A Visão

1 Capítulo 1 - A Premonição


Notas iniciais
Depois de fazer a Fanfic DESTINO FINAL, resolvi fazer uma melhor. Uma mais voltada para fãs de Premonição mesmo. E consegui. Criei a Fanfic "A visão", onde Aline vê que a escola onde estuda explodirá, matando seus amigos e sí mesma.
Acho que ficou melhor do que Destino Final mesmo...
Acontece que desde ano passado (2010), eu e meus amigos tentamos ao menos PENSAR em uma Fanfic. A gente fez várias outras mortes, que penso em colocar no final da fanfic, como capítulo extra... As mortes alternativas, cenas e personagens deletados simplismente foram descartados por que eu achei muito infantil.
Bom... Espero que vocês, leitores, gostem dessa Fanfic. Pois sem vocês, não teria ânimo para escrever isso!
Boa leitura e boa diversão!

O despertador toca. Aquele som estridente faz qualquer um sair da cama com dor da cabeça. Um simples BEEP já fazia trilhões de pessoas acordarem em menos de um segundo.

Aline Mcgohan levanta, sonolenta, de sua cama entupida de adesivos.

Ela bate seu pé na quina da cama, e berra um AI mais forte que o BIP de seu despertador.

–Despertador idiota – resmungou.

Caminhando até a sua mesa, onde está seu despertador, ela simplesmente bate nele, que para de repente, como se tivesse medo dela.

Sua mãe, Zendaya Mcgohan, abre a porta, cautelosamente. Um feixe de luz da sala de estar ilumina o rosto de Aline.

–Que foi, mãe? – Ela cospe – Por que colocou o despertador para tocar tão cedo?

A mãe sorri, e simplesmente responde:

–Hoje é seu primeiro dia de aula, mocinha! Dezoito de Fevereiro!

A menina abre a porta, e a luz da sala de estar queima seus olhos. Ela coloca a mão na frente, enquanto caminha em direção a cozinha.

–Tenho mesmo que ir? – Ela pergunta à mãe – No bilhete, dizia que as aulas só começariam dia vinte! Alem do mais, tinha planejado ir com o Thomas ao shopping!

–Você pode fazer isso depois da aula. – A mãe calmamente responde – Depois da escola, talvez! Você sai mais cedo hoje, lembra? – Alice faz que sim com a cabeça. A mãe sorri.

Alice abre a porta da geladeira e coloca sua cabeça lá dentro.

–O que você está fazendo? – A mãe estranha

–Você me diz para ficar com a cabeça fria! – Ironiza Alice — E é isso mesmo que estou fazendo!

De dentro da geladeira, Alice pega a caixa de leite, e um pouco de Nescau, em cima do balcão.

Ela lê a embalagem, onde se vê:

“Não morra de ansiedade e prove agora o melhor leite da galáxia”

–O que foi querida? – A mãe encosta sua mão no ombro de Alice – Está tudo bem com você? – Novamente, a menina faz que sim com a cabeça.

–Mãe, quando eu acabar, você poderia ligar pro Thomas e cancelar o nosso passeio no shopping? — A menina pergunta, cuspindo leite e Nescau pelo chão. A mãe sorri, e pega o telefone .


Thomas Raisson tem 16 anos e é o namorado de Aline. Ele tem um cabelo preto, e geralmente, fica com seu MP3 Player no bolso, e seus fones de ouvido na orelha, escutando músicas o dia inteiro.

Ele estava em seu quarto, ouvindo Talking to the moon, de Bruno Mars. A música preferida de Aline.

Uma voz ecoa de sua sala:

–Filho, telefone pra você! – Sua mãe exclama.

O garoto se levanta da cama, e coloca o MP3 preguiçosamente na sua cômoda, ao lado da cama, e vai atender ao telefone.

–Alô? – Diz ele, com o telefone apoiado no ombro.

–Thomas? É a mãe da Aline!

–Oh, sim, dona Mcgohan! Pode falar!

–A Aline cancelou o passeio. As aulas começam hoje!

–Sim, sim! – Thomas diz em tom de tristeza. Parecia magoado. – O primeiro dia do ensino médio! Sei como é! A propósito, em que escola ela vai estudar?

–Na escola McKinley! Ouvi dizer que o ensino de lá é ótimo!

–Caramba! Eu também vou estudar lá!

–Sério? – A mãe exclama – Bom, acho que vocês terão mais tempo para se falar lá!

–Isso mesmo! Obrigado pelo recado!

–Não a de que! – A mãe responde carinhosamente.

