Carlos se levanta da cadeira, assustado:
–O que? – Ele exclama – Você ta brincando, né? Por favor! Diz que está brincando!
Aline faz que não com a cabeça, lentamente. Uma lágrima escorre de seu rosto, e ela a enxuga com a mão.
–Como ela morreu? – Maria pergunta, em tom de espanto.
–Eu não sei – Aline responde, ainda enxugando a lágrima. Ela engole um seco, e volta a falar – Mas tenho certeza de que não foi normal. Tipo, ela estava tomando banho nesse horário! Não é possível!
–Como você sabia? – uma voz ecoa da janela do quarto de Aline. Um vulto preto pode ser visto da janela. Cabelos longos, e escuros como cinzas. Olhos tão pequenos, mas tão atormentadores...
–Tainara! – Cerrando os punhos, Aline berra do quarto, franzindo a testa.
–Sim! Sou eu mesmo! – O vulto caminha até a luz. Realmente, era Tainara. Ela entra no quarto de Aline, e dirige-se até ela – Como você sabia que ela estava no banho? Como você sabia? Teve outra visão?
–Não – Ela responde – Apenas conhecia a minha amiga tão bem, a ponto de saber o que ela faz a cada hora. E sei muito bem que não teve motivo pelo que aconteceu com ela! A Roberta não fez nada de errado!
–Ela teria motivos para isso, sabia? – Tainara franze a testa para Aline.
–Teria? Que motivo?
–Ela tem uma irmã... o nome dela é Briana. Ela morreu no desabamento da escola. Foi carbonizada devido aquela explosão.
–Ela... tinha uma irmã... – Aline gagueja.
–O que foi? Você não sabia disso? Olha... isso é muito estranho! Você não saber que sua melhor amiga tinha uma irmã... Sinal de que você não a conhece tão bem!
–Eu a conheço muito bem, pra sua informação! – Aline cerra os punhos para Tainara, que por sua vez, dá alguns passos para trás. Aline não conseguia bater na garota. Tainara sorri da reação da garota, que dá meia volta e senta-se na cama.
–Vai embora, Tainara! – Owen ordena – você não merece estar aqui!
Tainara vai embora, ela cospe no chão, em frente à casa de Aline. Ela sai correndo, e minutos depois, some no meio da escuridão fria da noite.
Owen coloca seu braço em volta de Aline, que olha para ele:
–Me fala... – ela pede, em voz baixa – O que tem de errado comigo? O que tem de errado comigo?
–Eu não sei – Ele responde. Owen detestava aquele sentimento. Queria tanto ajuda-la, mas não podia. Queria dizer a ela coisas que a faziam se sentir bem novamente. Mas, naquela hora, não conseguia pensar em nada.
–Eu quis que ela morresse, Owen... Eu quis que ela morresse! O que tem de errado comigo?
–Eu não sei, Aline... mas eu lhe prometo... – ele abraça a garota – farei de tudo para te ajudar a descobrir! Você tem a minha palavra!
Tainara caminha pela rua escura. Ela encontra uma pedra no meio do caminho. Com raiva, ela chuta a mesma para longe. A pedra cai dentro do bueiro, que faz um barulho que ecoa pelo local. TUC... TUC... PLOFT.
–Pedra idiota… — Ela exclama – Aline idiota! Você vai se arrepender de ter feito aquilo comigo, Aline... lhe prometo!
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