Notas iniciais
Aaaand, estou de volta. Boa leitura!

Na EPF...

Era dia de treinamento físico com o Cara do Foguete. Jessica tinha que admitir, era uma das partes que ela mais gostava.
Cara do Foguete e Jessica estavam na sala de treinamento intensivo da EPF. Gary e Rookie estavam no canto da sala, sentados, apenas observando. Gary nunca tinha visto a pinguim realmente em ação. Estava ansioso e um pouco preocupado. Ele sabe como Cara do Foguete é rigoroso.
– Ok, agente. Uma das coisas mais importantes que um agente de elite precisa ter é paciência e saber que não se deve entrar em pânico, nunca. – Cara do Foguete dizia com as nadadeiras atrás das costas enquanto andava de um lado para o outro, em frente a Jessica – Não importa o quão difícil ou preocupante seja a situação, sempre mantenha a calma.
– Certo, ser paciente, manter a calma... – ela repetia.
– E, claro – ele disse ao tirar uma das nadadeiras das costas e atirar uma estrela ninja em direção a Jessica. A pinguim desviou assustada e a estrela acertou em cheio o alvo que estava atrás dela. –, para ser bom em combate, tem que ter bons reflexos. E nunca estar distraído.
– "Acho que é hoje que eu morro..." pensou nervosa.
– Por que ele sempre tem que fazer essa parada da estrela ninja? – perguntou Rookie baixinho.
– Qualquer dia ele vai matar algum agente... – respondeu Gary preocupado.
– Na verdade, eu nunca vi ele fazer isso com nenhum agente que ele não tenha certeza de que esteja preparado para isso... – disse Rookie.
– Então ele acha que Jessica está preparada, isso é bom... – Gary observou.
– Jessica? – Rookie perguntou confuso.
– É... depois te conto.
– Bom, acho que eu já falei demais. Hora de ver se você realmente está pronta na prática. – Cara do Foguete disse amargamente parando em frente a Jessica e tirando deu foguete das costas.
– "N-na prática? Contra... o Cara do Foguete?! Oh, céus..."
– C-certo. – ela respondeu entrando em posição de ataque.
– Oh, isso vai ser interessante. – Dot sussurrou com um pote pipoca em suas nadadeiras, escondida entre os equipamentos da sala.
– Oh, não! E se ela a machucar, e... – Gary dizia preocupado.
– G, é a Jay. Acredite, ela é ótima em combate. – Rookie o confortou.
Jessica estava meio insegura com isso. Mas por que? Ela já teve treinamentos deste tipo. Lutou contra vários oponentes mais fortes que ela, inclusive. Por que dessa vez seria diferente? Talvez o jeito intimidante do Cara do Foguete a deixasse assim.
– Vamos, agente! Não tenha medo! – ele dizia impacientemente irritado.
– "Ok" pensou. "Sem medo."
Jessica finalmente decidiu atacar. Primeiro, pulou por cima do Cara do Foguete e o atacou por trás, como um ninja. Um golpe nas costas e uma rasteira de surpresa, que derrubou ele. Isso em apenas alguns segundos.
Cara do Foguete ficou no chão olhando para Jessica com uma expressão indecifrável.
– E-eu te machuquei...? – ela perguntou um pouco nervosa oferecendo sua nadadeira para ele se levantar.
– Garota... – Cara do Foguete disse aceitando a ajuda e se levantando – Ah, se eu soubesse que você era tão boa assim antes.
Cara do Foguete simplesmente sorriu. Ele sorriu. Algo extremamente raro de acontecer.
– Vejo que você vai ser uma ótima agente de elite, Jay – Cara do Foguete riu ao ajeitar seu óculos.
– Essa é a minha garota! – Dot comemorou.
Gary estava pasmo. Rookie apenas ria da expressão de Gary.
– Eu disse, não disse? – Rookie se gabou.
– Mas sabe... – Cara do Foguete começou – Esse ataque... eu sei que eu já vi em algum lugar. Mas não aqui, na agência...
– Ah, sim... – ela respondeu um pouco nervosa – Bem, antes de eu me tornar agente, eu era uma, meio que, hm, ninja da água... Treinei com o Sensei durante alguns anos.
– O que?! – ele disse impressionado – Uma agente ninja? É melhor do que pensei! Você vai ser um orgulho para a EPF!
Jessica sorriu nervosamente. Mas logo seu sorriso desapareceu.
– "Não, eu nunca serei um orgulho para a EPF. Eu sou uma traidora." – pensou tristemente.