Thomas desliga o telefone. Caminha para seu quarto.

O MP3 dele desliza pela cômoda, até cair em cima da cama. A música muda automaticamente.

Thomas coloca os fones no ouvido, e nota que a música é diferente. In the end, do Linking Park.

–Maldito MP3 velho! – Ele cuspiu – preciso comprar um novo!

Caminha até a cozinha, e avista um panfleto de uma loja. Ele o folheia, vendo vários MP3 diferentes.

Um deles o chama atenção. É um preto, com detalhes vermelhos no lado. Devia o olhar para o preço. R$: 180,00

–Tenho 200 reais aqui comigo! – pensou – Posso comprar um MP3 novinho pra mim, e dar o meu usado pra Aline!

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Colocando sua mochila em suas costas, Aline deixa cair um livro, em cima da sua prateleira. O livro cai em cima de sua cabeça e Alice grita. O grito ecoa pela sua casa.

–O que aconteceu? – Sua mãe perguntou, preocupada.

–Meu livro caiu em cima de mim! – Ela esclarece – Precisamos concertar isso!

Aline olha para o livro. O livro estava aberto na página 180. Ela pega o livro e vê as figuras. O livro fala sobre terremotos e catástrofes naturais.

–Mãe... – Aline gagueja – eu não quero ir pra escola hoje!

–Por que, filha? É o primeiro dia de aula. Você precisa ir!

–Eu não sei, mas acho que alguma coisa ruim vai acontecer. Eu estou com medo! Por favor, me deixa faltar na escola hoje! Prometo que amanhã eu vou!

–Desculpa, filha, mas você precisa ir! Prometo a você que nada de ruim vai acontecer com você!

Aline fica calada. Ela ajeita a mochila nas costas e caminha até a porta.

–Se eu morrer, a culpa será sua – cuspiu.

Ela fecha a porta com força. Aquele BLAM ecoa pelo quarteirão todo e Aline se sente envergonhada por ser autora do barulho. Merda! Por que eu fiz isso?

Ela levanta a cabeça e aponta seu olhar para o sol. Aquela luz é tão forte que a faz cobrir os olhos com a mão. Pelo menos, agora, estava segura dos comentários sem nexo de sua mãe. Aline nota algo encobrindo a luz do sol. São nuvens em formatos estranhos que cobrem o sol e Aline nota.

Ela recolhe o rosto para frete e continua caminhando.

Tenho que parar de pensar nisso! Tenho que parar de pensar nisso!

BLAM! Ela esbarra em um garoto com o mesmo uniforme da escola McKinley,

–Ai, meu Deus! – Ela se envergonha – Me desculpa! Me desculpa mesmo, eu não te vi aqui...

O garoto responde com um sorriso . Seus olhos verdes brilhantes desviaram a atenção de Aline.

–Tudo bem – O garoto responde.

–Meu nome é Aline! – Ela se apresenta

–Owen – Ele responde, ainda com o mesmo sorriso no rosto – Owen McClane!

–Olha, me desculpa eu ter esbarrado em você... – Aline se defende, ainda envergonhada e com peso na culpa. – Ela vê um celular caído no chão, e o pega.

–Toma! – Ela estende a mão, dando o celular para Owen – Deve ter caído com o esbarrão.

–Esse celular não é meu! Meu celular está em casa. – O garoto responde.

–Ai meu Deus! Esse é o meu celular! – Aline gela. Nunca passara tanta vergonha assim na vida. Seu celular às vezes cai no chão. – Será que quebrou alguma coisa?

Sem querer, Aline tira uma foto do garoto, e não percebe. Ela desliga seu celular, e o guarda no bolso.

–Você estuda na escola McKinley? – Ela pergunta. O garoto faz que sim com a cabeça.

–Esse é meu primeiro dia no ensino médio. O que será que eles vão ensinar lá? – Owen pergunta – Teorema de Pitágoras? Se for isso, vou reprovar!

–Nada disso, Teorema de Pitágoras é muito fácil! – Aline ri.

De longe, Aline e Owen avistam duas pessoas correndo na direção deles.

–Quem são aquelas pessoas? – Owen pergunta.

–Maria? Roberta? – Aline palpita. – Devem ser as minhas amigas.

Os vultos se aproximam, e ao ver que são realmente as suas duas amigas, Aline corre na direção delas.

–Amiga! Que bom te ver! – Maria Robert exclama – senti saudades! Por que você não ligou mais?

