A Visão
8 Capítulo 8 - Sonho
Notas iniciais
"Escuridão... Aquela cor negra rodeava-a e a cercara por todos os lados. Não havia escapatória."
Escuridão... Aquela cor negra rodeava-a e a cercara por todos os lados. Não havia escapatória.
Aline olhou para os lados. Para cima: Não havia nada. Para baixo: Seus pés, e preto. Pros lados: Preto. Não existia nada em seu redor (sendo que “nada” significa “preto, preto, e mais preto!”). Ela se sentia presa naquela escuridão sem fim. Só conseguia ver seus sapatos que brilham no escuro que ganhara no natal passado, por sua mãe. Era um sapato azul escuro, com uma sola branca. No cadarço, e na língua do tênis, havia palavras brilhando:NÃO MORRA – NÃO MORRA Ela não se lembrava se essas eram, realmente, as palavras que estavam escritas em seu tênis. Não se lembrava mesmo, pois o medo tomou conta dela. Não conseguia pensar em mais nada. Apenas em uma coisa: Como sair de lá? Ela ouviu um barulho estridente de metais sendo arrastados. O barulho ecoou em sua cabeça, e não quis sair. -Quem... – gaguejou Aline, tentando dizer alguma coisa – quem está... – não conseguiu terminar a frase, depois que olhou para sua frente. Uma menina de boa aparência, com roupas de líder de torcida que realçavam seus lindos olhos azuis. Os olhos dela lembravam águas cristalinas do Caribe, o lugar no qual Aline sempre sonhara ir. Os cabelos longos e ruivos da garota pareciam ser o único ponto brilhante no local. Ele emitia uma luz vermelha ofuscante, que aumentava de intensidade cada vez mais... Então... Ela se lembrou de imediato quem era a dona dos olhos azuis e do cabelo ruivo que brilhava. A garota de boa aparência que sempre tentou roubar Thomas dela... A garota que sempre tentou vencê-la em tudo. A garota que ela pensou nuca mais ter que dizer seu nome... -Tainara... – sussurrou. Sua voz ecoou pelo vazio imenso que havia ali. A palavra não queria sair de lá. Parecia aumentar de volume a cada segundo, como se quisesse provocar Aline. Na última vez que elas se viram, as duas tiverem um desentendimento, e Tainara jurou vingança. Desde então, Aline tenta evitar contato com a garota. -O que você quer? – Aline ameaçou Tainara, que atravessara seu corpo, deixando com ela, os olhos azuis que, depois de alguns segundos, simplesmente evaporaram. -O que eu quero?! – A voz era, de fato, de Tainara. A voz parecia ameaçar Aline, pois foi dita com um tom sombrio... Aline, por sua vez, não se intimidou. Continuou firme – Eu quero que você pare com essa loucura! Você não entende? Eu quero ser sua amiga, Aline! Eu quero começar a falar mais com você... Enturmar-me com você... E não me afogar em xingamentos e outras brigas... -“Enturmar-me”? – Questionou Aline – Ah, eu devia saber! Eu to sonhando, né? -De fato, está naufragando em pesadelos... – A voz continuou, e, em seguida, Aline ouviu barulho de madeira sendo quebrada, e água. -Eu quero acordar! – Exigiu Aline, serrando os punhos para o nada. E em seguida, um grito estridente foi ouvido, de supetão e o rosto de Tainara, agora velha e cheia de rugas apareceu. -É! – Confirmou – eu estou sonhando! Quero acordar, Tainara! Quero sair daqui! -Aline...? – Tainara sussurrou, de repente. -O que foi?! – Exclamou. -Você está bem? – Continuou. -Não! Você tá aqui, como posso ficar bem?! -Credo, velho! Precisa ser grossa comigo? – Exclamou uma voz de homem. O que antes era preto, agora foi