Notas iniciais
Gomenasaaaaaaai ;-; Sabem como é, escola, provas, menos tempo para vir aqui. Aliás, tenho que terminar de ler outra fic D: Então, desculpem meu atraso. Mas, aqui está, capítulo 5! ♡

O dia seguinte foi um tormento. Marcos foi à aula normalmente, não contou à mãe o ocorrido com Gui. Policiais apareciam na escola de repente, querendo falar com as testemunhas. Os jornalistas chegaram, querendo uma matéria. Chamaram até mesmo Marcos, mas ele não sabia de nada. Pelo menos, fingiu não saber.

Marcos não queria se envolver. Queria uma vida calma, tranquila, pacífica. Mas isso não estava se realizando. Sua namorada fora esfaqueada, e seu melhor amigo foi morto, isso no mesmo dia. Ele, um dia, conseguiria se livrar da tristeza e da mágoa? Ele torcia para que conseguisse.

Não houve aula. Policiais interviam toda hora, e isso era bom. A aula não seria a mesma, nunca mais. Um colega de sala foi perdido, quem prestaria atenção? A professora Mariângela foi a que mais chorou. Teve que se retirar da sala para prestar depoimento, e isso só a entristeceu mais.

Na hora do intervalo, os policiais e jornalistas só irritaram ainda mais os alunos, com aquelas perguntas inconvenientes.

A morte é algo desolador. Por que queriam continuar falando sobre esse assunto? Lembrar os outros da morte de um ente querido é querer que eles sofram.

Então, gritos começaram a ecoar no enorme pátio. Era Bianca, gritando coisas como "Eu sei de tudo!" "Sei quem fez isso!". Seus gritos pareciam iscas, que atraíram todos. "Quem foi então?" perguntaram todos, quase em uníssono.

A tensão da espera por uma resposta foi aumentando. O silêncio durou alguns instantes, pois foi quebrado pelas câmeras e jornalistas curiosos. Cercaram Bianca, perguntando tudo sobre o Gui e sobre a menina esfaqueada.

– Vamos conversar na sala do diretor! Aqui, as paredes têm ouvidos...

Bia dirigiu-se para a sala do diretor, e os jornalistas e policiais a seguiram. Carla e Marcos foram logo atrás, para dar um apoio. E também, eles sabiam do caso tanto quanto Bia.

Quando chegaram à sala do diretor, Bia viu que seus amigos a acompanhavam. Aproximou-se deles, chorando. Lembrar da morte de um amigo era horrivelmente triste.

– Pensei que minhas lágrimas tinham acabado. Mas por incrível que pareça, ainda consigo produzir mais... — disse Bianca. Abraçando fortemente Marcos, respirou fundo, secou as lagrimas, e começou a falar:

– Para início de conversa, peço sigilo total da mídia. Né Marc? — Marcos assentiu. — Pedimos que não publiquem isso na televisão. Este caso é sério.

Ninguém se moveu. Todos estavam ansiosos com as informações que receberiam.

– Isso quer dizer que vocês devem sair. Apenas quem for da equipe jornalística. — A voz do diretor ganhou destaque. Forçados, os jornalistas saíram. A polícia continuou na sala.

– Ande logo com isso. Temos que recolher pistas. Ah, e já vou adiantando, diretor, que a quadra ficará restrita para coleta de dados e afins. O senhor avisa aos outros? — indagou uma policial, que chamava Ana, como indicava o crachá.

– Se for necessário, sim. — Pela cara, o diretor não gostou muito da ideia. Mas era necessário. — Prossiga Bia.

– Obrigada, diretor Rafael. — e virando-se para os dois policiais, disse: Eu sei quem matou o Gui.

– Quem? — indagou Ana. Ela era a que mandava (e a que mais falava, por sinal).

– Uma menina chamada Elizabeth.

Bianca fraquejou. Sua voz não queria mais sair. A tristeza era grande. Marcos percebeu isso. Iria continuar por Bianca, porém Carla interviu.

– É uma menina que morou comigo e com a Bia no orfanato. Mas ela fugiu, então não foi adotada.

– Fugiu por quê? Algo aconteceu com ela? — perguntou um policial, com nome de José.

– Ah, ela matou um menininho na piscina, por isso.

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– Como assim, "matou um menininho na piscina"? Essa menina é psicopata? Paranoica? — Ana tinha perdido a compostura. Ela realmente se assustou. Nunca vira casos desse jeito. Qual o problema dessa garota?

– O menino chamava Felipe. Ele começou a fazer umas piadinhas com ela, e todas as crianças o seguiram-no. Um dia, todos nós estávamos na piscina, brincando. Eu não vi nada. Dizem que ele a empurrou na piscina. Ela o puxou, e não deixou que ele respirasse. Foi assim...

– Que história.