–É mesmo! – Roberta Walows completa – Você marcou da gente fazer as unhas quarta feira e não apareceu!

–Desculpa, gente, mas tive que sair com o Thomas. A gente foi no shopping ontem, e iríamos hoje de novo, se não fossem as aulas! – Aline esclarece.

–Bom... acho que eu já vou indo – Owen dá um sorriso mecânico.

–Não, Owen! A gente já está indo também! – Aline olha para suas amigas e resmunga em voz baixa – Não é, meninas?

As duas garotas fazem que sim com a cabeça.

Owen desvia o olhar para o pé de Roberta. Seu pé liso e pálido estava encalçado com um chinelo havaianas rosa. Seu dedão estava enrolado com uma fita adesiva e algodão.

–Anh... desculpa a curiosidade – Owen gagueja, ainda olhando para o dedão de Roberta – mas o que aconteceu aí?

A garota simplesmente responde:

–Unha encravada. – Owen faz uma cara de dor.

–Faz cinco meses que estou com essa coisa no meu pé! Minha mãe vai me levar no médico pra arrancar essa unha depois de amanhã!

–E você tem medo de agulhas, ou algo assim? – A garota faz que não com a cabeça.

Aline entra no meio dos dois, separando-os:

–Podem parar com o namorico! A gente vai se atrasar pra escola. Não podemos perder o primeiro dia de aula.

Ela puxa os dois pela gola da camisa. A gola da camisa de Roberta se rasga. Todos ouvem aquele REC vindo de seu pescoço.

–Oh, meu Deus! Me desculpa! – Aline gagueja.

–Tudo bem – Roberta responde, em tom de ironia e tentando ajeitar o seu uniforme – eu me viro!

Ainda sem jeito, e envergonhada, Aline olha para um Outdoor, onde estava estampada a propaganda de uma padaria. No Outdoor, havia estampado uma mulher olhando para um pão e manteiga. Em letras bem grandes, estava escrito “Pão quente”. Porém, o P da palavra “Pão” estava rasgado. O rasgo tinha duas pontas enormes apontando para baixo, em formado de M, o que fazia Aline ter um calafrio na espinha.

Mão quente... – Sussurrou.

–Disse alguma coisa, Aline? – Maria pergunta. Porém, Aline fica calada.

–Hei, Aline! Não é seu namorado vindo ali? – Maria exclama. Aline recolhe a cara emburrada, e corre em direção ao garoto.

Ao perceber que o garoto é Thomas, ela o abraça bem forte.

–Oi, gata! – Thomas sorri, e abraça Aline cada vez mais forte – Eu senti sua falta!

–Eu também – Aline continua abraçando-o .

–Galera, a gente já chegou na escola! – Maria exclama, olhando a escola.

A escola é envolvida por uma grade verde, cercada. Tem três andares enormes, e uma árvore logo na entrada. Era rodeada de janelas, das salas de aula, e com isso, era possível ver os alunos dentro das salas. Na entrada, uma bandeira enorme onde estava estampada “Bem-vindos, alunos!”.

–Uau! – Roberta exclama – Isso é maior que minha casa!

–Roberta, a intenção realmente é ser bem maior que sua casa! – Maria responde.

–Vamos entrar, galera! – Thomas alerta – Não nos façam passar vergonha! Aqui, todos são julgados pela primeira vez que é visto na escola! Se você entra com óculos, já acham que você é nerd! Se você vier com uma saia curta, acham que você é uma puta, ou uma loira burra! Se você for negro, acham que você é funkeiro, ou usa drogas! Se você for...

–Calma, amor! – Aline interrompe – Já entendemos! Alem do mais, acho que todo mundo aqui já entendeu! Vamos causar uma boa impressão! Fica traquilo!

Eles entram na escola.

–Bom dia – o policial os cumprimenta. Thomas olha o colete em torna do corpo do policial. O distintivo estava inscrito, em letras pequenas “Herói”.

–Com licença – Thomas para no meio do caminho, e se dirige ao policial. – Onde o senhor ganhou isso? – Pergunta.

–Me deram esse distintivo quando salvei uma senhora de um incêndio.

Incêndio. – Aline pensa.

–Aline, tudo bem? – Roberta pergunta. Alice faz que sim com a cabeça, lenta e silenciosamente.

–Vamos entrar logo – Maria aponta em direção ao refeitório.

Calmamente, Aline caminha em direção a escola. De repente, sente algo tocando o seu ombro.Algo gelado e frio apertando seu ombro cada vez mais...

–Aaai! – Ela geme.

