A Vingança

4 Chave de cadeia


Notas iniciais
Boa noite, Tekileiras! Espero que gostem do capitulo de hoje! Gostaria de agradecer a Jacke Noara, por favoritar o Fanfics! Beijos...

A Vingança

Capitulo

Chave de cadeia

Mansão San Roman

Victoria apreciava o castelo de cartas dos San Roman desmoronar perante seus olhos. Marcela sai da festa sem dizer nenhuma palavra, apenas foge da mansão, enquanto alguns jornalistas a perseguia, tirando fotos e pedido uma explicação. Estevão entra na Mansão com os dois filhos, enquanto os jornalistas estavam distraídos com Marcela. As pessoas surravam com uma expressão de perplexidade.

— Eu não posso acreditar, é tudo tão surreal... Marcela e Estevão sempre me pareceram um casal apaixonado. _ Dizia Fernando, tentando entender o que acabara de acontecer.

— Independente do tanto que você pense que conhece uma pessoa, ela sempre pode nos surpreender. Acontece Fernando! Infelizmente mais do que deveria. _ Maria diz isso, colocando a taça em uma das mesas. _ Acho que a festa acabou, vamos?

— Vamos! Você acha que deveria ir falar com Estevão? – pergunta Fernando.

— Creio que nesse momento ele prefira ficar sozinho. Mas se você quiser ficar mais um pouco eu posso pegar um taxi.

— De maneira nenhuma! Você tem razão, é melhor falar com ele amanha.

Os dois prosseguiram para o carro...

— Como conheceu os San Roman? _ Pergunta Victoria, mesmo já sabendo a resposta.

— Há muitos anos atrás... Eu os ajudei em um problema familiar, acabei me tornando amigos e eles me ajudaram em minha primeira campanha para deputado, dês de então me sinto parte da família.

— E incrível como certas pessoas cruzam os nossos caminhos, e acabam se tornando vitais nas nossas vidas. Ter amigos é sempre um dadiva. _ Victoria olhava a estrada e lembravam-se dos poucos amigos que tinha e como eles foram importantes pra ela chegar onde estava.

— Sou filha única, e infelizmente meus país morreram há muito tempo. Em um acidente.

— Sinto muito! Deve ter sido uma infância solitária.

— Você nem imagina, o quanto.

Os dois chegam a o hotel, Victoria, se perguntava se Eduardo conseguiu entrar ou não na casa de Fernando. Pensou em chamar Fernando pra subir, e assim ganhar mais tempo pra saber se Eduardo conseguiu colocar as escutas na casa de Fernando. Mas só em pensar em passar mais tempo com seu acompanha-te fazia seu estômago revirar.

Victoria analisa a mensagem em seu celular...

O gatilho já foi puxado.

— Foi um prazer, ter sua companhia essa noite Victoria, espero que possamos repetir.

— Sem duvidas! Uma boa noite, Fernando! _ Victoria deixa o carro de Fernando sentindo aliviada, a companhia e as conversa monótona de Fernando estava a deixando ela entediada.

Fernando Ferraz era um deputado, mais antes de ingressa na vida politica, ele era um promotor que fez um homem inocente pagar por um crime que não cometeu. Deixando o culpado a solta e construído com ele uma amizade de interesses.

Hotel Massami.

Victoria entra em seu quarto e encontra Eduardo e Regina em sua cama... Com vários chocolates, e aperitivo.

— O que vocês estão fazendo? _ Pergunta Victoria.

— Comemorando! _ dispara Regina.

— Com comida? _ Victoria aqueia a sobrancelha... _ Eu quero algo que acabe com meu fígado, não com meu coração.

— Que coração Victoria? _ Brinca Eduardo.

— Engraçadinho! O que foi aquela mensagem? “O gatilho já foi puxado.” Você lendo muito romance policial... __ Victoria diz isso e vai até o bar de seu quarto e se servi de um drinque. _ Todas as escutas estão funcionando?

