A Vingança
5 O sabor do inimigo ♥ ☆ ♥
Notas iniciais
A Vingança
Capitulo
O sabor do inimigo
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Victoria engole a seco as ultimas palavras de Estevão, mas tenta não demostrar nenhum nervosismo.
—_ Chave de cadeia, esse elogio eu nunca havia recebido... Diga-me por quê?
—_ Você vai à festa com Fernando e no outro dia ele vai preso. No dia seguinte você compra ações de uma empresa que poderia ter ou não envolvimento com negócios ilícitos. E arrisca uma grande fortuna, me parece muita coincidência. Eu não costumo acreditar em coincidência. Então me diga o que você realmente quer com a minha empresa.
— Ah Senhor San Roman, a única coisa que me interessa nessa empresa, são os lucros. Sou uma mulher que gosta de fazer investimento em negócios lucrativos, e o senhor e sua empresa me pareceu um ótimo investimento. Eu não sou mulher de acreditar na imagem que a mídia faz de uma pessoa, ou de um negocio. Tenho minhas fontes, e elas são tão seguras que em nem um momento eu relutei em investir no senhor. _ Victoria por um momento sentiu medo, que seus olhos dissessem ao contrario das suas palavras.
— Eu sou um investimento pra você? _ Estevão sentiu um medo da resposta, ele não entendia o motivo de sentir tão vulnerável, diante de Victoria.
— Como Fernando disse... Tudo o que você toca vira ouro. Então hoje pra mim você é um dos tantos investimentos que eu tenho. _ Victoria diz isso, dando uns passos pra trás. Aquela aproximação com Estevão ai deixava desnorteada.
Estevão volta a se aproxima, ele sentia como se fosse puxado por um ímã. Ele queria toca-la.
— Você é indecifrável Victoria! Tem uma intensidade no olhar, só não sei ainda se é algo bom ou ruim. Mas eu não me importo... Tudo que eu quero é...
Estevão não diz mais nada, quando percebeu seus lábios já tocava o de Victoria. Que por um pequeno momento quis se esquivar. Mais toda sua força, se perderão no momento que os lábios quentes e macios de Estevão tocaram o seu. Os lábios parecia se pertencerem, suas línguas dançavam no mesmo ritmo, com uma mistura de suavidade e intensidade surreal. O tempo parecia ter parado, naqueles minutos. A escuridão que tanto tentava dominar o coração de Victoria desapareceu e ela sentiu algo que nunca havia experimentado, sentiu o amor.

♪ ♪ ♪ Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você...
Estevão queria passar o resto de suas vidas, naqueles lábios... Mas Victoria vai se afastando... Quando Estevão abriu os olhos, encontrou Victoria o olhando, ele sorrir, mas logo seu sorriso se desfaz. O sentimento que ele viu nos olhos de Victoria, era algo que não esperava. Era um sentimento de culpa, como se ela acabe-se de trair alguém. Como se beija-lo fosse um crime imperdoável.
— Não volte a me tocar nunca mais! _ A voz de Victoria era tremula, e rouca. Ela pega a bolsa que estava na mesa, tentando encontrar equilíbrio pra fugi. Fugir de Estevão, e principalmente fugir dos sentimentos que sentia.
— Victoria... Espere!
Victoria estava no estacionamento, ela entra no carro... As lagrimas começam a rolar por sua face... Ela chorava como uma criança...
— Mãe, Pai me perdoem! Por favor, me perdoem! Ela batia forte no volante do carro. Como se talvez sentir alguma dor física, tirasse o que ela estava sentindo em seu coração.
Ela vê Estevão vindo em direção ao seu carro, ela dar partida o mais rápido possível no carro. Estevão se coloca na frente do carro, impedindo dela sair. Ela segura forte a buzina do carro.
— Victoria, vamos conversar!
Victoria acelera, fazendo Estevão sair da frente. Estevão permanece parado um tempo, sem entender o motivo de Victoria agir daquela forma...
O que eu fiz? _ Perguntava Estevão pra si mesmo.
Há Muitos Anos Atrás.
Em uma humilde vila, uma mulher raivosa e enciumada cometia um erro que no futuro causaria muita dor e sofrimento pra muitas pessoas. Ela estava a caminho do orfanato, carregava com ela seus dois filhos de apenas três anos. Estava preste a abandona-los... Essa decisão foi tomada quando o homem que ela tinha uma tremenda obsessão disse que não poderia casar com ela, pois casaria com outra que carregava seu filho legitimo. E não poderia abandona-la.
Luciana era seu nome, ela estava na sala da madre superior... Esperando uma resposta...
— Senhora, Luciana? _ Pergunta a madre.
— Sim, madre! A senhora conseguiu uma resposta pra mim?
— Eu não fui informada que eram dois... São gêmeos? _ A madre passa a mão com carinho nos dois meninos, que parecia está com medo do local.
— Sim, são idênticos, não é? Eu não posso mais cuidar deles! Então, me diga que eles podem ficar aqui... Por favor! _ Luciana, não tinha nenhuma emoção os olhos inchados pelo choro nada tinha haver com as crianças.
— Infelizmente, eu não sabia que era dois, eu sinto muito mais só posso dar abrigo para um. _ A madre observa a criança que encravava as mãos nas pernas da mãe.
— Não consegue mesmo ficar com os dois?