–O que foi, Aline? – Roberta pergunta.

–Alguma coisa apertou meu ombro! – Gagueja.

–Não se preocupe, amiga! Tá tudo bem! Vamos chamar o Thomas e entrar na escola.

Dentro da escola, um espaço amplo decorado com pisos brancos enfeitava o meio da escola. Logo à frente, uma pequena barraca de doces, com a cantina logo ao lado. No lado da entrada, a coordenação e sala do diretor. Depois disso, várias portas de salas enfileiradas nas paredes. As janelas das salas podem ser vistas do lado de fora da Escola. Vários bancos e árvores enfeitam as entradas de cada sala. Do lado esquerdo da escola, uma pequena área com quatro bancos formando um quadrado, envolvendo uma enorme árvore, que cobre todo o espaço. E depois, mais quatro salas formando um L ao contrário, cobertas com umas árvores e o telhado da escola.

–Olha isso! Essa escola é enorme! – Owen elogia.

–Beleza, não sei qual é a minha turma! – Aline resmunga.

–Deve ser aquela! – Roberta aponta para a sala ao lado do refeitório. A sala fica escondida em um canto, em frente a uma pilastra de sustentação. Aline sorri, e corre para a sala.

Chegando lá, avista vários alunos aglomerados ao lado da sala. Curiosa, ela pede licença, e empurra alguns alunos para ver o que estava acontecendo.

–Me ajuda, Roberta! – Aline exclama do lado de dentro do aglomerado. Roberta faz que não com a cabeça, e aponta para sua unha encravada.

Aline estende a mão para alcançar a parede. Depois disso, enxerga o que os alunos observavam: Todos checam uma lista dos alunos da sala, que estava colada ao lado da porta.

–Me deixem procurar meu nome – Aline empurrava o amontoado de pessoas.

Desviando o olhar para cada letra da lista, ela vê o seu nome e o nome de Roberta na lista. Logo abaixo, avista o nome de Owen.

–Owen! Você, eu e a Roberta somos da mesma sala! – Aline grita bem alto.

Na sala ao lado, Thomas tenta ler a lista de alunos. Tentando se aproximar da parede, um dos alunos escorrega no chão, e para tentar se apoiar, se segura no uniforme de Thomas. Thomas cai junto com o aluno no chão e várias pessoas começam a rir.

Thomas se levanta, e suspende o garoto no ar segurando-o pela gola de sua camisa.

–Qual é, cara? Ta me tirando?

–D-desculpa! – O garoto gagueja.

–Solta ele, Thomas! – Aline exclama. Thomas joga o garoto no chão, e ele bate a cabeça no chão.

Maria tira do bolso de Aline, o seu celular, e fotografa o garoto caindo no chão.

–O que você ta fazendo? – Aline resmunga para Maria, enquanto estendia a mão para ajudar o garoto.

–Vou filmar e colocar no Youtube! – Maria responde.

O garoto se levanta, limpa o seu uniforme, e agradece Aline. Maria devolve o celular para Aline, que o guarda no bolso.

–Qual o seu nome? – Maria pergunta.

–Carlos! – O garoto singelamente responde, enquanto limpa com a camiseta, sangue que estava escorrendo de seu queixo – Carlos Olery!

–Gelo melhoraria isso! – Aline responde, apontando para o machucado de Carlos – Seu queixo está roxo! Você deveria ir à coordenação.

–Deixa quieto! – Carlos responde, entrando na mesma sala que Aline e Roberta.

–Você é da nossa sala, garoto? – Roberta pergunta. O garoto faz que sim com a cabeça.

Eles entram na sala, Aline, Roberta, Owen e Carlos apreciam a sala.

Cinco fileiras de carteiras totalmente limpas e organizadas. Na frente, um quadro enorme, com vários mapas pregados em cima. Atrás, quatro janelas enormes com vista para a saída da escola. Em cima, dois ventiladores de teto, e nas laterais, dois ventiladores ventavam a sala inteira.

Roberta repara que um dos ventiladores está sem um parafuso. Ela bate no ombro de Aline, e pede para ela olhar pra cima.

–Que idiota! Isso poderia machucar alguém! – Roberta resmunga.

Roberta senta-se na carteira abaixo do ventilador.

–Tem certeza de que quer sentar aí, Roberta? – Aline pergunta, em tom de ironia. Roberta faz que sim com a cabeça., e se senta na carteira.

Um homem bem vestido, com uma gravata e um terno preto entra na sala de aula.