— Todas! Na casa dos San Roman o bicho esta pregando... Acho que agora não tem mais como manter a farsa do casamento. Na casa de Fernando é um silencio mortal, pelo menos até hoje...

— Como assim? Descobriu algo que eu não sei, diga Eduardo. _ Ordena Victoria.

— Além da escuta, eu como uma pessoa do QI acima da media, decidiu grampear os telefones da casa... E adivinha que deixou uma mensagem há poucos minutos para Fernando? _

— Eduardo, deixe de fazer suspense... Desembucha de uma vez. _ Manda Regina, que detestava os rodeios longos de Eduardo.

— OK! Afonso ligou para Fernando, e parecia um tanto desesperado. Talvez ele já saiba da investigação de lavagem de dinheiro.

— Isso já era esperado, o que eu precisava era de algo que colocasse Estevão nisso... Provas contra o Afonso e Fernando eu já tenho o suficiente, mas contra Estevão eu tenho absolutamente nada. _ Victoria despejava as palavras com raiva. Foram anos que ela se dedicou a investigar as empresas San Roman, e na empresa que era comandada por Estevão tudo parecia limpo, nenhum negocio por baixo dos panos. O que a deixava inconformada.

— Será que vamos encontrar algo contra ele? Já reviramos tudo! Ele parece o cara mais limpo que eu já vi nenhuma multa de trânsito nos últimos três anos. _ Dispara Eduardo.

— Ele só parece um cara limpo, mas é um assassino! E eu vou encontrar a sujeira que ele esconde isso eu garanto.

— Como vai fazer isso, qual o nosso próximo passo? _ Pergunta Regina.

— Amanhã as ações da empresa San Roman, terá uma queda absoluta e vou comprar todas e me tornar uma das sócias das empresas San Roman... E estado lá dentro tenho certeza que encontrarei todas as sujeiras de Estevão.

— E o que nós podemos fazer para ajuda-la? _ pergunta Eduardo.

— Eu quero vocês o mais longe possível disso. _ declara Victoria.

Regina que estava de bruços na cama levanta rápido em maneira de protesto.

— Você não pode me afastar disso... E por culpa deles que meu pai foi preso, você não pode mandar eu me afastar. _ Regina diz isso com a voz rouca, como se tentasse não chorar.

— Regina, eu não estou mandado... Eu estou pedido. Você e Edu são o que eu tenho de mais importante na minha vida... E eu não permitirei que meus inimigos cheguem a usar vocês para me atingir. O inimigo sempre procura o nosso ponto franco, e o meu ponto fraco é vocês.

—_ Victoria eu não vou me afastar e você mais que ninguém tem que entender. Eu serei cautelosa, e prometo não fazer nenhuma besteira. Mas eu vou não me afastar.

— Somos uma família, e vamos ficar juntos! _ dispara Eduardo por fim.

Dia seguinte

O dia dos San Roman começou conturbado, quando a policia federal fechou a sede principal das empresas San Roman entre outras espalhadas pelo país. Como Victoria prevê-o as ações despescaram, vários investidores pularam fora, dando a Victoria a oportunidade de se colocar como umas das sociais da empresa.

Mansão San Roma...

— Como isso foi acontecer, Estevão... Como não percebeu que seu sócio fazia lavagem de dinheiro na empresa. _ Luciana estava gritando. Tudo que ela menos precisava era investigadores vasculhados sua vida, e seu passado.

— Eu confiei nos homens errado. Eu vou resolver tudo, eu prometo.

— O seu problema é esse... Confiar nas pessoas. Espero que você resolva mesmo. _ dispara Luciana

— Onde estão meus filhos? _ pergunta Estevão.

— E os mandei pra fazenda, até esses abruptos saírem da porta da nossa casa. _ Diz Luciana se referindo aos jornalistas que montaram acampamento em frente à mansão.

