A Vingança

8 O estranho


Notas iniciais
Boa noite, meninas! Espero que gostem do capitulo de hoje!

A Vingança

Capitulo

O estranho

O beijo na maioria das vezes é a primeira entrega física entre dois indivíduos. Victoria encontrava-se vulnerável, e incapaz de bloquear todos os homônimos e adrenalinas que percorria seu corpo. Aos poucos o beijo foi diminuindo o ritmo, mas seu coração continuava agitado e inconstante. Quando finalmente o beijo cessou, Victoria tinha uma expressão ilegível. Não era arrependimento, nem raiva ou culpa. Era algo que nem ela mesma sabia explicar. Foram os olhos de Estevão, aqueles olhos da cor de aguas profundas que a deixou desordenada.

— Eu passaria o resto da minha vida morando em seus lábios! _ Disse Estevão, ignorando a expressão ilegível de Victoria.

— Seus olhos, não são os mesmo não podem ser! _ Disse Victoria, deixando Estevão confuso.

— Meus olhos, o que tem? _ Pergunta Estevão

Victoria se concentrou e suas lembranças a levaram, para o pior dia da sua vida.

Flashback

Victoria saia da casa procurava a mãe... Ela chega ao jardim da casa.

— Mamãe, onde você está?

— Meu amor, volte para dentro de casa!_ Diz Clara, tentando não transparecer o pavor pra sua filha.

Vicente e Clara estava com uma arma apontada pra eles... Ter sua filha ali aumentou mais seu medo.

— Por favor, não faça isso... Você é só um menino! Abaixe essa arma. Volte para casa... Nós não vamos chamar a policia. _ Implorava Clara

— Cale-se! Eu não tenho casa, para voltar... E a culpa é do seu marido! Ela me deixou, me abandou por causa dele... E o pior é que nem assim você a quis. E mesmo assim sempre ela volta para você. Eu vou tirar tudo que ela ama! Primeiro sua vida e depois todo o resto.

— Você deve esta me confundido. Eu não sei de quem está falando... _ Vicente não sabia mesmo do que se tratava.

— Pois vai morrer sem saber! _ O rapaz aperta o gatilho...

Victoria estava escondida atrás das flores do jardim, ela vê sua mãe, se colocando em frente à bala que era destinada ao seu pai. O barulho do primeiro tiro ecoou em seus ouvidos e paralisou por alguns instantes... Ela viu sua mãe caindo nos braços do seu pai e em seguida com ódio no olhar o rapaz dispara outro tiro a queima roupa agora em seu alvo certo.

Victoria tentava sair de onde estava, mas ela estava completamente em choque. O rapaz para em sua direção e a ponta a arma para Victoria. Ela em nenhum momento desvia o olhar dos olhos dele!

— Acho que você merece o mesmo destino que eu! _ Ele baixa a arma e aguarda. Boa sorte, você vai precisar!

Victoria não diz nada... Ela tremia muito quando o assassino de seus pais sai pela porta da frente...

Flashback em OFF.

— Eu preciso ir embora! _ diz Victoria abalada pelas as lembranças que acabara de ter.

— Não, dessa vez não! Você vai me explicar o motivo das suas atitudes... Por que fica assim, depois de beija-me?

Victoria precisa de uma resposta, razoável... — Porque você matou meus pais! Era a única resposta que ecoava em sua mente, mas claro que dizer aquilo estragaria ainda mais seus planos... Se é que os planos já não estivessem corrompidos.

— Sou casada, e amo meu marido... E por isso que fico assim! _ Victoria diz cada palavra cautelosamente, analisando se Estevão demostraria qualquer indicio de duvida.

As palavras de Victoria atingiu Estevão, como se ela o golpeasse com mil facas.

— Você é o que? _ Pergunta Estevão atordoado.

— Sou casada, e amo meu marido e cometi um erro imenso ao corresponder a esse beijo, e peço que por gentileza esqueça. _ Victoria estava serena, ou pelo menos demostrava isso.

— Eu não entendo, eu pensei que você fosse diferente, que talvez por sorte, você estivesse sentido o que eu sentir quando a beijei. _ A decepção era nítida na voz e na face de Estevão. _ Mas me enganei! Uma boa noite, Senhora Sandoval! _ Disse isso retirando uma quantia significante da carteira e colocando sobre a mesa.

— Você não vai espera o cliente? _ Pergunta Victoria.

— Não tem cliente, eu mentir! Sinto muito, isso também foi um erro. Não acontecera novamente! Com sua licença... _ Estevão saiu, deixando Victoria sozinha...

Victoria permaneceu sentada, olhando Estevão sair... Sentia-se incomodada, em vê a expressão de decepção do seu inimigo.

Estevão queria tirar Victoria de seus pensamentos, pensou em ir pra casa, colocar seu foco no trabalho, mas sabia que isso só faria pensar mais nela. Ele desviou o caminho, e seguiu para o apartamento de Rebecca. Há dias tinha inventado varias desculpas para evitar Rebecca, chegou a ir ao RH da empresa, os mandando anteciparem as férias dela, e agora a usaria como um escape para tirar a mulher que insistia em perturbar seu sono e sua vida.

