A Violinista Cega

9 Depois do Confessionário Está Aberto o Coração


Notas iniciais
Olá leitores que ainda não desistiram de acompanhar AVC ou que quase sofreram um AVC de susto ao ver que tinha atualização! Okay, sei que foi uma piada de não muito bom gosto, mas senti a necessidade de fazer. São razões que eu mesma desconheço. A Violinista Cega já está completando um aninho hoje! (e apenas nove capítulos + hiatus de 7 meses) Sem atualização desde, vejamos... 20 de novembro de 2013 às 16:56. Vou explicar o que aconteceu. Desanimei de escrever A Violinista Cega. Chegou num ponto em que eu já não tinha mais tanta vontade. Entrei de férias e a vontade desapareceu, justamente quando eu tinha tempo de sobra pra escrever e postar. Mas não ia mais, o capítulo já não estava mais rendendo. Quem acompanhou o Desafio de Férias sabe que eu participei, graças à ajuda da Gabs. Mas era um material novo e que eu queria trabalhar. AVC já não estava me despertando o mesmo ânimo. Então minhas férias acabaram e o tempo que eu tinha antes pra escrever e postar desapareceu, justamente quando a vontade de voltar a escrever retornou. Aí a equação não fecha e sobra número e incógnita no final. Entrei de férias de novo, e o que fiz? Comecei a atualizar as que estavam há mais tempo sem atualização, como a Meu Novo Capítulo 1, que é uma fic que eu posto no Social Spirit. Estava há muito tempo com saudades de escrever pra vocês, muito mesmo. Mas existem coisas que exigem demais de mim o que me impede de fazer o que gosto. Mas tenho uma boa notícia! Esse capítulo foi dividido em duas partes e a segunda será postada na próxima sexta! *comemora* E tenho duas más notícias .-. A primeira é que o capítulo não foi betado pela Gabs já que não tenho conseguido falar com ela ultimamente. Estou segurando na mão do Word e postando, sinceramente. Então se virem algum erro, por favor, avisem. A segunda é que depois do próximo capítulo, não sei mais quando vou atualizar. Tenho os enredos prontinhos até o capítulo 12, só faltando digitar tudo no Word. A questão é quando vai dar pra fazer isso. Enfim, vou fazer o possível por vocês. Agora chega de falar disso tudo, tenho que agradecer à Alexis Winchester que favoritou a fanfic e à todos que comentaram no capítulo anterior. Fico muito feliz com tudo isso! Muito obrigada! Sem mais delongas, um capítulo de ligação pra vocês, só pra matar a saudade da Lucy e do Victor. Beijos e boa leitura ;)

“Com passos suaves e delicados, Lucy finalmente chega em casa. Ao seu lado, Victor, quase como um guardião, vigiando-a até que estivesse sã e salva.

Haviam caminhado em silêncio após as confissões apaixonadas. Lucy ainda sentia seu coração batendo fortemente, como se quisesse atravessá-la e sair de seu corpo. Imaginava como ele deveria estar se sentindo; se estava alterado também ou se apenas ela estava à beira da loucura, imersa num mar de emoções.

— Lucy...

Ela o observou curiosa. Finalmente o silêncio havia se partido em pedaços. Estava aflita, e agora que podia pensar melhor, se sentia mal por não ter dito muito enquanto estavam na floresta. Os olhos de Victor cruzaram os seus. Estremeceu.

— Prometo vir vê-la mais tarde – continuou ele – Deve estar cansada, e eu também tenho que resolver assuntos na cidade... Com calma conversaremos. Tenho de te explicar melhor o que disse...

A moça levantou a mão como sinal de protesto. O silêncio que havia sido plantado entre os dois teve como função mantê-los imersos na emoção. Palavras apenas estragariam tudo o que sentiam e isto era o que ela menos desejava.

— Estarei aguardando-o ansiosamente.

Victor assentiu e começou a se retirar. Antes de virar-se completamente de costas, a olhou mais uma vez e sorriu. Gostava de ver a emoção nos olhos de sua amada.

— Cuide-se até que eu volte para protegê-la dos males da escuridão. – Ambos sorriram mais uma vez, antes de seguirem seus caminhos.

Lucy entrou em casa sorrateiramente; sua mãe não podia saber que havia fugido para tocar violino. Subiu as escadas até seu quarto em silêncio, guardando o instrumento em segurança. Com fome e percebendo que já deveria ser hora de almoçarem, desceu as escadas ao encontro de sua mãe, que cozinhava o que parecia ser uma galinha recém abatida.

— Bom dia Lucy! Dormiu bem, querida?