— E melhor eu dar alguma entrevista, talvez assim eles nos deixem em paz. _ Estevão diz isso enquanto veste um terno italiano, o deixando elegante e discreto.

—_ Seus problemas são muito maiores que esse bando de desocupados... Podemos chegar à falência, você entende isso?

— Eu não tenho nada haver com os crimes de Afonso e Fernando... Eles são os únicos culpado e vou provar isso. Agora me deixe ir, tenho uma entrevista pra dar.

Estevão manda os seguranças deixar os jornalistas entram... E avisarem que ele dará uma entrevista. Quando Estevão chega à sala da mansão, encontrar vários jornalistas, eles pareciam vampiros a procura de sangue, seu sangue.

— Boa Tarde, gostaria de dizer que é um prazer, tê-los na minha casa, mas não sou homem que costuma mentir. Vocês terão cinco minutos do meu tempo, e depois disso darão o fora da minha casa. _ A voz de Estevão era sem qualquer emoção.

Uma jornalista de olhos negro é a primeira a fazer uma pergunta...

— Senhor San Roman, como se declara em relação às acusações contra o senhor. _ Questiona a jornalista.

— Senhorita, Qual é seu nome?

— Giovana Avosani! _ Responde a jornalista um pouco confusa.

— Deve ser italiana, pelo o sobrenome e sotaque. _ Senhorita Giovana, acho melhor reformular sua pergunta. _ Estevão mirava os olhos somente em Giovana. _ Eu não estou sendo acusado, meu sócio esta. E melhor fazer outra pergunta.

— O Senhor não sabia que seu sócio usava sua empresa pra fazer lavagem de dinheiro, com o também seu amigo deputado Fernando? E bem estranho o senhor não saber de nada, não acha? _ pergunta a mesma jornalista.

— Senhorita, a empresa que meu sócio e meu amigo usavam pra negocio ilícitos, não tinha nenhum laço financeiro comigo, o que meu sócio usou ilegalmente foi o nome da minha empresa. Provar isso será tão fácil como respirar. E respondendo sua segunda pergunta. Não acho estranho, eu não sabia nem que meu sócio dormia com minha mulher. _ Todos jornalista foram pego de surpresa com resposta de Estevão, a maioria pensava que ele tentaria evitar esse assunto o máximo possível. _ Estou tão surpreso e decepcionado quanto vocês. Tinha grande estima por Afonso e Fernando, mas as pessoas sempre nos decepcionam.

— Senhor San Roman, há quanto tempo sua mulher tinha um caso com seu sócio. _ Pergunta outro jornalista.

— Se você descobrir me conte, vou adorar saber. _ Responde Estevão sem rodeios.

— O seu casamento acabou ou você dará uma nova chance a senhora Marcela? _ dispara outro jornalista.

— O meu casamento acabou no momento que Marcela, optou por um caso extraconjugal. E não sou homem de dar segundas chances a ninguém.

— A ações de sua empresa estão desvalorizada, o que pretende fazer?

— O que eu faço de melhor! Vou erguer as empresas San Roman, e tudo isso será apenas uma lembrança ruim. _ Agora eu preciso ir...

Hotel Massami

Victoria assistia ao vivo, a entrevista de Estevão junto com Eduardo.

— Ele é bom! Usou a infidelidade da mulher como um trunfo, pra se passar de vitima. _ Diz Eduardo com um tom de admiração.

Victoria dispara um olhar pra Eduardo...

— Não posso negar ele usou uma estratégia que eu não esperava, pensei que ser traído e ter isso exposto o tornariam mais vulnerável, mais me enganei! Preciso descobri o ponto fraco dele. _ Diz Victoria olhando Estevão deixando a mansão após o fim da entrevista.

Semanas depois.

