A Vingança
7 Os olhos não mentem! ♡
Notas iniciais
A Vingança
Capitulo
"
Mansão Sandoval.
Estevão esperava uma explicação de Victoria, mas ela o olhava como se não o devesse nenhuma...
— Não vai me responder? _ Pergunta Estevão já impaciente.
— Eu posso explicar! _ Disse Heitor ao chegar à sala.
— Então se explique! _ Estevão ainda encarava Victoria...
— E Melhor conversamos em casa, acho que já importunei a senhora Victoria. _ Disse Heitor envergonhado. Ele tinha alguns flashes da noite anterior, e o que ele não lembrava, Regina fez questão de contar cada detalhe, como sempre ela exagerou, o fazendo sentir uma ressaca moral ainda pior.
— Prefiro escutar aqui mesmo, creio que não será problema importunar mais um pouco a senhora Sandoval. _ O sarcasmo na voz de Estevão não passou despercebido por Victoria.
— Sem problema, podem conversar na sala, deixaremos os dois a sós. _ Disse Victoria guiando os dois à sala.
Victoria ia saindo, quando seu irritante inimigo, bloqueia a passagem da porta.
— Você também fica! _ Estevão diz isso, e conduz firmemente Victoria até o sofá.
Victoria dispara um olhar fulminante para Estevão, sua raiva fica ainda mais visível, quando ela nota um leve sorriso nos lábios dele.
— Vamos Heitor, diga-me logo o que faz aqui?
Heitor tentava se concentrar, a cabeça ainda latejava...
— Ontem acabei exagerando, e fiquei um pouco bêbado. _ Quando Heitor fala isso ele nota o olhar de Victoria nele, então se corrige. _ Melhor dizendo, muito bêbado, quase inconsciente.
— Você o que? Você ficou louco? Você sabe que não pode beber. _ Estevão gritava, não por esta com raiva, e sim por medo. O que aconteceu pra você idiota e querer beber?
—. Eu só bebi, porque discutir com a mamãe. E acabei agindo sem pensar. Pai eu estou bem! Isso não vai se repetir
— Com certeza não vai mesmo! _ Estevão respirava fundo, ele encara Victoria como se quisesse culpa-la. _ E onde você entra na historia? _ Pergunta Estevão embrabecido.
— Pai, Victoria só me ajudou!
— Eu sei me defender sozinha Heitor. _ Diz Victoria, com a voz tranquila. _ Pode sai agora, espere seu pai lá fora.
Heitor a olha como se não quisesse deixa-la sozinha, com o pai.
— Heitor pode ir... Seu pai me amedronta tanto, quanto um ursinho de pelúcia. _ Victoria debochava de Estevão claramente, Heitor tentou não rir, mas ficou ainda mais difícil a vê a expressão de seu pai. Ele resolveu sai, antes das coisas ficarem mais feia.
— Você acha que esse é um momento pra suas piadinhas? _ Pergunta Estevão com mais raiva em seu olhar.
— Eu acho que você está exagerando. E é melhor baixar o tom da sua voz pra falar comigo e parar de agir como um tremendo idiota na minha casa.
— Exagerando? Meu filho tem insuficiência renal crônica... Ele pode morrer! E você acha que eu estou exagerando?
Victoria foi pega de supressa, como o seu detetive não descobriu isso, e o que mais ele tinha deixado de descobrir? Essas perguntas vagava sua mente. Ela tenta encontrar coragem para as palavras que ia ter que se obrigar a dizer...
— Eu sinto muito, eu não sabia! Agora eu entendo o motivo de você esta sendo um idiota. Mas eu não coloquei álcool na boca do seu filho, quando eu o encontrei ele estava muito bêbado.
— Como você sabia que ele era meu filho? Ou não sabia? _ Pergunta Estevão um pouco mais controlado.
Victoria pensou em mentir... Porem uma das regras que aprendeu em seu treinamento, foi manter-se o mais próximo possível da verdade. As lembranças de Fernando, seu guia, mestre e amigo a tirou por um momento daquela sala.
Flashback
Victoria tinha seus 18 anos, a dois treinava duramente todos os dias, com Fernando. Ela sentia-se preparada pra vigar-se do homem que matou seus pais. E estava irritada, com seu guia... Cansada das filosofias e das encasáveis horas pedida durante os dois anos.
— Que droga, Fernando! Eu não aguento mais, eu quero colocar um fim nisso, e você quer que eu fique aqui meditando? Eu quero que você e essa porra de meditação se explodam._ Diz Victoria saindo.
— O que você quer? Diga Victoria? _ pergunta Fernando!
— Eu quero que me deixe mata-lo. Eu o quero morto! Entendeu?
— Você pensa que matar um homem é como atirar nesses bonecos? Que a sensação é a mesma? Engana-se minha criança... Matar um homem vai além de puxa um gatilho, a escuridão tomara conta de você e não restará nada do que você foi um dia. E isso que você quer?
