Notas iniciais
BWAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA CHOREM COM ESTE CAPÍTULO~~~~ Ou não. Leiam e comentem, sim? ♡

Sábado. O dia de descanso.

Bia dormiu até tarde. O corte estava doendo um pouco. Carla acordou cedo. Queria caminhar pelo bairro. Marcos... Marc queria investigar sobre o caso. E iria fazer isso sozinho. Se Ana e José não queriam sua ajuda, tudo bem. Ele não ajudaria. Mas iria investigar do mesmo jeito.

Marc arrumou-se e dirigiu-se à escola. Sem avisar ninguém, é claro. Enquanto fazia o percurso, foi pensando se o que fazia era correto. Quero apenas proteger Bia. Isso basta? Acho que sim. Como diz um velho ditado, “os fins justificam os meios”.

Na entrada da escola, viu um carro da polícia. Logo, Ana e José estavam ali. Que problema. Bem, eu dou um jeito. Entrou na quadra pela porta dos fundos, para não ser visto.

Se escondendo atrás de uma coluna de metal, Marc tentou espiar o trabalho dos policiais. Porém, não tinha ninguém ali. Estranho. Até que uma mão tocou seu ombro, e ele se virou com um pulo.

– O que você está fazendo aqui, moleque? – perguntou Ana.

– Ah, é você...

– Você não me respondeu.

Eram Ana e José. Que susto. Mas isso não importava: precisava inventar uma desculpa. E rápido. Antes que ele fosse denunciado para qualquer superior.

– Esqueci meu uniforme aqui na aula de educação física.

– Mas você nem teve aula ontem...

– Não minta para nós. Diga a verdade antes que tudo piore para você. – afirmou José.

– Ok. Estou investigando o caso também.

– Eu já disse que não precisamos da sua ajuda

– Eu sei. Por isso, estou fazendo por conta própria.

Ana soltou o ombro do garoto. Que insistente! Olhou para José, e fazendo um sinal com a cabeça, levou-o para o canto. Depois de muito discutirem, José veio ao encontro de Marc.

– Ok. Pode nos ajudar. Mas ninguém pode saber disso... Fui claro?

– Com certeza.

Ana olhou ao garoto com desprezo e raiva. Não queria a ajuda dele, mas era necessário. Se o garoto é tão insistente e ousado assim, precisavam de sua ajuda.

Continuaram a investigação. Pistas foram descobertas: um tiro de calibre nº 28, encontrado na testa da vítima; marcas de sangue que iam até 3m de distância da vítima; pegadas fracas e quase impercebíveis na entrada da quadra.

Obviamente que descobrir todas estas pistas foi muito difícil para Marc. Ele tentou o método de Carla: engolir o choro. Foi o que fez com que ele aguentasse a pressão.

– Calibre 28... Uma arma de policial. Estranho.

– Acho que podemos concluir que – prosseguiu Ana, cansada – a homicida entrou por aqui, atirou bem na testa dele, e saiu correndo. Pela posição do corpo, ele estava bem onde José marcou com giz. Como comprovar esta teoria?

– O sistema de vigilância da escola. – disse Marc.

– Boa garoto! – afirmou José.

O trio de “investigadores” resolveu dar uma olhadinha nas câmeras.

–--

Naquela linda manhã, havia muitas pessoas caminhando. Carla era uma delas. Carla não ouvia os sons ao seu redor. Estava com um fone de ouvido, e ouvia Capital Inicial. Sua banda preferida. Mas ela também não prestava atenção na música.

Carla estava tensa. Com medo. Perdera o amigo, e quase que sua melhor amiga se foi. O que mais poderia acontecer? Tinha se arrependido completamente de entrar na brincadeira de Gui e Felipe. Os dois tinham morrido. Ela podia muito bem ser a próxima.

Estava tão absorta em seus pensamentos, que nem percebeu que já tinha dado a volta no quarteirão. Decidiu que ia voltar para casa, mas por outro caminho – ela queria “perder uns quilinhos”.

Enquanto Carla corria, fazendo o caminho de volta para casa, viu um vulto. Parou de correr. Ficou com medo. Não queria mais seguir por aquele caminho. Tremendo, voltou para contornar a rua e chegar à sua casa o mais rápido possível.

Quando se virou, se deparou com Liz. Ela apontava uma arma para Carla. Sorrindo, Liz pronunciou:

– Que bom que virou. Agora posso ver seu rosto pela última vez.

Apertou o gatilho.

Carla caiu de costas no chão, enquanto sua barriga sangrava muito. Liz se esgueirou pelas sombras das casas, e sumiu.

–--

Bianca acordou. Levantou, se espreguiçou. Olhando a janela, disse “Bom dia”. Do jeito que as coisas estavam, um dia bom seria mais que satisfatório.

Levantou-se e foi em direção ao banheiro. Olhou o corte feito por Liz. Estava bem melhor agora. Daqui a uns três dias, ela voltaria ao hospital para tirar o ponto.

Já ia pentear o cabelo – que estava embaraçado, como sempre – até que sua mãe gritou:

– Bia! Bia, pelo amor de Deus, acorde! Bia!

– O que foi mãe?

– A Carla!

Bia paralisou. O choque foi imenso. Ao ouvir o nome da amiga, já esperou o pior. Liz. Desceu correndo as escadas. Encontrou a mãe na cozinha, chorando, com o telefone rente ao ouvido. “Aham... Ok... Já estamos indo Patrícia! Acalme-se!”

– O que aconteceu com a Carla mãe?

Gabriela não respondeu.

– Mãe, pelo amor de Deus, me responde! – gritou Bia.

Gabriela olhou com piedade para filha. Seus olhos já estavam lacrimejando. Bia olhava horrorizada para mãe. Nenhuma palavra foi dita, Gabriela apenas balançou a cabeça. Bia entendeu o recado.

– Não... Não mãe... A senhora está brincando! – gritou Bianca. –Não mãe, Carla é forte! Ela não morreria assim tão cedo! O que aconteceu, me fala!

Gabriela levantou-se da cadeira e abraçou a filha fortemente. Por uns segundos, o silêncio durou. Mas Gabriela desvencilhou-se da mãe, olhou-a nos olhos, e sussurrou:

– Não é possível. Liz?

– Não sei.

Depois de se trocarem, mãe e filha dirigiram-se para a casa de Patrícia. Bianca foi chorando no banco da frente. Chorava tanto que nem os lenços dados pela mãe continham suas lágrimas. Foi necessário um pano de prato, e sua camisa ficou encharcada do mesmo jeito.

A única coisa que Bia conseguiu fazer – além de chorar e berrar a todo instante – foi mandar uma mensagem para Marc.

“A Carla... A Carla... Liz conseguiu acertar a Carla.”

–--

Notas finais
BWAHAHAHAHAHAHAHAHAHA Não me matem como a Liz fez com... A Carla, HAHAHAHAHAHAHA desculpem, alguém mais importante tinha que morrer. ;c Até o próximo capítulo - e não me odeiem, continuem lendo. ♡