sumindo. Várias palavras apareceram escritas na parede. Palavras que se repetiam em um tom vermelho escuro. Aline deu uma olhada, e não demorou a perceber: Não era um sonho. Era uma pista! Uma dica de como o próximo da lista morreria. Ela leu:UM PASSO EM FALSO PARA SEUS PÉS CAÍREM DO MUNDO QUE CONHECE... As palavras foram borrando, borrando... Borrando... E sumiram. E o que antes estava borrado de letras, agora era novamente o preto. Ela abriu os olhos, e o preto sumiu. Ela estava na cozinha de Carlos. Deitada no chão. Carlos, Owen e Helena estavam rodeando ela. -Galera...? – Ela disse um pouco tonta e com fortes dores de cabeça – o que aconteceu? -Bom... – Carlos começou – pelo meu ponto de vista, ela tá bem. Me deu uma enorme patada até! Aline levantou-se rapidamente do chão, e correu até a sala, cochichando algo. Ela começou a tatear vários objetos na estante, derrubando várias coisas. -Aline... – Helena perguntou, tomando distância da amiga – tá tudo bem contigo? -Papel e caneta! – ordenou – Rápido! -Owen entendeu o recado: Ela descobriu como outra pessoa vai morrer. Haviam combinado que sempre que houvesse uma dica, ela anotaria para não se esquecer de nada. Aline tateou um objeto fino na segunda prateleira da sala, próxima a janela. Puxou-o imediatamente, e notou rapidamente que era uma caneta. Sem querer perder tempo, usou a primeira coisa que viu para escrever a dica – a parede! Ela retirou a tampa da caneta, e rapidamente riscou a parede. Owen segurou Carlos rapidamente, pois sabe que ele tentaria impedir a garota de anotar a dica. -Mas o que...? – exclamou Helena, espantada – você tem mesmo uma namorada com atitude, heim? – Disse para Owen. -O que? – defendeu-se – eu e ela não somos namorados! A gente só é amigo! Ela namora o Thomas!
-Acabei! – disse Aline vitoriosa e jogando a caneta no chão, com desprezo. Todos olharam o que Aline escrevera na parede, espantados:UM PASSO EM FALSO PARA SEUS PÉS CAIREM DO MUNDO QUE CONHECE -Ótimo! – Carlos disse sarcástico – Quer dizer que eu vou cair? -Vocês por acaso se esqueceram? – Aline interrompeu o amigo – Nós salvamos o Carlos! Achei que tivéssemos acabado com essa de morte, e tudo mais... Mas eu errei! Eu tive um pesadelo estranho, e essa mensagem apareceu lá! Se minha teoria estiver certa, salvamos o Carlos, e a próxima pessoa irá morrer caindo! -Ainda não sabemos se Carlos realmente está salvo, Aline! – Owen corrigiu a amiga. -Poxa... – Carlos se desanimou. -Mesmo assim, devemos ficar atentos! Se a gente tiver salvado o Carlos, seguindo a lista das mortes, a próxima é a Helena! Helena congelou. Arregalou os olhos e começou a suar frio. Ela era uma garota simples, que quase nunca fala com ninguém. Aline só teve a chance de falar com ela agora. Na premonição, morreu junto com Maria, e isso fez Aline repensar sua teoria. -Mas na minha visão... A Maria morreu junto com você, Helena! A árvore em chamas esmagou você e a Maria juntas. Nem um segundo a mais! -Então, talvez eu e a Maria formos iremos morrer juntas! Se eu e ela não ficarmos juntas, não morreremos! -Não sei se sua teoria tá certa, Helena – disse Aline desanimada, jogando seu cabelo para trás – mas até que é boa. Se for assim, talvez a morte não continue com seu esquema! Talvez ela não pule vocês, e não mate os outros! -Eu ainda acho que ela tá errada! – Carlos respondeu, pelos fundos da casa – ninguém morre ao mesmo