A Vingança
3 Frente a frente com o assassino
Notas iniciais
A Vingança
Frente a frente com o assassino
Cidade do México
Existe uma ponte, muitas vezes ela é invisível aos olhos inocentes... Mas essa ponte é capaz de transformar o felino mais frágil em mostro. Essa ponte é tão frágil e inconstante que passa despercebida, e ela nos leva por caminhos obscuros. Victoria não escolheu esse caminho, ele foi imposto a ela! Ela se viu em mundo sozinha, ela se viu em piscina de sangue. Suas escolhas a parti daquele momento, não mais eram suas. Tudo foi tirado, seus pais acabavam de morrem em sua frente, e o medo paralisou cada movimento de seu pequeno corpo. Ela passou grande parte de sua vida se culpando, pensando que poderia ter feito algo. Mas Victoria nunca esqueceria os olhos do assassino. Os mesmo olhos que agora a fitava. Estevão San Roman nem desconfiava que a mulher que o prendeu com olhos de violeta, era sua pior inimiga, e que estava disposta a tudo para destruí-lo.
Victoria sentia o coração acelerar, a adrenalina estava por cada poro de sua pele, sua pupila dilatava, se sentia como uma leoa, que se aproxima de sua presa.
— Fernando, que bom que pode vim... _ Estevão diz cada palavra sem tirar os olhos de Victoria.
— Não perderia essa festa por nada, meu amigo! Marcela, você está linda como sempre! Essa é Victoria Sandoval.
A primeira a cumprimentar Victoria é Marcela...
— Espero que aproveite a festa, preciso cumprimentar uma amiga, sinta-se em casa. _ Marcela diz isso e sai em direção ao grupo de pessoas.
— Victoria, esse é Estevão San Roman, o homem que faz tudo virá ouro. _ Diz Fernando.
— Muito prazer, Senhor San Roman... Fernando me disse que o senhor é um grande investidor.
— O prazer é todo meu. _ Estevão pega a mão de Victoria, a beija sem deixa de olha-la nos olhos. _ Pode me chamar de Estevão! O Fernando sempre exagera, com os elogios. Só gosto do que faço, talvez esse seja o segredo do sucesso.
Victoria sorri, tentando esconder o desconforto, quando Estevão beija a sua mão. Tinha algo nele, que aspirava um medo, ou talvez um desejo primitivo, que nem ela mesma sabia.
— Vou pegar uma bebida para nós. Estevão faça companhia a Victoria, por favor. Não quero que algum marmanjo pense que ela esta sozinha. _ Fernando sorri, indo a procura de um garçom.
Estevão sorri para Fernando gesticulando com a cabeça, em sinal de um sim.
— Fernando é um homem de sorte, e ele esta certo de ficar preocupado em deixa-la sozinha. Ele só errou, em deixa-me cuidando de você. Acho que dessa festa é sou o que mais ficou encantado com sua beleza, na verdade você me deixou meio tonto dês que entrou nesse jardim.
— Fernando é um bom amigo, e você não passa nenhum aspecto ameaçador pra mim. Pelo contrário, mas parece um bichinho com ego ferido, você pensa que dando em cima de uma mulher na festa de bordas do próprio casamento vai fazer seu ego minúsculo aumentar. Isso não acontecerá. _ Victoria sorrir, e diz por fim. _ Com sua licença, vou procurar uma melhor companhia.
Estevão ficou boquiaberto com as palavras que saiu da boca de Victoria, ela parecia uma avalanche, seu olho frio ao dizer cada palavra o deixou ainda mais intrigado, e seu desejo por ela se tornou ainda maior.
— Além de linda, tem uma língua afiada. Gostei! _ Pensou Estevão.
Victoria ficou um longo tempo, conhecendo amigos, e conhecidos de Fernando, já eram quase dez da noite, seu tempo estava terminando ela precisava falar com Regina ou com Eduardo. Precisava descobrir se o plano estava como o planejado. Ela consegue uma desculpa pra se afastar de Fernando. Eduardo estava na companhia de Isabel, e então ela vai a procura de Regina, seria mais fácil falar com Regina.
— Regina, venha comigo... _ Pedi Victoria.
As duas seguem para o banheiro... Os olhos de Estevão a seguia, ele estranhou que Victoria se aproximasse de uma ajudante. Ele a procura, mas a perdi de vista.
— Você conseguiu trocar os DVD? _ pergunta Victoria.
— Claro que sim, daqui a pouco todos os amigos do San Roman, perceberão que o casamento perfeito é na verdade uma grande farsa. Antes que me pergunte já envie todo material, para os jornais. Amanha será um dos dias que a família San Roman desejara esquecer.
— Assim espero... Eu acabei falhando na minha parte do plano...
— Como assim? _ pergunta Regina
— Eu disse umas poucas e boas para aquele maldito, acho que o plano de me tornar amiga dos San Roman foi por agua a baixo.
— Eu sinto muito! Mas você encontrará outro jeito.
— Na verdade eu já encontrei... Você está com o punhal que te dei? _ pergunta Victoria.
— Sim, eu sempre ando com ele... _ Responde Regina, intrigada com o qual a utilidade o punhal ajudaria Victoria. Ela tira o punhal da cintura e entrega Victoria.
— Ótimo! _ Victoria pega o punhal e golpeia um dos canos visível do banheiro. _ Pronto, agora volte para festa! _ O cano perfurado, começa a jorra água, inundando todo o banheiro.
— Destruir o banheiro, esse é seu plano?
— Na verdade é o começo... Agora vá!