Empresa San Roman

Estevão conseguiu desvencilha o nome da empresa com a investigação. Mas a empresa sofrera um grande impacto. Ele conheceria seu novo e único acionista nesta manhã. Estava intrigado, pois o acionista comprou todas as ações e menos de três horas, sem se preocupar se a empresa tinha ou não envolvimento com lavagem de dinheiro. Era um tiro no escuro. Isso o fez questionar se seu novo acionista era um homem insensato por comprar uma empresa que poderia está a beira da falência ou um homem que sabia que as denuncias não era relevante, qualquer umas das alternativas deixava Estevão preocupado.

Ele foi pra sala de reunião junto com alguns funcionários e advogados. Todos conversavam.

— Eu quero comprar as ações de volta, não quero a minha empresa nas mãos de estranho. Qual a possibilidade disso acontecer? _ pergunta Estevão para um de seus advogados.

Antes que seu advogado respondesse, Victoria entra na sala e a mesma responde.

— Nenhuma possibilidade! _ Ela encara Estevão que estava sentado e a olha como se não entendesse sua presença e o motivo de sua resposta.

— Victoria Sandoval! Que surpresa, o que faz aqui? _ Estevão vai em direção a Victoria. Para um comprimento mais pessoal.

—Como assim? Fui comunicada que teria uma reunião hoje aqui... Eu não me enganei da data, me enganei? _ Victoria diz isso enquanto estende a mão para Estevão.

— Reunião? _ pergunta Estevão confuso.

— Sim, eu tenho 47% das ações. Sou sua nova sócia. Pensei que já sabia.

Estevão é pego de surpresa, assim como Victoria queria.

— Mas eu pensei que o acionista se chamasse Roberto Lima...

— Me desculpe, é meu advogado ele deve ter se esquecido de colocar meu nome, ele anda muito distraído. Podemos começar a reunião?

Estevão realmente estava mais que surpreso, passou toda reunião observando Victoria, a forma que ela falava o jeito de gesticular com as mãos enquanto falava. A forma penetrante de ela olha-lo. E como tudo nela parecia aguça-lo.

— Eu acho que é isso... Todos os meus desejos estão na clausula. Espero que não tenhamos problema com nenhuma deles. _ Um bom dia pra todos! _ Victoria levanta e se despedi de todos os presentes.

Todos vão saindo, e finalmente Estevão e Victoria se encontram sozinhos.

— Você me pareceu um tanto distraído... Algum problema? _ pergunta Victoria, fingindo interesse.

— Acho que surpresa é a palavra mais adequada. Qual seu interesse na minha empresa? _ Estevão diz isso chegando mais perto de Victoria.

— Na nossa empresa! Eu sou uma mulher de negocio, vi uma oportunidade e aproveitei.

Estevão sorri, como se não acreditasse na resposta de Victoria.

— Sabe Victoria eu não costumo me enganar com as pessoas...

— Não é o que parece afinal seu sócio quase levou à empresa a falência e ainda por cima levou sua mulher pra cama. Você parece que se deixa enganar facilmente.

Estevão não tira o sorriso dos lábios, como se nenhuma das palavras de Victoria o incomodasse.

— Você é muito perspicaz! Eu não me enganei com minha Marcela, talvez eu tenha subestimado o quanto ela era baixa, mas não me enganei com ela. Com Afonso, talvez eu tenha confiado demais. Mas isso não tornara a se repetir. Mas você Victoria me parece uma chave de cadeia.

Victoria engole a seco as ultimas palavras de Estevão, mas tenta não demostrar nenhum nervosismo.

— Chave de cadeia, esse elogio eu nunca havia recebido... Diga-me por quê?

— Você vai à festa com Fernando e no outro dia ele vai preso. No dia seguinte você compra ações de uma empresa que poderia ter ou não envolvimento com negócios ilícitos. E arrisca uma grande fortuna, me parece muita coincidência. Eu não costumo acreditar em coincidência. Então me diga o que você realmente quer com a minha empresa.

Notas finais
Aguardo ansiosa para saber o que todas vocês acharam. Beijos!