Mansão Sandoval.

A mansão Sandoval, encontrava-se vazia e o silencio que por tanto tempo fazia Victoria se senti feliz e confortável, naquele momento a incomodava, pois a obrigava a ouvi seus pensamentos, e cada um deles terminavam em Estevão San Roman. Victoria pega o celular, e passa os contatos quando chega ao numero de Estevão ela para e pensa no que poderia dizer... Qual a desculpa, ou assunto que ela poderia ter com ele, e porque essa vontade ridícula de querer ouvi-lo e querer saber se ele chegou bem em casa.

— Eu devo ter pedido completamente o juízo... _ Pensa Victoria, deixando o celular fora do alcance de seus dedos traidores.

Apartamento Rebecca

Estevão usava Rebecca, e se odiava por isso. Ele poderia beijar mil lábios, mas nenhum deles se compararia aos lábios de Victoria.

— Por que não dormi aqui, amor? _ Pergunta Rebecca com uma voz desnecessariamente infantil.

— Rebeca eu não posso, amanhã tenho uma reunião com um dos clientes mais importante e quero organizar tudo ainda hoje.

— Então amanhã eu volto para empresa, não suporto mais ficar aqui sem poder te vê. Vamos almoçar juntos?

— Tudo bem você pode voltar... Agora tenho que ir. _ diz Estevão saindo.

Dia seguinte

Mansão San Roma

Estevão teve uma das piores noites da sua vida, a alternativa que usou pra tentar tirar Victoria de seus pensamentos foram completamente inúteis e erradas. Agora tinha uma reunião com um amigo, e um dos clientes mais importantes. E realmente precisava se concentrar no trabalho e tirar a Sandoval da sua vida.

Empresas San Roman.

Estevão estava em sua sala, organizando as papeladas e o projeto para apresentar ao seu cliente. Ele gostava de fazer cada detalhe sozinho, raramente usava ajuda. Quando é interrompido, ele nem mesmo precisava olhar para saber quem acabava de interrompê-lo. O Cheiro dela, já era tão familiar, isso o deixava ainda mais irritado.

— Não sabe bater, senhora Sandoval. _ Estevão tentava usar da formalidade, tentando assim disfarçar o impacto que sentiu em vê-la.

— Não preciso bater para entrar na minha sala... _ Diz Victoria, abrindo mais a porta, enquanto dois homens trazia uma mesa e colocava em frente a mesa de Estevão.

— O que significa isso? – pergunta Estevão_ Podem voltar com essa mesa, essa sala não é e nunca será sua. _ Diz Estevão fitando Victoria com um olhar odiado.

— Podem deixa-la aqui rapazes... _ Diz Victoria ignorando completamente Estevão

Os rapazes coloca a mesa, no local mandado por Victoria, e depois saem deixando os dois chefes sozinhos.

Estevão encarava Victoria, ele queria ficar bravo e manda-la para o quinto do inferno, mas ele só conseguia admira-la. Cada detalhe dela, o fazia ficar mais encantado... O jeito mandão, a forma como seus dedos batiam nas coxas quando esperava algo, o jeito que agradecia quando algo era feito para ela, e principalmente o jeito que ela o olhava.

— Você só pode está testando minha paciência. O que quer na minha sala? Já não chaga eu ter que aturar sua presença na empresa, agora eu vou ter que dividi minha sala também. Quando é que vou dividir minha cama com você? Pelo o andamento das coisas acho que isso não demora.

O coração de Victoria acelerou só em pensar na possibilidade de dividir a cama com Estevão. Ela teve que usar de toda a sua razão para parecer o mais natural possível em responder as perguntas dele.

— Sinto muito se a minha presença o incomoda... Mas no contrato que você assinou tinha bem explicito que eu queria a melhor sala e mais confortável, e infelizmente essa é a sala mais confortável. E não se preocupe, não está em meus planos dividir uma cama com você! _ Victoria fala da maneira mais natural que conseguiu.

Estevão junta as papeladas, enquanto sorri de maneira debochada para Victoria.

— Victoria Sandoval, as suas palavras não condiz com suas atitudes, esta invadido a minha vida, e isso só pode ser muito amor ou ódio? Que tal me dizer qual dessas opções a faz querer tanto esta perto de mim.

Victoria gostaria de jogar tudo ao vento, gritar que ele tinha matado seus pais, que por culpa dele, ela passou a vida em lares adotivos e muitas vezes na rua, passando frio e fome. Mas optou por apenas dizer...

— Descubra sozinho!

— Quer saber não interessa nada em você me interessa. _ Menti Estevão.

Victoria e fala algo, mas é interrompida... Rebecca entra a sala, sem notar a parecença de Victoria.