Ele coloca um crachá sobre a mesa, onde se lia “ROBERT WALLOWS”

–Você é o nosso professor? – Uma garota sentada nos fundos da sala pergunta.

O homem bem vestido faz que sim com a cabeça, e diz:

–Bom, classe... Meu nome é Robert, sou o professor de matemática de vocês

–Esse professor tem cara de ser chato... – Maria cochicha para Owen – Que tal a gente criar uma comunidade no orkut com o nome “odiamos o professor Robert?”.

Owen ri. Robert nota, e o olha com cara séria.

–Com licença – O professor o interrompe – faça o favor de ir para a coordenação!

Owen o interrompe, e fala, aumentando seu tom de voz:

–Mas eu não fiz nada!

–Exatamente! – O professor franze a testa – Eu estou explicando e você não está prestando atenção! Faça o favor de se levantar daí e ir para a coordenação.

–Eu não vou, por que eu não fiz nada! – Owen se levanta de sua carteira e encara o professor.

–Eu não vou aturar desaforo de aluno! – O professor puxa o garoto pela camisa, e o leva para a coordenação.

–Você não pode fazer isso comigo! – Owen se defende.

Maria pega o celular de Aline, o esconde debaixo de sua carteira, e tira fotos da briga.

–Maria, para de tirar essas fotos! – Aline cochicha. Maria simplesmente faz que não com a cabeça.

O professor tira Owen da sala, e a sala em silêncio.

–Caramba, o que foi aquilo? – Uma garota dos fundos pergunta.

–Tainara, fica quieta! – Maria exclama – se o professor ver que tem conversa enquanto ele está lá fora, é suspensão para todo mundo! – Tainara fica quieta.

Aline se levanta de sua carteira e caminha em direção a Tainara.

–Você é repetente, garota? – Aline pergunta. Tainara faz que sim com a cabeça.

–Esse professor é um idiota! Acha que tudo tem que ser do modo dele, do jeito que ele quer. Qual foi? Agora é lei não rir na escola?

–Verdade, Tainara, você está certa sobre isso... – Aline responde, cabisbaixa.

Um garoto se levanta de sua carteira e vai em direção a Aline e Melissa. O nome dele é Elias Huat. Ele tem 16 anos, tem um cabelo repicado e loiro. Assim como Tainara, ele é repetente.

–Você está contando pra novata como o professor é? – Elias pergunta. Aline faz que sim com a cabeça.

–Seu nome é...? – Aline pergunta.

–Elias! – Ele responde – Elias Huat. E você deve ser a aluna nova, a Aline.

–Como você sabe meu nome?

–O pai da Helena trabalha aqui. Ele é pedagogo da escola! A Helena rou..., er..., achou a ficha de alunos novos! E seu nome, o da Roberta, e do Owen estavam aqui! – Aline responde com um simples “hm..”


A conversa para depois que todos alunos ouvem um ruído estranho.

Os olhares são direcionados para um ventilador de teto. O ventilador que estava em cima de Roberta.

–O que foi? – Roberta pergunta – Perderam alguma coisa?

–Roberta, você tem certeza de que quer se sentar aí? – Elias sente um frio na espinha.

–Não pode ser! – Aline gagueja, em voz baixa – tem alguma coisa errada!

–Concordo contigo, Aline! – Maria exclama, apoiando seu braço no ombro da amiga, cabisbaixa – A aula já devia ter acabado faz dez minutos! Por que o sinal ainda não tocou?

O sinal toca, no instante em que o professor entra na sala.

Robert pega sua maleta, e caminha em direção a outra sala.

–Viu só, Maria? O sinal bateu! – Roberta exclama – Feliz?

–As aulas não deviam passar assim... tão rápido! – Aline questiona – O professor mal chegou na sala e...

–Fica fria, garota! – Tainara a consola – Hoje é aula de trinta minutos, por que saímos cedo hoje!

Uma voz mecânica e ensurdecedora pôde ser ouvida do auditório.

–Todos os alunos deverão comparecer no refeitório agora.

–É o diretor! – Helena exclama – vamos logo, assim a gente aproveita e escapa da aula de português!

Uma multidão se espalha no refeitório. Alunos indo e vindo de todas as partes. Aline odiava isso. Muitas pessoas juntas em um só lugar a deixava com calor, com insegurança, e com medo.

–Temos mesmo que ir? – Pergunta. Porém, Helena faz que sim com a cabeça.

Aline calmamente caminha até o refeitório, enquanto milhares de pessoas passam por ela, empurrando-a.

O pé da garota é esmagado por um tênis número 42, e com isso, Aline cai no chão.

