Notas iniciais
Aproveitem o capítulo... Aqui, bastante coisa acontece... :o

Bianca acordou com o toque do despertador. Levantou, se espreguiçou. Olhando na janela, disse “Bom dia”. Não se referia a ninguém, apenas disse isso para que o dia começasse bem.

Trocou de roupa rapidamente, e foi ao banheiro pentear o cabelo – que, mais uma vez, estava todo embaraçado. Com muita força de vontade, penteou o cabelo todo, desatando todos os nós, um a um.

Depois de arrumada, sorriu. Desceu as escadas para tomar o café da manhã. Sua mãe já estava comendo.

– Nossa, nem me esperou para tomarmos café da manhã juntas! Queria te contar que on... – Mas foi interrompida:

– Ah filha, não tenho tempo! Depois conversamos ok? Beijos...

– Ok...

Bianca fechou a cara. Queria mesmo contar que ontem tinha saído com Marcos e que estavam namorando. Bem, conto depois. Era o jeito. Sentou-se e comeu a torrada feita pela mãe.

Quando chegou à escola, viu Marcos esperando-a na entrada. Sorriu e foi até ele. Beijaram-se suavemente.

– Bom dia, Bia.

– Bom dia, Marc.

Deram-se as mãos e entraram, conversando sobre qualquer coisa. As mãos de ambos balançavam juntos, e sorrisos e risadas foram se juntando. Eram um belo casal. E agora que estavam juntos, tudo era feliz.

Havia uma pessoa que observava de longe aquela felicidade. “Pena que vai durar pouco” sussurrou o vulto, e se afastou.

Marcos se arrepiou.

– O que foi Marc?

– Nada. Senti uma sensação ruim, mas só. Nada de mais.

Marcos apenas abraçou ainda mais forte Bianca. Como se isso fosse protegê-la de algo. Bem, pelo menos Marcos tentou.

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Marcos não estava prestando atenção à aula, como deveria. Estava imaginando a reação de Bianca quando ela recebesse a aliança que ele encomendou para dar a ela. Uma aliança de namoro, que todos os namorados dão às suas namoradas.

Ele encomendara ontem mesmo. Quando Bianca aceitou seu pedido de namoro, no parque. A cena foi mesmo linda: ele a chamou para sair, ela aceitou. Foram conversando até chegarem ao parque que Bianca disse que brincava sempre. “Eu sempre vinha aqui com as monitoras do orfanato para brincar” disse ela.

Apontando para os brinquedos, Bianca relembrava os momentos que ainda era uma criança ingênua. “Sabia que foi aqui que minha mãe me viu brincando? Quando ela me viu, decidiu me adotar na hora, ela disse”. Então, enquanto Bia saboreava novamente o gosto da infância, Marcos disse:

– Se não conseguirmos ter um filho, adotaremos um também, certo?

– Como assim, filhos? Do que está falando Marc?

– Ora, dos nossos filhos.

– E quando você decidiu que teremos filhos, hein?

– Decidi desde a primeira vez que te vi. Foi quando me apaixonei por você, sabe?

Bianca ficou sem reação. Olhava fixamente para Marcos. Ela sentia a mesma coisa por ele. Seus olhos lacrimejaram, e ela sorriu.

– Bia, seja minha namorada. Por favor.

– Marc... Não sei...

– Bia... Aceite, por favor!

– Ok... Claro que eu ia aceitar né bobinho... Estava só brincando. Se fazendo de difícil, sabe?

– Sei... – e Marcos riu. — Eu te amo.

E então se beijaram. Logo depois de levar Bianca à sua casa, foi até a joalheria e encomendou o anel. Então, seus pensamentos foram interrompidos pela bronca da professora.

– Mais atenção Marcos, por favor! Pare de viajar, e anote os exercícios! Ai meu Deus...

De seu lado, Gui dava risinhos silenciosos. Seu melhor amigo deu uma piscadela. Ele fez outra em resposta. E riram. Gui fez um coração com a mão, e Marcos assentiu. Estava realmente apaixonado.

Marcos estava anotando os exercícios. Mas não parou de sonhar não. E Gui dava gargalhadas silenciosas.

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O tão esperado intervalo chegou. Marcos queria sair correndo e reencontrar Bianca – vê-la parecia muito mais difícil na escola. Quando se levantou, eufórico, a professora o barrou.

– Não mocinho. Hoje você não sai tão cedo assim. – e se virando para a turma, disse – Todos podem sair. Marcos fica.

Marcos ficou ali, na sala. Sua expressão parecia normal e pouco aflita; porém, por dentro, se sentia preso, injustiçado, e estava com pressa. Vamos logo com isso, pensava ele. Quando a professora se virou, ele perguntou:

– O que foi Mariângela? O que há?

Com uma cara séria, ela o olhou fixamente. Mil coisas e situações passavam na cabeça de Marcos... Fizera algo errado? Não se lembrava. Aguardou a resposta da professora.

– Novamente Marcos... Novamente... – e então, ela sorriu. – Novamente, você tirou a melhor nota da sala! Parabéns!

– Ah! Sério? Obrigada! – e deu uma risadinha forçada. Estava feliz, mas nada impressionado. Era comum, pra ele, tirar notas boas.

– Porém, Marcos... Suas respostas foram... Além do normal. Superaram nossas expectativas! Já fez o famoso teste de Q.I.? – Marcos balançou a cabeça, concordando. – Já? E quais foram os resultados?

– Meu Q.I. é normal, Mariângela. Fiz por recomendação do médico, e os resultados foram normais; de um adolescente normal. Ele também ficou decepcionado!

– Olhe Marcos... Pode ter dado normal, mas suas respostas são espetaculares! Acima do suposto “normal” que você diz ter conseguido. Mostrei sua prova ao diretor, e ele concordou comigo. Suas respostas são... Como digo... Categoria de faculdade entende?

A professora tinha se animado. Sempre quis ter um aluno daqueles “superdotados”. Agora tinha encontrado um. Estava muito feliz, e de alguma maneira, achava que aquele resultado era obra sua.

Marcos sempre foi o mais inteligente da turma. O “nerd” da sala. E por quê? Marcos estudava com as apostilas do irmão mais velho, que já estava se formando. Apenas isso. Ele não era superdotado, mas era muito inteligente.

– Mariângela, quantas vezes vou ter que explicar? Estudo com as apostilas antigas do meu irmão mais velho. Sempre achei que fazer um estudo extra, com outros livros, era melhor. E também, existe a Internet, por onde muitas vezes já estudei. É só isso! – E até riu. Que situação engraçada aquela! Não sou diferente dos outros.

– Ah... Entendo. Ok pode sair. Mas parabéns, de novo! – disse a professora, que perdera toda a felicidade e gosto. Saiu da sala abatida, mas certa de que ia provar que ele era mais do que dizia.

Marcos foi correndo ao pátio. Estava louco para ver Bianca. Já estava com saudades dela. Porém, quando chegou lá, a cena que viu não foi das melhores. Parou atordoado e boquiaberto. Não... Não... Não pode ser!

De seus olhos, saíram mais lágrimas do que nunca antes.

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Notas finais
E ai? O que aconteceu? :o Gostaram?