– Mas então... Estamos desviando do assunto. — Marcos ergueu a voz, depois de muito pensar. — Por que ela mataria o Gui? Ele não era do orfanato.

– Exatamente. — disse José.

– Ah! Gui morava ao lado do orfanato, até que ele se mudou. Ele ia brincar com as outras crianças. O fato é que ele também irritava Liz... Ele fazia parte do grupo de Felipe.

Não dá mais para falar. Não dá. Carla não gostava de falar sobre Gui. Carla amava Gui. Eles se beijaram uma vez, quando eram jovens. Ela gostou muito, mas não contou pra ninguém. Apenas Bia sabia disso. Eu ainda amo ele.

Bia chorava silenciosamente nos braços de Marc. Carla abaixou o rosto. Uma lágrima caiu, mas ela engoliu o choro e corou. Foi ao lado de Bia e abraçou a amiga. Marcos já conseguia controlar o choro.

– Desculpe atrapalhar o momento melancólico de vocês, mas tenho uma pergunta. Vocês sabem quem é a menina esfaqueada? E por quem? — indagou Ana.

– Eu.

Bia conseguiu fazer com que a voz saísse. Enxugou as lágrimas com a camisa e olhou diretamente em Ana: Fui eu a menina esfaqueada.

– Você sabe por quem? Reconheceu a pessoa?

– Foi por Liz também.

– Acredito que o motivo seja o mesmo do assassinato de Gui.

– Sim.

– Pois então — concluiu José, interrompendo Ana — ela quer se vingar. Ana, estamos lidando com um caso de vingança infantil. Se ela for presa, será por homicídio e tentativa do mesmo.

– Disso nós já sabíamos! — exclamou Marc. — A questão é: como impedi-la de continuar com sua vingança... Ela com certeza um local secreto. Um lugar onde ela descanse. Usando outros termos, um "covil secreto". Como poderíamos achá-lo?

– Moleque, pode deixar isso por nossa conta. — disse Ana — Cuide de sua coleguinha que ainda está viva...

– Namorada. — interviu Marc.

–... Tá, tá, tanto faz. Enfim, deixe por nossa conta. Casos da polícia não podem ser interferidos por moleques que querem mostrar sua honra.

– Mas eu posso ajudar!

– Sim, ele pode ajudar!

Era a professora Mariângela. Chegara na hora certa. Era agora que provaria que Marcos era mais do que inteligente. Os policiais olharam para a professora com uma cara de reprovação, e José foi o primeiro a falar:

– Como? Ele por acaso é superior aos outros?

– Sim. Ele é superdotado! Não é, diretor?

– Mariângela, já te disse que não sou superdotado! Sou apenas inteligente. — Marc já foi negando. Quantas vezes vou ter que explicar?

– Modesto, hein rapaz? — disse Ana, em tom sarcástico.

– Não me falta modéstia, apenas sei a verdade.

– Você é bem inteligente sim, Marcos. Podemos até trazer as provas dele para provar — o diretor interviu.

– Dá-lhe, diretor! — disse Mariângela, exaltada.

– Gente, que ridículo, apenas nos deixem ajudar! — disse Carla.

– Casos da polícia ficam por conta da mesma, não de moleques. — disse Ana.

– Mas não somos moleques, somos bem informados e capacitados para ajudar na investigação! — Marc estava estressando.

– Como saberemos que são mesmo? — perguntou José.

– Você já fez essa pergunta antes... — disse Ana. — A resposta continua sendo não.

– Mas vocês precisarão de nós. Somos testemunhas e, de certo modo, vítimas. — disse Carla.

– Todos são vítimas da morte. — filosofou Mariângela.

– Vocês ainda não me convenceram... — disse Ana.

E começou uma discussão. Uma discussão desnecessária. Ana era rude, José duvidoso; Marcos e Carla eram insistentes, e o diretor e a professora interviam de vez em quando. Bia apenas observava. Foi ficando cansativo.

– Parem com isso já!

Bia gritou. Aquela discussão não levaria a lugar nenhum. A discussão não estava ajudando na investigação do caso, e nem estava procurando Liz.

– A garota tem razão. Vamos parar por aqui. — disse José.

– Nos aceitam, ou não? — indagou Marc.

– Vamos pensar no seu caso. Agora, nos deem licença, temos um crime para investigar. — disse Ana, olhando com desdém para Marcos.

Marc sentia ódio pela policial. "Negar ajuda?" Ana sentia a mesma coisa pelo estudante. "Moleque convencido!"

O diretor decidiu que todos deviam ir para suas casas. Então, os alunos foram liberados.

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Notas finais
Gostaram? ♡ Bem, neste aqui entram mais personagens, que serão úteis (até demais) para o desenrolar da história. Fiquem atentos! Postarei mais um capítulo hoje para compensar meu atraso. Então, até mais! ♡