–Aline! – Roberta procura a amiga no meio da multidão de alunos – Amiga, onde você está?

A garota se levanta, e calmamente, chega ao refeitório. Ela senta na cadeira próxima a saída, que fica ao lado da cantina.

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Na cozinha do refeitório, uma cozinheira abre o forno de um fogão e coloca um bolo dentro.

Misteriosamente, o registro do botijão de gás começa a desenroscar. O gás rapidamente é espalhado pela cozinha toda.

–Regina! Vamos logo, o diretor já chamou os alunos – uma cozinheira chama a outra pela janela.

A cozinheira que está dentro da cozinha tira o bolo do fogo, apaga as luzes, e sai de lá.

Depois de o registro ser completamente desenroscado, o gás toma conta da sala toda. Um cheiro forte é sentido do refeitório, que fica na frente da cozinha.

O diretor fala várias coisas a respeito da escola. Ele procura melhorar o desempenho dos alunos, e quer fazer de tudo para que a escola se torne um lugar melhor.

–Isso aqui está chato! – Tainara reclama.

–Espera... – Aline gagueja – tem alguma coisa errada!

A cozinheira entra na cozinha, e ascende a luz. Uma pequena faísca é cuspida pelo interruptor. Em contato com o gás, uma combustão se forma, e a cozinha toda explode. A cozinheira, em chamas, é cuspida para longe da cozinha.

A explosão toma conta do refeitório todo. Destroços e concreto puro desabam em cima de vários alunos.

–Ai meu Deus! – Maria é puxada por Aline.

As duas garotas correm em direção a sala. Aline olha ao redor, procurando sua amiga, Roberta.

Todos correm para o pátio, que está coberto por fogo.

–Roberta?! – Aline exclama, procurando a garota – Thomas?! Maria? Cadê vocês?

Destroços e pedaços de concreto caem a todo o instante. Thomas aparece, com o braço cortado e sangrando.

–Ai meu Deus, Thomas! Você está bem? – Thomas faz que sim com a cabeça.

Logo depois, vê Owen caído no chão.

–Owen! – Thomas tenta acorda-lo, chocalhando-o pelos ombros. O garoto acorda.

–Graças a Deus, Owen! Você está bem! – Thomas vibra de alegria – Cadê a Roberta, galera? – ele olha ao redor, mas só vê fogo, e alunos correndo.

Aline vê a amiga dentro do refeitório, coberta por chamas.

–Não! – Maria corre para tentar ajudar a amiga, mas Aline a segura – Me solta, Aline! A gente tem que salvar ela!

–Ela já está morta, Maria! A gente tem que sair daqui!

O professor Robert corre em direção ao grupo de amigos, protegidos atrás de uma árvore.

–O que vocês estão fazendo aqui? – O professor pergunta, enquanto cobre o braço ensangüentado com a camisa – Vocês tem que sair daqui, rápido!

O fogo se alastra pelo pátio, e atinge a árvore. Aline, Thomas, Owen e Maria se afastam rapidamente, enquanto o professor mantém-se no mesmo lugar.

–Sai logo daí, professor!

Antes que pudesse dizer alguma coisa, o tronco da árvore se quebra, e a árvore coberta de fogo cai em cima de Robert. O chão quebra, e mais fogo é espalhado.

–Corre! – Owen exclama, pegando a mão de Maria.

A pilastra em frente à sala de Aline se quebra. O telhado sede, e começa a rachar e pó é espalhado no chão

–Aquilo vai se quebrar! Temos que nos afastar daqui! – Thomas exclama, abraçando fortemente Aline.

–Me esperem! – Uma voz fina ecoa.

É Carlos Olery, seguindo-os. Ele passa por perto de sua sala, onde o teto se racha rapidamente.

–Carlos! Você tem que sair daqui AGORA! – Maria para de correr, e tenta tira-lo de lá.

Carlos corre em direção a Maria, mas escorrega no pó espalhado pelo telhado. O teto se rompe, e toneladas de concreto puro caem em cima de Carlos, esmagando-o e quebrando todos os seus ossos.

–CARLOS! NÃÃÃO!! – Maria se ajoelha no chão e chora, enquanto o local onde Carlos morreu começa a arder em chamas...

O fogo engole quase tudo o que vê pela frente, e parece perseguir Aline, Thomas e os outros.

–ME AJUDEM! – A voz de Tainara sonda pelo corredor, em chamas. Thomas avista a garota com o pé esmagado por concreto e vigas de metal.