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No farol...

Já era quase 20h. Logo após o término do treinamento, Jessica saiu da EPF rapidamente e se dirigiu ao farol. Aquele assunto de orgulho da EPF e tal deixou ela meio deprimida. E sempre que ficava deprimida, ela ia ao farol.
Jessica saiu tão triste da EPF que nem percebeu que alguém tinha a seguido e estava a observando...
Ah, mas por que, do nada, ela se sente tão mal e arrependida?!
– "Sentimentos são tão confusos." pensou enquanto encostava na beira do farol e olhava a vista.
Ela ficou mais alguns minutos olhando o mar, o céu e a ilha. Estava tudo escuro e silencioso. Estava tudo tão calmo...
– Ugh, mas é tão solitário – ela passou a nadadeira nervosamente em sua franja. Solidão a deixava extremamente desconfortável.
– É, eu sei como é... – disse uma voz conhecida vinda de trás da pinguim.
Ela se virou e se surpreendeu ao ver Gary lá, com as mãos nos bolsos do jaleco, olhando-a.
– Gary...? – perguntou confusa – O que faz aqui?
– Hm, eu meio que... – ele tentava dizer.
– Você me seguiu, certo?
– Não, eu... só... é... sim, eu te segui. – admitiu nervosamente. – É que depois do treinamento, você ficou calada e foi embora, parecia chateada com algo, então...
– Oh – Jessica riu. – Você não deveria ficar tão preocupado.
– Claro que deveria! – Gary disse aproximando-se e ficando frente a ela – Jessica, eu já disse, eu me preocupo com você.
– Isso é muito fofo da sua parte, sabe – ela tenta dar um sorriso, mas falha.
– Jessica – ele pega uma das nadadeiras dela suavemente e a olha nos olhos – Conte-me o que te deixa assim. Pode confiar em mim, você sabe disso.
Oh, não. Ela não pode contar para ele de jeito nenhum! Ugh, ela nunca pensou nisso! Nunca pensou em como Gary reagiria ao descobrir que ela traiu a EPF e é aliada do seu maior inimigo!
O que é que ele pensaria?! Gary provavelmente nunca mais olharia no rosto dela! Ela sabe que a agência é muito importante para ele.
Jessica não sabe explicar o que realmente sente por Gary. Será que é apenas um nível alto de amizade? Não! Ela sabe que não. Jessica nunca sentiu por ninguém o que sente por Gary. Ela nunca se apaixonou, na verdade.
E agora ela apenas sente o medo de perdê-lo. De nunca mais poder falar com ele. De como ela sentiria a falta dele. Oh, céus... é verdade. Ela realmente está apaixonada por Gary, o Pinguim Inventor.
Ela tentava encontrar as palavras certas, inventar uma desculpa. Mas nada.
– Eu... não quero perder você. – ela sussurrou de cabeça baixa.
– O que? – Gary perguntou meio confuso.
– Eu não quero perder você! – Jessica então puxa o pinguim pelo jaleco, fecha os olhos e o beija. Caramba, isso foi bem repentino. (N/A: até que tu não é tão sonsa, hein?)
Gary ficou paralisado por alguns segundos. Ele não conseguia acreditar.
– "Isso realmente está acontecendo?!" – pensava ele ainda imóvel.
Mas logo o pinguim fechou os olhos e cedeu ao beijo. Ele passou suas nadadeiras em volta de Jessica gentilmente. Jessica sorriu com isso.
O beijo era tão suave, tão inocente... e nenhum dos dois queria que acabasse. Mas tudo que é bom dura pouco...
Os dois finalmente se separaram. O beijo durou menos de um minuto, mas para os dois pareceram horas.
Gary ainda estava confuso mas não contestou nada.
Jessica apenas abraçou forte Gary e escondeu o rosto em seu jaleco. Ele a abraçou de volta.
– Você me promete que nunca vai parar de falar comigo? – ela perguntou baixinho.
– Eu prometo. – Gary respondeu suavemente.
Depois de um tempo, os dois foram embora do farol, conversando e rindo, e de "mãos" dadas. Muitos pinguins ficaram surpresos pois Gary nunca andou por aí com uma acompanhante. É, parece que os boatos já vão começar. Mas os sois nem se importaram. Estavam apenas aproveitando a companhia um do outro.
Gary acompanhou Jessica até o iglu dela. A pinguim se despediu de Gary com um beijo rápido e um "Vejo você amanhã".
Jessica então entrou em seu iglu, fechou a porta e suspirou lentamente. Logo, seus puffles foram correndo alegremente para encontrar a dona. A pinguim os abraçou e disse animadamente:
– Vocês não vão acreditar no que aconteceu!