tempo em que a outra, Aline! Tem que ter uma diferença de um segundo, ao menos... -Concordo com o Carlos! – Owen levantou-se do sofá e bateu nas costas de Carlos, que engasgou. Aline e Helena riram, mas depois, Aline percebeu que não poderia perder tempo: A vida de seus amigos estava em risco. De repente, ouviram o toque de uma campainha. Todos correram imediatamente para porta, menos Carlos, que estava deitado no sofá. O sofá estava ensangüentado. Sujo do sangue que escorrera dos ferimentos que as garrafas de cerveja fizeram. Aline, Owen e Helena foram até a porta. Helena colocou a mão na maçaneta, e girou-a cautelosamente. -Para com esse drama e abre logo a porta! – exclamou Owen, puxando a porta com toda a sua força. Eles viram Maria na frente da porta. Ela estava vestindo uma roupa branca e um casaco vermelho. Um cordão dourado com o pingente vermelho estava pendurado no pescoço dela. -O que é que você tá fazendo aqui? – Helena deu alguns paço para traz, se afastando de Maria. -Eu vim pra reunião... – respondeu confusa – o Owen me ligou e disse que teríamos uma reunião aqui... Ela olha para Carlos, e logo percebe o que acabara de acontecer. -Aconteceu de novo, não é? – perguntou – a morte atacou o Carlos? -Conseguimos evitar que ele morresse duas vezes. E achamos que o salvamos, e que você e Helena são as próximas! – Aline respondeu rapidamente, pois sabia que a garota não entenderia. -Espera, espera! – ela fez uma pausa – como assim eu e Helena? Não era uma de cada vez?! Aline fez que não com a cabeça – Em minha visão, você e Helena morreram juntas, quando a árvore caiu em cima de vocês! Eu... Não me lembro quem morreu primeiro, mas eu sei que a árvore caiu em cima de vocês duas, e vocês estavam juntas... -Eu acho que a morte só vai atacar a gente se ficar perto uma da outra – Helena gritou, do lado de fora da casa de Carlos, na rua. Ela estava se afastando o máximo que podia de Maria. Achava que estava segura. -Você não acredita na gente, não é, Maria? – Aline disse, desanimada. -Ela olhou para Carlos, sangrando, e a mão de Aline, enfaixada com um pano de cozinha. -Olha, amiga – ela começou – quando a Roberta morreu, e você ficou com essa de “morte atrás da gente”, eu realmente achei que você tava maluca. Mas agora eu sei que não é coincidência. O que aconteceu com o professor, e com a Roberta, e com o Carlos, agora... Eu acredito em você! -Valeu, amiga! – agradeceu – você não sabe o quanto é apavorante... Você segurar a mão de um cadáver... E ele não querer soltar... Lá no posto de gasolina eu percebi que aquilo tudo era verdade... A morte quer a gente! -Mas não vai conseguir! – Carlos exclamou, sentindo dores cada vez que pronunciava uma sílaba. Aline olhou para Owen, preocupada. Olhou para o chão e percebeu que o sangue de Carlos estava escorrendo: -Precisamos levar ele para um hospital! Ele tá perdendo muito sangue! -Não adianta, Aline... – ele disse, em um tom fraco – não daria tempo... Aline olhou para a camisa do amigo. Estava ensangüentada. Ela percebeu que o sangue brilhava. -Esse corte na sua barriga não tá parando de sangrar! Tá vendo? Se tivesse parado, o sangue estaria seco, mas isso é recente. -Maria levanta a camisa do amigo, e percebe a gravidade do problema: Um corte com aproximadamente 10 centímetros percorria toda a barrida dele. Ela vê algo refletindo a luz da sala, e estende a mão até o machucado