— Meu amor, eu... _ Rebecca emudece ao notar a presença de Victoria. _ Desculpe eu pensei que você estava sozinho.

— Tudo bem, Rebecca! Essa é Victoria Sandoval, nova sócia da empresa.

— Muito prazer, seja bem vinda! _ Diz Rebecca estendendo a mão para Victoria.

— O Prazer é todo meu! _ Victoria aperta a mão de Rebecca, sem deixar de olhar para Estevão. _ Você trabalha aqui?

— Sim, sou secretaria de Estevão... Quer dizer senhor San Roman. _ Se corrige Rebeca

— Hum, claro! _ Victoria sorria, mas sentia incomodada com a situação.

— Eu só vim dizer que a sala de reunião já está preparada. _ Diz Rebecca, observando Victoria e principalmente a forma que Estevão a olhava.

— Ok, nós já estamos indo. _ responde Estevão.

Rebeca sai deixando os dois a sós.

— Por que esse sorriso nos lábios? _ pergunta Estevão para Victoria.

— Você é tão clichê que chega a ser engraçado. _ diz Victoria. _ Me passe às pautas da reunião, por favor! _ Victoria sentiu incomodada, mas jamais deixaria transparecer isso.

Estevão entrega a papelada, ele deixa seus dedos tocarem o de Victoria, ela se afasta.

— Se realmente quer participar da reunião é melhor se apressar, não tenho tempo a perder. _ diz Estevão aborrecido.

Estevão segue sozinho para sala de reunião...

— Bom dia, Estevão! _ Fala Bruno o cliente que Estevão esperava.

— Olá, Bruno, como vai?

— Muito bem! Estou muito bem, mas os negocio na fabrica anda um pouco complicado.

— Sim, eu estava analisando e por isso marquei a reunião. _ Responde Estevão. _ Mas sente-se para podemos começar.

— Bom dia! _ diz Victoria entrando na sala.

—Bom dia... _ Responde Bruno com entusiasmo a olhar Victoria.

— Sou Victoria Sandoval, nova sócia da empresa. _ Victoria cumprimenta Bruno.

— Muito prazer, Victoria! Posso chama-la assim?

— Claro que sim!

— Vamos começar? _ Diz Estevão já incomodado como seu cliente olhava Victoria.

A reunião dura uma hora, Victoria acaba impressionando Estevão, mesmo com pouco tempo para ler todos os problemas que a empresa de Bruno apresentava ela encontrou soluções que nem mesmo Estevão tinha pensado.

— Foi um prazer Victoria, obrigado por tudo! _ Bruno diz isso, e beija de maneira educada a mão de Victoria.

— Estevão, assim que eu tiver uma resposta do sindicado entro em contato com vocês!

— Certo, se precisar ou tiver algum duvida, só ligue.

— Pode deixar!

Victoria fica na sala, enquanto Estevão acompanha Bruno até o elevador.

— Que mulher incrível, onde encontrou? _ Pergunta Bruno

— Ela que me encontrou... _ responde Estevão tentando o esconder o incomodo que sentia.

— Solteira? _ Bruno pergunta ainda olhando na direção de Victoria.

— Não, casada! _ Estevão não imagina que um dia o fato de Victoria ser casada o deixaria feliz.

— Uma pena. _ Diz Bruno decepcionado._ Deve ser um homem de sorte.

— Uhm, deve ser... _ Estevão sorri sem vontade.

— Vou deixar de importuná-lo... Até breve! _ Diz Bruno se despedindo.

Quando Estevão retorna a sala, ele nota que Victoria está ao telefone.

— Sim, eu vou te vê! Prometo, estou saindo agora...

Victoria percebe a presença de Estevão e tenta disfarçar a preocupação.

— Tudo bem, eu levo! Beijos!

Victoria desliga o celular e começa a arrumar suas coisas.

— Já está indo embora?

— Sim! _ Diz Victoria se colocando em pé.

— Quem era ao telefone, seu marido?

— Isso não é assunto seu.

— Tem razão... Vai ser um grande alivio ter o resto do dia sem olhar pra você! _ Estevão mentia, pelo contrario, estava irritado, mesmo não podendo toca-la a presença dela já o deixava calmo e feliz.

Victoria ignora Estevão e sai da sala...

Estevão pensou por milésimo de segundo, antes de decidir ir atrás de Victoria. Ele pegou o outro elevador, quando chegou ao estacionamento, Victoria já dava partida no carro e esperava o portão abrir. Ele entra em seu carro e decidi segui-la.

Estevão a seguia sem ser notado, ele sabia o quanto patético aquilo era, ele perseguindo uma mulher casada, que jamais poderia ser dele. Ele pensou em desistir, mas quando Victoria pega uma estrada remota, a curiosidade dele vence a sensatez.

Victoria para o carro em uma casa, que mais parecia abandonada. Um homem estranho sai de dentro e vai ao seu encontro e a abraça... Estevão observava tudo.

— Quem será esse?_ Pergunta Estevão pra si mesmo.