— Eu o quero morto? Assim como meus pais estão!
— Então faça, mas não esqueça... A escuridão ira lhe devorar a cada dia de sua vida, e você se tornará o que tanto odeia no seu inimigo... Você será uma assassina. _ Fernando diz isso e entrega a arma na mão de Victoria.
Flashback OFF.
— Responda Victoria! Sabia ou não sabia que Heitor era meu filho?
Victoria é tirada de suas lembranças, com a voz firme de Estevão.
— Claro que sabia, por isso o ajudei.
— Onde conheceu meu filho?
— Na mesma festa que nos conhecemos.
— Uhm, por que não me ligou, ou o levou pra casa? _ Pergunta Estevão ainda desconfiado.
— Por que eu não estava com nenhuma vontade de encontrar você!
— Por causa do nosso...
Victoria o interrompe antes de ele terminar.
— Aquilo nunca aconteceu! Esqueça o que você pensa que houve naquele maldito dia, me entendeu? _ A voz de Victoria sai rouca, quase falha... As lembranças do beijo, da mão de Estevão nela voltaram como uma avalanche em sua mente.
— Eu realmente gostaria, mas isso não é possível! E pelo o jeito que você me olha vejo que também não conseguira esquecer.
— Você é muito prepotente, mesmo! _ Victoria tenta sorrir, de maneira debochada, mas o que sai de seus lábios é um sorriso desconfortável.
— Eu sou apenas realista! Victoria Sandoval, você será minha isso eu garanto! _ Estevão queria acredita nas palavras que dizia, necessitava acreditar nelas, por mais impossível que parecesse. _ E melhor eu ir embora, antes que eu a beije novamente. _ Ele se aproxima tocando o rosto de Victoria com a palma da mão. Sentiu a eletricidade percorrer seu corpo com o simples calor do corpo dela.
Victoria sentiu o toque de Estevão e se ódio por sentir o calor invadido seu corpo, e seu ódio aumentou ainda mais por querer beija-lo. Lutando contra seu próprio desejo, ela tira a mão de Estevão bruscamente de sua face.
— Não volte a me tocar! _ As palavras queimavam a garganta de Victoria.
Estevão sorri mesmo Victoria o afastando, ele pode vê em seus olhos o desejo...
— Os olhos não mentem Victoria! _ disse isso e deixando-a sozinha.
Mansão San Roman.
Estevão chega a sua casa com Heitor, ainda estava aborrecido. Heitor contou o que se lembrava da noite anterior... Victoria o defendendo e o levando para a casa dela. Deixou fora a parte do vomito, pensou em não deixar seu pai mais bravo.
— Heitor, onde você estava? Sua mãe ligou agora, procurando você, e você me disse ontem que ia ficar com ela... _ Luciana parecia preocupada, e verdadeiramente estava. Apesar de ser uma mulher sem escrúpulo o sentimento que tinha pelo neto era algo verdadeiro.
— Desculpe-me vó! Eu acabei dormindo na casa da sócia do meu pai.
— Como assim, na casa da sócia da empresa? E por que dormiu lá e não em casa?
— Eu explico mãe... Vamos até meu escritório. _ pedi Estevão. _ Heitor vá se aprontar hoje você vai comigo para o escritório.
— Certo pai!
Escritório.
— Então Estevão, me diga o que houve.
—Estevão conta todas as informações que Victoria e Heitor lhe contaram... Luciana assim como Estevão ficou raivosa em saber que Heitor tinha bebido._ A Marcela é a culpada... Se acontecer algo com Heitor eu acabo com ela.
— Por favor, mãe Heitor já é grandinho e sabe que não pode beber...
— Você está defendendo aquela adultera? _ Pergunta Luciana, com revolta nas palavras.
— Não, estou colocando a culpa no único responsável e esse é meu filho, não Marcela.
— Estevão você poderia ter deixando-a sem nada no divorcio, mas o que foi que você fez... Deu tudo o que ela quis! E agora fica defendendo aquela...
— Chega mãe! Não vou discutir isso com a senhora! Marcela é a mãe dos meus filhos, e eu nunca deixaria desamparada. Ela cometeu um erro, ela é humana, e eu seria injusto em julga-la sem olhar os meus próprios erros.
— Acho que você esqueceu que esse não foi o primeiro erro cometido por ela. Ou você esqueceu que Isabel não é sua...
— Cale-se! _ Estevão tinha uma ira nos olhos! Sua mãe sabia como tira-lo do serio. Tocar em uma ferida tão profunda era arriscado até para Luciana. _ Isabel é minha filha, e nunca mais toque nesse maldito assunto!