Victoria sai do banheiro, e vai em direção à mansão. Ela abriu a porta dos fundos tentando fazer o mínimo de baralho possível. Quando chega à sala, percebe que está sozinha, a casa vazia e ela sorri, e caminha em direção ao escritório. Ela pega uma foto de família, nela estava Estevão e toda sua família. Ela coloca um micro escuta atrás da foto, e sai... Ela soube a escada, a procura do quarto de Estevão, era tantos quanto, que Victoria estava quase desistindo, quando enfim abriu o quarto de Estevão, estava um pouco desarrumado, vários palitos em cima da cama. Ela procura um lugar pra colocar mais uma escuta. Decide por colocar no abajur. Victoria respira aliviada, agora teria alguma informação, Estevão em algum momento falaria algo que ela pudesse usar contra ele. Victoria ajeita o abajur, e decidi voltar o mais rápido a festa, Fernando com certeza já deveria ter notado a sua demora. Quando Victoria abriu a porta é surpreendida por Estevão.
Seu coração acelera, mas ela não deixa passar nenhuma demonstração de nervosismo.
— O que faz no meu quarto? _ Pergunta Estevão
— Eu precisava usar um banheiro... _ Victoria responde sem pestanejar.
— Temos o banheiro do jardim... Por que não foi nele?
— Na verdade eu fui, mas ele esta alagado, e não estava muito a fim de estragar o meus sapatos.
— Meu quarto é o ultimo, você passou por vários, por que escolheu o meu?
— Isso é um interrogatório, San Roman? _ Pergunta Victoria em tom de sarcasmo.
— Não é interrogatório, só estou curioso o real motivo de você esta aqui...
— Eu já disse. Precisava de um banheiro! _ Agora me der licença, vou voltar pra festa. _ Victoria tenta passar por Estevão, mais ele não deixa.
— Espere Victoria... Eu quero me desculpa, foi grosseiro e inadequado lhe cortejar. Espero que possa me desculpar. _ Os dois estavam tão perto, que Victoria sentia a fragrância do hálito de Estevão.

— Vamos fingi que isso não aconteceu. Agora se me der licença eu quero voltar pra festa.
— Tudo bem! _ Estevão se aproxima da face de Victoria, e fala bem próximo ao seu ouvido... e se precisar usar o banheiro novamente o meu quarto é seu... _ Disse em tom de brincadeira, mas Victoria percebeu uma segunda intenção nas palavras de seu inimigo.
— Muita gentileza de sua parte, obrigado! _ Victoria decide manter a calma, ela precisava se aproxima de Estevão.
Victoria desce as escadas o mais rápido possível, como se quisesse fugi o mais longe possível de Estevão... O timbre grave da voz dele ainda ecoava em seu ouvido. O cheiro doce do hálito dele estava impregnado em sua narina. Tudo nele tinha um grande efeito nela, ela pensava ser desprezo, nojo, mas seu inconsciente sabia que ela só estava reprimindo seus desejos mais íntimos. Foram anos observando de longe, o seu inimigo, o conhecendo seus pontes e também os fracos.
Victoria já se encontrava ao lado de Fernando, quando um grande telão, é ligado, e começa contar o inicio do “amor” de Marcela e Estevão, varias fotos antigas do casal é passada, junto com as fotos dos filhos, ainda quando criança, fotos do casamento, assim como vídeo pessoal do casal é passado, com uma musica romântica deixando tudo ainda mais emocionante. Mas tudo toma um rumo diferente quando entre as fotos de família, aparecem fotos de Marcela com seu amante... Marcela em seus momentos mais íntimos é mostrada a todos. Victoria observa a reação de perplexidade de todos.
— Desliguem isso! _Ordenava Luciana... Que estava pálida como um defunto.
Anos atrás
Presidio
Victoria pisava firme a cada passo, ela estava preste a vê o homem que foi condenando a prisão perpetua pela morte de seu pai e sua mãe. Ela chega à área de visita sua face não demostrava qualquer emoção. Quando o réu, o assassino senta perante a ela, seus lábios se abrem em um sorriso.
— O senhor deve ter sentando em um local errado, estou esperando outra pessoa. _ Victória diz isso mais sem demostra qualquer supressa.
— Foi onde me mandaram! Nesse lugar não tenho muitas escolhas.
— E deve ser uma vida difícil! Chamo-me Victória Rios, o senhor foi acusado de matar meus pais! Porem eu sei que não cometeu esse crime.
O homem encara Victoria, como se ela fosse parte de uma pegadinha, tentando encontra detalhes de uma atriz, mas o que ele viu um olhar pedido, como se procurasse uma resposta.
— Você é a primeira pessoa que me diz isso... Ou você é uma lunática, ou sabe algo que eu não sei... _ O homem estava magro e com alguns ferimentos no rosto.
— Na verdade é a segunda opção... Eu sei quem matou meus pais, e posso garantir que não foi o senhor.
— Como sabe? Você pode me tirar daqui? _ Os olhos do homem tinha um brilho de esperança.
— Eu não posso lhe tirar daqui, não ainda! Mas o senhor pode me ajudar a fazer isso.
— Como? _ pergunta o homem afoito.
— Me diga se conhece esse homem. _ Victoria coloca na mesa um desenho feito por ela mesmo.
— Ele me parece o filho da minha ex. patroa... Mas eu não tenho certeza.
— Qual o nome dele? Diga-me..._ Victoria aperta a mão do homem. _ Diga o nome dele!
— Estevão San Roman, mas o que ele tem haver com a morte dos seus pais... Ele era só um adolescente na época da morte de seus pais.
— Um adolescente que matou friamente meus pais, e que deveria está aqui preso em seu lugar. Mas a partir de hoje eu vou dedica a minha vida em destruí-lo! _ Victoria diz isso, enquanto encara o retrato falado de Estevão.
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