dele. -O que você tá fazendo?! – exclamou Owen, tentando impedir Maria de machucar Carlos. Maria retira um grande objeto cristalizado do corte do garoto, e mostra para todos da sala. -Esse pedaço de vidro tava furando o estômago dele! — exclamou. E depois, olhou novamente para Carlos, que estava olhando calmamente para a porta de sua sala, sem se mexer. -Carlos! Tá vendo isso? – Ela disse, mostrando o caco de vidro para ele. Porém, Carlos continuou olhando para a porta. Algumas gotas de sangue escorreram da boca dele. Maria se afastou imediatamente. -Ai meu Deus! – exclamou – ele... Ele... -Cala a boca, Maria! – Owen ordenou. Ele estava em pânico. Não conseguia pensar em nada, apenas em que, daqui a alguns dias, aquilo poderia acontecer com ele também. -A gente não conseguiu! — Aline chutou o sofá com força – Droga! -O que aconteceu? – Helena perguntou, da rua. -Espera... – pensou Aline – se o Carlos morreu... Então... Ela virou-se para a rua, e viu Helena correndo para a casa de Carlos. -Helena! CUIDADO! – Exclamou da sala. Desesperadamente, Helena correu para o outro lado da rua. Virou-se para o lado e viu um enorme caminhão de lixo passando pela rua. O caminhão deu uma freada brusca, e virou para a direita. A carga desprendeu-se do veículo, e foi arrastando-se pela rua em direção a casa de Carlos, soltando faíscas para todos os lados. Helena correu das rodas do caminhão, que se desprenderam, e rolaram em direção dela. Helena conseguiu desviar da roda, que rolou no chão. A parte de trás do caminhão partiu com tudo em direção a garota, que se deitou na rua. Ela tinha esperança de que as rodas do caminhão não passassem por cima dela, e isso aconteceu! Sem a roda, que havia se soltado, o caminhão tombou na rua, virando 90 graus. O lugar onde, antes estava a carga, estava prestes a cair com toda a força em cima de Helena. A carga continuou em direção em direção a casa de Carlos. Ela arrebentou o portão da casa, e os pedaços de metal voaram como balas de uma metralhadora em direção a única pessoa que estava presenciando tudo em frente à porta da casa: Maria. Ela abaixou-se, tentando proteger-se dos metais. Aline viu que um dos pedaços de metais iria acertar a amiga, e pegou a única coisa (que não fosse o próprio corpo) para afastar Maria dos pedaços de ferro assassinos: O corpo de Carlos. -Ela pegou o corpo do amigo pelos braços, e o jogou com tudo em direção de Maria, bem a tempo de impedir que ela morresse, pois o corpo de Carlos foi perfurado por dois pedaços enormes de metais. Se Alie não tivesse jogado o amigo lá, os metais teriam acertado os olhos de Maria. Maria entendeu o que Aline queria dizer. Olhou para ela e sorriu, e depois foi rastejando até a parede. A carga chocou-se com a parede da sala. Como Aline estava encostada a ela, sentiu o impacto e foi jogada para longe. Sua mão machucada bateu na quina da parede, e ela sentiu uma enorme dor. O pano de cozinha que estava cobrindo o machucado rasgou, e caiu no chão. A parede inteira começou a rachar. Aline olhou assustada quando ouviu o barulho de rachaduras. -Temos que sair daqui, agora! – Owen pegou a mão de Aline e rapidamente correu com ela em direção à Maria. Ela levantou-se do chão. Aline olhou rapidamente para o braço de Maria, e percebeu que ela havia recebido um pequeno corte. Eles olharam para cima, e viram que a lâmpada da sala estava prestes a cair em cima deles.