–Thomas! Vai lá ajudar ela! – Maria exclama.

–Eu também vou! – Owen corre em direção a menina.

Os dois seguram o concreto pelas laterais, e o puxam, para tentar tira-lo de cima da garota.

O fogo se espalha pelo corredor, e todos ficam apavorados.

Eu não quero morrer! Não posso morrer agora! Tenho muitas coisas pra viver... não posso morrer... Não agora!

Com muito esforço, Thomas e Owen retiram o bloco de concreto de cima da garota, que está com o pé quebrado.

–Consegue andar? – Thomas pergunta, ajudando a menina a ficar de pé.

–Mas é claro! – Tainara se apóia na parede, e coloca seu pé machucado no chão. A dor é tanta que ela não suporta, escorrega e cai no chão – Que não!

–Vamos entrar na sala de informática! – Thomas sugere.

Owen segura a cintura de Tainara, e levanta sua cabeça com a outra mão. Ele a segura no colo.

–Owen... Por que?

–Vou te proteger!

Os cinco adolescentes correm em direção a sala de informática, que ficava em frente ao corredor do lado da sala deles.

–Por aqui! – Maria grita enquanto pula uma pequena cerca de concreto, no pátio.

A outra árvore, que fica ao lado da sala de informática começa a pegar fogo.

–Meu Deus! Temos que sair daqui!- Aline abraça Thomas. Ela encosta-se a seu braço machucado, e Thomas geme de dor.

Ele empurra a garota para longe.:

–O que é isso, sua vadia? Se esqueceu do meu braço machucado?

–Thomas... – Ela gagueja, em voz baixa – me desculpa, eu não...

–Galera, vamos parar com essas brigas! – Maria se vira, e avista Helena correndo em direção a eles.

–Espera... – Aline para de correr, e olha para a garota correndo – Ta tudo acontecendo rápido demais...

O galho da árvore se quebra. Milhões de folhas em chamas voam em direção a Helena.

–NÃO! – Ela exclama, mexendo suas mãos para todos os lados, tentando retirar as folhas de seu rosto.

A árvore se desprende por completo e desaba na direção da garota.

Todos ouvem um TUM ecoando no pátio. Mais fogo se alastra, e uma das salas desaba.

O fogo se alastra em direção a Maria, que começa a gemer de dor.

–ME AJUDEM! – Ela exclama. Mas antes que pudesse dizer mais alguma coisa, outra explosão acontece, e ela é carbonizada

–SOCORRO! – Um grito aterrorizante vem da sala que se despedaçou. É Elias Huat, com o pé perfurado por vigas de metal.

Owen corre em direção ao garoto caído no chão, e passa pelo meio de algumas ferragens.

Ele leva um tropeção em um dos blocos, e sai rolando para longe da sala.

–Owen! – Elias geme, e pede ajuda, quase sem forças – Me ajuda, por favor!

Uma das vigas de metal que cobriam o teto se quebra. Ela desliza diagonalmente na direção do garoto caído no chão.

–NÃO! – O garoto grita aterrorizado.

Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, a viga de metal atravessa seu crânio, empalando sua cabeça, e cuspindo pedaços de carne viva, sangue, e outros órgãos, pra fora da cabeça dele.

Aline ajuda Owen a sair da sala. Ele se levanta rapidamente. Está com respingos de sangue em seu rosto e em seu uniforme.

–Obrigado! – Owen retribui. Aline sorri.

Owen novamente segura Tainara em seus braços, e todos vão até a sala de informática.

A porta estava trancada, e o fogo continuava se espalhando, mais rápido do que antes.

–Abre a porta! – Tainara, com a voz fraca e rouca, sugere.

Thomas chuta a porta, que é quebrada em vários pedaços. Um dos pedaços para perto da lousa digital.

–Vamos ficar aqui, para nos protegermos do fogo! – Thomas exclama

Tainara tenta ficar de pé, apoiando-se sobre a Lousa digital, mas acaba furando o pé no pedaço de madeira.

–Ai, meu pé! – A garota geme.

Tentando se apoiar em algum lugar, a garota esbarra na Lousa, que se desprende da parede e cai em cima dela.

Todos ouvem um estralo dos ossos da garota se quebrando, e sangue se espalha ao redor.

–Meu Deus! A gente tem que sair daqui! – Exclamou Aline, cobrindo sua boca e nariz com sua mão direita.

Eles saem da sala de informática, e notam que o fogo já havia baixado. Não havia mais ninguém vivo.