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Foi mais um dia exaustante de treinamento na EPF. Jessica queria relaxar, então inventou uma "noite dos livros". A pinguim trouxe alguns de seus livros preferidos para Herbert e ela lerem juntos.

Herbert estava sentado no grande sofá verde e velho lendo um livro intitulado "Coraline", e gostando bastante. Uma das coisas que o urso mais gosta é suspense. E vilões, claro.

"Porque, quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem." é a frase do livro que ambos mais gostam.

– Essa coisa, Outra Mãe, sei lá, é bem má. Gostei dela. – disse o urso ao virar mais uma página.

– Sim, sim. Gosto muito dela, também. Eu adoro vilões. – Jessica respondeu sorrindo.

– Por isso você me adora, hein? – Herbert disse com um sorriso irônico.

– Talvez sim, talvez não. – ela riu.

A caverna ficou quieta durante alguns minutos. Jessica estava perdida em seus pensamentos.

– Sabe – Jessica finalmente disse quebrando o silêncio – Esse livro é o meu favorito desde que eu era criança. Minha mãe sempre lia para mim algumas páginas antes de eu dormir, e quando o livro acabava, ela começava tudo de novo. Nunca perdia a graça.

– Hmm... – Herbert murmurou sem tirar os olhos do livro – Minha mãe também costumava fazer isso, ou quase. Ela me contava histórias sobre uma raça bem estranha. Pareciam histórias de terror, na verdade.

– Raça estranha? – Jessica perguntou curiosa.

– Sim, humanos. – ele disse finalmente olhando para ela – Criaturas monstruosas. Humanos tem um tipo de sociedade parecida com a do Club Penguin, mas muito ruim, digamos assim. Eles têm guerras uns contra os outros por motivos idiotas, como religião ou nacionalidade. E os preconceitos mais idiotas ainda também.

– Oh... acho que minha mãe já me contou sobre essas tais humanos. – Jessica disse lembrando.

– O que ela contou?

– Contou que eles matam a própria espécie! Alguns apenas por diversão! E não matam só a espécie deles, matam outros animais e destroem seus lares. – Jessica respondeu.

– Argh, que criaturas repugnantes. – Herbert disse com raiva.

– Sim, a maioria é... – ela disse – Mas minha mãe também me disse que há humanos bons, que cuidam dos animais e da natureza.

– Acho difícil acreditar. – Herbert respondeu friamente.

– Bom, até um tempo atrás eu também achava difícil acreditar que um pinguim poderia ser amigo de você. – ela riu – Mas as coisas mudam.

– Eu nunca disse que nos éramos amigos. – Herbert disse voltando a ler.

Jessica deu um soco fraco no ombro do urso e cruzou os braços.

– Hey! Eu só tô te zoando, fica fria – ele riu.

– Bom mesmo. – ela disse fazendo biquinho.

Notas finais
É, eu queria um capítulo mais descontraído e tal... não consegui. Mas confesso que foi bem legal de escrever. Bem, na verdade, eu planejava postar esse capítulo quinta-feira, no dia do meu aniversário (12/11), mas meu computador meio que quase pifou. Meu pai levou para consertar e só voltou hoje. Antes tarde do que nunca, né? Ahh... mas eu nem estava com tanta disposição para postar o cap... logo hoje, eu descobri que um dos meus melhores amigos foi embora da escola. Eu ainda tô bem na bad, mas fazer o que...?