— Perfeitamente. – mentiu abrindo um largo sorriso. – Precisa de alguma ajuda?

Mary assentiu, entregando a galinha à Lucy.

— Pode ir cuidando disto enquanto começo a cortar os vegetais do caldo?

E começaram a trabalhar no que viria a ser o almoço. Ficaram ali por quase uma hora, quando ouviram batidas na porta da frente. O irmão caçula de Lucy foi correndo atender à porta, de onde a figura esbelta de Victor surgiu com um ramalhete de rosas brancas e uma cesta. Mary e sua filha pararam o que estavam fazendo para receber o visitante em parte, inesperado.

— Achei que não viesse, Victor.

Ambos sorriram, enquanto trocavam olhares desconcertados.

— É sempre bom vê-la. E eu sou homem de promessa! – rapidamente entregou as flores à amada. – E isto é para você.

Lucy abriu um sorriso mais largo que o anterior. Estava emocionada ainda pelo gesto de mais cedo, com flores e um poema. Se as coisas continuassem no ritmo que estavam, muito em breve sua casa seria feita apenas de flores.

— E isto é para você, Senhora Peterson. – disse entregando a Mary uma cesta repleta de mantimentos, como legumes, verduras e cereais.

Mary se animou com o presente e o agradeceu. Convidou-o então para que entrasse e participasse da refeição em família que muito em breve aconteceria com a chegada de seu marido e seus outros dois filhos. Victor aceitou o convite, apenas por poder apreciar Lucy, já que nem fome sentia.

Lucy guardou o ramalhete no mesmo vaso em que mantinha as flores antes recebidas de presente. Já não cabiam mais ali e aquele era o único vaso que possuíam. Suspirou.

— Talvez queira se sentar e esperar até que eles cheguem. – comentou Mary da cozinha. – O almoço está quase pronto, então não vai demorar muito até que estejam aqui esfomeados.

— Agradeço-lhe humildemente pela proposta, Senhora Peterson. Mas prefiro ajudá-las com o preparo da refeição.

Mary virou-se bruscamente para observá-lo. Um convidado se oferecendo para ajudar era quase como uma ofensa para ela.

— De forma alguma! Você nos propicia a honra de sua companhia, honrosamente nos traz presentes e ainda quer fazer nosso trabalho? Por favor, fique onde está. Visitas na casa dos Peterson jamais se incomodam.

— Senhora Peterson, me incomodo em não ajudar. Entretanto, não me incomoda ajudá-las na cozinha. Aliás, isto seria um prazer.

E foi o que Victor fez. As ajudou a preparar o almoço, cozinhando a galinha, cortando-a em partes para o ensopado, picando legumes frescos. Vez ou outra ainda olhava para Lucy e a observava sorrir. Sem conseguir se segurar, sorria também.

Não tardou até que os irmãos e o pai de Lucy chegassem para comer. Todos se sentaram ao redor da mesa, famintos. O pai de Lucy ficou feliz com a visita inesperada de Victor, oferecendo o que havia de melhor em sua produção particular de vinhos.

Todos riram e conversaram. Contaram sobre suas aventuras, sobre o dia que tiveram. Várias coisas vinham à mente de todos enquanto ouviam as histórias que o Senhor Peterson tinha para contar. Que ele era louco, que aquilo era impossível. Em alguns, até mesmo o medo. Era fascinante. A todos cativava, ao fim de um longo e árduo dia de trabalho.

E como se todos ao redor desaparecessem, Lucy e Victor trocavam sorrisos envergonhados. Mais tarde sairiam para um passeio até o lago, desta vez sem luzes fortes, como Victor havia antes prometido. Tudo para o bem de Lucy.”

— Todos sorrindo, todos felizes e extremamente animados com o dia, com as companhias, com a reunião. – comentou Margarete. – Esta história poderia muito bem acabar por aqui e ter um final feliz. Mas nenhuma história acaba, crianças. Ela apenas é contada até onde convém ao contador ou ao ouvinte. Além disso, existem muitas coisas não resolvidas. Eu poderia dizer que Sara viu a felicidade nos olhos de Lucy e a deixou em paz. Mas nenhuma história é assim realmente. Essa história ainda não acabou e se mantém distante do fim.

Notas finais
Depois do capítulo curtinho e das notas iniciais gigantescas, você que chegou aqui merece uma medalha. E mais um aviso (que pode ou não ser spoiler): Próximo capítulo teremos nossa Megera Indomável Sodomasoquista Sara Husgentargen! Espero que tenham gostado. Beijos e até o próximo. PS: Agradeçam à Leth e aos meus pais por terem insistido tanto para que eu voltasse a postar.