— Não! As coisas aqui estão complicadas, pouco se tem pra comer. Eu sinto muito!
— Tudo bem, eu acho que consigo alimentar Estevão, ele é o que menos chora quando está com fome. _ As palavras são tão frias, que a madre não conseguiu disfarçar o enjoou que elas lhe causaram.
— Você tem certeza disso? E uma decisão difícil!
— Difícil será alimenta-los, eu preciso ir para a cidade do México, e com dois será impossível trabalhar.
— Eu entendo, mas e o pai dos meninos?
— O imprestável morreu e a única coisa que me deixou foi dividas e duas bocas pra alimentar.
A madre suspirou e decidiu tirar as crianças da sala, nenhuma criança merecia ouvi tantas barbaridades principalmente da própria mãe.
— Eu preciso que assine uma papelada enquanto isso eu vou levar os meninos pra comer algo no refeito.
Depois de tudo pronto já era quase noite quando Luciana, saia do orfanato.
— Mamãe, mamãe não me deixe... _ A pobre criança chorava e se debatia tentando se desvencilhar dos braços da madre. _ Mamãe não me deixe eu prometo que não “cholo” mais... Prometo mamãe.
Luciana, nem ao menos virou, apenas seguiu o caminho puxando Estevão.
— Mamãe, Miguel não vai ir conosco pra casa. _ Pergunta o pequeno Estevão, com os olhos calejados. Eu quero meu irmão...
— Você não tem irmão, me entendeu Estevão... E cale-se se não você também fica e nunca mais me vê. Você quer isso?
— Não, mamãe!
Tempos atuais.
Victoria ainda tentava tirar de sua mente os últimos acontecimentos. Ela ainda não queria voltar pra casa. Regina ligara varias vezes, contando que fez toda a decoração da nova casa. E um jantar com seu prato preferido, mais nem mesmo isso fez Victoria se animar. Ela decidiu para em um bar, próximo ao seu novo enderenço. Ela estaciona, e entra. O ambiente era simples mais confortável. A iluminação era perfeita para um casal de namorados, ou para alguém que buscava a solidão. Ela resolve sentar em uma mesa reservada, e logo um garçom vai ate ela.
— Boa noite, senhorita! _ O garçom lhe entrega o cardápio. Deseja beber algo?
— Por favor, um uísque caubói _ pediu Victoria.
Tinha poucas pessoas no bar, mas uma a chamou atenção. Era Heitor, filho de seu inimigo, ele estava completamente bêbado. Mal conseguia segurar o copo. Victoria o observava, já tomava sua segunda dose, tentando em vão tirar o sabor doce do beijo de seu inimigo. Quando um pequeno tumulto começa no bar, Heitor discutia com um homem do seu lado. Victoria dizia pra si mesma não ter nada com isso, tentou ignorar, mas quando o homem ameaçou de bater em Heitor, ela teve que tomar uma atitude.
— Eu não faria isso se fosse você! _ diz Victoria indo em direção ao homem que já erguia o braço para socar Heitor.
— E quem vai me impedir? _ Diz o homem afrontando Victoria. Depois de dizer isso ele deslizar o braço em direção a face de Heitor, mas Victoria, consegue impedi-lo. Segurando o punho do homem, e o paralisando.
— Eu vou... Agora tire sua cara feia daqui, antes que eu resolva quebrar o seu braço. _ Victoria passou anos treinando todos os tipos de lutas, mas não gostava de usar a força, apenas quando era necessário.
— Você tem sorte de ser uma mulher... _ Dispara o homem se sentindo humilhado.
— E você que tem sorte por eu está com um dos meus sapatos preferidos. E com nenhuma vontade de danifica-los, nessa sua cara feia.
— Senhora está tudo bem? _ Pergunta o garçom!
— Tudo ótimo! _ Sorrir de maneira sarcástica para o homem que ainda encarava.
Heitor estava quase inconsciente. Sem entender o porquê aquela mulher o defendia. O homem que ameaçava Heitor, já estava em sua mesa, mas ainda encarava Victoria.
— Por favor, minha conta e a desse rapaz também.
Victoria se obriga a levar Heitor com ela. Mesmo tento o pai dele como seu arco-inimigo, não dormiria tranquilo o deixado sozinho. O garçom a ajudou a leva-lo com ela até seu carro... Heitor estava completamente bêbado.
Seu dilema maior começou, com o que fazer com ele... Tinha três opções, ligar para Estevão pegar o filho, leva-lo ate a mansão e encarar Estevão, ou leva-la com ela pra casa. E Victoria não gostou nenhum das opções.
— Você esta me sequestrando? Por que se for, pode me levar... Mulher bonita sempre pode me levar. _ Diz Heitor meio grogue.
— Não estou lhe sequestrando! Qual o motivo pra você beber tanto?
— Minha família, eles destruíram a minha vida!
— Uma coisa em comum nós temos? _diz Victoria
— Minha família também destruiu você? E a cara deles!
Victoria percebe que falou de mais... Então se corrige, mesmo bêbado ele poderia lembrar-se de algo no outo dia.
— Não sua família, a minha me destruiu! _ Mentiu Victoria.
— Família é um saco! Mas eu até gosto do meu pai, e da minha irmã de vez e quando. Você está me sequestrado? _pergunta novamente Heitor.
— Cale a boca e durma, e não ouse vomitar meu carro. _ Diz Victoria.
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