— Me desculpe! Eu não quis te magoa meu filho... Eu amo Isabel como amo Heitor, e entendo que passei dos limites! _ Luciana diz isso, mas Estevão sabia que não era verdade, a diferença de como Luciana tratava Heitor e Isabel era gritante.
— Tudo bem, agora me deixe... Preciso organizar uns papeis para leva para a empresa.
— Tudo bem filho! Mas antes me responda uma coisa...
— Pergunte!
— Victoria Sandoval, esse é nome de sua sócia?
— Sim, por quê?
— Estou curiosa, quero conhece-la. Afinal ela parece que resolveu entra em todos os aspectos de nossa vida, tanto no profissional, como no pessoal. Convide-a para jantar conosco sábado. _ Pedi Luciana.
— Eu a convidarei!
Mansão Sandoval
Victoria e Regina ouvia cada palavra dos San Roman... E mas uma vez foi revelado algo que Victoria não sabia...
— Você sabia que Isabel não era filha do San Roman? _ Pergunta Regina
— Não! Acho que o detetive é mais incompetente do que eu previa. _ Responde Victoria, pensativa. Preciso descobrir quem é o pai biológico de Isabel.
— Se quiser eu posso ajuda-la!
— Vou pensar nisso...
— Você vai usar isso contra Estevão? Revelar a todos que Isabel não é filha dele.
— Não sei... Talvez no futuro! Eu preciso sair, vou com Eduardo, ao orfanato... Você quer vim com a gente?
— Não, eu tenho umas fotos para enviar para os clientes. Eduardo não desiste mesmo, não é?
— Você desistiria? _ Pergunta Victoria, com tom de voz melancólico.
— Não, jamais desistiria de saber quem são meus pais. Só não sou tão otimista quanto vocês dois!
— Precisamos ter esperança, pode-se perder tudo, menos a esperança. Adivinha quem me disse isso?
— Meu pai! _ Responde Regina com um sorriso largo.
— Sim, seu pai disse, ele quase sempre acerta!
Mais tarde...
Victoria acabará de chegar ao restaurante. Depois de uma tarde cansativa e desgastante, tudo o que ela queria era ficar em casa. Mas não poderia cancelar o jantar, ou talvez pudesse, mas não queria. Algo em seu inconsciente ansiava em vê Estevão. Mesmo negando pra si mesma... O sentimento estava ali, pronto para ser explorado e sentido, só bastaria um descuido, uma falha em seu bloqueio e nem todos seus anos de treinamento não seria suficiente para protegê-la do sentimento mais forte e singelo.
Victoria desce de seu carro, ela usava um vestido preto, que descia até um pouco antes do joelho, o decote era moderado... Porem a deixava ainda mais sexy. Estevão esperava ansioso por Victoria. Ele chegará ao restaurante, vinte minutos antes. Quando ele viu Victoria entrando, Estevão teve que se lembrar de respirar.
—Boa noite, San Roman! _ Diz Victoria educadamente!
— Boa noite, Victoria! _ Estevão levanta-se e conduz Victoria até a cadeira. _ Você está lindíssima!
—Obrigado! Onde está o nosso futuro Cliente? _ Victoria diz isso afastando a cadeira para um pouco mais longe de Estevão.
— Ele deve estar chegando! Deseja tomar algo? _pergunta Estevão.
— Não, estou bem!
— Você nunca relaxa? Vamos me acompanhe... _ Estevão toca a mão de Victoria, e aproxima-se mais dela.
Os olhos de Victoria disparam na direção dos olhos de Estevão.
O corpo de Victoria a traia de novo, com apenas um simples toque ela sentiu seu estomago revirar. Ela conseguia sentir seus batimentos aumentando... Sua mente a mandava tirar a mão dele de cima da sua, e se afastar o mais rápido que pudesse, mas nenhum musculo foi mexido por ela. O único musculo de seu corpo que poderia responder aos seus comandos naquele momento era o musculo orbicular. Beija-lo era a única coisa que seu corpo a deixaria fazer naquele momento.
Estevão espera uma resposta de Victoria, um momento de relutância, mas não encontrar ele decidiu beija-la, mesmo que depois ela fugisse. Ele necessitava do sabor dos lábios dela novamente. Ele nunca quis tanto algo, como queria Victoria. Com um movimento suave Estevão se aproximou da boca de Victoria. Ela não hesitou, pelo contrario, seus lábios parecia ansiar pelos lábios de Estevão. Assim como o dele, suplicava pelo dela.

♪ O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você
Uma corrente elétrica passeava em seus corpos. Victoria conseguia ouvi seus próprios batimentos, e dentro daquele beijo, o seu plano de vingança desmoronava... Porem aquele momento nada mais importava, seu raciocínio foi comprometido, pelo cheiro dele... Ela só queria aproveitar o sabor do beijo doce e penetrante dos lábios do seu inimigo.
Fale com o autor