-Vamos! – Ordenou Owen, puxando Aline novamente. Maria segurou-se na outra mão de Aline, sem saber que a cada movimento que ela fazia com a mão, seu machucado ardia. Ela fazia um esforço para não soltar à amiga, pois se a soltasse, ela provavelmente morreria ali. Eles saíram pela porta, e instantes depois, o teto desabou. A poeira encobriu todos eles, e o estrondo foi enorme. O estrondo chamou a atenção de várias pessoas que moravam por ali. Aline, Owen e Maria foram empurrando várias pessoas, até que passaram por perto do caminhão tombado. Owen esbarrou seu pé em alguma coisa. Ao ver o que é, se assustou, e correu mais rápido ainda. -Owen?! – Aline assustou-se com a ação do garoto – o que aconteceu? -O caminhão esmagou a Helena! — respondeu – não olha pra trás! Aline, por reflexo, imediatamente olhou para trás, mas Owen berrou: -Não olha! – E então notou que Maria não havia olhado para trás. Estava totalmente assustada e correndo para algum lugar junto com os outros. -Pra onde vamos? – Maria perguntou -Vamos para o lago. Não vai ter algo que possa machucar a gente! – Aline sugeriu. E assim, eles viraram para a direita, e continuaram correndo em direção a um lugar onde não havia casas. Apenas uma estrada de chão, e várias árvores. Eles percorreram a pequena estradinha, até chegarem a um ponto onde não dava para ver as casas. Apenas as árvores e um pequeno lago logo à frente. Eles pararam de correr, e tomaram fôlego. -Eu te pedi... Pra você não olhar, Aline! – Owen disse, ainda respirando ofegante. -Me desculpa... – respondeu – ela era minha amiga! Eu tinha que olhar aquilo, Owen! -Eu não olhei, graças a Deus! – comemorou Maria. -O importante é que estamos bem! Temos que ficar aqui por um tempo! -Por quê? — Maria questionou -Acho que a mãe do Carlos sabia que a gente iria para lá. Ela vai chamar a polícia se pensar que fomos nós que matamos o filho dela. -Eu não acredito que vi aquilo... – Maria estava traumatizada com aquilo. Ela olhou para os lados, procurando algo. Quando olhou o lago, viu que havia um pequeno barco a motor. -No que você tá pensando, Maria? – Owen engoliu um seco. Ela apontou para o lago, e fez algumas contas mentalmente. Aline e Owen ficaram se entreolhando, confusos. -Se eu estiver certa, esse rio vai dar no hospital. A gente podia ir pra lá. Minha casa é perto de lá, e a gente aproveita e passa no hospital pra uns medicamentos, principalmente pra sua mão, Aline – Ela olhou para suas próprias mãos, e viu que estava ensangüentada. O sangue era da mão de Aline – Me desculpa... -Tudo bem... – ela sorriu. Depois olhou para o barco. Era um barco de madeira simples, pintado de verde. A pintura não parecia recente. Estava descascando, e com cheiro de mofo. -Tem certeza que é seguro? – Owen perguntou, com ar de preocupado. -Precisamos tentar! Se a gente for caminhando, alguém pode acabar nos achando! – respondeu Maria, caminhando até o barco – e pelo meu ponto de vista, esse barco deve estar por aqui por tipo, uns anos... -Isso me preocupa! – Aline respondeu irônica. Eles entraram no barco, que fez um rangido estranho. Maria desamarrou a corda que prendia o barco em um pedaço de madeira fixa na terra. Owen tentou ligar o motor. Tentou uma fez... Tentou duas vezes... Na quarta vez o motor ligou. Ele deu um sorriso torto. Aline estava preocupada. Sentada na frente do barco. Ela olhou de relance para a parte de fora do veículo, e viu uma escritura. Estava corroída, e meio difícil de ler, mas era legível. Quando leu, se assustou:MUNDO -Temos que sair daqui! – disse Aline, tentando pular do barco. Owen segurou a mão dela, impedindo. -Você por acaso pirou? – ele disse – dizem que esse lago não tem fundo! A profundidade dele é enorme! -Não, Owen! Temos que sair daqui! Tá vendo o nome do barco? “Mundo”! Você lembra o que eu vi em meu sonho? “Um passo em falso para seus pés caírem do mundo que conhece!” -Isso quer dizer que alguém vai cair daqui! – Maria exclamou – Owen, dá meia volta, rápido! -Maria levantou-se para ajudar Owen a virar o barco. O pedaço de madeira que ela pisou se quebrou, e Maria caiu do barco. Owen estendeu a mão para dentro da água para ajudar Maria, e percebeu que havia agarrado alguma coisa. Ele puxou a coisa para cima, e percebeu que era o braço de Maria. Aline imediatamente saiu do lugar onde estava, mas o chão se quebrou no instante que pisou ali. Ela caiu dentro da água também Owen puxou Maria com todas as suas forças, mas soltou-a, e caiu para trás. A lateral do barco também se quebrou, e ele caiu dentro da água também. Uma mão surgiu segurando os últimos pedaços do barco, lutando para subir novamente. A mão estava tentando virar o barco ao contrário, mas sem sucesso, tentou subir novamente.
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