–Todos eles morreram... – Owen desabafa – Os professores, coordenadores, pedagogos...

–Até mesmo os alunos – Thomas conclui, colocando sua mão no ombro do garoto.

–A gente pode sair daqui – Aline vibra de felicidade – É só abrirmos o portão!

–Não dá! O portão foi bloqueado pelo concreto! – Owen responde de imediato.

–Sei de outro lugar! – Aline dispara a correr, voltando para a sua classe. Ao passar por todos os lugares onde viu seus amigos morrerem, sente um frio estranho... – Na nossa sala tem uma janela enorme, e não foi destruída! É só a gente quebrar, e estaremos livres!

Todos os meus amigos morreram, e ainda acho que vou morrer. Por que estou com essa sensação? Por que isso está acontecendo comigo? – Pensou Aline, olhando para o corpo de Carlos esmagado pelo telhado da escola.

Eles entram na sala de aula.

–Impressionante! – Owen elogia – A sala não foi destruída com o incêndio, nem nada! Está intacta!

–Como se alguma coisa quisesse que nós estivéssemos aqui agora... – Aline sussurra.

Owen senta-se na carteira de Roberta, esperando Thomas quebrar a janela.

–Vem ajudar, seu inútil! – Thomas franze a testa, se dirigindo a Owen.

–Olha só, eu estou com o braço sangrando, e não vou poder te ajudar! – Ele se defende.

–Espera, Owen! Saia daí! – Aline exclama.

O ventilador da sala se desprende do teto, e despenca na direção de Owen. Suas hélices, em rotação, fatiam o garoto em pedaços.

–NÃO! – Thomas suspira, e sente náuseas.

corpo de Owen cai no chão. Aline vê que o garoto ainda se mexe.

–Me ajudem... – Owen, fraco, clama pr ajuda.

O ventilador desliza da mesa, e uma de suas hélices rasga o pescoço de Owen.

Sangue arterial é cuspido para todas as direções.

–Não é pra gente estar aqui! – Aline se ajoelha no chão e chora – Temos que sair daqui!

–Gata, fica calma, tudo vai dar certo! – Thomas tenta acalma-la.

O telhado da sala de aula se racha. E um bloco de cimento esmaga Thomas.

Aline se afasta da sala, e sai correndo de lá. Sem olhar pra trás, e com sangue no rosto, ela corre em direção ao portão, bloqueado.

–Por que isso está acontecendo comigo? – Ela berra – Por que??

Um dos blocos de cimento desliza do amontoado perto do portão. O bloco vai deslizando, e chegando cada vez mais perto de Aline. Ao perceber isso, ela começa a gritar.

–Não! Por favor! Não! NÃO!!


–É o diretor! – Helena exclama – vamos logo, assim a gente aproveita e escapa da aula de português!

Ao abrir os olhos, Aline percebe que está na sala de aula, com todos os alunos a salvo.

–Aline, você está bem? – Roberta pergunta.

–Ai meu Deus! – Aline gela – Eu não acredito nisso!

–O que foi, garota? – Helena pergunta, dos fundos da sala. — Aline se levanta de sua carteira:

–A escola vai pegar fogo! A gente tem que sair daqui! – exclamou.

–Aline, você pirou? – Owen segura a garota pelos ombros.

–Não, Owen! É verdade! A ESCOLA VAI EXPLODIR!

–Fica calma, garota! – Tainara tenta controla-la.

–É verdade! Eu vi tudo acontecer! – Aline tenta se soltar de Owen, chorando – A escola vai desabar, vai ter alunos morrendo, blocos de concreto caindo, e árvores pegando fogo, e...

–Aline, pare com isso agora! – O professor Robert tenta controla-la.

–Professor, o senhor também morre! Uma árvore em chamas vai cair em cima de você! É verdade!

–Owen, leve essa garota pra coordenação, para acalma-la! – O professor aponta para Owen. -Tainara, Carlos, vocês também. E vocês, alunos, fiquem quietos aí!

Assim que o professor sai da sala, Roberta cochicha com Maria:

–Acho melhor você ir lá! Ela pode precisar de ajuda!

–Eu não acho que ela ta no banheiro agora, Roberta...

–Não, sonsa! Ajuda emocional! Vai lá ajudar ela!

–Só se você for comigo! – Maria sugere. Roberta franze a testa, e vai junto com Maria até a coordenação...


Notas finais
"Agora o destino de Aline, Thomas, e dos outros está traçado. ELes deveriam ter morrido na explosão...
Todos deverão tomar bastante cuidado..."